Notas iniciais
Repostando :)

#2

O grande teste

Por todas as redes sociais, revistas, sites de fofoca, jornais, dentre outros, estava a notícia de que Blaine Anderson irá fazer um grande teste para que possa escolher o estilista com quem irá trabalhar durante sua mais nova turnê.

A notícia que saiu em todos os lugares, foi mais ou menos assim:

Nessa tarde de terça-feira, o ídolo pop, Blaine Anderson, declarou que sua nova turnê será a melhor e maior delas.

O cantor de vinte e oito anos tem uma brilhante carreira desde seus dezesseis anos e, ao que parece, ele só surpreende mais a todos nós.

Sua nova turnê, ainda sem nome, já tem data de início e essa data será liberada no próximo domingo.

Ao que tudo parece, a turnê durará pelo menos dois anos e será repleta de surpresas, uma diferente a cada show.

Haverá um momento para que os fãs tirem fotos com o cantor, haverá comida e água para todos que ficarem nas filas e, haverá também, uma distribuição de presentes (como camisetas, canecas, canetas e colares personalizados do astro) para todos que comprarem os ingressos. E as surpresas não param por aí.

Se você é dançarino e quer fazer parte da equipe do famoso coreógrafo Elder Smith, basta ir até um dos famosos salões de dança da cidade, os cartazes com o endereço foram colocados ao redor de todo o país.

Blaine também precisará de um estilista, mas esse teste é algo fechado, apenas para os famosos, que estarão participando de uma prova na próxima sexta-feira à tarde.

O repertório de músicas da turnê é secreto, mas o senhor Anderson declarou que todos os fãs vão ir a loucura com o que está por vir.

‘É uma turnê bem trabalhada e eu estou me esforçando ao máximo para que dê tudo certo. Tenho certeza de que todos irão gostar’ disse o cantor.

O cantor ainda declarou, que duas músicas inéditas estarão presentes, ambas dedicadas aos seus amigos e agentes, John Collins e Gabriela Carter.

A venda dos ingressos começa na segunda, mas em alguns lugares as filas para a compra já estão enormes.

Vocês não vão ficar aí esperando, não é mesmo? Corram para garantir os seus ingressos.

Quando tivermos mais alguma informação, vocês serão os primeiros a saber.

– Bom dia! – Blaine disse ao entrar na cozinha e ver Gabriela fazendo o café da manhã. – Eu amo morar com você por isso, sempre tenho tudo que preciso.

– Menos um namorado. – Brincou a amiga.

– E quem disse que eu quero um? – O Anderson disse rindo baixo. – Quem precisa de um namorado quando se tem um garoto diferente a cada noite? Eu nunca vou enjoar de olhar para a cara de alguém ao acordar.

– Nem nunca saberá como é amar alguém e ser amado, ou como é bom ter alguém com quem pode contar, alguém que te ajude, alguém que te dê suporte. Você nunca saberá como é sentir as famosas borboletas no estômago ou sentir seu coração disparar só de olhar para alguém. E sabe por quê? Porque você tem medo do amor. – Blaine riu, mas no fundo ele sabia que era verdade.

Blaine tem vinte e oito anos, nunca namorou, apenas viveu nesse seu mundinho cor de rosa onde tudo se resume a sua fama e a sexo. É tudo que ele tem. Sem isso ele não é nada. É o que ele sabe fazer.

As preparações para o teste estavam intensas. Os melhores nomes do mundo da moda estavam inscritos e alguns amadores pensaram em participar, mas resolveram desistir ao ver os outros “competidores”.

Por mais que não fosse algo grandioso, Blaine estava ansioso. Ele estaria presente nos testes e ele mesmo iria avaliar e escolher com a ajuda de Grant e Gabriela.

– O que você vai fazer hoje à noite? – Perguntou Gabriela.

– Tenho um evento. – A amiga do moreno riu.

– Sua festa sempre acaba com um homem, de um jeito ou de outro. – A amiga disse irônica. – Você não cansa?

– Se você não enjoa do homem que vê todos os dias, por quais motivos eu iria me enjoar de algo diferente por noite? Isso não tem lógica, dona Gabriela. – Blaine disse rindo.

– Não é para ter lógica. Apenas sentimento. – Disse ela, cortando o amigo.

– Muitos cortes para uma manhã só, não acha? Guarde um pouco para amanhã. – Ele disse ainda rindo.

– Você é meu melhor amigo e é por isso que eu tenho direito de falar o que estou pensando e eu espero que esteja preparado para ouvir. – Blaine arqueou a sobrancelha direita, sem entender o que ela queria dizer. – Você tem que parar com essa frescura sua de “amor não existe” ou “paixão é uma coisa inútil, casos de uma noite são melhores”, ok? Essa sua atitude é que anda sendo ridícula e totalmente sem sentido ou razão. Blaine, você tem um bom coração, ou pelo menos costumava ter. A fama destruiu você e você está deixando ela derrubar você ainda mais. Você costumava sonhar por um bom romance e agora está desperdiçando suas noites com homens que não estão nem aí para você, que ligam apenas para o seu dinheiro e fama. Você seguiu o lado errado da vida, Blaine. Você precisa parar de agir como se ainda tivesse dezesseis anos. Sinto falta daquele menino apaixonado, sinto mesmo, mas eu sei que o garoto te magoou, humilhou, sei que ele estava errado e sei que isso pode ter levado você a ser quem é hoje, mas sei também que você não mudou tanto assim. Você ainda deve acreditar no amor, só não tem coragem o suficiente para admitir isso.

