He Doesn't Like The Lights
18 #18 - Me sinto perdido sem você – Part 2
Notas iniciais
#18
Me sinto perdido sem você – Part 2
Kurt dirigia tranquilamente enquanto Blaine encarava as luzes fortes da cidade de New York. Aquela cidade era a cidade onde Blaine mais fazia shows e Kurt sempre se perguntou o motivo daquilo, mas nunca conseguiu perguntar para o moreno e agora ele nem lembrava o motivo disso também.
Olhar para o estado de Blaine chegava a dar pena. Kurt queria entender o motivo que levou Blaine a estar daquele jeito, mas ele sabia que parte daquilo era culpa. Por mais que o doesse admitir, ele sabia que Blaine não estava mentindo sobre gostar dele. Kurt apenas queria ver uma mudança significativa antes de se atirar novamente.
Isso não significava que ele odiava Blaine, longe disso. Ele queria o bem do moreno, por isso se prontificou a ajudá-lo agora.
— Você quer conversar? Esse silêncio está me matando. – Perguntou o castanho, olhando para Blaine quando pararam em um semáforo.
O estado de Blaine estava péssimo. O moreno estava todo encolhido no banco, com os braços abraçando as pernas, de capuz e com seu moletom tapando suas mãos.
— Ou podemos continuar sem falar nada, também. – Kurt disse incerto, voltando a dirigir.
— Eu não tenho muito o que dizer. – Blaine disse depois de um tempo. – Sinto falta de quando você morava lá em casa. Era sempre bom chegar e ter alguém perguntando sobre como foi o show, cuidando de mim, ouvindo música alta para me irritar... era divertido.
— Não posso dizer que não sinto falta, porque eu sinto, mas prefiro continuar na casa do meu amigo. – Comentou Kurt, fazendo Blaine assentir. – Gabi não voltou a morar com você?
— Não. Ela e John compraram uma casa para eles. Quer dizer, eu comprei e dei de presente de noivado para eles. – Blaine deu de ombros. – Se você casasse comigo você aceitaria continuar naquela casa?
Por que Blaine estava perguntando aquilo? Por que justamente agora? Aquilo não fazia sentido algum para Kurt. Ele só sabia dizer que estava surpreso com a pergunta vindo em um momento desses.
— Eu não. Vai saber quantos caras você já levou lá para dentro. – Brincou o castanho, rindo nervoso.
— Você foi o único. Nunca confiei em ninguém o suficiente para colocar dentro da minha casa. – Blaine disse sério, descendo do carro quando Kurt estacionou o mesmo.
— De qualquer maneira, vamos deixar isso para lá e vamos focar no fato de que você precisa descansar. – Kurt foi empurrando Blaine para dentro da casa, que parou no meio do caminho e olhou para ele.
— O que eu preciso é de você. – Kurt não sabia o que dizer, apenas continuou guiando Blaine, que parou em frente a um espelho e se olhou horrorizado. – E preciso de um banho. Por que ninguém me disse que eu estava tão horrível assim?
— Ninguém tem coragem de lidar com o seu mau humor. – Retrucou Kurt. – Você não está tal mal assim, só está com o cabelo ressecado e bagunçado, cara de cansado, aparentando estar morrendo de sono, com olheiras, uns quilinhos a mais, parece estar bêbado, está cheirando a cigarros e mal consegue terminar um show. Nunca vi você em estado melhor.
— Obrigado, Kurt. Era o que eu precisava ouvir. – Blaine falou irônico, revirando os olhos.
— Ok, você vai tomar um banho enquanto eu separo uma roupa para você. Vou dar um trato em você.
Blaine sorriu com as palavras de Kurt e se encaminhou para o banheiro, enquanto o castanho permaneceu no quarto, pegando um pijama confortável para Blaine vestir.
Ele aproveitou e mandou uma mensagem para Sebastian avisando que chegaria bem tarde. Sebastian respondeu perguntando onde Kurt estava e quando soube mandou uma mensagem dizendo que Kurt não deveria estar ali. Kurt ignorou a última mensagem, ele sabia que não deveria estar ali, mas o que ele poderia fazer? Ele sentia que precisava estar ali e que precisava ajudar Blaine.
