He Doesn't Like The Lights

12 #12 - Apaixonado por você – Part 2


Notas iniciais
Boa noite, gente! Trago aqui a segunda parte do capítulo de ontem. Deu 5699 palavras (segundo meu word), então ficou bem maior do que a primeira parte... E essa parte se resume em: duas músicas e lemon... apenas isso kkkkkkkk Espero que gostem ♥

#12

Apaixonado por você – Part 2

Uns dias se passaram e finalmente a festa pela qual Blaine tanto esperava havia chegado. Era a festa de seu querido amigo, Justin, e era uma festa para comemorar o primeiro Grammy do cantor.

Blaine levou Kurt com ele, claro, e a festa tinha direito a tudo, principalmente um palco, onde, no momento, Justin cantava uma das músicas de seu álbum mais recente. A música era Love Yourself, do álbum Purpose.

Quando Justin desceu do palco, ele andou até Kurt e Blaine, apenas para conversar com os dois.

— Nenhum de vocês vai subir ao palco para cantar? – Ambos pareceram hesitar com a pergunta, então Justin riu e prosseguiu: – Não precisam ter medo, é só subir e cantar.

— Eu queria cantar uma música, mas não sei se você vai querer me ver cantando uma música da sua ex. – Kurt disse rindo.

— Eu não me importo. Eu estou bem com o meu atual relacionamento, não se preocupe. Eu já superei. – Justin disse e Kurt assentiu, subindo ao palco para cantar.

Tinha uma banda no palco e Kurt disse para eles a música que cantaria. Ele pegou o microfone e se posicionou. Seu coração parecia que iria sair por sua boca, mas ele se manteve firme. Ele sabia que, com poucas palavras cantadas, Blaine entenderia que a música era para ele. Mas, honestamente, ele não se preocupou em ligar para isso.

We fall for each other at the wrong time

(Nós nos apaixonamos um pelo outro na hora errada)

Only for a moment, but I don't mind

(Apenas por um momento, mas eu não me importo)

Guess I don't know where to draw the line, the line, the line

(Acho que eu não sei onde traçar a linha, a linha, a linha)

And we'll play the same game every night

(Nós estamos jogando o mesmo jogo todas as noites)

Blaine sentiu um frio percorrer seu corpo inteiro, mas esse frio logo foi preenchido por um calor bom. Por que ele estava fazendo isso com Kurt? Quando ele ouviu as primeiras palavras ele sentiu a indireta. Ele não tinha muita certeza se queria ouvir o resto da música, mas algo o impedia de sair dali. Algo estava o deixando parado no mesmo lugar, sem saber o que fazer, dizer ou até mesmo o fazendo pensar se ele ainda precisava respirar. Ele só queria desabar nos braços de Kurt agora. Era só isso que ele queria.

Up in the clouds

(Nas nuvens)

Yeah, you know how to make me want you

(Sim, você sabe como me fazer querer você)

When we come down

(Quando nós descemos)

Oh, I know, yeah I know, it's over

(Oh, eu sei, sim eu sei, tudo estará acabado)

Kurt fechou os olhos por um breve momento. Aquela música estava o matando por dentro. Era uma mistura de sentimentos que tomava conta dele e ele não sabia controlar de forma alguma.

Ele sabia que, de certa forma, Blaine o usava, mas, ao mesmo tempo, Blaine parecia diferente com ele. Ele só não entendia porque que essas coisas aconteciam. E não entendia porque as coisas não podiam apenas ser mais simples.

You don't know how to love me when you're sober

(Você não sabe me amar quando você está sóbrio)

When the bottle's done, you pull me closer

(Quando a garrafa acaba você me puxa para perto)

And you're saying all the things that you're supposed to

(E você fica dizendo todas aquelas coisas que você deveria dizer)

But you don't know how to love me when you're sober

(Mas você não sabe me amar quando está sóbrio)

Agora parecia que a ficha de Blaine tinha caído por completo, assim como lágrimas internas, que jorravam dento dele sem parar. Ele chorava apenas mentalmente, pois parecia algo fraco demais para ele o fato de chorar em público.

Ele tinha que fazer o que Sebastian pediu. Ele tinha que se afastar de Kurt ou então dizer para o castanho todas as besteiras que ele fez, todos os erros que ele cometeu nos últimos tempos e, o principal, todas as vezes em que ele estava na cama com um qualquer porém pensando em Kurt. Isso só faria o castanho odiá-lo mais, mas ele sabia que talvez precisasse de um pouco desse ódio. Talvez isso quebrasse suas paredes – como Kurt disse – e ele aprendesse a tratar bem quem se preocupava com ele.

