Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
4 O Cálice de Fogo
Notas iniciais
POVs Autora
Aquele ano não foi nada facil, pricipalmente para o aluno Harry Potter. Descobrir que seu próprio padrinho era um assassino um traidor, que permitiu que seus pais fossem cruelmente assassinados pelo Lord das Trevas era algo terrivel, mais do que um garoto poderia suportar. Porém muitas outras descobertas foram feitas. Como por exemplo os motivos que levaram Sirius Black à entregar seus próprios amigos à Voldemort. Um pacto teria sido feito entre ambos e celado com sangue e só poderia ser desfeito de um único modo. E era isso que Sirius pretendia realmente quando regressou a Hogwarts, e não matar Harry Potter. Muitos outros segredos foram revelados naquele mesmo ano, trazendo dúvidas e incertezas sobre Hogwarts. Já não se sabia ao certo quem era confiável e quem era inimigo.
POVs Lori
Era nosso quarto ano em Hogwarts, e estávamos todos animados com o torneio tribruxo. Nossa escola seria cede dos jogos daquele ano. Que também contaria com o baile de inverno, que fazia parte das tradições do torneio. Segundo a professora Minerva, uma ótima oportunidade para mostrarmos todo nosso charme, romance e graça da juventude. Uma tremenda bobagem, já que metade dos garotos ainda sequer entendia o sentido de gentileza para com as meninas, e não sacava nada de romance. Por outro lado, os garotos mais velhos eram muito mais interessantes nesse ponto. Nem tudo estava perdido. Quanto ao Draco, bem ele continuava me usando em suas armações contra Harry Potter, o que, aliás, já estava me deixando pelas tampas com ele.
Certo dia, logo após a disputa com os dragões pelo ovo dourado, eu e o Draco discutíamos no pátio por causa das suas armadilhas falhas que nunca davam certo. O imbecil me culpava por tudo que dava errado, sendo que o simples fato de ele tentar armar algo para ferrar Harry Potter, já era uma coisa idiota por si só. Bom, acontece que todos já estavam desconfiados das nossas discussões e encontros escondidos. O problema tomou forma logo depois, enquanto um grupo de alunos mais velhos ouvia parte da nossa conversa sem que soubéssemos. Fomos surpreendidos quando um deles sugeriu que fossemos irmãos.
_Claro! _dizia o garoto do quinto ano. _Olha só pra eles, são idênticos.
_Cala a boca seu idiota, não sabe do que tá falando. _resmungava Draco.
_Ah não? Então por que vocês estão sempre de segredinhos?
_Não é da sua conta. _Draco disse ringindo os dentes.
_A escola inteira vai gostar de saber que Draco Malfoy tem uma irmã meio bruxa meio trouxa! Não é pessoal? _dizia o líder daquele pequeno grupo.
_É isso ai! _um seguinte fez um cumprimento de palma ao alto com o garoto.
Quando todos estavam prestes a se virar e sair por ai espalhando o boato, Draco deu um jeito de negar tudo. Eu sabia que ele estava disposto a esconder a pulada de cerca de seu pai, mas eu não sabia que ele seria capaz de ir tão longe para conservar a reputação de Lucio.
_Se ela fosse minha irmã... _disse aos berros impedindo-os de sair dali. _Eu faria isso?
Draco se aproximou de mim quando todos nos olharam me puxou pela cintura, e me fez passar pela situação mais bizarra e constrangedora da minha vida inteira. Ele me agarrou com força e me beijou. Sim, ele me beijou, não o rosto, mas os lábios, me deixando sem reação. Não foi um beijo romântico, nem tão pouco carinhoso, mas foi o suficiente para convencer os outros a nos deixar em paz. Depois ele se afastou, e disse irritado enquanto passava pelo meio do grupo:
_Satisfeitos? _eu estava estática no mesmo lugar. _Agora me deixem em paz seus imbecis...
Todos me olharam, enquanto eu permanecia feito uma estátua, como se estivesse sob o efeito de um Petrificus Totalis, no centro do pátio. Os outros alunos se afastaram tambem voltando a seus afazeres, enquanto eu corri atrás do meu meio irmão. Ignorei o fato de ele estar no banheiro masculino e invadi o lugar aos berros, vendo-o debruçado sobre a pia, lavando a boca com água corrente.
_Mas que diabos foi aquilo? _eu gritei indignada. _Por que foi que você me beijou?
_Por que eu estou apaixonado por você. _respondeu com aquela cara de nojo.
_O que?
_Não é obvio sua demente? _ele desligou a torneira.
_Não faz sentido. Você preferiu deixar que eles pensassem que eu sou sua namorada do que...
_Prefiro que pensem que eu enlouqueci, do que saber que meu pai um dia teve um desejo ridículo por uma trouxa.
_Não acredito que teve coragem de fazer isso pra proteger a reputação do Lucio...
_Não, eu realmente estou apaixonado por você. Ora não enche...
Assim ele passou feito um pé de vento por mim, mas juro que aquela foi à gota d’água. Eu já estava farta dos insultos e das ofensas de Draco, dessa vez ele tinha ido longe demais. Meu sangue subiu a cabeça, então explodi de vez. O segurei pelo pulso e o puxei jogando-o contra as pias do banheiro e segurando ele pelo colarinho.
_Olha aqui Malfoy eu ja estou farta de voce e dessa sua arrogancia. Voce é um completo inútil. Um imbecil de marca maior. E aqui estou eu há quatro anos tentando ganhar sua aprovação quando na verdade sou muito melhor do que voce...