– Acabou o discurso, melhor amiga? – Ele perguntou cheio de ironia na voz.

– Você não tem jeito mesmo, né?

Os dois terminaram seu café da manhã aos risos.

Blaine, Gabriela e John se conhecem desde o ensino médio e desde aqueles tempos são amigos, amigos que nunca se separaram.

[...]

Blaine estava tomando um gole de sua bebida quando viu um garoto muito bonito na pista de dança. Era uma beleza tão única, que era capaz de fazer todos pararem suas vidas apenas para admirar o garoto.

O moreno resolveu se aproximar. Cabelo claro, olhos verdes, um sorriso estonteante. É, esse era o acompanhante certo para aquela noite.

Blaine se aproximou e sussurrou algumas palavras no ouvido do garoto e logo eles já estavam aos beijos e, tão rápido quanto isso, eles já estavam a caminho do carro de Blaine.

E assim eram as noites de Blaine. Sempre um garoto diferente, uma relação de menos de duas horas de duração, sem sentimento, sem nada.

Antes das quatro horas da manhã, Blaine já havia se “livrado” do rapaz com quem havia saído, o qual ele nem sequer sabia o nome. Não que ele se importasse em saber.

[...]

A sexta-feira dos testes finalmente havia chegado. A semana havia se arrastado e parecia infinita, mas felizmente ela havia chegado ao final.

Blaine estava ansioso, ele sabia que encontraria alguém perfeito para o trabalho na sala que havia alugado e sabia que seus amigos iriam concordar com sua escolha sem nem pensar.

Blaine, Gabriela e John chegaram ao local onde ocorreriam os testes e foram atacados por inúmeros paparazzi que estavam aguardando por eles. Logo todos começaram a encher Blaine de perguntas.

– Calma, pessoal! Um de cada vez. – Blaine pediu e um silêncio se instalou na entrada do local.

– Quando vocês vão liberar as datas da nova turnê? – Perguntou uma moça com o celular gravando Blaine.

– As datas serão divulgadas no domingo. – Disse Blaine.

– Você terá participações especiais no show? Já que existem algumas parcerias no álbum. – Disse outro repórter.

– Tudo que acontecerá na turnê é sigiloso. Apenas o pessoal que está trabalhando comigo sabe o que acontecerá. – Respondeu o moreno. – Peço encarecidamente que as perguntas não sejam voltadas a isso, pois eu não vou responder.

– E os relacionamentos, como andam? – Uma outra repórter perguntou rindo.

– Estou solteiro. – Blaine disse sorrindo.

Aquela resposta era tão comum, que não causava mais efeito algum nos repórteres.

– Mais alguma pergunta? Eu preciso escolher um estilista, se não se importam. – Blaine disse com cuidado, tentando não parecer um idiota. Mas o problema é que ele é um idiota e isso ninguém pode mudar.

Ou será que pode?

– Quais critérios serão usados por você para decidir o estilista? – Perguntou Diego, um repórter que entrevistava Blaine em qualquer lugar que o moreno estivesse.

– Eu vou analisar a maneira como ele próprio está vestido, ver quais são as propostas perante à turnê, tempo de carreira, quantos famosos já vestiu. Coisas do tipo. – Blaine disse dando de ombros. – Eu preciso ir agora. Alguém quer fazer uma última pergunta?

– Por que você é sempre tão rude com todo mundo? – Perguntou Melissa, uma repórter mais que conhecida para Blaine.

– Porque vocês sempre tentam investigar tudo sobre minha vida e eu não sou obrigado a responder. Agora, se me dão licença, eu preciso cuidar da minha vida. – Blaine disse e entrou no local com seus amigos um tanto irritado.

Ele apenas sentou em frente a bancada sem falar uma sequer palavra. Ele estava irritado. Muito irritado.

– Calma, B. Vai ficar tudo bem. – Disse Gabriela, tentando acalmar o amigo.

– Eu não deveria estar irritado. Eles só falaram a verdade. Eu sou rude com todo mundo e, mais que isso, eu não ligo para a maneira que eu sou. – Blaine disse e riu sem graça. – Vamos fazer esses testes logo.

– Claro, aí você pode ir para sua noitada. – John disse baixo. Blaine ouviu, porém preferiu ignorar.

Blaine era assim e não queria mudar. Ele simplesmente gostava de ser assim e não estava disposto a mudar por alguém.

[...]

Após quatro horas, restavam apenas cinco candidatos na lista. Todos já estavam felizes por finalmente estar acabando aquela maldita lista.