Tudo se tratava de um milhão de incertezas rondando sua mente e se apossando de toda sua razão. Tudo se tratava disso. Dessa incerteza que estava o matando. Dessa dúvida que o deixava tonto. E que dúvida era essa? Será que Kurt sentia por ele o mesmo que ele sentia pelo castanho? Talvez ele nunca fosse descobrir, porque agora ele iria fazer o que era melhor para Kurt e não para ele. Ele iria, pela primeira vez, colocar o bem-estar de alguém, acima do seu próprio.

Why is it so different when we wake up?

(Por que é tão diferente quando acordamos?)

Same lips, same kiss, but not the same touch

(Mesmos lábios, mesmo beijo, mas não o mesmo toque)

Don't you know that you do it just enough, but not enough

(Você não sabe que está fazendo apenas o suficiente, mas não é o bastante)

But I know what's next and I want so much

(Mas eu sei o que vem a seguir e eu quero tanto)

Kurt queria parar de cantar naquele momento e admitir que aquela música era para Blaine. Mas não precisava ele fazer isso, já que Blaine percebeu. E não só Blaine, mas Justin, que observava tudo sem nem respirar ou piscar, também observava aquilo, entendendo o motivo de tudo.

O cantor percebeu a troca de olhares entre Kurt e Blaine, e mais, ele percebeu o brilho que tinha nos olhos dos dois garotos. Era óbvio que havia um sentimento muito forte entre os dois. Justin só não sabia qual e, a julgar pela música, algo entre eles estava errado.

Ele iria descobrir o que era e ainda iria ajudar os dois. Ele acredita que o amor é o que temos de mais puro no mundo e que, quando duas pessoas se amam, elas merecem ficar juntas.

Up in the clouds

(Nas nuvens)

Yeah, you know how to make me want you

(Sim, você sabe como me fazer querer você)

When we come down

(Quando nós descemos)

Oh, I know, yeah I know, it's over

(Oh, eu sei, sim eu sei, tudo estará acabado)

Blaine deu alguns passos para frente, ficando mais próximo do palco, fazendo Kurt tremer um pouco a sua voz. Aquilo fez o coração de Blaine se partir um pouco mais: ele deixava Kurt nervoso. E, na opinião dele, nervosismo era algo que só era causado por algo importante. Sendo assim, ele era importante para Kurt e ele se odiava só de pensar nessa possibilidade.

Em geral, Blaine se odiava por várias coisas, mas, desde que Kurt chegou em sua vida, o principal motivo que fazia ele se odiar, era o fato de ele querer Kurt com ele e ao mesmo tempo querer Kurt longe dele.

Mas ele era um idiota, porque quando Kurt estava longe dele, ele se sentia perdido, triste, desolado... incompleto.

You don't know how to love me when you're sober

(Você não sabe me amar quando você está sóbrio)

When the bottle's done, you pull me closer

(Quando a garrafa acaba você me puxa para perto)

And you're saying all the things that you're supposed to

(E você fica dizendo todas aquelas coisas que você deveria dizer)

But you don't know how to love me when you're sober

(Mas você não sabe me amar quando está sóbrio)

Kurt continuou a cantar e sua voz aparentemente estava agradando a todos ali presentes. Quando Blaine lhe fez o convite para a festa, ele ficou sem entender o motivo da mesma, então descobriu que Justin havia ganho o seu primeiro Grammy e a festa era justamente para comemorar isso.

Mesmo assim, Kurt se sentia um pouco receoso de estar ali. Haviam muitos famosos presentes e o que ele era? Apenas um estilista inexperiente que trabalhava para Blaine. Só isso. Ele não era importante, não era famoso, não tinha nem dois por cento do dinheiro que os outros ali presentes tinham. Ele nem deveria estar ali.

