He Doesn't Like The Lights

34 #34 - Se pudesse fazer três pedidos, o que pediria?


Notas iniciais
Cheguei o/ Espero que gostem desse capítulo que tá um doce só ♥♥

#34

Se pudesse fazer três pedidos, o que pediria?

Uma semana se passou. Uma semana onde todos já estavam de volta as suas casas, acomodados confortavelmente. Quinn foi liberada, assim como Alice e Theodore. Kurt e Blaine já tinham preparado a decoração do quarto dos seus gêmeos.

O planejamento da decoração e a colocação de tudo foi até bem divertido para ambos os meninos.

*FLASHBACK ON*

Kurt estava com uma lata de tinta e Blaine com a outra, cada um pintando uma parede. Eles pintavam as paredes com um tom claro de amarelo. Estavam com sorrisos enormes em seus rostos, afinal estava pintando o quarto de seus gêmeos. Escolheram amarelo por pensarem combinar mais com o ambiente. Os móveis já haviam sido comprados e estavam para chegar. Um dos berços era verde claro e o outro era azul claro. Eles compraram um guarda-roupa branco e uma cômoda de cor também clara.

Blaine se aproximou de Kurt o puxou para mais perto e o beijou, sentindo um pincel em seu rosto: Kurt tinha o sujado de tinta. O moreno riu e também sujou o marido, começando com ele uma pequena guerra de tinta, com direitos a sorrisos, beijos e muita bagunça.

— Se você pudesse fazer três pedidos, o que pediria? – Kurt perguntou, com as mãos entrelaçadas no pescoço do marido.

— Ter você para sempre. – O moreno respondeu com um sorriso.

— E os outros dois pedidos?

— Daria para alguém que precise, provavelmente nossos filhos, porque eu, tendo você, eu tenho tudo.

Kurt não se aguentou e grudou Blaine contra a parede que ainda não havia sido pintada, o beijando com veracidade. É, ao que parece as paredes iriam demorar mais do que o esperado para serem pintadas.

*FLASHBACK OFF*

— Eu não consigo nem acreditar que nós somos papais, Blaine. – Kurt riu alegre, observando junto com Blaine os filhos dormindo.

— Eles são tão lindos. Não parecem bebês, parecem anjos. – Blaine tinha lágrimas nos olhos.

O moreno puxou Kurt para mais perto e o abraçou. Um abraço amoroso. Blaine estava emocionado e feliz. Sua vida era completa agora. Ele tinha tudo o que queria e precisava.

— Eu te amo tanto. – O moreno olhou nos olhos de Kurt, que sorriu. – Até demais.

— Eu também te amo, meu amor. – Kurt beijou o marido rapidamente e logo sentiu mais uma presença no quarto. Ou melhor, duas.

Gabriela e Sebastian entraram, interrompendo assim o beijo deles. Os dois pediram para que os dois ficassem de olhos nos bebês enquanto eles tomavam um banho, saindo do quarto após ouvirem inúmeras piadinhas sobre o que iriam mesmo fazer. Claro, o plano inicial realmente era tomar banho. Mas uma coisa sempre leva a outra, não?

Os dois entraram no quarto e, em seguida, no banheiro. Decidiram que iriam pegar outra roupa após o banho. Tiraram suas roupas e foram para debaixo do chuveiro, logo se entrelaçando em um calmo beijo.

— Por mim eu ficaria agarrado em você pelo resto da minha vida. Nunca vou me cansar de te ter ao meu lado. – Kurt sorriu para Blaine, que o puxou para ainda mais perto, fazendo com que seus membros se tocassem. – Não provoca, Anderson.

— Ah, eu provoco sim, meu amor. Provoco até você implorar por mim... – O moreno sussurrou no ouvido de Kurt, o deixando todo arrepiado.

— Não precisa de muito para me fazer implorar. – Kurt disse já perdendo seu raciocínio. Odiava ser tão fácil quando se tratava de Blaine.

