Notas iniciais
Os dois primeiros parágrafos ainda contam sobre o 4 ano em Hogwarts já que o texto sugere a noite do baile e o final do torneio. O texto seguinte inicia o 5 ano, citado no titulo do capitulo!

Eu estava com um belo vestido dourado aberto nas costas diante da grande e larga sacada da janela principal do salão de hogwarts enquanto obervava a noite estrelada. De repente eis que surgiu alguém usando um belo traje a caracter com seu rosto coberto por uma máscara negra. Ele se aproximou em passos lentos, e me entregou uma rosa amarela, minha favorita depois sorriu com seus belos dentes brancos como a neve. O desconhecido estendeu sua mão e me conduziu a uma dança. Dançamos de corpo colado ao som da melodia suave mantendo nossos olhares fixos um no outro, olho a olho. Enquanto nos moviamos lentamente eu podia sentir o cheiro leve de seus cabelos longos e castanhos escuro. O mascarado tocava minha silhueta carinhosamente com uma das maos sendo que a outra estava firme a altura de seu ombro segurando minha mão. Os olhos dele brilhavam, enquanto os mantinha em mim, o tempo todo.

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De repente estavamos no centro do salão, rodeados pelos alunos de Hogwarts. Todos permaneciam de pé em seus lugares, enquanto nos obeservavam dançar. Meu parceiro de dança sorria, mostrando todos os dentes, e eles eram lindos, perfeitos e alinhados. Fiquei olhando cada detalhe do seu rosto, admirando a beleza daquela face parcialmente coberta. Tudo que eu podia ver eram seus belos olhos brilhantes, seus labios levemente cheios, o sorriso maravilhoso, e o queixo dividido por um traço leve. De repente sua expressão feliz se modificou, e ele ficou sério. Deu alguns passos para tras, enquanto ainda segurava minha mão, e se afastava devagar. Então sentindo apenas as pontas dos seus dedos eu disse:

_Por favor, não vá...

Ele apenas sorriu me olhando docemente e então me deixou logo se dirigindo por entre demais alunos. Olhei ao redor e todos me encaravam sem expressao alguma, apenas olhavam. Voltei a procurar ao redor do salão por aquele estranho apenas com os meus olhos mas ele pareceu sumir no meio da multidão.

Acordei na minha cama, olhando para o teto e sentindo a sensação estranha de que aquele sonho teria sido mais real do que realmente parecia. Talvez o mesmo fosse baseado em um acontecimento passado de minha vida. Sim com certeza, já que não era a primeira vez que eu sonhava com ele. Virei-me para o lado esquerdo da cama e uni as palmas das minhas mãos colocando-as abaixo do meu rosto, sobre o travesseiro e fiquei pensando no meu sonho romântico. Era tão estranho me pegar algumas vezes a pensar naquela pessoa que eu sequer conhecia. Bem, eu sabia tudo sobre ele, sabia seu nome, sabia sobre seu passado, sabia de onde vinha e o que tinha feito. Mas não fazia sentido algum ficar pensando nele, afinal, ele era muito mais velho do que eu, mesmo aparentando ser bem mais jovem. Virei-me para o lado oposto e coloquei apenas uma das mãos abaixo do travesseiro e a outra sobre os cobertores, e fechei os olhos tentando dormir. Mas então a imagem de Sirius Black diante de mim, na noite em que nos encontramos no corredor de Hogwarts veio a minha mente, tão clara como a luz do dia. Voltei a abrir os olhos e respirei fundo. Os olhos dele me olhando daquele jeito não saiam da minha mente, era como se ele estivesse dentro da minha cabeça, me perturbando todos os dias. Virei-me mais uma vez, dessa vez ficando de bruços sobre a cama com os braços abaixo do travesseiro tentando manter Sirius longe dos meus pensamentos, mas aquilo parecia mais difícil do que fazer o professor Snape sorrir. Devo ter ficado uma meia hora batendo a cara no travesseiro tentando tirar aquela imagem linda do rosto dele da minha mente, até que finalmente consegui dormir outra vez...