I know I should leave, I know I should, should, should

(Eu sei que eu deveria ir embora, eu sei que deveria, deveria, deveria)

But your love's too good, your love's too good, good, good

(Mas o seu amor é muito bom, seu amor é muito bom, bom, bom)

I know I should leave, I know I should, should, should

(Eu sei que eu deveria ir embora, eu sei que deveria, deveria, deveria)

But your love's too good, your love's too good, good, good

(Mas o seu amor é muito bom, seu amor é muito bom, bom, bom)

Kurt realmente deveria ir embora, deveria seguir sua vida em um outro lugar, tentar encontrar um novo alguém. Mas, assim como dizia a letra da música, o amor de Blaine era muito bom. E mesmo que o moreno não admitisse que tinha um certo carinho por Kurt, o castanho sentia que tinha.

Ele só não imaginava o quão certo ele estava.

Aliás, os dois estavam sendo enganados por seu próprio cérebro. Blaine gostava de Kurt e achava que o castanho não gostava dele, e Kurt gostava de Blaine e achava que o moreno não sentia o mesmo por ele. Ambos tinham o mesmo medo e se privavam de admitir seus sentimentos pelos mesmos motivos.

Ah, como o amor é complicado.

You don't know how to love me when you're sober

(Você não sabe me amar quando você está sóbrio)

When the bottle's done, you pull me closer

(Quando a garrafa acaba você me puxa para perto)

And you're saying all the things that you're supposed to

(E você fica dizendo todas aquelas coisas que você deveria dizer)

But you don't know how to love me when you're sober

(Mas você não sabe me amar quando está sóbrio)

You've got a hold on me

(Você tem um poder sobre mim)

You're like a wasted dream

(Você é como um sonho desperdiçado)

I gave you everything

(Eu te dei tudo)

But you don't know how to love me when you're sober

(Mas você não sabe me amar quando está sóbrio)

Kurt terminou a música com algumas lágrimas nos olhos e foi aplaudido por todos. Ele agradeceu aos aplausos e desceu do palco, secando as lágrimas em seguida. Todos estavam se perguntando quem era aquele rapaz, mas assim que viram Blaine subir ao palco, ignoraram Kurt. O castanho nem se importou. Ele odiava ser o centro das atenções.

Ele ficou próximo ao palco, sem ter ideia do que esperar sobre a música que Blaine poderia cantar. Ele nem sabia se queria ter ideia.

Blaine pegou o violão da banda emprestado e pegou um banco para se sentar, ele posicionou o microfone, sorriu para todos e começou a tocar a música.

I promise that one day

(Eu prometo que um dia)

I'll be around

(Eu estarei por perto)

I'll keep you safe

(Eu manterei você seguro)

I'll keep you sound

(Eu manterei você a salvo)

Right now it's pretty crazy

(Agora está um pouco louco)

And I don't know how to stop

(E eu não sei como parar)

Or slow it down

(Ou ir mais devagar)

Blaine estava se desmanchando por dentro. Ele queria que Kurt entendesse o que ele estava tentando dizer, mas sabia que estava longe disso acontecer. Ele queria mostrar que isso era uma despedida.

Se afastar de Kurt doeria mais que tudo, mas ele precisava fazer isso. Não por ele, mas pelo Hummel mesmo. Ele precisava se afastar antes que acabasse o machucando para valer.

Aquilo que Kurt havia dito sobre ser o brinquedinho de Blaine até ocasionalmente se apaixonar e sair de coração quebrado, havia deixado Blaine sem palavra alguma.

Hey

(Hey)

I know there are some things

(Eu sei que tem algumas coisas)

We need to talk about

(Que nós precisamos falar sobre)

And I can't stay

(E eu não posso ficar)

Just let me hold you for a little longer now

(Apenas me deixe te abraçar por mais um tempo agora)

Blaine se levantou do banco, ainda tocando o violão, e desceu do palco, sem microfone mesmo. Ele andou até Kurt e ficou cantando olhando no fundo dos olhos de Kurt.

O olhar era tão intenso, que Kurt chegou a corar. Mas ele não esboçou nenhuma outra reação. Ele só se sentia perdido quando Blaine olhava em seus olhos, porque a imensidão cor avelã que ele encontrava nos olhos do moreno, era algo que ele queria explorar por completo.

Mas Blaine não se abria com ele. Muitas vezes parecia que o moreno nem sequer confiava nele e isso muitas vezes o magoava.

Take a piece of my heart

(Pegue um pedaço do meu coração)

And make it all your own

(E faça dele todo seu)

So when we are apart

(Então quando estivermos separados)

You'll never be alone

(Você nunca estará só)

Never be alone

(Nunca estará só)

Chegar em Kurt e dizer adeus não era algo fácil, mas as palavras de Sebastian estavam martelando em sua cabeça. O castanho estava completamente certo.

