Haunted House
7 Rosalie Parker
Me sentei na beira da cama e olhei ao redor do meu novo quarto. Ele já estava mobiliado quando cheguei — agradeci mentalmente por isso -, o que só me deixava a opção de arrumar as coisas que eu trouxera da minha antiga casa.
Eu olhei pela janela. Eu havia escolhido o quarto com vista para o lado esquerdo do terreno, Me sentei no banquinho do meu quarto e apoiei a testa na janela.
A dor de cabeça estava me matando. Já tinha dois dias que eu havia deixado o hospital. Por isso, cheguei na minha casa nova — ou melhor, na minha mansão nova — por último.
Eu não queria ter deixado o hospital em apenas 3 dias. Eu não queria ter deixado a cidade em apenas 3 dias. Eu precisava saber o que acontecera com Dennis. Ele não foi tão sortudo quanto eu.
Eu só precisei ficar esses dias no hospital em observação. Não havia me machucado muito. Já Dennis? Ele estava em coma.
Quando estava indo embora, eu fiz Jake e Ian prometerem que, assim que Dennis acordasse, eles iriam me ligar. Eles prometeram. Já se passaram dois dias. Dennis já devia ter acordado. Ou não.
Quando eu cheguei na casa nova, dei de cara com uma ruiva e um cara bronzeado, com cabelos curtos e castanho claro jogando Xbox. A ruiva olhou para mim, mau humorada. "Você é a outra garota, né?", ela perguntou.
"Sim", eu disse. "É... prazer, eu sou a Rosalie."
"Natasha", ela respondeu, voltando a atenção para o videogame. O garoto nem olhou na minha cara.
Subi as escadas, e encontrei outra garota no corredor. Ela era loira, dos olhos azuis. Que nem eu. Enfim, ela estava com uma cara de desdém, e braços cruzados. "Outra?", ela perguntou.
"Oi, eu sou a Rosalie", eu sorri, fazendo esforço para ser simpática. As malas estavam pesando. Por que ninguém se oferecia para me ajudar?!
"Eu sou a Allison", ela disse, já descendo as escadas.
"Que quartos estão liberados?", perguntei, mas ela me ignorou.
Isso aconteceu duas horas atrás. Meu quarto já estava em ordem, e eu não tinha nada para fazer.
Foi quando meu celular começou a tocar. Era Ian me ligando. Atendi sem pensar duas vezes. "E aí?", perguntei.
"Oi", ele disse. "Como é que tá aí?"
"Ah, ótimo, ninguém fala comigo", eu respondi. "Então, ele acordou?"
"Rose, eu sinto muito. Muito, muito mesmo."
"Como assim?"
"O Dennis morreu."
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