...

POVs Autora

Nos dias seguintes o torneio seguiu em frente, e claro que mais problemas apareceram. Uma coisa realmente terrível aconteceu a um dos alunos, durante o ultimo duelo entre as três escolas, Beauxbatons, Durmstrang, e Hogwarts. Na disputa a favor da taça que ocorreu no labirinto, Cedrico Diggory um dos alunos da Lufa-Lufa, foi encontrado morto. Segundo o aluno Harry Potter, o garoto teria sido assassinado por Pedro Pettigrew sob as ordens do próprio Lord Voldemort. Os boatos de que o Lord das trevas teria renascido se espalharam rapidamente naquele ano. Mas nem todos acreditaram na versão contada pelo bruxo Potter. A maioria dos alunos achava que tudo não passava de uma grande mentira contada por Harry.

POVs Lori

No ano seguinte, após todo o bafafá causado durante o torneio tribruxo no quinto ano, os alunos regressaram a Hogwarts cheios de duvidas e incertezas. Alguns poucos acreditavam na teoria de Potter, sobre a volta de “voce sabe quem”, mas a maioria duvidava de tal historia, achando que parte daquilo, se resumia a Harry Potter estar apenas buscando mais fama para si mesmo. Acho que aquele foi um dos piores anos de nossas vidas e Hogwarts. Por um tempo culpei Harry Potter por todas as coisas que aconteceram à escola.

Passamos a acompanhar inúmeras publicações do profeta diário, sobre uma possível conspiração entre Dumbledore unido a Harry Potter para tomar o lugar do ministro da magia, Cornélius Fudge. O próprio se convenceu até mesmo de que Alvo Dumbledore estava reunindo um pequeno exercito para apoiá-lo em tal missão. O que em minha opinião particular era ridículo. Os piores problemas vieram logo depois, tornando nosso ano letivo um verdadeiro inferno. A assistente pessoal do ministro da magia, Dolores Umbridge foi enviada a Hogwarts, para “espionar” as ações do diretor mais de perto, e manter o ministro informado de tudo. Assim ela passou a ser nossa professora de defesa contra as artes das trevas. Eis o inicio do nosso inferno letivo.

Nossa primeira aula com ela não poderia ter sido pior. Primeiro ela nos proibiu de usar nossas varinhas nas suas aulas, depois nos fez ler um livro fraco que ela julgava ser aceito pelos padrões do ministério. Obviamente que ninguém gostou da ideia, mas poucos se deram ao trabalho de se manifestar sobre o assunto, uma foi Hermione Granger e outro Harry Potter.

_Espera! _disse Granger. _Não vamos usar nossas varinhas?

_E como vamos aprender a nos defender contra o que tem lá fora se não podemos usar magia? _disse Potter indignado.

_E do que exatamente precisam se defender senhor Potter? _disse a mulher baixinha e atarracada vestindo sua roupinha rosa.

_Ora, não é obvio? Voldemort...

Rolou um buchicho por toda a sala entre os alunos, ninguém acreditava que Potter teria coragem de dizer o nome “de voce sabe quem”. Imediatamente se iniciou uma discussão irritante sobre o assunto entre Harry e a professora Dolores. O que terminou na expulsão de Potter da aula e o convite de Umbridge a Potter para que o mesmo se dirigisse a sua sala após a aula.

Algumas horas depois, me dirigia pelos corredores da escola e acabei dando de encontro com Harry. Ele acabou derrubando meus livros no chão, mas decidiu me ajudar a apanhá-los, então vi uma marca na sua mão. Na verdade se tratava de algum ferimento desenhado.

_O que ouve com a sua mão? _perguntei enquanto ele apanhava alguns livros.

_Ah, nada... Tá tudo bem. _respondeu ele ajeitando o aro dos óculos.

_Foi ela não foi? _ele me encarou.

_Deixa pra lá... _ele seguiu juntando meus livros, então ele se pôs de pé e me entregou-os. _Toma...

