Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban

15 Segredos de Sangue / Segredos de Cama


Notas iniciais
Oieeeeee!! Desculpa a demora, muitas fics na cabeça! Espero que não tenham me abandonado amores mios! Mais um capitulo quentinho pra vces! Espero que gostem! Não escolhi um nome pro capitulo então optei pelos dois acima! bjus

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Voltei uma meia hora mais tarde para o quarto, e encontrei Sirius ainda acordado sentado sobre a cama, com os braços sobre as pernas, olhando para a janela. Tomei cuidado para não bater a porta fazendo barulho, e então andei até a cama enquanto Sirius me olhava com semblante sério.

– Me desculpe ter saído assim... –disse ao subir de joelhos sobre a cama e ficar ao lado dele.

– Tudo bem... –ele respondeu e tom baixo. – Harry e Gina estão no quarto ao lado, e eu não deveria ter tentado nada com voce...

– Tem outro motivo para eu ter saído daquele jeito Sirius... –disse buscando forças dentro de mim.

– Eu sei...

– Sabe? –disse confusa.

– Eu sou muito mais velho do que você Lorena... Mesmo não parecendo... Entendo sua insegurança...

– Acha que sai do quarto por que... Tenho medo de você? –eu acabei sorrindo da ideia fixa que ele tinha sobre meu temor diante do “temível” Sirius Black.

– Levando em consideração que se não fosse essa maldição, minha aparência agora seria bem diferente... –disse erguendo as sobrancelhas.

– De qualquer forma duvido que, eu achasse você menos atraente do que acho agora... –sorri.

– Você acha? –ele disse com um sorrisinho de canto quase me fazendo esquecer o que eu queria lhe contar.

– Mas essa não é a razão por eu ter saído Sirius... Nem o fato de Harry e Gina estarem no quarto ao lado... Bem, em parte foi por eles...

– Então se não tem a ver com a diferença de idade entre nós, nem com Harry e Gina, é o que?

– Confia em mim? –apertei os olhos encarando-o.

– Claro...

– Mesmo? Por que eu preciso confiar em você pra contar...

– Bom, eu posso ser um cachorro... –ele riu. – Literalmente! Mas sei guardar segredo...

– Tudo bem... Mas prometa que não vai me achar repulsiva...

– Por que eu acharia isso de você?

– Por que existe uma historia muito feia sobre o que eu vou te contar... E não quero que tenha nojo ou medo de mim...

– Eu nunca teria nojo de você Lorena...

– Me dê a sua mão... –estendi a minha esperando.

– Minha mão? –ele sorriu curioso.

– Confie em mim.

Sirius sorriu mais uma vez cerrando os olhos e me fitando a face, enquanto estendia sua mão confiante e tocava a minha. Eu segurei firme virando a palma dele para cima, e imediatamente pensando que há poucos minutos atrás aquela mão estava me tocando pervertidamente. Isso me fez sorrir por um instante e ele também teve a mesma reação. Acho que ele deve ter lido meus pensamentos ou pensado o mesmo que eu...

– Minha mão não é tão grande! –ele riu.

– Cala a boca Sirius! –eu ri franzindo a testa.

– Achei que estava medindo!

– Não enche! Isso é sério...

– Se você tá dizendo! –ele sorriu sendo sarcástico.

Sacudi a cabeça negativamente ainda rindo, e baixei meu rosto. Sirius sorria com os dentes a mostra e disse:

– Pervertida!

– Para! –eu disse erguendo apenas os olhos.

Fiquei mais séria depois disso, e em silencio também. Tomei coragem para fazer o que tinha em mente, e então olhei para Sirius que naquele momento me olhava curioso franzindo a testa. Eu ainda não tinha lhe mostrado o que segurava em minha outra mão, algo que eu havia pegado no banheiro do hotel. Aproximei minha mão direita ainda fechada e coloquei sobre a palma da mão de Black, e então abri a mesma soltando o que havia dentro dela, e segurando com meus dedos. Era uma pequena gilete de uso pessoal de Harry ou Gina para depilação, não sei. Tambem não importa, a questão é que ao vê-la solta sobre a pia pensei em usá-la para mostrar ao Sirius o segredo que eu escondia de todos, e que apenas Helena e Damon sabiam. Olhei para ele, que me fitou novamente nos olhos, e então usei a gilete para fazer um corte não muito fundo sobre a mão de Sirius, que ao sentir a lâmina lhe ferir puxou imediatamente a mão e viu seu sangue surgir pela fenda na pele.

– Lorena? –ele me repreendeu. – Por que fez isso?

– Desculpa! Eu preciso te mostrar... Ou não vai acreditar em mim... –disse tentando pegar a mão dele de volta.

– Do que tá falando?

– Me dá a mão Sirius... Você disse que confiava em mim...

– Antes de saber que você pretendia me cortar com uma gilete... –disse com os olhos arregalados.

