He Doesn't Like The Lights
28 #28 - Todos resolveram casar
Notas iniciais
#28
Todos resolveram casar
— Tudo pronto, pessoal? – Blaine perguntou, vendo todos com suas malas na sala de sua casa.
— Sim, tudo certo. – Afirmou Sebastian.
— Quinn, qualquer coisa que acontecer você pode nos ligar. Não importa a hora. – Kurt disse, olhando para a loira que sorria para eles.
— Posso falar com você um pouquinho, Quinn? – Gabriela perguntou, vendo a loira assentir, já a puxando para fora da sala.
— Fiz algo errado? – Quinn indagou, sorrindo de seu jeito doce de sempre.
— Vou ser direta. Eu não gosto de você. – Admitiu Gabriela. – Odeio ser implicante, mas acontece que eu não confio em você e sinto que você quer o mal dos meus amigos. Eu vejo a maneira que você olha para Blaine e se bem me recordo você é casada, então pare de tentar roubar o noivo dos outros, porque você não vai querer me ver tendo um surto. Qualquer coisa de ruim que você fizer a eles, refletirá em minhas ações e não me responsabilizarei por meus atos.
— Eu olho para eles com ternura e carinho, apenas. Amo meu marido e meus filhos. Não vou roubar ninguém, nem prejudicar ninguém – A loira disse calma, sorrindo. – Queria eu ter uma amiga assim como você, preocupada desse jeito.
— Pois fique querendo. – Gabriela respondeu seca.
— Ciúme, Gabriela? – Blaine perguntou rindo, se aproximando da melhor amiga.
— Não preciso ter ciúme daquilo que me pertence.
Ela largou aquilo e voltou para a sala, sendo seguida por Blaine e Quinn. Todos combinaram algumas coisas que faltavam e finalmente se dirigiram para os dois carros e, após isso, foram para o aeroporto, onde tornaram a se encontrar.
O voo foi tranquilo, já que Blaine tem o próprio avião – que mais parece um quarto de um hotel luxuoso. Durante o trajeto ficaram conversando sobre coisas simples e bestas, apenas para passarem o tempo.
Estavam ansiosos para chegarem ao seu destino. Apenas Blaine ali conhecia Las Vegas, então todos os outros queriam muito conhecer. O mais incrível, é que todos ficavam perguntando sobre valores, mas Blaine apenas negava dizendo ser um presente para eles.
Quando aterrissaram, olharam encantados para todos os cantos, como se até o ar fosse diferente e eles estivessem em outro país. Era engraçado e Blaine estava feliz por proporcionar aquela alegria aos amigos. Todos foram diretamente para o hotel largar suas coisas, sendo que cada casal ficou em um quarto, todos na cobertura – parte mais cara ainda por cima.
Aysha e Cooper ficaram no primeiro quarto, depois tinha um vazio e vinha o de Sebastian e Elliot – que tinham finalmente firmado um namoro –, depois vinha o de Gabriela e John, por último vinha o de Kurt e Blaine.
Por mais que ainda quisessem jantar fora naquela noite todos juntos, estavam com um pouco de preguiça. Ignoraram a tal preguiça e se arrumaram para jantar, todos os casais felizes.
Os quatro casais se encontraram no hall de entrada do hotel e foram andando pela cidade, com os dois seguranças de Blaine por perto como sempre. Chegaram em um restaurante que encararam como interessante e logo entraram, todos com fome. Pediram uma mesa para oito e sentaram-se todos juntos, quatro de cada lado da mesa.
Fizeram seus pedidos e aguardaram os mesmos conversando.
— Ok, maninho, você que já veio aqui vai nos dizer onde devemos ir. – Cooper disse ao irmão e todos encararam o moreno de forma esperançosa.
— Kurt disse que queria conhecer algum Casino, então acho que podemos ir em um depois daqui. – Blaine fez uma pausa. – Amanhã durante o dia podemos andar por aí e de noite eu conheço uma boate na divisa da cidade que podemos ir. Apenas saibam que ninguém sai sóbrio de lá e você sabem o que acontece com casais bêbados em Vegas. – Avisou o moreno, rindo.
— O que acontece? – Perguntou Elliot, vendo Sebastian rir.
— Casais bêbados em Vegas normalmente casam. – O Smythe disse rindo. – E só dois casais aqui já vão fazer isso.
— Não aqui. – Kurt falou, vendo o outro assentir. – Isso me lembra que ainda não reservamos nosso hotel para a lua de mel...
— Eu já reservei, amor, não se preocupe. Já está tudo certo e também ainda falta um certo tempo para nos casarmos. Não precisamos correr. Temos até o final do mês. – Blaine deu um beijo na bochecha de Kurt e sorriu.
— Vocês são fofos demais. Isso me irrita. – Sebastian revirou os olhos e todos riram, o chamando de invejoso por Elliot ser tão frio quanto ele.
