Notas iniciais
Uma Felicity totalmente fora de si, sob o efeito do álcool ela faz à Oliver uma proposta quase indecente.

Ela o olhou com reprovação.

— Nada mais de bebidas. Hora de ir dormir. — Ele avisou num tom de censura, alheio ao seu olhar reprovador.

Nos braços fortes, Felicity sentiu ser carregada, se debateu em vão com braços e pernas. Oliver continuava carregando-a no colo, imperturbável.

— Não! — Ela gritou, o som áspero de sua voz, a língua se embolando nas palavras. — Eu quero ficar e terminar a minha bebida doce. Eu não estou me divertindo, Oliver. Você não deixa. — Felicity choramingou e o acusou.

Oliver continuou andando, impassível, atravessando o caminho e desviando de dançarinos e turistas.

— A bebida doce é álcool. — Ele enfatizou rudemente, o olhar punitivo. — E você já se divertiu o bastante pra uma noite. — Vociferou com os dentes cerrados de ira, o rosto contorcido em fúria.

— Mas é doce. — Felicity replicou infantilmente.

Oliver a olhou preocupado. Continuou andando, os passos ainda mais rápidos. Felicity o olhava fixamente. Agora, docemente. Aconchegada em seus braços sentiu-se protegida. Sexualmente animada.

— Você tem olhos lindos, alguém já te falou isso? — Ela falava num sussurro adocicado. A voz modificada pela bebida.

— Não. — Oliver entortou a boca, disfarçando um sorriso.

— Tô falando agora. — Ela falou com seriedade. — Sua boca é bonita também. — Felicity tinha os olhos focados na boca esculpida e sensual de Oliver. Incitando-o.

— Obrigado. — Ele disse apenas, tentando controlar a reação de seu corpo.

— Seu corpo musculoso me dá vontade de...

— Shh. — Ele a impediu de falar. Mas ela continuou mesmo assim.

— Me dá vontade de tocá-lo, cada pedaço do seu corpo, beijar cada cicatriz, acariciar cada muscúlo. Um dia... — Felicity fechou os olhos como se imaginasse tudo, as imagens brincando em sua mente, excitando-a fortemente.

Intrigado, ele deixou ela continuar.

— Um dia. — Ele incentivou, excitado com o que ouviu, olhando fixamente para o seu belo rosto avermelhado.

— Quero te ver nu. Totalmente. — Soluçou. — Quero um beijo, Oliver. — Ela pediu em meio a soluços ruidosos, os olhos cerrados.

Oliver arregalou os olhos, Felicity sóbria era falante. Felicity embriagada era ainda mais tagarela e ousada. E ele gostava disso. Antes de conceder ou negar seu pedido, ela o beijou levemente no canto dos lábios, provocando-o com a ponta da língua. Oliver sentiu seu sexo endurecer com rapidez. Praguejou mentalmente.

F-E-L-I-C-I-T-Y. — Ele a repreendeu bem pausadamente e então sorriu malicioso. Divertido com a proposta e o atrevimento dela. Tudo quase tão indecente e tentador.

Ela continuou o ataque de beijos, ele se esquivava, desejando que ela não estivesse sob o efeito do álcool, chegaram ao chalé e subitamente, ela adormeceu em seus braços. Oliver entrou devagar, colocando-a na cama com gentileza, com a mão afastou os cabelos úmidos da testa dela. Felicity respirava profundamente. Vulnerável. Maravilhosa em sua roupa havaiana.

Ela resmungou enquanto ele cuidava dela, com dificuldade, retirou suas roupas, substituindo por uma camisola de algodão que encontrou numa cômoda. Tentou não prestar atenção no corpo tentador a sua frente. Tentou. Em vão.

O seios perfeitos, os mamilos rijos, a cintura fina, o centro feminino coberto num minúsculo biquíni, as coxas grossas e torneadas. Ela era perfeita.

Cobriu sua quase nudez com a camisola, Felicity se movimentou em seus braços quentes, Oliver sentia sua ereção pulsar em descontrole. Aconchegou o pequeno corpo entre lençóis perfumados e viu sua respiração se acalmar e ela ressonar suavemente. O coração batia ritmado e calmo.

Ele não poderia deixá-la sozinha daquele jeito. A cama era grande. Caberia duas pessoas facilmente. Negou esse prazer com a cabeça. O estado de excitação dele não permitia compartilhar uma cama com mulher alguma, principalmente com Felicity. Arrastou uma cadeira de madeira com estofado macio e sentou-se lá, velando o sono dela na penumbra da noite quente do Hawaii.

Estavam no paraíso. E ele sentia-se no purgatório. Desejando sem poder tocar.

A noite foi ligeiramente agitada com Felicity pedindo água e reclamando de sede furiosamente. Oliver pacientemente ajudava ela a beber a água e assim que terminava, ela voltava a dormir tranquilamente.

Já era quase dia, quando Oliver enfim adormeceu na cadeira, o cansaço o dominando placidamente.

Felicity acordou desorientada, espreguiçou preguiçosamente, sentia a pele suada, a boca seca e uma dor de cabeça intensa e contínua. O sol já entrava sorrateiramente pela janela semiaberta, um vento suave soprava as cortinas, que dançavam vagarosamente e então, ela o viu. Dormindo numa cadeira com uma expressão preocupada no rosto. Oliver. Felicity sussurrou seu nome com prazer. Oliver? Ela quase gritou. O que ele estava fazendo em seu quarto, dormindo numa cadeira desconfortável? E sem camisa? Ela viu o peito largo se expandir na respiração forte, a boca ligeiramente aberta, os cílios abraçando com suavidade os olhos fechados. Ele era perfeito.

Pressionou os olhos com força e se lembrou com aflição da noite passada. Do luau. Da dança. Do fogo. Da bebida doce. Tudo bailava irritantemente em sua cabeça dolorida.

Com um gemido baixo Felicity lamentou a noite de diversão e sorrisos.

Notas finais
*Kakoa - Ajuda. Hi pessoal. 'Taí' mais um capítulo, espero que tenham gostado. Qualquer coisa é só comentar e me deixar saber. ;D Obrigada. Até. ; )