Blaine realmente estava com Kurt e mais uma dezena de homens, que mudavam de tanto em tanto tempo.

O único problema, é que a única pessoa que ele queria era Kurt. Ele só não conseguia admitir isso. Ele estava habituado com essa vida, de ter um homem diferente por noite. Como ele poderia simplesmente mudar isso?

Como Gabriela sempre o disse: por algumas pessoas sempre vale a pena mudar. E com Kurt ele não precisava mudar, pelo contrário, ele podia apenas ser ele mesmo.

You'll never be alone

(Você nunca estará só)

When you miss me close your eyes

(Quando sentir minha falta feche seus olhos)

I may be far but never gone

(Posso estar longe, mas nunca fui embora)

When you fall asleep tonight

(Quando você cair no sono à noite)

Just remember that we lay under the same stars

(Só lembre que nós deitamos sob as mesmas estrelas)

Agora Kurt lembrava de uma conversa que teve recentemente com Sebastian, quando ele apenas desabou chorando ao ouvir o que o amigo o dizia.

“- Kurt, eu não quero que você acabe se machucando por causa dele. – Sebastian dizia impacientemente e Kurt apenas sacudia a cabeça negativamente.

— Você não vê que eu já estou machucado, Seb? Eu sei que ele me faz mal, mas eu não sei mais passar um dia sequer sem falar com ele. Ele já se tornou minha rotina. – Argumentou o castanho, começando a chorar em seguida. – Eu sou fraco, eu sei. Eu não deveria ceder aos encantos dele, muito menos aceitar qualquer coisa, ou simplesmente ir para cama com ele, mas eu não consigo negar. Eu não consigo. Eu sei que ele é um idiota que não me merece, mas eu não consigo me afastar. Algo me diz que ele pode ser diferente.

— Não. Ele não pode. E você precisa se afastar antes que tudo piore. Você sabe que vai ficar melhor sem ele. – Falou Sebastian, mas Kurt apenas chorou mais ainda. – É apenas esse seu choro que eu estou tentando evitar, Kurt.

— Eu sei que você só quer me ajudar, Seb. Mas será mesmo que eu vou estar melhor sem ele? Porque muitas vezes eu duvido disso. Ele faz parte da minha vida agora. Ele faz parte de mim. – Sebastian abraçou o amigo com força, sem nem pensar em deixar Kurt sair dali de seus braços.

— É só que, me machuca ver você sofrendo. E se ele fizer você sofrer, eu vou bater na cara dele até ele ficar irreconhecível. – Disse Sebastian, mas aquilo apenas fez Kurt chorar mais.”

Sebastian tinha tanta razão. Blaine destruía Kurt cada vez mais, mas Kurt parecia se importar cada vez menos.

And hey

(E hey)

I know there are some things

(Eu sei que tem algumas coisas)

We need to talk about

(Que nós precisamos falar sobre)

And I can't stay

(E eu não posso ficar)

Just let me hold you for a little longer now

(Apenas me deixe te abraçar por mais um tempo agora)

Blaine estava com os olhos cheios de lágrimas, assim como Kurt. Agora Blaine estava pensando se Kurt tinha percebido do que aquilo se tratava e a ideia de que ele tivesse percebido, assustava o moreno.

Ele tinha medo de brigar com Kurt e os dois nunca mais se falarem, mas tinha também medo de continuar com isso e acabar magoando o castanho mais do que já tinha magoado.

Ele estava em uma briga interna consigo mesmo e estava perdendo para si mesmo. Ao olhar para os olhos de Kurt, tudo mudava. Tudo parava ao seu redor e apenas Kurt importava.

Take a piece of my heart

(Pegue um pedaço do meu coração)

And make it all your own

(E faça dele todo seu)

So when we are apart

(Então quando estivermos separados)

You'll never be alone

(Você nunca estará só)

Never be alone

(Nunca estará só)

Blaine queria poder voltar no tempo. Queria poder mudar as coisas que já fez. Queria poder pedir desculpas sem ter que dizer por qual motivo estava pedindo e queria ser perdoado por todos os seus erros. Mas ele sabia que as coisas não eram tão simples assim. Nunca era tão simples assim.