Logo os pedidos deles chegaram e eles começaram a comer, ainda falando sobre casamentos que acontecem em Las Vegas. Kurt e Blaine já haviam percebido que todos ali estavam justamente pensando em fazer aquilo, pois ficavam falando sobre como seria se casassem ali. Claro que Kurt e Blaine já iriam casar, assim como John e Gabriela, mas que seria divertido ver seus amigos fazendo essas loucuras, isso seria.
Quando saíram do restaurante, mais de uma hora mais tarde, foram para o tal Casino que Blaine falou. Olhavam deslumbrados para todos os detalhes do lugar assim que atravessaram as portas de vidro.
Blaine sentiu como se tivesse levado crianças para um parque de diversão, porque era assim que todos eles agiam. Era divertido. Queriam ir em todos os lugares possíveis ali dentro e foi nesse momento que o Anderson percebeu que se abrisse uma brecha, todos sairiam falidos dali, inclusive ele.
O moreno viu todos rindo e literalmente brincando por todos os cantos e marcou de encontrá-los dali duas horas na frente do Casino. Mas ao chegar lá na hora marcada, só ele e Kurt estavam na rua. Logo vieram Gabriela, John, Aysha e Cooper. Só faltava Elliot e Sebastian, que só chegaram uma hora mais tarde, dizendo que se perderam no caminho para o banheiro. Claro que isso causou várias piadinhas entre o grupo de amigos, mas todos estavam felizes demais para se preocuparem de verdade.
Quando chegaram de volta ao hotel, cada casal foi para seu quarto, prontos para terem uma ótima noite de sono. Ou não, vai saber o que cada casal faria no seu quarto àquela hora, não é mesmo?
O que é necessário saber, é que Kurt e Blaine entraram no quarto e foram tomar um banho, juntos. Deixaram a banheira enchendo enquanto trocavam alguns beijos e tiravam as roupas um do outro.
Entraram na banheira juntos, com Kurt de costas para Blaine, no meio das pernas dele. O moreno abraçava seu noivo com carinho e estavam ali mais para relaxar do que para qualquer outra coisa.
— Você me faz tão feliz... – Kurt disse, sentindo Blaine depositar um beijo em seu ombro. – Eu te amo.
— Eu também te amo. – Blaine sorriu, apertando o castanho mais contra si. – Não sei o que seria de mim se eu te perdesse. Na verdade, eu sei... Eu não seria nada, porque você é o meu tudo.
— Amo quando você diz que sou seu tudo. – Kurt virou-se para trás e ficou sentado no colo de Blaine. – Isso faz com que eu me sinta tão especial.
— Bom que se sinta assim, porque você é especial. – Blaine puxou Kurt carinhosamente e o beijou, sorrindo em seguida. – E é só meu.
— Assim como você é só meu. – E novamente se beijaram.
Depois disso ainda se beijaram inúmeras vezes, mas finalmente tomaram um banho e foram para fora do banheiro para vestirem uma roupa. Vestiram apenas uma calça confortável de pijama e deitaram-se de conchinha, novamente dizendo que se amavam antes de finalmente pegarem no sono.
[...]
Kurt acordou-se na manhã seguinte já sentindo a respiração tranquila de seu noivo batendo contra seu pescoço.
— Melhor maneira de acordar... – Pensou o castanho, abrindo um pequeno sorriso.
O Hummel pegou seu celular sem se mexer muito e viu que era nove da manhã. Era cedo ainda, eles só se encontrariam com os amigos perto das onze horas. Kurt se aconchegou melhor nos braços de Blaine e sentiu um beijo ser depositado em sua nuca, demonstrando que o noivo já estava acordado, assim como ele.
— Bom dia, amor... – Blaine disse com a voz rouca de recém ter acordado.
— Bom dia! – Kurt disse animado, virando-se para o noivo para dar um selinho nele. – Dormiu bem?
— Muito. E você? – O castanho aproximou-se mais de Blaine e ficou abraçado nele.
— Também. – Afirmou o castanho. – Eu amo ficar abraçado em você. Sendo honesto, ainda procuro algo que eu não ame em você. – Ele riu abafado, por estar com o rosto no pescoço de Blaine.
— Eu também amo ficar assim com você. E eu também ainda procuro, mas acho que não tem nada que eu não ame em você, então...
— Será que dá para as princesas se arrumarem logo para sairmos? Eu quero comer! – Sebastian gritou do lado de fora do quarto, fazendo os meninos rirem.
— Já vamos! – Respondeu Blaine. – Pensando bem, vão vocês, depois nos encontramos.
— Ok! – Sebastian disse contrariado e saiu de perto deles.
[...]
Depois que Sebastian se afastou do quarto, os meninos permaneceram deitados, ainda abraçados um ao outro. Só levantaram perto do meio-dia, quando tomaram um banho e se arrumaram, logo indo ao encontro de seus amigos.
Todos almoçaram juntos e foram conhecer a cidade, parando em todos os lugares que julgavam bonitos – inclusive pedras que achavam diferentes pelo chão – para tirar fotos. Estavam se divertindo e muito.