Blaine, com o intuito de provocar, aproveitou que estava perto do ouvido de Kurt e mordeu sua orelha, descendo com sua boca pelo pescoço dele, arrastando sua língua e o beijando, logo descendo os beijos pelo peito do castanho, descendo cada vez mais, até que, sem aviso prévio, colocou sua boca no membro de Kurt, arrancando um alto gemido do mesmo.

Kurt levou sua mão aos cabelos de Blaine, o ajudando com os movimentos, que se tornavam cada vez mais rápidos e mais delirantes para o castanho. Blaine começou a passar sua língua pelo membro dele, dando alguns beijos e logo voltando a colocá-lo inteiramente na boca.

Quando Kurt estava quase chegando ao seu ápice, Blaine parou os movimentos e ficou em pé, encarando Kurt com um sorriso quase que sádico.

— Eu te odeio, Anderson. – Kurt disse com certa raiva, mas logo riu. – Anda logo com isso...

— O que você quer que eu faça, Kurtie? – Blaine perguntou manhoso, colocando sua mão no membro de Kurt e o apalpando.

— Eu quero você. – Kurt disse de olhos fechados, sentindo Blaine beijar o seu pescoço.

— Isso eu sei, mas o que quer que eu faça? – Blaine perguntou ainda provocando, sussurrando no ouvido do marido.

— Eu quero que você me fo... – Blaine o interrompeu com um beijo, sentindo seu lábio inferior ser mordido, provavelmente por uma rápida vingança do marido.

Ele não pôde evitar de sorrir, puxando Kurt pela cintura e o fazendo entrelaçar as pernas em sua cintura, logo colocando seu membro no castanho e o penetrando lentamente.

A água quente caía sobre seus corpos, aumentando o calor que estava ali dentro. Os dois trocavam beijos desajeitados e gemiam o nome um do outro, além de coisas totalmente sem sentido que pareciam tão extasiados que não conseguiam torna-las palavras de sentido. O barulho de suas peles se chocando se misturava com o barulho da água.

Kurt permanecia com as mãos entrelaçadas no pescoço de Blaine, inclinando sua cabeça para perto de ouvido dele apenas para provocá-lo, gemendo seu nome sem parar. O moreno tentava abafar os seus gemidos beijando o pescoço de Kurt, mas era totalmente em vão.

Blaine levou sua mão ao membro de Kurt, o levando a loucura, arrancando gemidos ainda mais altos por parte dele. Os dois chegaram aos seus ápices com pouquíssimo tempo de diferença e praticamente berrando o nome um do outro. Por eles, poderiam repetir a dose sem problemas, mas não queriam correr o risco dos filhos acordarem e eles não estarem perto para acudi-los caso precisassem.

Terminaram seu banho com apenas mais uns beijos e uma deliciosa troca de carícias. Logo saíram para o quarto com uma toalha amarrada na cintura e trataram de se vestir. Se olharam e novamente sorriram. Se amavam tanto.

Desceram as escadas e encontraram Gabriela e Sebastian sentados, cada em frente a um dos berços. Os dois toda hora se cortavam por algum motivo, queriam uma competição que dissesse quem dos dois era o melhor padrinho, sendo que ambos eram excelentes – ainda que extremamente ciumentos.

[...]

Mais dois dias haviam se passado. John e Gabriela estavam na casa de Kurt e Blaine, sentados com eles na sala conversando. Os bebês estavam dormindo, como faziam a maior parte do tempo.

Uma das pessoas que trabalhava na casa de Blaine abriu a porta e por ela entraram quatro pessoas, as quais chegaram a assustar Kurt e Blaine. Elliot, Sebastian e duas crianças, um menino e uma menina, que aparentavam ser de idades diferentes.

— Oi, gente! – Sebastian disse animado, sorrindo como nunca. – Nós queríamos esperar para contar a novidade, mas como esperaríamos ainda mais quando vocês precisam conhecer os afilhados de vocês?