Blaine correu para o palco enquanto era aplaudido e devolveu o violão para a banda. Ele voltou para a frente de Kurt e o castanho simplesmente o beijou, sem ligar para quem estivesse ali assistindo a aquilo.

Ele se surpreendeu ao sentir Blaine corresponder ao beijo e, mais que isso, ao sentir o moreno abraçar sua cintura. Kurt entrelaçou suas mãos no pescoço de Blaine e logo os dois pararam o beijo, mas permaneceram com as testas coladas.

— Você não vai fugir de mim. – Afirmou o castanho, fazendo Blaine sorrir. – Vem comigo.

Kurt ignorou todos os olhares que estavam sobre ele e Blaine e puxou o moreno pela mão, levando-o de volta para o carro.

Blaine abriu a porta para Kurt e foi para o banco do motorista. Ao entrar no carro, Blaine teve seus lábios sendo praticamente atacados por Kurt, que deu um pulo e sentou no colo do moreno. Ah, como o moreno agradecia por ter os vidros do carro com uma película extremamente escura.

— Por que você quer tão desesperadamente me afastar de você? O que aquela música significa, Blaine? – Perguntou Kurt, ainda sentado no colo de Blaine.

— Eu... eu... eu não consigo falar. – Se enrolou o moreno.

— Eu tenho vinte e três anos, acho que posso decidir o que é bom para a minha vida, não? – Blaine assentiu. – Então me responde uma coisa.

— Respondo. – Disse Blaine.

— Você realmente quer se afastar de mim? Porque se você quiser, é só você... – Blaine calou Kurt com um beijo urgente.

— Eu nunca na minha vida vou querer isso, Kurt. – Respondeu o moreno, beijando Kurt novamente.

— Ótimo. – Kurt disse e saiu do colo de Blaine. – Vamos para casa.

— Você não vai mesmo ser cruel de me deixar desse jeito. Vai? – Blaine apontou para o volume mais do que visível em sua calça.

— Se você prometer prestar atenção na estrada, eu posso dar um jeito nisso. Você sabe... o caminho é um pouco longo e a estrada é um pouco deserta... – Kurt disse e, sem nem pensar, Blaine ligou o carro. – Mas, caso você não preste atenção na estrada, eu vou deixar você desse jeito até chegarmos em casa.

— Tudo bem. Eu consigo prestar atenção na estrada. – Afirmou o moreno, balançando a cabeça positivamente.

Kurt apenas riu e esperou o moreno começar a dirigir. Quando Blaine já estava na estrada, Kurt começou a beijar o pescoço do mesmo, que já não aguentava mais a pressão que estava em sua calça. Enquanto Kurt beijava o pescoço do moreno, ele foi descendo com a mão pelo peito coberto por um moletom de Blaine, até chegar na calça, alisando o membro do moreno por cima da roupa.

Blaine agradeceu que não tinha ninguém na estrada, porque ele precisou puxar o carro bruscamente por conta do choque de prazer que sentiu.

— Não me provoca, Kurt. Eu preciso dirigir. – Pediu Blaine.

— Apenas pense que se você bater o carro e ambos morrermos, sua última lembrança vai ser uma das coisas que você mais gosta no mundo. – Kurt disse rindo.

Kurt estava certo, mas ele se referia a sexo quando, para Blaine, ele morreria feliz por ter estado com Kurt e apenas por isso.

O Hummel abriu a calça de Blaine e começou a acariciar o membro do moreno ainda com ele vestido. Blaine estava enlouquecendo, ele não tinha como aguentar aquilo enquanto dirigia.

— Isso não vai dar certo. – Disse o moreno. Ele começou a pensar em uma solução, mas nada passava por sua cabeça.

— Então espere até chegarmos em casa. Simples. – Falou Kurt, se ajeitando no banco. Blaine apenas gemeu em frustração e continuou a dirigir.

Quando ele menos esperava, uma mão novamente o acariciava e ele soltou um gemido por reflexo.

— Você gosta disso, Blaine? – Kurt queria provocar o moreno da mesma maneira que ele o provocava. Ele não era tão sedutor quanto Blaine, claro que não, mas ele podia tentar.

O castanho abaixou o pedaço de pano que cobria o membro de Blaine, soltou seu cinto de segurança e se inclinou para sussurrar no ouvido do moreno:

— Você não respondeu a minha pergunta. Você gosta disso, Blaine? – Perguntou provocante e Blaine apenas assentiu. – Isso não é resposta... Eu quero ouvir sua voz. Quero ver sua boca abrir e...