– Kurt Hummel. – Chamou Blaine, logo voltando a rir com John enquanto o garoto não entrava.

– Do jeito que você está falando desse último candidato vai acabar se apaixonando. – John disse rindo.

– Se apaixonar é para os fracos. – Blaine disse e olhou para o garoto que havia entrado.

Blaine ficou com a boca aberta e completamente sem palavras ao olhar para aquele garoto.

Ele tinha a pele clara e sem nenhuma manchinha, olhos azuis tão lindos quanto o céu durante o dia, um sorriso tímido aumentava mais ainda sua beleza. Aquele garoto era, sem dúvida alguma, o mais lindo que o Anderson já havia visto. Ele aparentava ser jovem, não era alguém conhecido mundialmente, mas Blaine sabia que ele era o certo.

– Meu nome é Kurt Hummel, eu tenho vinte e três anos e eu vim aqui fazer o teste. – Disse o garoto e Blaine sorriu largo para ele.

– Desculpa, mas pensei que tivéssemos sido claros quando dissemos que apenas estilistas famosos poderiam fazer o... – Blaine interrompeu John.

– Parabéns, Kurt! Você está contratado. – Kurt abriu a boca, mas não conseguiu falar nada. – Gabriela vai passar o meu endereço para você. Os testes estão encerrados.

– Mas ainda faltam quatro candidatos. – John argumentou, mas foi ignorado por Blaine.

– Kurt, você tem algum compromisso agora? – O moreno ainda possuía um sorriso radiante nos lábios.

– Não. – Kurt disse sem jeito.

Aquele jeito inocente do castanho estava enlouquecendo Blaine. Mas é claro que Blaine era profissional e nunca faria nada com Kurt. Isso seria muita falta de profissionalismo, não é mesmo?

– Então venha comigo. – Blaine disse e puxou Kurt pelo caminho.

Os dois foram até o carro de Blaine e entraram no mesmo.

Kurt estava um pouco nervoso por estar a sós com Blaine. O cantor era extremamente famoso, mas era uma pessoa desconhecida.

– Por que você me escolheu? Você nem viu meu trabalho. – Kurt perguntou durante o caminho.

– Olha, se você for fazer com que eu me vista tão bem quanto você, creio que estou no caminho certo em ter te escolhido. – Kurt corou com o comentário.

– Você acha que eu me visto bem? – Perguntou o castanho. Receber elogios era bom, mas ser elogiado por alguém como Blaine Anderson era uma honra.

– Com toda certeza, mas algo me diz que você é ainda melhor sem nada. – Blaine disse sem tirar os olhos do caminho.

Kurt agradeceu mentalmente por Blaine não estar o olhando, pois ele estava ainda mais corado que antes.

Não muito tempo depois, eles chegaram ao seu destino. Blaine havia levado Kurt para o hotel onde sempre ficava quando queria ficar sozinho.

Os dois entraram no prédio e foram em direção ao elevador, onde subiram até o último andar.

Ao entrar no “quarto”, Kurt arregalou novamente os olhos. O lugar era simplesmente fabuloso.

– Gostou? – Perguntou Blaine, guiando Kurt até o grande sofá que havia ali.

– Esse lugar é incrível. – Kurt disse maravilhado.

– Eu também gosto. – Disse Blaine. – Bom, eu trouxe você aqui para tratarmos de negócios.

– Sim. Para quando você vai precisar dos meus trabalhos? – Kurt perguntou sentando-se no sofá.

Blaine sentou ao lado do castanho em uma distância um tanto quanto perigosa. O moreno soltou um suspiro alto e respirou fundo em seguida.

– O mais rápido possível. A turnê começa em dois meses. – Kurt começou a rir.

– Como você quer que eu faça os figurinos tão rápido? Eu não sou o Flash. – Blaine riu também.

– Verdade, você não é. – Blaine disse ainda rindo. – São apenas cinquenta figurinos, não é tão difícil.

– Não é tão difícil? Sério isso? – Kurt perguntou incrédulo.

– Ok, não sou eu quem faz então não posso dizer se é fácil ou difícil. – Ponderou Blaine. – E se eu achar alguém para trabalhar com você? Aí você faz as minhas roupas e a outra pessoa faz a dos meus dançarinos.

– É uma boa ideia. – Disse Kurt, assentindo levemente com a cabeça.

Os dois ficaram conversando ainda por muito tempo e, lá pelas dez horas da noite, Kurt foi embora. Blaine insistiu em levar o castanho para casa, mas o mesmo negou, dizendo que seu amigo o buscaria.

Naquela noite, Blaine resolveu ficar no hotel, decidindo voltar para casa só na manhã seguinte.

Ele apenas permaneceu no hotel, desistindo da ideia de ir para alguma festa. Blaine simplesmente percebeu que ele não precisava ir em festa alguma naquela noite.

Simplesmente não parecia uma ideia tão interessante.

Notas finais
Eu só postei esses dois porque eram os que estavam antes da fic ser excluída. O terceiro está praticamente pronto, mas é provável que eu não vá terminá-lo por agora. É isso :) Até mais. Bjo ♥