Notas iniciais
Bom não demorei nada dessa vez como podem ver! Espero que gostem desse capitulo, mais um pouco de aventura pra esquentar as coisas! Em breve Draco aparecerá na fic novamente meus anjos, sei que estão ansiosa por isso! ♥ Aproveitem o texto! Bjus nos vemos nos revs!


Durante a manhã, assim que acordamos eu e Sirius saímos do quarto com aquele olhar de cumplicidade típico entre um casal que passou uma noite juntos, mesmo embora não tenhamos feito nada demais naquela cama que dividimos, nós dois sabíamos muito bem o que queríamos e esse era mais um dos nossos pequenos novos segredos. Nós nos despedimos de Harry, agradecemos pela estada e então saímos do hotel imediatamente procurando um bom lugar para aparatar de volta a Londres. Em um beco qualquer, ao invés de segurar minha mão como sempre fazia enquanto aparatávamos Sirius simplesmente me puxou pela cintura me colando contra ele, e sorriu com aquele ar orgulhoso e presunçoso que eu odiava e ao mesmo tempo amava. Eu respirei fundo e segurei nas laterais de seus braços e então aparatamos logo botando novamente os pés em Londres, mais precisamente no meu quarto de hotel. E por mais engraçado que parecesse dessa vez eu não tive vontade de vomitar. Quando nos vimos de volta já com dois terços do que precisávamos para salvar meu irmão de Azkaban em mãos, voltamos a falar sério. Sirius se afastou e deixou a capa e o vira tempo sobre uma mesa e então se escorou sobre ela com as mãos e disse:

– Agora que temos a capa do Harry e o vira tempo da Hermione, só precisamos de mais duas coisas...

– Duas? Pensei quem fossem apenas três...

– Enquanto eu consigo os ingredientes para a poção, vou precisar que você descubra quem foram os dois guardas que conduziram Draco até os carcereiros de Azkaban. Vou precisar de algo que tenha o DNA de cada um deles.

– Qual é o plano afinal? –perguntei me aproximando da mesa.

– Vamos usar o vira tempo para voltar na data em que Draco foi julgado pelo ministério... –disse apontando para o objeto. – Com a poção polissuco vamos assumir a aparência dos dois guardas que o levaram pelos corredores até os carcereiros. E então vamos cobrir Draco com a capa da invisibilidade até conseguirmos tirar ele do ministério.

– Entendi... Eu tenho uma amiga que trabalha no profeta diário, ela pode me ajudar a descobrir quem foram os guardas que levaram Draco. –respondi.

– Tudo bem... –disse se afastando da mesa e me olhando de perto da janela. – Eu volto à noite com os ingredientes da poção... Descubra quem foram os homens e então poderemos pegar o que precisamos deles...

– Tá...

– Nos vemos depois Lori... –ele piscou e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele aparatou.

Traguei fundo o ar para meus pulmões, sabendo que aquela seria uma tarde longa e cansativa de pesquisa etc. Mas então guardei os objetos que ajudariam meu irmão a sair daquela prisão infernal, e depois tomei um banho rápido logo em seguida me vestindo e saindo do hotel para procurar minha amiga repórter.


...


Consegui os dois nomes dos guardas que conduziram Draco até os carcereiros de Azkaban e então passei o resto do final de tarde tentando descobrir onde encontrar os mesmos. Por sorte eu soube que eles costumavam manter uma rotina sagrada diária de se encontrar no mesmo lugar para beber. Peguei um taxi e rodei até tal lugar, um bar trouxa bem pouco conhecido, mas muito bem frequentado pelos melhores beberrões de Londres. Adentrei o recinto com cuidado e cautela, para não ser muito notada, afinal uma moça em um bar de homens não caia muito bem, e não seria muito fácil de passar despercebida. Ao passar pelo balcão, lotado de senhores eu procurei os tais caras esperando encontrá-los ali naquele momento e ao cruzar o corredor, senti uma mão pesada agarrar minha bunda com força, o que me fez dar um grito e um pulo. Quando me virei, vi um senhor de barba e com um sorriso asqueroso aberto mostrando seus dentes de ouro pra mim como se eu fosse dentista.

– Procurando alguma coisa loirinha? –disse ele enquanto os outros riam.

– Com certeza não é você... –respondi com ar de nojo.

– Ora! Que zangadinha!

– Bem corajosa também! –disse o seguinte.

– Tem certeza que não quer companhia gracinha? –disse um terceiro se levantando.