Os pensamentos de Kurt foram interrompidos quando ele viu Blaine sair do banheiro enrolado em uma toalha. O moreno se aproximou e pegou a roupa que Kurt tinha separado, logo a vestindo rapidamente. Ele sentou na cama e Kurt sentou atrás dele, com um hidratante para pentear o cabelo e um pente. Ele passou o creme pelo cabelo molhado de Blaine lentamente, pois antes o moreno tinha reclamado de estar com dor de cabeça. Kurt passou o creme e começou a pentear os fios macios do cabelo do mais velho.
Blaine não se aguentou e voltou a chorar. A pessoa que ele menos merecia estar ao lado estava ali cuidando dele e sem pedir nada em troca. Um alguém assim não era fácil de se encontrar em qualquer esquina e Blaine tinha sido burro de desperdiçar esse alguém maravilhoso.
— Calma, Blaine, por favor. – Pediu o castanho, terminando rapidamente de pentear os cabelos de Blaine. – Eu vou pegar o secador para que você não durma com o cabelo molhado, ok?
— Não me deixa sozinho, por favor. – Blaine se grudou em Kurt, chorando desesperadamente.
— Eu só vou até o banheiro, calma. – Kurt estava ficando sem sabe o que fazer já. Ele nunca tinha visto Blaine daquela maneira e se sentia feliz justamente por isso.
Ele correu até o banheiro e pegou o secador, logo voltando para o quarto e ligando o aparelho na tomada. Ele secou o cabelo de Blaine em menos de vinte minutos e o moreno não parou de chorar um sequer segundo.
Kurt correu até o andar de baixo e pegou um copo d'água e colocou um pouquinho de açúcar. Voltou para o quarto de Blaine e entregou o copo para ele, que quase não conseguiu segurar se tanto que tremia.
— Blaine, você precisa ficar calmo. – Kurt disse calmo, ajudando o moreno a segurar o copo. – Assim que você terminar de tomar sua água, deite-se e durma. Durma até cansar, ok?
Kurt depositou um beijo na testa de Blaine e ia saindo do quarto, mas antes que ele pudesse sair totalmente ele ouviu o barulho de um copo sendo colocado em alguma base reta e passos atrás de si.
— Você vai me deixar sozinho aqui? – O olhar de Blaine era o mesmo olhar de uma criança assustada. Kurt não conseguia nem imaginar uma maneira de dizer que precisava embora, até porque ele não precisava. — Sei que eu não mereço que você fique aqui, mas, por favor, não me deixa sozinho.
Kurt assentiu levemente e guiou Blaine de volta para a cama e tirou seus próprios calçados, deitando-se ao lado do moreno. Os dois estavam de frente um para o outro e cada vez Blaine se aproximava mais, mas não na intenção de beijar Kurt, apenas na intenção de ficar mais próximo e abraçá-lo. Kurt o fez um sinal como o de que quem estivesse dizendo que estava tudo bem e Blaine o abraçou com toda a força que tinha, caindo mais uma vez em um choro alto e forte. Ele começou a soluçar e ficar com a respiração fraca.
Kurt não tinha o que fazer a não ser ficar ali abraçando Blaine e tentando tranquilizá-lo.
[...]
No dia seguinte, Kurt se acordou antes de Blaine. O castanho mal havia dormido, porque Blaine demorou muito para pegar no sono e ele ficou com medo de dormir e o moreno precisar dele. Ele levantou calmamente, colocando um travesseiro em seu lugar e deixando um bilhete no criado-mudo, que dizia:
"Assim que você acordar, me mande uma mensagem dizendo como você está. Espero que esteja melhor. Tenha um bom dia! — Kurt."
Kurt foi para casa dirigindo tranquilamente, apenas pensando em tudo que tinha acontecido nas últimas quinze horas. Ele não conseguia entender metade do que tinha acontecido e a outra metade ele apenas fingia entender.
Quando o castanho entrou no apartamento, tudo estava silencioso. Ao chegar em seu quarto, ele viu Sebastian sentado em sua cama com os braços cruzados. Agora ele levaria o maior sermão de seu amigo.
— Por que, Kurt? Por que? – Perguntou Sebastian. Ele só queria ver o bem do amigo, mas sentia que, por mais que Blaine pudesse o fazer bem, ele mais o machucava do que outra coisa.
