He Doesn't Like The Lights

19 #19 - Eu sinto a falta dele


Notas iniciais
Quinta atualização, a que eu mais queria que vocês lessem ♥ NESSE ACONTECE UMA DAS COISAS QUE VOCÊS MAIS QUERIAM, MUAHAHAA Obrigada a todos que mandaram perguntas ♥ P.S.: Perdoem qualquer erro que encontrarem.

#19

Eu sinto a falta dele

Kurt acordou com uma boa sensação e sentindo um delicioso perfume. Ele ainda estava nos braços de Blaine, bem aquecido e confortável. Ele permaneceu quieto, tentando ao máximo para não acordar o moreno que o abraçava.

— Kurt? – Blaine perguntou baixinho. – Você já está acordado?

— Estou. – Kurt também falou baixo. – Não queria acordar você.

— Não se preocupe, estou acordado faz um tempinho já. Vamos tomar café em algum lugar? Hoje mais tarde tenho coletiva. – Falou revirando os olhos e Kurt sorriu, assentindo em resposta à pergunta do moreno.

Os dois levantaram e trocaram de roupa, se arrumaram e foram juntos para o café. Na porta do estabelecimento foram parados por inúmeros fotógrafos, mas Blaine disse que não iria parar para fotos ou responder a perguntas. Disse que queria apenas tomar seu café-da-manhã e à tarde iria para a coletiva.

— Eu definitivamente não queria ser você. – Comentou Kurt enquanto eles esperavam na fila. – Odeio ser o centro das atenções. Esses flashes incomodam e tanta gente querendo saber sobre sua vida é um saco.

— Eu até me incomodo, mas já estou acostumado. – Blaine deu de ombros. – Acho que o pior nem é isso. E eu nem posso reclamar, afinal eu mesmo escolhi isso.

— Algumas vezes eu preferia que você não fosse famoso. – Riu Kurt. – Não gosto dessas luzes em sua volta.

— Alguém aqui está com ciúme. – Brincou Blaine, vendo um sorriso confiante aparecer nos lábios de Kurt.

— Não é ciúme. Só é estranho estar andando com você e ver tantos olhares de pessoas te desejando, querendo você. – Explicou o castanho.

— Não gosta das luzes, uh? Interessante. – Blaine comentou e depois mudou de assunto, fazendo o seu pedido e o de Kurt.

A atendente o olhava maravilhada, sem nem saber mais o que tinha que fazer. Não era todo dia que ela tinha um famoso para atender. O moreno agradeceu a ela quando pegou seus pedidos e foi sentar-se ao lado de Kurt.

Uma conversa agradável acontecia entre os dois, que foram surpreendidos por uma menina de uns quinze anos que chegou timidamente até eles. Blaine queria ignorar, mas não poderia fazer aquilo na frente de Kurt, então resolveu dar atenção a ela.

Ela sorria grandemente para ele, que lhe deu um abraço, um autógrafo e até tirou uma foto com ela e um crachá para que ela pudesse entrar na coletiva daquela tarde.

— Hoje as perguntas serão feitas por alguns fãs, não só por jornalistas. – Explicou Blaine, tomando um pouco de seu café. – Você vai?

— Ah, combinei de ficar em casa com o Seb. Mas posso assistir pelo computador se quiser.

— Não vai ter nada de emocionante. – Riu ele. – Mas se quiser olhar, fique à vontade.

Os dois terminaram seus cafés e voltaram para a casa de Blaine, onde Kurt pegou o carro e foi embora.

Mais tarde no dia, Blaine se arrumou para a entrevista que teria. Colocou uma roupa comum, apenas calça jeans e camiseta. Passou um pouco de perfume, arrumou seu cabelo e foi. Estava com preguiça de dirigir, então chamou seu motorista particular.

Ao chegar no local, flashes e mais flashes invadiam o carro. Ele desceu e foi pelo caminho daquelas luzes para dentro do local. Sentou-se atrás da bancada, onde John se encontrava, junto com Gabriela.

Ele anunciou que as perguntas podiam começar a serem feitas e eles começaram a levantar a mão, pedindo para falar. Blaine foi escolhendo um a um, com um pouco de medo de ouvir as perguntas. Ele prometeu que responderia tudo e ficaria até o final.

— Por que você não tem um namorado fixo, Sr. Anderson? – Segundo o crachá da moça, seu nome era Aysha. – É porque você não quer um compromisso ou porque seu coração é tão duro que não consegue amar alguém?

