Hawaii

2 Hula-Hula


Notas iniciais
Oliver com ciúmes da roupa típica e curta que Felicity usava e dos olhares lascivos que ela recebia.

Eles saíram de seus chalés ao mesmo tempo, Oliver fechou os olhos momentâneamente quando a viu. Ela estava linda. Sentiu seu corpo reagir violentamente a visão das pernas nuas, da barriga lisa, o colorido das flores deixando a pele dela brilhante e sedosa, convidativa ao toque. Ao seu toque. Quase gemeu ao imaginar os olhares lânguidos e devassos que ela despertaria.

Felicity o observou inteiro. Um olhar divertido. Um sorriso contido. Apesar das roupas coloridas, Oliver exalava sensualidade. Camisa com grandes flores coloridas, bermuda florida de uma cor indefinida, chinelos. Sensual.

— Oi. — Um sorriso lento e tímido curvou os lábios de Felicity.

— Oi. Você está... linda. — Oliver elogiou numa voz rouca, pausada.

— Obrigada. Você está diferente. — Ela falou divertida e excitada.

Oliver revirou os olhos.

— Ideia de Dig e Lyla. — Ele denunciou, movimentando as mãos sobre a roupa, intensificando os músculos poderosos de seu corpo rijo.

— Eu gostei. — Felicity aprovou com um piscar de olhos. Oliver se aproximou dela, os olhos em sua boca. Felicity sentiu uma excitação ardente. O coração pulsou mais rápido.
Ele iria beijá-la?

Engoliu em seco, quase fechando os olhos em antecipação e volúpia. Quando estava a milímetros de sua boca, Oliver pareceu pensar melhor, afastou-se desajeitadamente e murmurou que era melhor se apressarem.

Felicity sentiu as pernas tremerem.

Frustrada. Excitada. Rejeitada.

Com um riso triste, ela apenas assentiu e o seguiu, mantendo a cabeça baixa, melancólica.

Chegaram a um grande clarão na praia com mesas dispostas despretensiosamente pela areia branca, nativas os recepcionaram no idioma ‘Ōlelo Hawai'i, a pronúncia sexy e acentuada. O Oahu Luau era a celebração do espírito Aloha, eles sentaram de frente a uma grande fogueira, com moças dançando sensualmente, remexendo os quadris e os homens dançando agitadamente com o fogo (Fire Knife Dance), fazendo acrobacias perigosas com tochas de fogo, passando as chamas pelos corpos robustos.
Felicity olhava tudo boquiaberta. Fascinada. Oliver tinha a expressão entediada no rosto.

Nada falaram, Oliver parecia ter mergulhado numa mudez rude, aborrecido com o som e com as pessoas felizes. Felicity tinha os olhos azuis arregalados em admiração, a boca risonha, a música era envolvente, a brisa do mar inebriante. A comida estava deliciosa. Felicity riu, bateu palmas, os cantores havaianos nativos seduziam com suas vozes doces, as dançarinas de Hula convidavam as pessoas a seguir seus rebolados, a participar do espetáculo dançante.

Os tambores, o fogo, a música, a dança, as comidas, era tudo tão mágico que Felicity se viu no meio das dançarinas, as mãos na cintura, convidando, seduzindo com o balançar agitado de seus quadris. Oliver estava ainda mais sério. Fitava Felicity com os olhos semicerrados, os movimentos dos quadris, o balançar insinuante e tentadores dos seios e o esvoaçar dos cabelos loiros, atiçavam sua libido e pelo jeito a dos outros homens também. Oliver observou os olhares pecadores que os homens lançavam pra ela, olhares de puro desejo sexual. Zangou-se com isso. O sangue fervendo de raiva e ciúmes. Xingou um palavrão baixo quando viu a saia de Felicity se erguer com a dança e mostrar partes de suas coxas. Resmungando muito, continuou a observá-la, os olhos brilhavam em advertência.

Ciúmes. Raiva. Desejo.

Ela estava se divertindo. Muito. Tomava uma bebida deliciosamente doce. Agitava o corpo com a dança com sensualidade. De longe viu Oliver olhando pra ela, deu de ombros, se ele não queria se divertir, o problema era dele. Continuou a dançar e a beber, alheia a todos. Nem sentia seu copo se esvaziar e já era substituído por outro, o povo havaiano sabia mesmo como manter uma festa animada. Ela gargalhou alto. Um homem de pele bronzeada e fala mansa aproximou dela, enlaçando a mão em sua cintura, dançando com ela. Oliver arfou perigosamente.

Dança, música e diversão.

Felicity reluzia sob a lua, a dança tornou-se lenta e sedutora, o homem descaradamente aproveitava da embriaguez dela pra aproximar ainda mais seus corpos com malícia. Oliver já tinha visto demais, contornou a fogueira em fúria, desviou de dançarinas atrevidas e chegou perto de Felicity, resgatando-a dos braços anônimos. Não disse nada, olhou furiosamente para o homem, que seguiu dançando até outra companhia sossegadamente, Oliver segurou Felicity firmemente pela cintura nua, seus dedos a apertando com força, ela ergueu a cabeça e lhe deu pequeno sorriso, sem parar de dançar. Tropeçou num punhado de areia e Oliver a ergueu em seus braços, tomando o copo quase vazio de suas mãos, a boca cerrada, os olhos friamente perturbados.

Minha boca não disse nenhuma palavra, mas os meus olhos disseram tantas.

Querido John.

Notas finais
Feliz demais pela receptividade de vocês, obrigada pelos comentários e por favoritar minha fic. ;D Comente. Critique. Fale apenas um 'oi'. Quero saber o que você tá achando. No próximo capítulo, veremos Felicity bêbada e Oliver tendo que cuidar dela. Até. ;D