— Ele me implorou para que eu ficasse lá, ele estava horrível, chorando, soluçando, me pedindo para não abandoná-lo. – Kurt disse entre lágrimas. – Eu não podia negar, Seb. Eu não consegui negar.
— Vem cá. – Disse o mais velho, puxando o amigo para um abraço protetor. – Eu entendo você. Só não quero ver você se entregando para alguém que não te merece.
— Ele nem tentou me beijar. Ele só queria me ter ao lado, me abraçar e dormir comigo. Apenas isso. – Kurt não parecia nem acreditar naquilo. – Ele me perguntou se eu moraria lá com ele caso nos casássemos. Eu não entendo ele.
— O que eu não entendo é o amor. – Riu Sebastian.
[...]
— Você parece estar melhor. – Comentou Gabriela ao ver Blaine chegar na cafeteria onde combinaram.
— Eu dormi abraçado em um anjo. Como não estaria bem? – Blaine disse sorrindo, dando um beijo no rosto da amiga e fazendo o pedido dos dois.
— Só me diz que você não arrastou ele novamente para sua cama. – Ela disse preocupada, vendo o amigo rir.
— Ele cuidou de mim e dormiu comigo, não nos beijamos nem nada. Eu só não conseguia ficar sozinho e pedi para ele ficar comigo. – Explicou Blaine, vendo Kurt e Sebastian entrarem na mesma cafeteria. – Ele está aqui.
Gabriela olhou para trás e avistou Kurt e Sebastian e saiu saltitante até eles. Blaine queria poder se enfiar em um buraco depois daquela cena.
— Bom dia, meninos! – Cumprimentou ela. – Não querem sentar conosco? Prometo que o Bee vai se comportar. – Ela terminou a frase mais baixo e os três riram, andando em direção a mesa.
Kurt sentou ao lado de Gabriela e Sebastian ao lado de Blaine. O Hummel e o Smythe também fizeram seus pedidos e apenas ficaram ali, sem ter muito o que dizer.
— Você está melhor? Você não me mandou a mensagem que pedi. – Falou Kurt, olhando para Blaine.
— Eu mandei sim. Foi a primeira coisa que fiz quando vi seu bilhete. – Respondeu com um sorriso, vendo Kurt procurar confuso por seu celular. – Procurando por isso? – Blaine mostrou o celular em sua mão.
Kurt revirou os olhos para si mesmo. Como ele queria uma mensagem se havia deixado seu celular na casa de Blaine? Ele pegou o aparelho e agradeceu, ouvindo Blaine dizer que iria até a casa dele para entregar o telefone. Kurt abriu as mensagens e tinham quase vinte apenas de Sebastian e mais uma de Blaine.
Todas as mensagens de Sebastian eram xingando o castanho por ele não estar em casa, então ele partiu para a mensagem de Blaine.
"Bom dia! Obrigado por ter cuidado de mim, sinto que dormi no paraíso. Eu daria tudo para ter isso todas as noites, pena que desperdicei a oportunidade, mas não se preocupe, eu não vou desistir. Tenha o melhor dia possível, seu B."
Kurt sorriu bobo ao ler a mensagem e encarou Blaine. Ele não tinha nem o que dizer, ele apenas o agradeceu sem emitir som e pegou seu café, que recém havia chegado.
[...]
Mais tarde naquele dia, lá estava Blaine em mais um show, o qual Kurt estava assistindo em casa, por pedido do moreno. Blaine havia o avisado que cantaria uma música para e somente ele.
Quando chegou na parte do cover da noite, Kurt tinha certeza de que seria aquela a música sobre a qual lhe havia sido falada, mas tentou conter seus sentimentos em frente a tela do notebook.
I was born in the arms of imaginary friends
(Eu nasci nos braços de amigos imaginários)
Free to roam, made a home out of everywhere I've been
(Livre para errar, fiz uma casa de todo lugar que eu estive)
Then you come crashing in, like the realest thing
(Então você chega colidindo, como a coisa mais real)
Trying my best to understand all that your love can bring
(Tentando meu melhor para entender o que todo o seu amor pode trazer)
Blaine começou a cantar com um sorriso um pouco triste nos lábios. Ele havia dito antes de iniciar a canção que ela era dedicada a alguém muito especial para ele e foi naquele momento em que Kurt entendeu que realmente era para ele.