Levei minha mão até minha varinha que estava presa na minha cintura, mesmo sabendo que não podia usar magia contra trouxas. Mas se aqueles imbecis me tocassem eu lançaria um feitiço de azaração sobre cada um deles sem remorso. Quando o grandalhão que estava sentado se levantou para vir em minha direção, eu segurei firme minha varinha pronta para puxá-la da cintura e então senti as mãos de alguém me tocando abaixando minha varinha.

– Sinto muito senhores, mas ela já tem companhia! –ouvi a voz do Sirius atrás de mim.

– Sirius? –eu olhei para ele enquanto os homens se sentavam.

Não acho que eles tenham ficado com medo do Sirius, afinal ele tinha a aparência de um garoto magrelo apesar de alto, não botava medo em ninguém, exceto quando seus olhos ficavam fixos em algo e estáticos com aquele ar frio e sádico. Ele fez um gesto com a cabeça, como se agradecesse os “cavalheiros” por não prolongar aquela situação e então me conduziu para o fundo do bar, e escolheu uma mesa no canto para nos sentarmos.

– Como me achou aqui? –perguntei me sentando a sua frente.

– Coloquei um rastreador em você!

– Fala sério... –revirei os olhos.

– Na verdade foi meu nariz! –ele riu apontando para o mesmo.

– Você me farejou? –aquilo sim era estranho.

– Não foi difícil com a quantidade de perfume que você usa!

– Ainda bem que eu tomei banho! –disse e ele riu.

– O que tá fazendo aqui? –disse ficando sério de repente. – É um bar. Não devia entrar num lugar desses, sozinha.

– Eu vim atrás dos guardas, descobri que eles costumam beber aqui...

– Devia ter me esperado...

– Eu sei me virar sozinha Sirius Black, eu não preciso de babá... –disse franzindo a testa.

– Se eu não chegasse a tempo você ia usar magia contra aqueles, trouxas... Realmente você sabe se cuidar muito bem sozinha...

– Ora não enche... Até parece que você daria conta daqueles brutamontes, sozinho...

– Eu sou homem... Tenho meus argumentos. E existe uma coisa chamada cumplicidade masculina. Não toque no que não é seu...

– Legal! Aí você chega e diz que estou com você e eles compreendem...

– Não vou discutir sobre isso com você... Conseguiu os nomes imagino, e agora?

– Esperamos... Uma hora eles vão aparecer.

– Tem certeza que é este bar?

– Tenho...

– Tudo bem... Então vamos esperar...

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Sirius se recostou contra o encosto da poltrona de cor escura, e estendeu os braços por cima do mesmo, ficando com eles abertos, enquanto olhava ao redor. Confesso que fiquei morrendo de raiva dele naquele momento, estava parecendo um segurança ou sei lá o que, muito metido a besta, protegendo uma garotinha indefesa, que seria no caso eu. Eu revirei os olhos e bufei, desviando o olhar, mesmo me sentido inclinada a continuar olhando para ele, afinal ele estava ainda mais perfeito do que mais cedo, vestindo uma jaqueta de couro preta, aberta até o centro do peito, e pelo que notei por baixo ele vestia uma camiseta cinza em gola V, só pra minha perdição total, mostrando seu longo pescoço e o inicio do seu peito... “Droga de pensamentos pervertidos”. Notei que ele me olhava de lado de vez em quando e dava um sorrisinho de canto de boca, mas fingi que não estava vendo nada, e continuei na minha. Então dois homens entraram no bar chamando nossa atenção. Sirius se escorou com os cotovelos sobre a mesa e disse baixinho:

– São eles?

– Acho que sim... Conferem com a descrição...

– Legal... –disse ele se levantando.

– Aonde vai Sirius? –disse segurando o pulso dele.

– Pegar nosso ingrediente final...

Dito isso ele se afastou, andou rumo aos caras logo esbarrando com os mesmos de propósito. Um dos caras apenas disse franzindo a testa:

– Oh magrelo, olha por onde anda...

– Você tá falando comigo? –ouvi Sirius responder.

“Ah, brilhante Sirius Black, puxar briga num bar cheio de homens bêbados”. –revirei os olhos assistindo tudo de onde estava.

– To você é surdo por acaso o magrelo, arrumadinho? –disse o cara afundando o dedo no peito do Black.

Aquilo ia dar merda, eu tinha certeza. Sirius Black só podia ter os miolos moles.

– Se eu fosse você não faria isso de novo... –ameaçou Black.

– Ou vai fazer o que? –enfrentou o cara que conseguia ser maior do que o Sirius.

“Merlin! Ele vai apanhar”. –pensei.

– Socar essa sua cara feia... –disse Sirius.

– Você e mais quantos? –debochou o grandão.

– Não preciso de ajuda, confio no meu taco!