— Eu vou colocar minha boca em um lugar onde você vai gostar bastante quando chegarmos em casa, então agora para de me provocar. – A voz do moreno era falhada, ele estava praticamente implorando, o que fez Kurt rir.

— Se você bater esse carro e eu morrer, eu ressuscito para poder te levar junto comigo. – Disse rindo mais ainda.

Kurt beijou o pescoço de Blaine mais uma vez e desceu os beijos até o membro do moreno, logo colocando o máximo possível em sua boca, subindo e descendo com sua boca, deixando Blaine cada vez mais louco, tentando ao máximo se controlar enquanto dirigia.

— Kurt, tem um carro da polícia vindo logo atrás de nós. – Blaine disse um pouco assustado. Kurt respondeu algo com a boca ainda no membro de Blaine, o que fez o mesmo soltar um gemido alto. – Kurt, eu não entendi nada, mas você pode fazer isso de novo, porque foi bom.

— Eu disse para você continuar dirigindo como se nada estivesse acontecendo. – Kurt disse e voltou a fazer o que estava fazendo.

Logo a polícia passou na frente deles, quase que ao mesmo tempo em que Blaine chegou ao seu ápice.

— Que lindo ver você se derretendo só para mim. – Kurt disse ainda provocante, arrumando a roupa de Blaine em seguida. – Espero ganhar uma boa recompensa depois disso.

— Ah, você vai ganhar uma surpresa. – Blaine disse com um sorriso malicioso no rosto.

[...]

Quando os dois entraram na casa, não demorou muito para já estarem com suas bocas coladas uma na outra. Blaine beijava Kurt com toda vontade que tinha guardado durante a viagem de volta. Ele queria ter parado o carro para poder beijar Kurt, mas chegar em casa seria melhor, assim poderia fazer mais do que apenas beijar o seu castanho.

Os dois se batiam por todas as paredes que encontravam e quase decidiram ficar pela sala mesmo, mas nunca se sabe quando uma das empregadas de Blaine vai simplesmente aparecer, então era melhor garantir.

Eles andaram até o quarto, sem se soltar por nem um instante. Quando chegaram, Blaine trancou a porta e foi atirado contra a mesma. Kurt veio para cima dele como um bicho feroz e começou a atacar o pescoço dele, enquanto usava as mãos para tirar o moletom do moreno.

Blaine aproveitou e também tirou a blusa de Kurt. O Anderson pegou Kurt no colo e o deitou na cama, pedindo em seguida para o mesmo fechar os olhos.

Kurt ouvi o barulho de Blaine abrindo uma gaveta, então abriu os olhos e viu o moreno com uma gravata na mão.

— Isso virou cinquenta tons de cinza agora, Sr. Anderson? – Perguntou rindo.

— Eu disse que você teria uma surpresa, não? A única diferença, é que eu não vou te bater, eu vou te fo... digo... – Um sorriso malicioso brotou nos lábios de Blaine e ele apenas foi para cima de Kurt e juntou as mãos do castanho acima de sua cabeça, as amarrando em seguida.

— Se ia me amarrar, por que mandou eu fechar os olhos? – Perguntou Kurt, novamente rindo.

— Para você não ver o que eu iria fazer. – Blaine revirou os olhos. – A graça disso, é que você não vai poder me tocar.

Blaine desceu da cama e tirou o restante de suas roupas, voltando para a mesma em seguida. Ele abriu lentamente a calça de Kurt e a tirou com ainda mais calma.

— Blaine, não provoca, por favor... – Kurt disse quase sem força, fazendo Blaine rir.

— Ah, agora você não quer provocações, é? Bom saber, porque mais cedo no carro, você estava adorando me provocar. – Blaine disse, subindo mais na cama, até ficar totalmente em cima de Kurt e o encarando.

— É diferente. – Contestou Kurt. – Eu posso provocar você.

— E eu posso me vingar. – Blaine piscou para Kurt e o beijou. Ele voltou a descer com os beijos pelo pescoço do castanho, chegando até sua barriga, chegando até a barra da cueca do castanho, a puxando devagar enquanto ia beijando o membro do mesmo. – Aparentemente você não gosta de ser provocado.

— Você sabe que eu gosto. – Confessou Kurt, fazendo Blaine parar tudo que estava fazendo e voltar para cima de Kurt, novamente o encarando.