O Anderson apenas pensava no quanto queria que Kurt entendesse a música, a qual ele escolheu de uma forma muito peculiar. Ele queria que fosse a música perfeita e que retratasse justamente o que ele sentia.
Ooh half of my heart's got a grip on the situation
(Oh metade do meu coração tem o controle da situação)
Half of my heart takes time
(Metade do meu coração leva tempo)
Half of my heart's got a right mind to tell you
(Metade do meu coração tem uma mente certa para te dizer)
That I can't keep loving you
(Que eu não posso continuar te amando)
Oh, with half of my heart
(Oh, com metade do meu coração)
Blaine levantou a cabeça e olhou diretamente para a câmera que estava em sua frente. Ele olhava para aquela câmera fingindo estar olhando para Kurt, assim conseguia se sair ainda melhor na sua performance.
Claro que ele preferia que Kurt estivesse ali pessoalmente, mas podia se contentar com o fato de que o castanho estava o assistindo em casa.
I was made to believe I'd never love somebody else
(Eu fui feito para acreditar que eu nunca amaria alguém)
I made a plan, stay the man who can only love himself
(Eu fiz um plano, permanecer sendo o homem que pode amar somente a si mesmo)
Lonely was the song I sang, 'til the day you came
(Solidão era a música que eu cantava, até o dia que você chegou)
Showing me another way and all that my love can bring
(Me mostrando um caminho melhor e tudo aquilo que o meu amor pode trazer)
Kurt podia dizer que estava emocionado de assistir aquilo. Ele sentia que Blaine estava dando tudo de si naquela música apenas para se redimir com ele. Ele conseguia enxergar que Blaine queria mudar, conseguia enxergar que ele estava tentando demonstrar diferença.
O Hummel não podia deixar de se sentir feliz por ver tal esforço. Se ele pudesse tornar Blaine uma pessoa melhor, que valorizasse o que realmente é, então Kurt saberia que o amor é capaz de tudo.
Por culpa da fama, Blaine construiu uma barreira em sua volta e mudou completamente, mas Kurt conseguia perceber que já tinha pelo menos rachado essa barreira e agora só precisava continuar fazendo pequenas rachaduras para quebrá-la de vez. Ele sabia que Blaine ainda o agradeceria por isso.
Ooh half of my heart's got a grip on the situation
(Oh metade do meu coração tem o controle da situação)
Half of my heart takes time
(Metade do meu coração leva tempo)
Half of my heart's got a right mind to tell you
(Metade do meu coração tem uma mente certa para te dizer)
That I can't keep loving you
(Que eu não posso continuar te amando)
Ooh, with half of my heart
(Oh, com metade do meu coração)
With half of my heart
(Com metade do meu coração)
Uma das coisas que Kurt precisava mudar de verdade em Blaine, era a maneira que o moreno tratava seus fãs. Era ridículo o jeito dele com pessoas que apenas demonstravam amor e carinho por ele.
Kurt entendia o lado do Anderson perante àquilo, mas sabia que Blaine podia se adaptar. Sabia que ele podia melhorar nisso se quisesse e podia evitar que complicações fossem criadas mais tarde.
Tudo poderia se resolver se Blaine se abrisse para o mundo e permitisse que Kurt o ajudasse.
Your faith is strong
(Sua fé é forte)
But I can only fall short for so long
(Mas eu só posso me apaixonar tanto por pouco tempo)
Time will hold, later on
(O tempo me segurará, mais tarde)
You will hate that I never gave more to you than half of my heart
(Você odiará que eu nunca dei a você mais do que metade do meu coração)
But I can't stop loving you
(Mas eu não posso parar de te amar)
I can't stop loving you
(Eu não posso parar de te amar)
I can't stop loving you with half of my...
(Eu não posso parar de te amar com metade do meu...)
Half of my heart
(Metade do meu coração)
Ooh half of my heart
(Metade do meu coração)
Blaine olhou profundamente para a câmera, como se agora, mais do que antes, ele estivesse olhando apenas para Kurt. Como se o castanho estivesse em sua frente o dizendo que agora eles poderiam ficar juntos, trocando juras e mais juras de amor.
O moreno agora realmente imaginava uma vida inteira ao lado de Kurt. Era engraçado a maneira que nós só começamos a dar valor verdadeiro às coisas quando as perdemos. Blaine queria um casamento dos sonhos com Kurt, uma família, filhos, cachorros, uma casa, viagens e, o principal, o compartilhamento de um só coração. Isso era o mais importante.