– Até parece que eu vou cortar seu corpo em pedaços milimétricos usando uma gilete velha, que mal corta água... –revirei os olhos. – Estava pensando! Como eu gosto muito de você, mas você fala demais, talvez seja mais interessante cortar certas partes do seu corpo e carregá-las em um vidro com formol, e usar as mesmas quando me der vontade! –eu disse sendo irônica e muito mais sarcástica do que costumava ser geralmente.

– Muito engraçado... O que planeja com isso?

– Me dá a droga da mão antes que o corte comece a fechar...

– Acho que vai demorar um pouco pra isso acontecer...

– Dá logo essa mão e deixa de ser chorão... –disse puxando bruscamente o pulso dele. – Nem parece que sobreviveu a um avadakedabra... –retruquei.

– O que vai fazer Lorena?

– Cala a boca que você vai ver... –disse já ficando estressada de novo.

Minhas mudanças de humor drásticas era o que mais me irritava. Sirius ficou quieto, o que era difícil pra ele afinal, e então eu tomei logo a atitude e puxei o pulso dele para a altura do meu pescoço, deixando sua mão ferida diante do meu queixo, e então aproximei minha boca aberta do local que sangrava, enquanto apertava com minhas duas mãos provocando o sangramento mais veloz. Antes que Sirius reclamasse de novo, eu coloquei o ferimento na minha boca e comecei a lamber o sangue que saia pela fissura. Depois apertei mais meus lábios contra o corte e suguei o sangue para dentro da minha garganta fazendo com que meus olhos revirassem pela sensação gostosa de êxtase que passava por minhas veias. Meu sangue bombeava mais rápido, e um calor incomum se apossava de mim. Aquele gosto era amargo e ao mesmo tempo doce para meu paladar, e me fazia delirar. Se Sirius soubesse como aquilo era gostoso pra mim, mas, ele nem podia imaginar, aliás, ele nem sabia o motivo por eu estar fazendo aquilo, mas mesmo assim ele não afastou a mão e eu podia sentir através do seu sangue que ele gostava da sensação. Helena estava certa, quando isso acontecesse, seria prazeroso tanto para mim, quanto para minha “vitima” como Damon preferia descrever o individuo que cedia seu sangue. Decidi abrir meus olhos quando senti que as mudanças dentro de mim já poderiam ser evidentes e olhei direto para os olhos negros de Sirius notando sua expressão mudar, de curiosidade para estranheza. O que era compreensível já que meus olhos estavam vermelhos em sua íris. Senti que deveria parar, quando notei que Sirius entre abriu os lábios e que suas pálpebras piscaram. Afastei sua mão da minha boca, e passei minha língua pelos meus dentes, como alguém que acaba de se lambuzar com calda de chocolate.

– L. Lori... –disse ele meio que em um transe.

– Não tenha medo de mim Sirius, eu não vou te machucar... Sei controlar isso... Não é como dizem as lendas...

– V. Você... É...

– Uma raça evoluída de vampiro! –sorri ainda sentindo o sangue delicioso dele passando pelas minhas veias.

– C. Como?

– Quando Voldemort ordenou que os comensais procurassem os mestiços e os matasse, eu tive que fugir... Mas um deles me encontrou e me torturou antes de me matar. Ele não usou magia, apenas se deliciou com a minha dor... Eu achei que ia morrer, mas... Helena me encontrou e me salvou...

– Transformando você em vampiro?

– Sim... Ela me levou para a Rússia e me manteve segura lá... Contou-me tudo sobre sua raça... Nada era como diziam nas lendas... Não somos como os primeiros vampiros... Aqueles que constam nos livros que estudamos em Hogwarts, que tinham garras, dentes enormes e se alimentavam feito animais carnívoros e sanguinários. Eles foram extintos como você deve saber...

– Não costumava ir muito à biblioteca na escola... –ele ainda parecia meio abobalhado, aquilo era efeito da mordida.

– Bom! A questão é que os vampiros evoluíram e não caçam mais pra sobreviver... Na verdade, eles nem tem a necessidade de se alimentar de sangue humano... Apenas fazem isso pelo prazer... Como eu fiz agora com você...

– Então... Uau! –ele estava pasmo.

– Não se preocupe com a mão... –disse ao ver que ele massageava a mesma. –Ela voltara ao normal logo.

– Mal sinto meus dedos...

– E o efeito dos meus dentes... Ainda não sei bem como funciona, mas, acho que rola tipo um anestésico. É legal!

– Muito! –ele disse sem empolgação, e com uma careta engraçada.

– Eu não mudo muito como pode ver... Apenas meus olhos tomam outra cor... E... Meus caninos ficam mais finos... Pra possibilitar a mordida...

– Isso é assustador... –disse me olhando com a testa franzida. – E olha que eu conheci pessoalmente um lobisomem...

– O professor Lupin! Eu sei tudo sobre ele... Achava assustador na época, mas... Agora! Acho fabuloso!

– Lupin ficava agressivo até mesmo com os amigos... Isso não é legal...

– Eu sei... Não foi o que eu quis dizer... Mas... Você deve estar com nojo de mim agora... –disse baixando o rosto e olhando para os lençóis.