Se separaram perto das nove da noite, quando foram para seus quartos trocarem de roupa, foram se arrumar, para todos irem juntos para a festa que teria naquela noite. Uma festa na divisa da cidade, a qual foi citada por Blaine e deixou todos loucos de ansiedade.
Se encontraram em frente ao hotel já prontos, todos estavam incríveis. Blaine vestia uma calça preta, uma camisa vermelha e uma jaqueta de couro também preta; Kurt vestia uma calça azul escura e uma camisa preta; Aysha e Gabriela usavam vestidos, sendo eles respectivamente vermelho e roxo, com um decote pequeno e ambos um pouco acima dos joelhos; Cooper vestia uma calça jeans normal, com alguns cortes por ela e uma camisa branca; Sebastian usava uma calça extremamente colada ao seu corpo na cor vermelha, com uma camisa de um vermelho mais escuro; Elliot usava a roupa toda preta e, assim como Blaine, estava com uma jaqueta de couro; John estava com uma calça de um tom escuro de verde e uma camisa de um tom mais claro que sua calça.
Todos foram de táxi para a festa, sendo obrigados a irem em mais de um carro. Chegaram com poucos minutos de diferença uns dos outros e logo entraram no estabelecimento, o qual estava lotado. Todos ficaram na parte VIP, graças a Blaine, claro.
Em menos de duas horas de festa todos já estavam feito loucos. Todos mesmo. Eles se olhavam e do nada riam, se beijavam loucamente sem se preocupar com o fato de estarem em público e, o principal, dançavam alegremente.
Gabriela e Kurt tinham subido na mesa que tinha naquela área da festa e começaram a pular e dançar que nem dois loucos, gritando o mais alto que podiam, cantando animadamente a música que tocava.
— Não caiam daí, por favor. – Pediu John cautelosamente.
— Me segura! – Gabriela gritou e se atirou nos braços de John, que por sorte conseguiu pegar ela. – Eu quero casar com você... eu amo você...
— Mas nós já vamos casar, amor, e... – Ela o interrompeu.
— AGORA! QUERO CASAR AGORA! – Ela gritou, rindo loucamente depois.
— Então vamos casar! – Ele disse também alegre, beijando sua noiva em seguida.
— Vocês não estão falando sério, estão? – Perguntou Elliot, cruzando os braços perto deles.
— VAMOS TODOS CASAR, VAMOS! – Gabriela falava de maneira enrolada. Falava não, gritava.
Todos começaram a rir e saíram da festa, indo em busca das famosas capelas. Iriam mesmo casar, tirando Kurt e Blaine, que passaram a vez por já estarem de casamento marcado – e também por serem os menos bêbados ali.
Os casais foram até uma capela que encontraram e sentaram-se, esperando que John e Gabriela falassem com quem lhes foi mandado. Após convencerem a moça – que não queria permitir o casamento por conta de eles não estarem sóbrios – eles esperaram a capela ficar pronta e, enquanto isso, convencer Elliot, Sebastian, Aysha e Cooper a também casarem, o que só fez Kurt e Blaine rirem mais.
Quando tudo ficou arrumadinho para eles, apenas Kurt e Blaine assistiam. Tinham flores vermelhas no local, como foi pedido, e as meninas seguravam um mini buquê, enquanto Blaine tocava no piano uma música para elas entrarem.
Na entradinha da capela ficou Kurt, que levou Gabriela até John, voltou e levou Aysha para Cooper e, por último, levou Sebastian para Elliot, rindo loucamente por esse fato ter acontecido.
O homem que realizaria a “cerimônia” deles olhava para eles e não conseguia evitar de rir. Estavam tão bêbados que no dia seguinte nem lembrariam que tinham casado. Enquanto se preparavam, minutos atrás, Blaine correu para a joalheria mais próxima – que ficava ao lado da capela – e comprou seis alianças de prata, das mais simples, apenas para eles botarem em seus dedos.
Depois do homem falar tudo que devia ele ficou esperando os casais fazerem suas juras de amor, mas eles não conseguiam dizer muitas palavras. Cooper e Aysha apenas falaram que mesmo se conhecendo há pouco tempo já gostavam muito um do outro e queriam ter um ao outro para sempre; Sebastian e Elliot disseram que encontraram um no outro a felicidade com a qual sempre sonharam, o que encantou aos outros ali presentes; já Gabriela e John foram os que falaram mais e por mais tempo, disseram que se amavam e que isso era apenas mais um marco na história deles, algo que compartilhavam e que iriam levar para o resto de suas vidas, assim como o amor que sentiam um pelo outro.
Colocaram as alianças dadas por Blaine e se beijaram, marcando a cerimônia como encerrada.
Todos estavam em uma situação tão ruim, que acabaram dormindo no mesmo quarto, o quarto de Kurt e Blaine.
Eles só não esperavam que toda aquela alegria poderia acabar quando acordassem e percebessem que definitivamente não deveriam ter se casado.
Fale com o autor