— Se vocês aceitarem, óbvio. – Elliot disse, também sorrindo. – Essas duas crianças são os novos membros da família Smythe-Gilbert.

— E quais são seus nomes, seus lindos? – Kurt perguntou, se aproximando deles junto com Blaine e se abaixando na altura do menino. – Eu sou o Kurt.

— Oi... – A criança disse tímida. – Meu nome é Mitchell.

— Ele tem dois anos e é irmão da Haley. Entramos com os papeis tem uns dias, queríamos surpreender vocês. – Elliot disse, logo vendo Kurt pegar Mitchell no colo.

Mitchell tem três anos, enquanto Haley já tem oito. As crianças logo estavam entretidas com Kurt, Blaine, Gabriela e John. O casal Hummel-Anderson já tinha aceitado serem os padrinhos das crianças, mas agora faltava o outro casal, não?

Sebastian andou até Gabriela e a encarou. Essa seria uma tarefa mais difícil do que o esperado. É claro que ele e ela se dão bem quando o quesito é amizade, mas que rolava um ciúme endiabrado quando o assunto é Kurt, Blaine, Theodore e Alice, realmente rola.

— Gabi... – Começou Sebastian, abaixando-se na altura dela, já que ela estava sentada no sofá. – Você também aceita ser madrinha deles?

Gabriela permaneceu séria e Sebastian quase desistiu, mas quando ia se levantar foi derrubado no chão por ela, que pulou em cima dele e o abraçou, quase esquecendo que estava grávida.

— Eu posso fingir que não, mas você sabe que eu te amo. – Confessou ela. – E vai ser uma honra ser madrinha dessas crianças lindas.

— Se Sebastian não fosse gay, isso aí já tinha virado casamento. – Riu Blaine, logo vendo Kurt concordar.

— Hey! – Elliot e John disseram juntos, rindo também em seguida.

— Mas é verdade. – Continuou Blaine. – Os dois ficam se bicando o tempo inteiro. Só sabem ter ciúme de todo mundo e dizer quem é melhor entre os dois. Isso aí só pode ser amor.

— Engraçadinhos. – Gabriela levantou rindo, sentando novamente no sofá ao lado de John.

— Que fome... – Sebastian disse e Blaine estava pronto para falar uma besteira, então lembrou que duas crianças estavam presentes e resolveu se calar.

— Eu convidaria todos para sairmos e jantar, mas Theo e Ali não podem pegar vento frio... – Blaine disse. – Mas isso não significa que não possamos pedir pizza. Vocês querem pizza, crianças?

Os dois pequenos assentiram alegres, fazendo Blaine também rir, imaginando seus filhos já maiores. Que alegria deve ser ouvir a primeira palavra deles ou os ver dando seus primeiros passos.

O moreno levantou do sofá e andou até o telefone, ligando para a pizzaria em seguida e encomendando seis pizzas grandes. Não sabia se iriam comer tudo aquilo, mas pouco ligava para isso, apenas pediu. Voltou a se sentar e viu Kurt todo pensativo.

— Que foi, amor? – Perguntou o moreno, vendo Kurt sorrir.

— Nós todos somos pais. Isso não é incrível? Dois anos atrás apenas John e Gabriela estavam juntos. – Kurt disse, fazendo um sorriso aparecer nos lábios de todos.

— E eu namorava um idiota. – Sebastian disse rindo. – Que bom que eu e ele terminamos, caso contrário eu não estaria aqui, casado e com dois filhos.

— Agradeço a todos os tropeços de nossas vidas até aqui. – Blaine disse contente. – Porque foram eles que nos trouxeram para as nossas atuais vidas. Foram os tropeços que fizeram tudo entre nós melhorar.

Todos levantaram as mãos como se estivessem brindando e gritaram felizes, dizendo “um brinde aos nossos tropeços” e rindo em seguida.

[...]

— Tio Thomas, o que está fazendo? – Perguntou Nina, filha de Quinn, entrando no quarto do tio, o qual estava hospedado na casa da irmã.