– Não, eu... Só estou surpreso... É...

– Estranho... Eu sei... Mas eu precisava te contar, porque eu fiquei com medo de machucar você... Por isso não... Você sabe.

– Me machucar? –ele riu. – Como faria isso?

– Bom, eu nunca... Fiz isso antes... Não depois que me tornei vampira, e Helena disse que é um pouco diferente do habitual... É mais...

– Selvagem? –ele pareceu sorrir nesse momento não sei por quê.

– Acho que sim... –disse confusa.

– Então fez bem em ter fugido... Ou talvez Harry e Gina pensasse que alguém estava sendo violentado neste quarto.

– Você no caso! –eu ri.

– Jura? –ele pareceu interessado.

– Isso não te incomoda?

– Não! –ele riu. – Na verdade é curioso! E... Uau! –ele arregalou os olhos. – Então... O que acha que realmente acontece?

– Durante o sexo? –mordi o lábio inferior pensando na possibilidade.

– É...

– Você gostaria de saber? –disse olhando de canto pra ele.

– Você nem imagina...

– Acho que isso também é efeito da mordida... –sorri. – Essa sua curiosidade... Sabe que toda anestesia deixa a pessoa meio que... Em êxtase!

– Pode ser... Mas que eu to morrendo de curiosidade de saber como é estou.

– Sério? –eu ri.

– Oh!

– Bom! Quem sabe um dia eu te mostre...

– Sem mordida espero... –disse cerrando os olhos.

– Essa é a parte mais legal Sirius... Através da minha mordida... –eu disse levantando com os joelhos na cama. – Posso fazer você se sentir diferente... –disse olhando nos olhos dele que brilhavam naquele momento. – Esse é o ponto auge... –eu levei meus dedos até o pescoço dele, e toquei as pontas do cabelo liso dele. – Helena me disse que antes de se tornar vampira, suas noites com Damon eram... Prazerosas... –o fogo dentro de mim me fez beijar a curva do pescoço de Sirius. – Mais do que deveria ser.

– É? –a voz dele saiu sussurrada.

– Toda vez que ela falava sobre isso, eu não conseguia dormir a noite... –disse sussurrando com meu halito quente ao ouvido do Sirius. – Ficava pensando em você... –disse subindo sobre ele e sentando em seu colo. –Queria que fosse com você. Queria te mostrar como é... –disse com meus lábios quase tocando os dele.

– Que atencioso da sua parte! –disse ele tocando minha cintura com a mão esquerda enquanto a direita ferida tocava meus cabelos, e seus olhos fitavam minha boca.

– Sirius eu não aguento mais... –minha voz estava quase sem som. – Preciso dizer...

– O que Lori? –senti o halito quente de hortelã vindo da boca dele.

– Há muito tempo eu desejo você... E isso está me deixando louca.

– Você tá me deixando louco agora... –disse segurando minha nuca e me olhando nos olhos.

– Mas não podemos fazer isso aqui! –eu disse tentando me controlar. – Não sabe o tamanho do esforço que eu estou fazendo por Harry e Gina.

– Eu imagino! –eu senti algo me incomodando entre as pernas quando ele disse isso.

– Percebi! –eu ri.

– Como vamos resolver isso? –disse ele mordendo meu queixo.

– Podemos começar indo dormir... –respondi revirando os olhos e segurando firmes os ombros dele.

– Ah que tarefa difícil! –reclamou ele respirando fundo.

– Mas precisamos... –afastei meu rosto e olhei pra ele. – Eu posso contar com a sua ajuda pra isso?

– Ah Merlin! –ele disse olhando meu corpo sobre o dele. – Eu prometo que vou me esforçar...

– Faça isso! Eu não quero que Harry pense mal de mim, e que a Gina me julgue mais do que já faz... Seria constrangedor Sirius Black...

– Tudo bem! –ele puxou o fôlego. – Vamos dormir então! –ele franziu a testa fazendo cara de cachorro abandonado ao olhar de novo para meu corpo. – Ai que pena...

– Ainda teremos tempo Sirius Black...

– Por que tá repetindo meu nome completo? –ele sorriu.

– Por que eu acho muito excitante! Sirius Black... –repeti em voz sussurrada e lentamente.

– Você é uma garota muito safada sabia Lorena? –ele riu malicioso.

– Sou sim! –mordi o lábio e então sai de cima dele. – Agora vamos dormir... Amanhã é um longo dia... – me deitei.

– Será uma longa noite também! –ele riu deitando ao meu lado.

Sirius deitou atrás de mim, e passou seu braço direito sobre meu corpo, segurando minha mão e beijando meu ombro, depois ficou comportadinho ali, fazendo conchinha comigo. Eu não podia estar mais feliz, mal conseguia tirar aquele sorriso idiota da cara, e acho que dormi daquele jeito...

Notas finais
Ai gentein! pelo menos a Lori se revelou pro Sirius! Ui! Domrir de conchinha com Sirius Black é TUDO né? fala serio! Por Merlin! ♥ nos vemos no próximo!