– Acho bom você se garantir mesmo o fedelho... –disse o cara empurrando Black que bateu com as costas contra o outro cara.

O primeiro ergueu o punho pronto para bater no Sirius, e eu quase tive um troço. Mas então quando o mesmo tentou socar a cara do meu Sirius, o danado se abaixou fazendo com que o sujeito acertasse o próprio amigo. Sirius riu, e então retirou alguma coisa do bolso, que de longe pareceu uma carreira de anéis unidos, e bateu nas fuças do cara a sua frente, e em seguida foi atacado pelo segundo que já havia se recomposto do soco, e já partia pra cima de Sirius. O mesmo acertou um sopapo em cheio no Six o fazendo cair sobre o balcão do bar. Levantei-me pronta pra pular em cima daquele brutamonte antes que ele batesse mais no meu Sirius, e acabasse com aquele rostinho lindo que eu tanto amava. Mas antes que eu fizesse qualquer coisa, o dono do bar interrompeu a briga, junto com mais dois caras enormes que deviam fazer a segurança do local, e apartaram a bagunça, mas não sem que Sirius acertasse novamente o cara que o socou. Eu me aproximei e ouvi o dono do bar:

– No meu bar não seus baderneiros... Se vocês querem brigar, façam isso lá fora... –disse ele ordenando que os seguranças jogassem Sirius para fora do bar.

Os outros dois, continuaram ali dentro, já que o proprietário do estabelecimento teria assistido o inicio da discussão e visto que quem começou tudo foi o Sirius. “Que vergonha”. Passei por eles e segui os seguranças que carregavam meu Sirius brigão pra fora e o encontrei sendo jogado na calçada. Os caras passaram por mim, e entraram fechando a porta. Sirius estava sentado na calçada, com a cara sangrando, e com as mãos no mesmo estado. Pude ver que o que ele usava entre os dedos era uma dessas soqueiras usadas por marginais trouxas em brigas de rua.

– Você pirou? –eu disse quase em um berro. – Comeu coco?

Quando Sirius ergueu o rosto, com um corte nos lábios que não parava de sangrar chamando minha atenção e provocando meu instinto, percebi que ele estava rindo com uma cara de retardado.

– E você ainda ri seu débil mental? –me abaixei pegando um lenço da minha bolsa para limpar o sangue no rosto dele. – Que ideia idiota foi essa? Você é masoquista por acaso? Gosta de sentir dor? Por que se for isso, eu mesma posso bater em você...

– Não... –ele afastou o lenço do rosto antes que eu tocasse nele... – Usa pra limpar isso... –disse me mostrando a soqueira. – Tem o sangue do grandão aqui... –ele riu.

– O que? –disse pasma. – Espera... Foi por isso que...

– Precisava do DNA dos caras! Quer coisa melhor do que o sangue deles? –ele continuava com aquele sorriso idiota entre todo aquele sangue.

– Sirius, eu podia ter conseguido isso com menos esforço seu idiota. Por que não me disse o que pretendia? –disse enquanto pegava o lenço e limpava o sangue do sujeito do objeto de metal.

– Como? Você ia morder eles? –ele disse com ar debochado.

– Não imbecil! Eu sou mulher, bastava usar meu dom natural...

– Aí eu teria que bater neles do mesmo jeito por tocar em você... –disse se levantando.

– Como você consegue ser tão doente? –revirei os olhos ajudando-o.

Sirius riu e me entregou uma segunda soqueira também coberta de sangue.

– Não mistura... –disse ele. – Precisamos do DNA de cada um em copos separados... Ou então o máximo que vamos conseguir será uma aparência bizarra que de nada vai nos servir... –ele disse levando a mão ao rosto e limpando seu sangue com o punho da camisa abaixo da jaqueta.

Depois ele se aproximou de uma motocicleta parada diante da calçada e subiu sobre ela pegando dois capacetes, e estendendo um deles pra mim.

– Onde conseguiu isso? –perguntei.

– É minha! –ele sorriu.

– Desde quando?

– Só porque vivo me escondendo em uma cabana velha não significa que eu não possa ter um pouquinho de luxo! Eu sou um Black afinal! –ele sorriu com ar presunçoso.

Tive vontade de socar ele com aqueles objetos de metal, mas ao invés disso os envolvi cada um em um lenço e guardei na bolsa. Depois peguei o capacete e coloquei na cabeça, logo montando na garupa da moto, e agarrando a cintura do Sirius.

– Se segura! –disse ele dando a partida.

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Notas finais
E ai? o que acharam? Ficou bom? Sirius é bem anormal mesmo né? Mostrando o seu lado rebelde de motoqueiro! Hum! ♥