He Doesn't Like The Lights
29 #29 - O casamento dos sonhos
Notas iniciais
#29
O casamento dos sonhos
— Bom d... – Kurt parou de falar no momento que viu todo mundo atirado no chão do quarto, inclusive ele e Blaine.
Sebastian estava com a perna por cima de John, que estava abraçado de qualquer jeito em Gabriela; Gabriela estava atirada praticamente em cima de Aysha, que certamente não estava abraçada em Cooper e sim em Elliot; Cooper estava abraçado em Elliot; Kurt e Blaine estavam bem próximos a Sebastian.
O castanho começou a rir quando viu o estado de todos e viu Blaine sentar no chão um pouco atordoado.
— Bom dia... – Disse ainda sonolento.
— Por que vocês estão gritando? Minha cabeça parece que vai explodir. – Sebastian reclamou, atirando seu travesseiro em Kurt sem nem olhar para ele.
Quando o Smythe deu conta do que estava acontecendo, sentou-se bruscamente, sentindo uma dor horrível em sua cabeça.
— Por que eu sinto que Satanás está dançando Sorry do Justin Bieber na minha cabeça? – O castanho perguntou, encarando Kurt e Blaine. – ELLIOT GILBERT, QUE PORRA É ESSA?
— Para de gritar! Que inferno! – Gabriela sentou, estressada. – Que droga é essa no meu dedo? – Perguntou encarando a aliança em sua mão esquerda.
Sebastian olhou para sua mão e viu que também tinha uma aliança, assim como todos ali – menos Kurt e Blaine. Em poucos minutos, com os gritos de Sebastian e Gabriela, todos acordaram.
— Ainda não me respondeu, Gilbert! – Sebastian insistiu, vendo pura confusão no rosto do moreno. – Você estava abraçado nesse aí... – Apontou para John.
— Ah, eu nem percebi. Nem parece que fui dormir, parece que deitei e morri. Minha cabeça está doendo demais. – Se defendeu o moreno. – Por que estou usando uma aliança?
— Eu só me lembro que Gabi e Kurt estavam dançando em cima da mesa... – Disse John, bocejando em seguida. Todos sentaram no chão, tentando entender o que tinha acontecido. Ainda estavam com as roupas do dia anterior.
— Eu lembro que a Gabi disse algo sobre todos casarem. – Disse Kurt. – Lembro de uma capela e do B tocando piano.
— Eu falei que isso ia acontecer. Eu avisei. – Blaine falou, negando em seguida com a cabeça. – Vocês todos casaram. Só espero que tenham casado com a pessoa certa. – Ele riu, mas foi o único.
— Você está rindo da minha desgraça, Blaine Anderson? – Gabriela perguntou irritada. – Você gosta de ver o meu desespero?
— Olha, está sendo bem engraçado... – Blaine disse e em seguida levou um tapa dela. – Por favor, Gabi, você já ia casar com o John. Para com isso.
— Verdade, eles realmente iriam se casar. – Afirmou Sebastian. – Mas e nós?
— Olha, tem essa fita de câmera aqui... – Blaine disse, pegando a mesma. – Acho que foi gravado. Vamos descobrir.
O moreno colocou o cartão de memória na televisão e estava com a imagem toda tremendo, com a voz de uma mulher no fundo. Viram tudo que aconteceu na capela, inclusive os gritos de Kurt e Blaine para os casais e as declarações dos que casaram. Foi algo bonito, no final das contas.
Acabou que nenhum se arrependeu de verdade, mesmo que Aysha e Cooper e Sebastian e Elliot tivessem casado com a relação ainda no início.
Todos levantaram e foram almoçar, percebendo que antes precisavam de um banho e de um remédio para dor de cabeça. Cada casal voltou ao seu próprio quarto, onde puderam se arrumar na maior tranquilidade, pois só se encontrariam dali uma hora.
No quarto de Elliot e Sebastian, o castanho mal olhava para o agora marido e foi tomar banho sem nem falar com o mesmo. Mas quando já estava sob o chuveiro sentiu duas mãos se entrelaçando em sua volta e um queixo parando em seu ombro, logo sentindo também beijos e mais beijos em seu pescoço.
— Sai, eu estou irritado com você. – Sebastian disse, quase cedendo aos encantos do moreno que o abraçava.
— Você ficou com ciúme. – Elliot disse com sua voz suave. – Isso significa que sou importante.
— Você é importante. E é só meu. – Sebastian se virou para ele. – É claro que senti ciúmes.
— Eu sou só seu, Sebastian. Eu estava inconsciente, apenas dormi. Você acha que eu te trairia? Ainda mais na sua frente? Quem você pensa que eu sou? – Elliot perguntou todo carinhoso, apertando Sebastian contra si. – Eu nunca faria isso.