— Você confessou. – Blaine explodiu em risadas. – Isso me faz vencedor daquela aposta.

— Você ganhou, mas normalmente eu já faço o que você manda, o que mudaria? – Blaine apenas riu e assentiu. Antes de Kurt poder protestar ou qualquer coisa do gênero, ele sentiu uma mão o ‘acariciando’ e isso fez ele perder a fala. E não só a fala, mas tudo, até o ar. – É, você realmente ganhou.

Blaine novamente riu e continuou a ‘massagear’ o membro de Kurt, enquanto usava sua boca para beijar o pescoço pálido do castanho. Kurt estava enlouquecendo, mas valeria a pena parar em um hospício por causa desse tipo de loucura.

Como ele estava apaixonado e como isso o assustava. Mas, por pelo menos um certo tempo, ele resolveu esquecer isso e apenas aproveitar.

— Blaine... – Chamou Kurt.

— Hum? – Murmurou o moreno, continuando com o que estava fazendo.

— Me deixa te tocar, por favor. – Blaine riu do pedido e negou com a cabeça. – Por que não?

Blaine parou o que estava fazendo, levando como resposta um gemido de frustração. O moreno puxou Kurt para sentar em seu colo e ficou sentado, com o castanho ali em seus braços.

Kurt colocou as mãos amarradas por trás do pescoço de Blaine. Era a única coisa que ele podia fazer mesmo.

O Anderson saiu do meio dos braços de Kurt, que estava pronto para reclamar, então Blaine começou a desamarrar o nó da gravata que estava amarrada nas mãos de Kurt, alisando suavemente onde ficou vermelho.

— Acho que amarrei muito forte. – Disse o moreno, ouvindo uma risada gostosa como resposta.

— Não tem mais ninguém aqui, né? – Kurt perguntou com um sorriso sapeca nos lábios e viu Blaine negar.

— Que loucura você quer fazer, Hummel? – O moreno perguntou com a sobrancelha direita arqueada. – Não me diga que quer ir para dentro da piscina, porque hoje está ainda mais frio do que naquele dia.

— Não é isso... é que me deu uma fome agora. Eu só queria saber se posso ir sem roupa até a cozinha. – Kurt ainda tinha um sorriso sapeca nos lábios, mas Blaine pareceu não ter notado, então Kurt apenas saiu dos braços do moreno e foi em direção a cozinha, descendo as escadas.

Blaine, relutante em sair da cama, triste por Kurt tê-lo deixado lá sozinho, vestiu sua roupa íntima e desceu as escadas, indo atrás do castanho.

Kurt estava escorado no balcão, tomando um copo de suco. Blaine soltou um suspiro com aquela visão e, ao ver o olhar de Kurt, ele finalmente entendeu o que o castanho estava tentando fazer.

Blaine foi até a geladeira e pegou chantilly lá dentro. Ele voltou até Kurt e puxou o castanho pela cintura, o pegando no colo e o botando em cima do balcão grande, do lado da pia.

Kurt puxou o moreno pelo queixo e o beijou. Kurt agora segurava a gravata que estava amarrada em seus pulsos minutos atrás. Ele pegou e vendou Blaine, que apenas se deixou ser conduzido, comandado. Ele ria enquanto sentia as mãos de Kurt o vendando. Kurt roubou o chantilly das mãos de Blaine e passou o mesmo no pescoço do Anderson, passando um pouco por seu peito também.

Blaine riu mais ainda daquilo, mas então ele sentiu a boca de Kurt lambendo todo o chantilly que tinha nele. Começando pelo pescoço e depois descendo. O moreno se arrepiava mais a cada toque e não seria louco de parar Kurt nesse momento.

— Você está muito gostoso, sabia? – Kurt perguntou rindo, levando Blaine a fazer o mesmo.

Kurt riu mais um pouco e voltou a beijar Blaine. Era um beijo calmo, tranquilo, que até transmitia paz do corpo de um para o outro. Blaine levou suas mãos até a cintura de Kurt, que entrelaçou suas mãos no cabelo do moreno. Kurt tirou a gravata dos olhos de Blaine e deixou o moreno controlá-lo.

Blaine colocou Kurt em cima da grande mesa e foi nesse momento que Kurt pareceu ter acordado do transe no qual havia se afundado.

