Notas iniciais
Animação. Sob o sol e o convidativo mar do Hawaii, Oliver e Felicity pareciam felizes. Juntos. E a tensão sexual só aumentando.

Ela o fitava inquieta, mordendo os lábios de nervosismo e vergonha.

— Relaxe, Felicity. Foi um experiência ruim. Só isso. — Ele a tranquilizou. E inesperadamente, Oliver abaixou e roçou um beijo em sua testa com ternura e suavidade, deixando a ponta de sua língua tocar sua pele rapidamente. A carícia suave e inocente excitando a ambos. — Descanse. Vamos tomar o café da manhã na praia hoje. — Ele incentivou e convidou num sorriso caloroso. Pegou a camisa e foi saindo rapidamente, antes que ela notasse o volume protuberante que marcava a sua bermuda florida.
Droga! Estar perto de Felicity, era viver com uma ereção potente sempre alerta. Ela o enlouquecia e não tinha a mínima ideia disso.

Felicity sorriu com doçura. Oliver estava começando a relaxar, graças a sua bebedeira. Ela cobriu-se com o lençol, um dia no Hawaii e ela já havia passado dos limites. Definitivamente, ela não sabia se divertir com cautela, concluiu antes de sair da cama, quase sem dor alguma na cabeça, os analgésicos já faziam efeito. Um banho quente e estaria sentindo-se bem melhor.

Oliver ainda estava cansado, exausto pela noite mal dormida. Esfregou os olhos com força, tirou o restante das roupas sem habilidade, seus movimentos alterados pelo cansaço e pela excitação, entrou no chuveiro e deixou a água acalmar toda a sua rigidez, seu membro vibrava totalmente ereto, brilhando com a água do chuveiro, sem querer se acalmar. Ele estava dolorido, seu corpo ansiava por Felicity com furor e sua cabeça negava qualquer tipo de relacionamento mais íntimo. Frustração o dominava. Saiu do banheiro com a toalha envolta de seus quadris, o corpo marcado por cicatrizes velhas e novas.

O que ele poderia oferecer pra Felicity?

Uma vida perigosa, escondida, distante?

Ela merecia mais, muito mais. E só de pensar que a qualquer momento, ela poderia encontrar esse 'mais' em outro homem, Oliver sentia seu coração batendo forte em rejeição. Porém, ela deveria ser feliz.

Sem ele.

"Aprendi que amar não significa estar junto, mas sim querer ver a pessoa feliz, mesmo que isso custe a sua felicidade."

– Querido John

Felicity se arrumou ainda meio mareada, um gosto metálico na boca. Só em pensar em Oliver cuidando dela naquele estado de total embriaguez, fazia com que ela ficasse com mais vergonha ainda. Ouviu uma leve batida na porta, ela usava um biquíni vermelho com pequenas flores, uma canga amarrada na cintura, óculos escuros escondiam seus olhos arroxeados. Oliver esperava pacientemente a porta ser aberta, estava usando apenas um calção de banho e uma toalha jogada sobre os ombros.
Simples e prático.

O sol brilhava no céu de verão, Felicity abriu a porta receosa, ela lhe deu um olhar de surpresa. Ele estava lindo e gostoso. Gostoso seria o adjetivo que melhor se encaixava naquele homem emoldurado sob o batente da porta, o sol e o mar sendo fundo de suas mais proibidas fantasias sexuais.

— Pronta? — Ele perguntou enquanto observava os seios apertados naqueles pequenos triângulos de pano, seu olhar desceu um pouco mais, brilhou quando viu a barriga lisa, a canga transparente e a tentadora parte de baixo de sua roupa de banho. Deliciosa. Ele poderia usar apenas uma palavra para descrevê-la.

Felicity quase respondeu que pra ele sempre estaria pronta, mas disse um 'sim' quase inaudível, trancando a porta em seguida.

Caminharam lado a lado, vez ou outra suas mãos se encostavam e parecia produzir energia. Uma energia prazerosa. Uma energia perigosa.

— Melhor? — Oliver preencheu o silêncio quando puxava uma cadeira pra ela se sentar num agradável quiosque, o som do mar grave e harmonioso.

Felicity ergueu os olhos encontrando os dele brilhantes e alegres. Sorriu. Feliz.


— Aham. — Respondeu num grunhido também alegre. Sentindo uma sensação de pura felicidade invadir seu coração.

Comeram num clima totalmente diferente da noite passada. Estavam se divertindo. Juntos.

Passaram a manhã e parte da tarde na praia, divertiram-se, riram, nadaram. Estavam sendo felizes.

Juntos.

Toda vez que um deles mergulhavam na cristalina água do mar havaiano, olhares eram direcionados para os dois. Oliver chamava a atenção feminina por seu corpo tonificado, musculoso e atlético, mesmo marcado por cicatrizes. Felicity tinha a admiração dos turistas e dos homens nativos, por seus brilhantes cabelos loiros e por sua pele branca, delicada e curvas generosas.

Ciúmes. Ambos tinham esse gosto amargo na boca.

Brincaram na areia, vez ou outra os corpos se tocavam, seus olhos se encontravam e se desviavam, negando a atração, negando o desejo de seus corpos.
Negando o amor?

Seus corpos ardiam de desejo e paixão. Como saciar?

Já era fim de tarde quando correram para o mar de mãos dadas, pulando na água num som estrondoso, Oliver submergiu, voltando em seguida pertinho de Feliciy que apenas boiava tranquila. A água estava morna, mas com a aproximação do corpo dele ao seu, a água parecia ferver, seus mamilos ficaram rijos pela excitação. Os olhos de Oliver brilharam em constatação, ele já estava duro como uma pedra.

Oliver tentava negar seu desejo por ela, mas seu corpo mostrava a evidência claramente em sua excitação plena, Felicity queria que ele a beijasse, respirou fundo esperando, desejando...

Ele sentia o fogo do desejo crepitar em seu corpo, aproximou de sua boca e a beijou levemente, apenas um roçar de lábios.

... E então aconteceu.

Um beijo lento, demorado. Um beijo roubado. Um convite ao pecado.

Felicity ofegou quando sentiu a umidade da língua dele tocar a sua por alguns momentos e logo ele se afastou bruscamente.
Com a esperança refletida nos olhos, Felicity o olhou fixamente e esperou alguma reação.

Mais um beijo. Um novo toque. Um largo sorriso.
Nada recebeu. Nada mais aconteceu.

Oliver nadou pra longe, deixando-a sozinha, ela o olhou a distância, murmurando e reclamando de sua covardia. Voltaram pra areia e novamente o silêncio os acompanhava. Felicity sentia que Oliver erguia um muro entre eles, enquanto ela pacientemente esperava esse muro ruir, pra enfim construir uma ponte.

Do que Oliver tinha medo? Ela se perguntava quando chegou ao chalé.

Descobriria ou o deixaria em paz?

Não sabia. Estar perto de Oliver, era viver um mistério quase sem solução. Um mistério sombrio e gélido. Era viver na escuridão em busca de uma pequena luz.

Mas aquele beijo ainda continuava aceso em seus lábios, crepitando as chamas de prazer por todo seu corpo excitado.

Notas finais
*Hau'oli - Feliz. Calma que esses dois vão se pegar. Só tô criando uma tensão básica pro sexo ser explosivo. Haha' No próximo capítulo terá Felicity cantando no Karaokê. Aguarde. Comente. Critique. Fale um 'oi'. Suas palavras me motivam, deixe eu saber o que pensa. Beijos. Até. ;D