— Acho bom. – Sebastian finalmente sorriu. – Eu cortaria o que é mais importante para você.
— Se cortaria, é?
Sebastian ficou vermelho de vergonha e sorriu tímido, logo tendo seus lábios sendo docemente completados pelos de Elliot, que iniciou um beijo calmo e cheio de amor.
Na hora marcada de todos se encontrarem, todos ficaram aguardando justamente por quem? Claro que foi Elliot e Sebastian os demorados, que passaram tempo até demais debaixo do chuveiro. Eles deram uma desculpa qualquer para os amigos, mas nenhum deles caiu, apenas dizendo que estava tudo bem a demora, eles entendiam o que realmente tinha acontecido.
Todos almoçaram juntos, rindo e conversando, ainda reclamando da dor de cabeça que estavam sentindo.
Naquela tarde passearam mais um pouco pela cidade, todos os casais juntos, sempre tirando foto por todos os cantos.
Blaine tirava várias fotos com Kurt e postava em suas redes sociais, dizendo que essa era mais uma maneira de se aproximar de seus fãs. O moreno postou uma foto com Gabriela, onde dava um beijo no rosto dela, dizendo na legenda da mesma: “Aquela que está sempre ali quando preciso, sempre me apoiando, me dando choques de realidade, se preocupando comigo. Aquela que sempre fica preocupada se estou falando diferente, que me ajuda, que sempre seca minhas lágrimas – até quando estamos longe um do outro. Enfim, uma amiga para todos os momentos, que sempre cuida de mim, ainda que eu esteja do outro lado do país. Eu amo você, Gabi!”.
Eles continuaram a andar por tudo, mas foram interrompidos de seu passeio quando do nada começou a chover. Mas todos estavam tão felizes, que resolveram ficar debaixo da chuva cantando e dançando feito loucos, como se fosse a coisa mais normal do mundo a se fazer.
Quando a noite finalmente caiu, todos ficaram no mesmo quarto novamente, mas apenas para conversarem. Combinaram quando sairiam de lua de mel – cada casal – e decidiram para onde iriam. Negando que Blaine pagasse, contra a vontade do mesmo.
Aysha e Cooper iriam para San Francisco, na Califórnia. Gabriela e John iriam mais longe, eles iriam para Montreal, no Canadá, queriam muito conhecer o lugar e iriam em outras cidades também. Elliot e Sebastian iriam para Suíça. Kurt e Blaine iriam para longe também, iriam para a Irlanda.
[...]
Os dias passaram tão rápido quanto um raio e eles logo já estavam de volta em casa. Aquela semana era a semana do casamento de Kurt e Blaine. Agora era quarta-feira e o casamento seria no sábado.
Após a cerimônia haveria uma festa em um salão que fora alugado por eles e, após isso, todos os casais partiriam para suas respectivas viagens de lua de mel.
— Vai dar tudo errado. Eles ainda não nos entregaram as lembranças do casamento, isso é inadmissível. – Kurt disse irritado, levando Blaine a revirar os olhos.
— Eles vão entregar até sexta, amor, por favor fica calmo. – Pedia Blaine, sendo ignorado com sucesso. – Não é porque uma coisa não deu certo que tudo vai dar errado.
— Vai sim! – Kurt quase gritava e foi nesse momento que Blaine se aproximou dele e o segurou pelos braços.
Kurt começou a chorar nos braços de Blaine, que o apertava forte contra si. Aquilo era apenas nervosismo e o moreno conseguia enxergar que era só isso o que incomodava o Hummel.
— Eu sei que você está com mil e uma coisas na sua cabeça, mas você não pode enlouquecer agora, meu amor. Vai dar tudo certo, eu te prometo. – Blaine secava as lágrimas de Kurt, que assentia devagar.
— Desculpa, é só que eu... meses atrás eu não imaginaria que estaria agora casando com você, já esperando dois filhos ainda por cima. – Confessou o castanho. – Eu não sei se eu estou preparado para tudo isso.
— Você está repensando sobre o casamento? – Blaine sentiu que tinha levado um tiro, então Kurt tratou de se explicar.
— Não, não, não, amor. Não, que horror. Nunca. – Disse o castanho. – Eu quero tudo isso, nosso casamento, nossos filhos, tudo. Só não me sinto preparado.
— É por isso que vamos aprender juntos. Vamos resolver tudo isso, ok? – Kurt assentiu, dando um selinho no moreno. – Eu te amo, K.
— Eu te amo, B.
[...]
O sábado chegou mais rápido do que o planejado. Kurt e Blaine passaram aquela última noite conversando sobre o rumo que as coisas estavam tomando e como estavam gostando daquilo.