_Tira suas mãos de mim. _ele rosnava feito um cão.
_Eu ainda não terminei seu idiota. Por quatro anos eu ouvi suas ofensas, e humilhaçoes em silencio, agora é sua vez de me ouvir, então cala a merda da boca e presta atenção... _senti meu rosto fervendo de raiva. _É melhor voce começar a me tratar com o devido respeito de agora em diante ou eu juro que vou tornar a sua vida um inferno nesta escola...
_Tá me ameaçando?
_To avisando... É melhor não me desrespeitar nunca mais na sua vidinha miseravel, a menos que queria que todos na escola saibam do nosso segredinho.
_Não ousaria...
_Experimenta... _empurrei ele contra as pias depois me virei e sai endando. _Foi avisado Malfoy... _virei parcialmente o corpo e apontei o dedo indicador pra ele.
Depois enquanto ele ajeitava duas roupas, e se recompunha, eu passei por três meninos que entraram no banheiro e me encaravam com os olhos esbugalhados sem entender nada. Sai dali, e voltei para o patio da escola, por onde passei por Herminone Granger. Estava me sentindo tão leve, e aliviada por finalmemente ter enfrentando Malfoy que até cumprimentei gentilmente a garota. Então voltei a me unir as minhas amigas no outro lado do patio e lá fiquei o até a proxima aula...
...
Dias depois nossa unica preocupação era com o baile. Pensei em convidar alguem, mas a ideia era ser convidada. Quase todos ja tinham seus pares, e eu ainda estava esperando que um dos garotos mais velhos pensasse em mim, mas não tava rolando. Acho que eles tinham medo de mim, sei lá por que, pois nenhum deles parecia interessado, e modestamente eu não era de se jogar fora. Então quando menos esperei, surgiu alguem disposto a fazer o convite. A ultima pessoa que eu esperava aliás. Ele se aproximou de mim, e das minhas amigas enquanto estavamos sentadas na beirada do corredor da ponte e disse:
_Posso falar com voce? _perguntou Draco.
_Depende. É sobre o que?
_Sobre o baile.
_O que tem o baile? _estava disposta a dificultar pra ele.
_Queria saber se já tem par. _ele não parecia muito a vontade.
_Por que?
_Quer responder logo?
_Vai me convidar? _eu ri e olhei para minhas amigas, era otimo ver ele naquela situação.
_Sim...
_Uau! Draco Malfoy quer ir ao baile comigo! Quem diria?
_Por que não diz logo que sim, e acaba com isso? _disse todo irritadinho.
_Por que eu deveria?
_Se não quer ir, por mim tudo bem. Melhor assim... _ele se virou pronto pra ir embora então...
_Espera... _ele me encarou. _Aceito ir ao baile com você Malfoy!
_Otimo... _resmungou.
_Otimo! _eu sorri satisfeita.
...
Na noite do baile, me vesti com um vestido lindo que minha mãe havia enviado para mim. Ela foi muito adoravel me mandando um vestido longo, verde musgo de veludo com uma racha que partia desde um palmo a cima do meu joelho esquerdo até o chão. Ele era justo, e cobria meus ombros, assim como as costas que eram trançadas com tecido largo, formando uma coluna de X, um a cima do outro. Desci as escadas passando por Potter e Weasley e logo encontrando meu meio irmão a minha espera. Ele estava bastante elegante naquela noite, e me cedeu seu braço para que seguissimos rumo ao salao principal. Um tempo depois eu o induzi a me tirar pra dançar, e enquanto ele segurava minha cintura e nos moviamos ao som da canção suave, eu puxei assunto:
_Você é muito estranho Draco Malfoy! _ele me encarou com sua cara emburrada. _Vai deixar que todos pensem que sou sua namorada, só pra proteger seu pai.
_Posso dizer que fiquei louco, que foi um momento insano da minha parte. _resmungou olhando para os lados.
_Tudo bem, faça como quiser. Mas quero que saiba que não me importo... _passei meus braços ao redor do pescoço do meu irmão e sorri olhando nos olhos dele. _Até porque minhas amigas acham que eu namoro o garoto mais bonito de Hogwarts!
Draco me encarou não com aquela cara azeda de sempre, mas com um ar calmo quase que fraternal. Até poderia dizer que ele gostou do elogio. Então segui dizendo enquanto dançavamos:
_Gosto de estar com você Draco. Mesmo você sendo um completo idiota! _sorri e recostei meu rosto em seu ombro. _Eu acho que amo você! _sorri.
Quando ergui meu rosto novamente, percebi que Draco estava um pouco vermelho, e me olhava nos olhos.
_É estranho né? Ouvir isso de outra pessoa que não seja sua mãe... Mas é verdade... _cotinuei sorrindo. _É só por isso que aturo você desde o primeiro ano... Você gostando ou não, é meu irmão, e eu te amo...
Mais uma vez eu sorri, e voltei a enconstar meu rosto no ombro dele, mas dessa vez fechei os olhos, e em seguida senti o rosto dele tocando o topo da minha cabeça. Ele não disse nada, mas maneira gentil como ele me tocou, sendo até carinhoso, só que do seu jeito, me fez perceber algo bom. Naquela noite descobri que meu irmão tinha um coração, e o mais impressionante era que eu estava dentro dele, mesmo que fosse no cantinho mais esquecido. Mas eu sempre soube...
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