Todos se impressionaram com a coragem da garota de perguntar algo daquela maneira, menos Blaine, que sabia que merecia ouvir esse tipo de pergunta. Ele se preparou, abriu um pequeno sorriso e a respondeu:

— Eu não tenho um namorado porque eu sou idiota demais para conseguir amar alguém. E que coração duro? Acho que nem tenho coração. – Todos o olharam com os olhos arregalados, nunca tinha o visto sendo tão sincero. – Próxima pergunta, por favor.

— Quando você vai assumir a sua relação com seu estilista? – Perguntou uma moça chamada Gabriela, fazendo Blaine se irritar um pouco com a pergunta, mas resolveu a responder igual.

— Se ainda tivesse algo para assumir, eu assumiria, mas não tem. – Respondeu ele. – Qual a próxima pergunta?

— Tenho três perguntas. – Avisou uma outra garota, chamada Ana. – Primeira: Como você se sente em relação aos seus fãs? Segunda: Você está namorando? Terceira: Como é trabalhar com música?

— Vamos lá. – Riu Blaine. – Eu sinto que não sou bom o suficiente para os meus fãs, mas eu prometo que ainda vou ser. Não, eu não estou namorando, infelizmente. Trabalhar com música é basicamente tudo para mim. Não me imagino fazendo outra coisa.

— Posso perguntar agora? – Uma menina com um crachá escrito Sofia perguntou.

— Fique à vontade. – Ele disse sorrindo. Ele tinha parado de sorrir poucas vezes naquela entrevista, estava se sentindo bem por ser tão honesto com relação às perguntas.

— Sabemos que você anda bastante triste ultimamente, não sabemos o motivo, mas se você não quer contar é um direito seu. Mas você acha que está dando tudo de si para consertar isso que está te deixando tão mal? Pois, acredite ou não, Blaine, todos gostamos de você, mas sabemos que você é egoísta e fechado em alguns momentos. Você acha que teria como mudar? – Blaine soltou um suspiro, se botando a pensar em uma boa resposta.

— Eu acho que poderia fazer muito mais para poder consertar o que aconteceu, mesmo que eu ache que não há conserto. Eu usei uma pessoa e a magoei. Acho que nunca me arrependi tanto de ter feito algo. – Ele fez uma pausa, parecendo tentar lembrar qual era toda a pergunta. – E você tem razão, eu sou uma pessoa fechada e egoísta. Muitos segredos meus eram conhecidos apenas por Gabriela e então eu contei a maioria deles para outra pessoa, porque com essa pessoa eu conseguia apenas ser eu mesmo. Eu acho que nunca vou conseguir mudar esse meu jeito, não por não querer mudar, apenas por não conseguir e agora que perdi algo que era realmente importante, tenho menos chances ainda de ser uma pessoa melhor.

— Também tenho três perguntas. – Avisou um garoto, o primeiro a perguntar e seu nome era Leonardo. – Eu queria saber o que você pretende fazer para não deixar seus fãs tão preocupados com seu estado. Você não pode nem nos dar uma dica do que aconteceu? E outra coisa, onde Kurt foi parar?

— Não precisam se preocupar comigo, eu vou ficar bem. Eu acho. – Ele falou e riu. – Eu já disse, magoei uma pessoa e saí tão abalado quanto ele. Kurt continua trabalhando comigo, caso seja essa a pergunta. Ele disse que assistiria em casa a entrevista, mas é difícil saber se ele realmente fez isso. Podem perguntar mais.

— Oi, meu nome é Daniela. – Disse a menina, era a que tinha visto Blaine mais cedo no café.

— Olá, Dani. – O moreno sorriu para ela.

— Eu só... uh... – Ela se enrolou um pouco.

— Você? – Ele viu que ela estava nervosa, sorriu mais um pouco e retornou a falar: – Alguém dá um copo com água para ela, por favor.

Ele pediu encarecidamente e uma das pessoas da produção fez o que lhe foi mandado, entregando um copo com água para a garota, que sorriu agradecida.

— Eu só queria saber se você realmente não sente nada por seu estilista, porque você mesmo disse que vocês tinham muito mais do que “apenas um lance”. – Ela falou fazendo aspas e Blaine sentiu seu coração acelerar.

— Sinto muitas coisas por Kurt, mas nada disso adianta se eu não o mereço. E nós não temos mais nada, nem um lance, nem um caso, nem nada. – Respondeu, soltando um suspiro alto.

— O que exatamente são essas coisas? – Blaine simplesmente gelou ao ouvir aquela voz.

— Kurt?! – Ele se levantou, procurando onde o castanho estava, quando o enxergou, não pôde evitar de abrir um sorriso. – Que coisas?

— As que você disse que sente por mim. – Kurt disse, tentando relembrar Blaine. Claro que o moreno sabia sobre o que ele estava falando, mas gostava de fazer ele se sentir confuso.