Na sexta-feira eles tinham terminado de decorar o quarto dos seus bebês, em tons clarinhos, como verde, azul e amarelo. Não quiseram comprar berço azul para o menino e rosa para a menina, preferiram colocar ambos na cor amarela clara. Decidiram que no futuro deixariam que os filhos escolhessem a cor de seus quartos, fora que cada um teria o seu próprio quarto, o decorando da maneira que quisessem.
O casamento aconteceria em um campo, que já estava todo arrumado.
Bancos brancos foram colocados no belo gramado, com flores também brancas na volta de todos eles. Havia um arco com um mini palquinho, um altar praticamente. Um grande piano – já com um pianista – havia sido colocado perto do tal altar. Os convidados já estavam se acomodando em seus lugares, tirando Burt e Pam, que levariam seus meninos até o altar.
Sebastian estava ao lado de Kurt, que tremia encarando seu amigo. Gabriela estava com Blaine, acalmando o amigo que também estava nervoso.
— Seb, e se algo der errado? – Perguntou Kurt, encarando seu amigo.
— Não me faça te bater. Tem cinquenta por cento de chances de dar errado, assim como tem cinquenta por cento de chance de dar certo. Sempre é assim, K. – Kurt assentiu para Sebastian, afinal o castanho estava totalmente certo.
No outro cômodo, Blaine estava tentando não ter um surto, ainda dizendo que não se achava bom o suficiente para Kurt e tudo o mais.
— Ah, cala a boca, Blaine. Se ele não te quisesse, já teria te largado há muito tempo. Vocês estão com seus filhos já com seis meses dentro da barriga daquela loira aguada e sem graça, essa não é a hora de desistir.
— O que você tem contra Quinn?
— Não gosto dela, simples.
Blaine apenas riu do ciúme visível da amiga e negou com a cabeça, logo a abraçando forte, dizendo que ela era muito mais importante com Quinn, não importando o que aconteceria.
Dada a hora da cerimônia começar, os padrinhos já estavam devidamente colocados no altar, esperando pelos noivos.
Sebastian, Elliot e John estavam lindos, usando seus ternos pretos. Gabriela, madrinha do casamento, estava com um vestido roxo que ia até o chão e tinha uma pequena abertura na perna esquerda, que não mostrava muito, mas a deixava muito bonita.
Aysha, Cooper e Henry estava no banco mais da frente e logo teriam Burt e Pam ali junto com eles. Quinn também estava sentada ali, com uma sandália de um salto não muito alto na cor preta e um vestido de cor azul clara, que combinava muito bem com ela.
Daniela, Leonardo, Bárbara, Luísa, Joyciane e Beatriz, fãs de Blaine, marcaram presença no casamento após encherem a paciência de Blaine no twitter, que pensou ser melhor convidá-los do que arcar com a fúria deles. O moreno conversava com seus fãs por meio de suas redes sociais em boa parte de seu tempo livre, mas esse grupo em especial era o grupo com quem Blaine mais falava e se identificava com.
O pianista já estava em seu lugar no piano tocando a melodia de Chasing Cars. Kurt e Blaine podiam até negar, mas aquela era a música deles. Nem uma outra poderia ser usada em um momento daqueles.
Pam encaminhou Blaine até o altar. O moreno sentia que seu coração iria pular para fora de seu peito, tamanho era o seu nervosismo. Tinha medo de ser negado no altar, chegou até a sonhar com aquilo – isso no pouco tempo que conseguiu dormir.
Ficou no altar e sorriu de canto para Gabriela, logo vendo Kurt se aproximando com Burt que, ao entregar o filho para Blaine, sussurrou: “cuida bem do meu filho”. Claro que aquela fala fez os dois sorrirem tímidos.
Todo o nervosismo de Blaine foi embora ao ver Kurt se aproximando com aquele sorriso lindo estampado no rosto. Toda a alegria que ele sentiu de ver o castanho não poderia ser descrita nem com um milhão de palavras.
O padre começou a falar seu discurso, que parecia durar horas. Os dois quase se arrependeram de não terem casado em Vegas com os amigos, porque teria os poupado de ouvir tudo aquilo. Estavam ansioso para dizer logo que aceitavam se casar e se beijar. Fim. Era aquilo que queriam.
Mas o tempo parecia não passar e tudo que sabiam fazer era sorrir e assentir para o padre.
— Antes de vocês colocarem suas alianças, preciso ir para a parte que normalmente é a preferida de todos. – O padre disse sorrindo. – Kurt Hummel, você aceita Blaine Anderson como seu legítimo esposo?
— Aceito! – Kurt disse feliz da vida.
— Blaine Anderson, você aceita Kurt Hummel como...
— Aceito! – O padre riu com a empolgação dele e prosseguiu com suas falas.
— Alianças agora, por favor.