— Apenas pensando na vida e mexendo no computador. E a senhorita, por que está acordada a essa hora? – Perguntou o Fabray, pegando sua sobrinha no colo. – Não consegue dormir?

— Não... eu tive um pesadelo... – Ela disse cabisbaixa. – Pode deitar comigo, tio?

— Claro que sim, meu anjo. Só me deixa desligar o computador que eu já vou lá.

A menina sorriu contente e correu de volta para seu quarto. Thomas encarou a tela do computador e viu que Blaine tinha postado uma nova foto em suas redes sociais. Uma foto onde estava ele, Kurt e os filhos, com a legenda: “Ainda agradecendo aos tropeços de nossas vidas por terem nos trazido onde trouxeram. Não há amor maior do que o que eu sinto por esses três.

Thomas sentiu seu sangue ferver e quase atirou o computador no chão, porém o ignorou e seguiu para o quarto de sua sobrinha. Ela era mais importante do que qualquer coisa agora. Enquanto ninava sua sobrinha para a mesma dormir, ele só conseguia pensar no quanto se odiava por ter fingido não gostar de Blaine na época da escola. Se odiava mais que tudo ter desperdiçado aquela chance.

Mas ele iria ter o moreno de volta, ainda que o mesmo nunca tivesse sido realmente seu e por sua própria culpa. Ele iria consertar os erros de seu passado, não importava se essa seria a última coisa que ele faria na vida.

[...]

— B... posso te fazer uma pergunta? – Perguntou Kurt, deitado na cama já pronto para dormir.

— Mas é óbvio. Pergunte! – Sorriu o moreno.

— Você sabe que eu sou a pessoa mais insegura desse mundo, principalmente quando se trata de você, então não ria de mim. – Pediu o castanho, vendo Blaine deitar-se ao seu lado e se aconchegar com ele. – O que você sentiu quando viu Thomas na sua frente depois de tanto tempo?

— Oh... – Blaine foi surpreendido pela pergunta. Nem ele sabia definir o que sentiu. – Para ser honesto, eu não sei. Por que está me perguntando isso?

— Porque ele é lindo, você já gostou dele e ele te quer. Bem simples o motivo de eu ter medo, não? – Blaine sorriu com a insegurança de Kurt e o puxou para mais perto.

— Não me importo com a beleza dele ou com o fato de eu já ter gostado dele. Eu já disse isso e repito quantas vezes for necessário. – Falou o moreno. – Eu te amo e nada, nem ninguém, será capaz de mudar isso. Lembra quando você me perguntou sobre os três pedidos? Então, eu continuo a dizer que tendo você eu tenho tudo. E quanto a você... o que faria se tivesse três pedidos?

— Pediria que nada de ruim acontecesse com nenhuma das pessoas que eu amo, esse seria o primeiro. – Kurt virou-se e ficou encarando o marido. – Pediria que nossos filhos cresçam saudáveis e felizes. E, por último, pediria que meu coração nunca mais fosse partido.

— Bom, por mim ele não será. Mas, se por algum motivo, você tiver seu coração aparentando estar em pedacinhos, eu te prometo que vou cuidar de você. Eu prometo que, enquanto eu estiver ao seu lado, nunca irá faltar amor em sua vida. – Blaine deu um beijo suave no marido. – Esquece o Thomas, esquece todo mundo. Eu sou só seu e vou permanecer sendo. Eu te amo.

— Eu também te amo. – Afirmou Kurt, beijando Blaine mais uma vez.

Mas o coração de Blaine não estava sossegado. Tudo bem, ele tinha sentido algo ao ver Thomas. Ele só não sabia decifrar o que era e preferia continuar sem decifrar. Ele não cairia duas vezes no jogo dele, cairia?

Notas finais
Mas e aí? Já tiraram suas conclusões sobre o que vai acontecer? Thomas é uma boa pessoa, gente, podem gostar dele sem problemas, ok? Muahaha ♥ Bjo ♥