— Oh, entendi. Se bem me lembro, eu já disse o que sinto por você, mas você fingiu estar dormindo e depois disse que não acreditava em mim. – Blaine dizia, se fazendo de desentendido. – Se quer mesmo saber, você praticamente derreteu todo o gelo que tinha em volta do meu coração, tirando o fato de que você o acelera cada vez que chega perto.

— É? E o que exatamente isso quer dizer?

— Que eu estou completamente apaixonado por você.

Todos o olharam boquiabertos, espantados, surpresos por ele ter admitido aquilo em voz alta. Por mais incrível que possa parecer, aquilo não afetou Kurt. O castanho sabia que tinha chances de ele confessar em voz alta caso lhe fosse perguntado tal questão e era justamente isso que ele queria, mas não para ouvir as palavras e sim para que todos vissem que ele tinha sim um coração dentro daquele peito e tinha sim condições de amar alguém. Ou não, pois amar ainda era algo forte para ele.

— Mais alguma pergunta?

[...]

Alguns dias depois, lá estava Blaine em cima de um palco, fazendo o que fazia de melhor: cantando. Era o último show que aconteceria em New York e depois disso o moreno passaria dois meses e alguns dias na Europa.

Kurt estava sentado com Sebastian, assistindo ao show pelo seu notebook. Sebastian, por mais que não quisesse, se obrigava a elogiar Blaine. O moreno realmente era talentoso.

— Olha bem, eu nunca peguei nenhum famoso, já você... – Brincou Sebastian, fazendo Kurt rir.

— Só você mesmo para falar uma coisa dessas. – Ele deu um tapa fraco no braço do amigo.

— Qual é, Kurt, você não pode negar que ficou com o coração a mil quando ouviu ele dizer na frente de todos que estava apaixonado.

— E se ele estiver de novo fazendo o que tiver em suas mãos para voltarmos com aquela relação ridícula? Tenho medo de me machucar mais do que já me machuquei. – Kurt falou um pouco triste.

— Vou ser bem honesto com você. Blaine pode ter a pessoa que ele quiser aos seus pés, não vejo motivos para ele continuar insistindo em ir atrás de você apenas por sexo. Para mim tem algo muito maior do que apenas isso envolvido.

Aquilo deixou Kurt sem saber o que dizer. No fundo ele sabia que Sebastian estava certo, mas ainda assim tinha medo de se machucar mais. Seu coração já havia sido quebrado o suficiente.

— Ele vai cantar a música principal do álbum. – Sebastian disse entusiasmado, mas Kurt não deu muita bola. – Kurt, é a melhor música, presta atenção nessa tela antes que eu bata com a sua cabeça nela.

Kurt riu com a delicadeza do amigo e ficou olhando para a tela. Blaine estava no centro do palco, com o microfone em mãos e seus dançarinos e dançarinas em volta.

Since I met you

(Desde que eu te conheci)

I have the feeling of love you

(Tenho a sensação de te amar)

I want you and I do not admit

(Te quero e não admito)

I mistake and hurt you

(Erro e te machuco)

It never was on purpose, I swear

(Mas nunca foi de propósito, eu juro)

— ESSA NÃO É A MÚSICA DO ÁLBUM. – Kurt deu um grito olhando para a tela do notebook. – SEBASTIAN, POR QUE ELE ESTÁ COM ESSA CAMISETA QUE TEM UM K ENORME NO MEIO? O QUE VOCÊ ESTÁ SABENDO QUE EU NÃO SEI?

— Apenas assista, ok? – Kurt revirou os olhos e ficou fitando a tela do computador.

Seu coração batia muito mais rápido que o normal e ele nem sabia o motivo exato de estar tão nervoso, só sabia que o sorriso que Blaine possuía ao cantar aquilo era incrível, radiante, lindo.

I just want to be

(Eu só quero estar)

Under the stars with you

(Debaixo das estrelas com você)

In your arms where I belong

(Nos seus braços onde eu pertenço)

Watching this perfect stars

(Vendo essas estrelas perfeitas)

That shine as bright as your beautiful eyes

(Que brilham tanto quanto seus lindos olhos)

Kurt não conseguia entender os motivos pelos quais Blaine havia mudado a letra da música, ou o motivo de ele estar com uma blusa que continha a letra K ocupando toda a sua frente. Ele só sabia que não queria que aquilo acontecesse.

Era quase como se estivesse sendo obrigado a voltar atrás, mesmo que não tivesse esquecido que tudo – ou quase tudo – havia sido apenas por diversão.

Mas, por mais que ele ainda tivesse medo de se magoar, tinha esperança de que fosse dar certo. Ele sabia que os dois podiam fazer tudo dar certo, só não sabia como.