— Com essa aliança eu coloco em ti todo o meu amor, te entrego o meu coração e alma e te prometo que estarei sempre ao teu lado. – Blaine disse ao colocar a aliança no dedo de Kurt, que sorriu tímido. – Desde que você chegou você virou minha vida de ponta cabeça. Acho que eu não estava preparado para gostar tanto de amar alguém. Por isso te agradeço, porque você me transformou em uma pessoa melhor, que te ama com todas as forças. Eu te amo, Kurt.
— Com essa aliança eu te entrego todo o meu sentimento, coloco em ti parte de mim e prometo estar sempre com você. – Kurt colocou a aliança em Blaine e sorriu para ele. – Tudo mudou no momento em que te conheci, agradecerei infinitamente pela existência daquele teste que fiz para trabalhar com você, porque foi com aquele teste que eu tive a oportunidade de conhecer o verdadeiro Blaine Anderson e me apaixonar por cada detalhe dele. Estarei sempre ao seu lado, nada nos separará. Eu te amo, Blaine.
— Sendo assim, eu os declaro marido e marido. – Disse o padre aos meninos que permaneciam de mãos dadas. – Podem se beijar.
Blaine se aproximou lentamente de Kurt e os dois se deram um beijo carinhoso, trocando em seguida inúmeros sorrisos, logo se abraçando forte.
— Kurt Hummel-Anderson. – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt, que sorriu mais ainda.
— E o seu nome, Sr. Anderson? – Kurt o encarou. – Vai ficar Blaine Hummel-Anderson?
— Vai ficar como você quiser que fique. – Blaine disse com aquele sorriso enorme. – Eu te amo tanto.
— Eu também te amo, marido. – Kurt riu.
Os meninos, junto com seus convidados, foram para o salão – que ficava próximo ao campo – para comemorarem o casamento com a festa. Os dois passaram praticamente o dia inteiro sem comer, estavam famintos.
Eles ficaram na entrada do local recebendo seus convidados, os abraçando e recebendo as felicitações de todos.
— Ainda não acredito que o meu maninho se casou. – Cooper disse, abraçando o casal. – Vocês vão ser muito felizes.
— Meus dois bebês casados. – Pam disse com os olhos cheios de lágrimas, também abraçando eles.
— Parabéns, meninos! – Henry os abraçou, feliz.
— Quinn, você está bem? – Blaine perguntou, vendo a loira com uma feição de quem estava sentindo dor.
— Seus filhos só podem estar muito felizes com o casamento de vocês, porque eles não pararam quietos o tempo inteiro. – Ela disse, rindo em seguida.
Ela riu mais ainda quando os meninos colocaram a mão na barriga dela e os bebês se acalmaram.
— Vocês só podem ser mágicos. – Ela riu mais ainda e foi sentar.
— Parabéns, Blaine, você tem o melhor marido que alguém poderia ter. – Burt disse em tom de brincadeira, fazendo os meninos também rirem. – Sonhei tanto com esse momento.
— Lá vem... – Kurt disse, vendo Sebastian se aproximar.
— Parabéns! – Ele praticamente gritou, abraçando Kurt. – Blaine, vê se não engravida o meu amigo nessa viagem.
Os três explodiram em risadas após ouvir aquilo. Kurt e Blaine ainda permaneceram ali, cumprimentando os outros convidados, até que finalmente se viram livres daquilo e foram sentar na grande mesa para jantarem. Na mesa deles estavam: Elliot, Sebastian, Aysha, Cooper, Gabriela, John, Burt, Pam, Henry e Quinn.
O jantar seguiu tranquilamente, com algumas piadinhas para lá e para cá e muitos sorrisos por parte de todos.
— Se me dão licença, o padrinho mais legal precisa fazer um discurso. – Sebastian disse com ar superior, se levantando.
— Nem pensar. Quem vai fazer discurso sou eu. – Gabriela levantou, cruzando seus braços.
— Vocês não estão mesmo brigando por isso, estão? – Kurt encarou os dois, que começaram a apontar um para o outro, como se estivessem tirando a culpa de si mesmos.
— Deixa as crianças brigarem. – Blaine disse rindo, vendo os dois fecharem a cara. – Ofendi vocês? Pois se sim, é só pararem de agir como se tivessem cinco anos de idade.
— Ela que fique brigando sozinho, eu vou fazer meu discurso.
E os dois brigaram tanto que ambos subiram em uma mesa e começaram a gritar seus discursos, parabenizando os noivos e tudo o mais.
Kurt e Blaine se sentiam tão completos naquele momento, como se todos os seus sonhos estivessem se realizando, principalmente porque agora estavam casados e sua alegria só iria aumentar.
Ou era isso que eles esperavam.
A vida tem essas coisas engraçadas de sempre colocar uma pedra no seu caminho quanto tudo está dando certo. A única pergunta é:
Eles vão tropeçar nessa pedra ou removê-la de seu caminho e seguir em diante?
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