Half of my heart's got a real good imagination
(Metade do meu coração tem realmente uma boa imaginação)
Half of my heart's got you
(Metade do meu coração tem você)
Half of my heart's got a right mind to tell you
(Metade do meu coração tem uma mente certa para te dizer)
That half of my heart won't do
(Que metade do meu coração não fará)
Kurt também imaginava uma vida com Blaine, até de uma maneira bem parecida, com filhos e tudo o mais. Mas ele queria imaginar apenas o agora e o que estava acontecendo agora não o agradava, porque agora eles estavam separados e ambos sofrendo. O Hummel conhecia a si mesmo e sabia que não iria aguentar muito tempo desse jeito. Ele sabia que não aguentava ficar por muito tempo longe do seu moreno.
Half of my heart is a shock on a wedding to a bride with a paper ring
(Metade do meu coração é um choque num casamento para uma noiva com um anel de papel)
And half of my heart is the part of a man who's never trully really loved anything
(E metade do meu coração é a parte de um homem que nunca realmente amou alguém)
A música acabou e Blaine foi fortemente aclamado pelo seu público. Ele ainda cantou mais algumas músicas antes de finalmente sair do palco e ir para sua casa descansar. Para sua surpresa, ao entrar em seu quarto ele viu um castanho atirado na cama e dormindo serenamente. Ele não pôde deixar de sorrir e colocar o lençol sobre ele, que se acordou no susto.
— O que está acontecendo? – Ele sentou rápido na cama, fazendo Blaine rir.
— Eu cheguei e você estava aí dormindo. – Blaine se defendeu, jogando os braços para cima em forma de rendição. – O que fez você vir até aqui?
— Assim que você terminou de cantar aquela música eu peguei o carro e vim para cá. Eu não dormi direito noite passada, por isso acabei cochilando. – Explicou Kurt enquanto via Blaine retirar seu casaco e seu calçado. – Chegou há muito tempo?
— Não. Eu fui cobrir você com o lençol e você já acordou. – Riu Blaine. – Mas você não explicou o motivo exato de ter vindo aqui.
Blaine sentou-se ao lado de Kurt, que sorriu tímido, pensando no que iria dizer. A verdade é que ele apenas tinha ido até ali para ver Blaine, não havia nenhum outro motivo.
— Eu não sei. – Kurt disse incerto. – Só senti vontade de vir aqui.
— Mesmo? – Kurt assentiu, dando um sorriso um pouco maior. – Nesse caso, quem sou eu para reclamar, não é mesmo?
Um silêncio brotou entre os dois e por ali ele ficou. Blaine levantou e foi até o banheiro trocar de roupa. Ele poderia ter trocado em frente a Kurt, mas não lhe pareceu certo no momento. Quando ele voltou, viu Kurt sentado na cama de pijama e ficou se perguntando de onde ele tinha tirado aquela roupa, então lembrou que muita coisa havia permanecido ali na casa.
— Se importa se eu dormir aqui? – Kurt perguntou tímido e levantou, cruzando os braços.
Blaine simplesmente parou de pensar em qualquer coisa e se aproximou de Kurt, não muito rápido para não fazê-lo recuar. Quando eles estavam quase que grudados, Blaine puxou Kurt pela cintura, mas pareceu não ter certeza do que estava fazendo.
— Você pode me beijar se quiser... – Kurt disse ainda mais tímido. Parecia que nunca tinha visto aquele homem em sua frente.
Então Blaine se inclinou e capturou os lábios do castanho em um beijo calmo, sem nenhuma pressa ou segundas intenções. Ele nem pensava em mais nada, ele só queria que aquele beijo durasse para sempre. Blaine abraçava delicadamente a cintura de Kurt que, por sua vez, mantinha suas mãos nos cachos do moreno, os puxando carinhosamente.
Quando o ar se fez necessário, eles separaram suas bocas, mas permaneceram com suas testas coladas. Blaine se afastou lentamente e se deitou na cama, fazendo um sinal para Kurt deitar ali com ele. Eles deitaram com Kurt de costas para Blaine e o moreno o abraçando. Blaine puxou o lençol e cobriu os dois, que logo pegaram no solo, com um sorriso sem igual em seus rostos.
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