— Vamos quebrar a mesa, Blaine. Você está louco? – Blaine riu alto com a colocação de Kurt e subiu em cima do mesmo.

— E eu tenho cara de quem planeja as coisas pela metade? Quando eu planejei essa casa eu escolhi tudo nos mínimos detalhes, incluindo uma mesa que aguentasse uma boa quantidade de peso. – Explicou o moreno. – Para ser honesto eu nunca subi na mesa, mas eu sei que ela vai aguentar. Uma vez Gabriela estava bêbada e começou a pular em cima da mesa, então...

Kurt novamente apenas riu e puxou Blaine para mais um beijo. Enquanto o castanho mordiscava o pescoço de Blaine, o moreno novamente tirava a peça de roupa que estava em seu corpo. Ele honestamente já não aguentava mais aquilo, eles estavam naquela brincadeira há muito tempo.

Blaine se posicionou no meio das pernas de Kurt e se inclinou para beijá-lo mais uma vez. Ele já não aguentava mais tantos joguinhos, mas com Kurt ele sempre ia na calma, ou na velocidade que Kurt quisesse. Tudo sempre tinha que ser como Kurt queria.

— Acho que já te provoquei demais, não? – Perguntou Kurt, novamente rindo.

— Não. Imagina. – Blaine disse irônico, roubando mais um beijo de Kurt. – Mas agora eu posso finalmente acabar com essa tortura?

Kurt assentiu com aquele sorriso meigo que Blaine tanto amava. O moreno roubou mais um beijo de Kurt, enquanto encaixava seu membro na entrada do mesmo e o penetrava devagar. O Hummel soltou um suspiro, parando o beijo assim.

Blaine se movia lentamente, mas Kurt parecia ainda querer mais, então o moreno começou a aumentar a velocidade dos movimentos, mas aumentou lentamente, até se movimentar o mais rápido que conseguia.

Nem ele, nem Kurt, conseguiam abafar seus gemidos. Nem um beijando o outro a todo instante parecia ser capaz de calá-los. E eles nem se importavam. Eles só se importavam em estar ali juntos.

Os dois não paravam de trocar beijos e não demorou muito até que ambos chegassem ao seu ápice.

Blaine saiu de dentro de Kurt, mas permaneceu em cima dele, o beijando mais uma vez.

— Isso foi ótimo. – Disse Kurt. – Que horas são?

Blaine olhou para o relógio na parede e riu rapidamente, se levantando. Kurt perguntou novamente que hora era, então Blaine apontou para o relógio. Era três e meia da manhã.

Os dois subiram as escadas de volta para o quarto de Blaine, que bocejava já de sono. Mas Kurt não parecia estar cansado, já que, quando eles entraram no quarto, Kurt empurrou o moreno para cima da cama.

— Acho que é a minha vez, não? – Perguntou Kurt, subindo por cima de Blaine na cama.

Blaine apenas assentiu e novamente puxou Kurt para beijá-lo. Os lábios de Kurt eram tão convidativos para o moreno, que ele queria beijá-los vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana e por aí vai.

O Anderson estava completamente deitado na cama e, depois de algumas carícias não tão carinhosas trocadas pelos dois, logo eles estavam sedentos um pelo outro novamente. Assim como Blaine fez com Kurt, o castanho se posicionou exatamente no meio das pernas do moreno e se inclinou para beijar o moreno uma última vez, então voltou a sua posição anterior e penetrou o moreno um pouco rápido demais.

— Você sempre se empolga demais, não acha? – Disse Blaine, fazendo Kurt rir e olhar para o moreno como se estivesse pedindo desculpas.

Kurt começou a se movimentar devagar, mas logo Blaine pedia por mais e ele também queria mais, então ele aumentou a velocidade.

Quando os dois mais uma vez chegaram ao seu ápice, caíram cansados na cama. Blaine ficou encarando o teto por um tempo o qual ele não sabia dizer se foram minutos ou horas, ele só sabia que olhava para o teto e imaginava o rosto de Kurt em sua frente. Então mais uma vez pensou em admitir seus sentimentos e agora era definitivo. Ele não iria voltar atrás.

— Kurt, eu estou apaixonado por você.

Notas finais
Primeiro, músicas: https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs | https://www.youtube.com/watch?v=-bpVO76VKgM Só tenho uma coisa pra dizer: O QUE FOI ESSE FINAL, EIN? Não tenho mais nada pra declarar... Bjo ♥