If I had been honest

(Se eu tivesse sido honesto)

It would have been easier

(Tudo teria sido mais fácil)

But if it were that easy

(Mas se fosse tão fácil)

Maybe wouldn’t have grace

(Talvez não tivesse graça)

It’s always good a challenge like you

(É sempre bom um desafio como você)

Blaine olhava em direção a umas das câmeras. Ele tinha um sorriso tão lindo e encantador, que fazia o coração de Kurt se encher de alegria e ainda mais paixão.

Blaine andava de um lado para o outro no palco, cantava, dançava, pulava, fazia de tudo. Atrás dele, haviam três grandes telões, que foram preenchidos por um fundo que imitava as estrelas.

Ele nunca tinha se puxado tanto em uma apresentação, e olha que nas últimas ele tinha surpreendido a todos. Era como se ele conseguisse se tornar cada vez melhor naquilo que já era perfeito.

I just want to be

(Eu só quero estar)

Under the stars with you

(Debaixo das estrelas com você)

In your arms where I belong

(Nos seus braços onde eu pertenço)

Watching this perfect stars

(Vendo essas estrelas perfeitas)

That shine as bright as your beautiful eyes

(Que brilham tanto quanto seus lindos olhos)

Kurt estava literalmente emocionado e com lágrimas em seus olhos. Ele estava vendo o seu amor cantar uma música usando uma camiseta com a primeira letra de seu nome, fora que a letra da música tinha tudo a ver com os dois. Se aquela música não fosse para ele, então Kurt não saberia dizer para quem era.

Sebastian estava com um sorriso idiota nos lábios, ele sabia o que Blaine iria fazer e precisava fazer Kurt assistir.

— Você veio me ameaçar de novo? – Perguntou Blaine, observando Sebastian abaixar a cabeça. – Eu sei que você contou a ele. Obrigada por ter coragem para fazer algo que eu não consegui.

— Eu não deveria ter contado.

— Deveria sim. – Rebateu Blaine. – Você fez o que era certo para Kurt, coisa que eu não fui capaz de fazer.

— Você ao menos se arrepende? – Sebastian sentou no sofá que foi indicado por Blaine, o cantor sentou ao seu lado.

— Mais que tudo... – Falou um pouco baixo. – Ele pode não acreditar nisso, até porque eu nunca disse claramente para ele, mas eu sou muito mais do que apaixonado por ele. Mas nem nisso ele não acredita.

— Você quer dizer que você o ama? É isso?

— Sim, eu amo ele. – Afirmou Blaine. – Não conte isso a ele, ok?

— Nunca. Você precisa fazer isso.

— Mas eu não sei nem como convencê-lo de minha paixão, quem dirá confessar que o amo.

— Ah, mas eu talvez possa ter uma boa ideia.

Today the stars shine for us

(Hoje as estrelas brilham por nós)

They celebrate our love

(Celebram o nosso amor)

They radiate our joy

(Irradiam nossa alegria)

And they give me more reasons to love you

(E me dão mais motivos para te amar)

Amar? Kurt tinha escutado direito? Mais motivos para amar? Amar quem? Por que Blaine estava fazendo aquilo? Mais que isso: por que Sebastian estava fazendo aquilo? Ele realmente não entendia seu melhor amigo, muito menos entendia Blaine.

Quando Kurt conheceu Blaine, o moreno era o típico pegador que não repetia homem algum e tudo isso mudou quando o castanho apareceu.

Kurt podia não perceber, mas havia mudado inúmeras coisas no comportamento de Blaine. O moreno agora conseguia até se sentir arrependido por tudo que já fez e por todas as pessoas que já usou em sua vida.

I just want to be

(Eu só quero estar)

Under the stars with you

(Debaixo das estrelas com você)

In your arms where I belong

(Nos seus braços onde eu pertenço)

Watching this perfect stars

(Vendo essas estrelas perfeitas)

That shine as bright as your beautiful eyes

(Que brilham tanto quanto seus lindos olhos)

A música acabou e Kurt ficou encarando Sebastian. Ele não tinha palavras para descrever a mistura de sentimentos que borbulhavam por dentro de seu corpo. Ele só queria encontrar Blaine e beijá-lo, mas, ao mesmo tempo, queria se manter longe. Ele nem se entendia mais.

— Ele vai para Europa dentro de três dias. Se eu fosse você, eu não o deixaria ir sozinho.

Notas finais
A música é original minha, por isso não é tão boa. Gostaram? ELE ADMITIU NA FRENTE DE TODO MUNDO UEHEUHEEH Bjo ♥