_Obrigado... _sorri. _Olha, eu ouvi dizer que ela é bastante rígida. Seus métodos chegam a ser medievais.

_Parece que sim... _ele concordou apenas.

_Espero que ela não precise ficar muito tempo...

Harry encarou minha face em silencio parecendo não querer seguir com o assunto. Imagino por que, afinal eu não era bem a pessoa mais confiável. Muito menos pra ele. Assim ele acenou com a cabeça e se afastou de mim, me deixando no centro do corredor. Virei-me e o analisei enquanto ele passava apressado entre os outros alunos e sumia no final do corredor. Nos dias seguintes notei que Harry parecia se afastar de seus fieis amigos, e por mais que eu não gostasse de nenhum deles, sabia como era ruim ficar sozinho, então certa tarde enquanto ele vagava sozinho pelo corredor da ponte eu corri até ele, e o chamei.

_Hey! Harry, você ta ocupado? _perguntei.

_Depende... _respondeu desconfiado.

_Quer ir a um lugar comigo? _não sei por que estava fazendo aquilo, eu estava sendo legal, eu nunca era legal com ninguém.

_Ah... Acho que não. _ele se virou e me deixou para trás.

_Espera. _o segurei pelo braço. _Isso não tem nada a ver com Draco. Olha só, a Luna. A garota maluquinha me disse que voce também vê os testrálios.

_Você também os vê?

_Sim. _sorri. _Eu estava indo até a floresta para alimentá-los. _tirei um pedaço de bife cru do bolso. _Vem comigo.

Acabei convencendo o garoto a ir comigo até o lugar, não devia ter feito isso. Draco iria me atazanar a tarde inteira por ser legal com Harry, se descobrisse. Mas ele não precisava saber, eu não tinha que ser má o tempo todo, só por que pertencia a Sonserina. Minha mãe me ensinou a ter bons modos e ser educada com as pessoas, mesmo quando elas eram idiotas.

_Eles são criaturas incríveis. Mas as pessoas não gostam muito deles por causa...

_Da aparência... _concluiu Potter.

_Eles podem ser muito gentis. _lancei um pedaço de carne a um filhote de testrálio.

_Por que ninguém mais os vê? _perguntou curioso.

_Somente aqueles que viram a morte são capazes de vê-los. Segundo a sua historia de vida, viu seus pais morrerem pelas mãos de... Voce sabe.

_E voce?

_Há um ano eu sofri um acidente de carro, e vi minha companhia... _respirei fundo. _Bom ele não sobreviveu. _fiz uma pausa e segui. _Não deveria se isolar Potter.

_Do que tá falando?

_Não te vejo mais com seus amigos. E por mais que eu os ache irritantes, penso que voce deveria ficar perto deles nesse momento.

_Nesse momento?

_Eu acredito em voce Potter. E vou te dizer uma coisa que vai contra meus princípios, mas só vou dizer uma vez, então preste atenção. _respirei fundo e olhei para os lados. _Se eu fosse Tom Riddle, iria querer ver voce sozinho, isolado das pessoas. Assim voce ficaria mais vulnerável, e... Seria muito mais fácil pegar voce. Pensa nisso...

Dei dois tapinhas nos ombros de Potter, sorri e depois me afastei deixando-o sozinho com os testrálios. Atravessei a floresta, voltei pela ponte até chegar ao interior da escola, depois continuei pelo corredor até dar de cara com a megera, digo Umbridge.

_Por que não esta usando os sapatos do uniforme senhorita Smith? _disse ela com aquela voz irritante que me dava nos nervos só de ouvir.

_Por que eles apertam meus dedos professora Umbridge. _respondi olhando meu all star vermelho.

_Volte ao seu quarto e troque-os agora mesmo. Não me importa se eles são pouco confortáveis, quero que os calce imediatamente.

_Sim senhora... _me virei e segui pelo corredor.

Revirei os olhos, sentindo vontade de mandá-la pastar no campo de quadribol, mas tive que segurar minha língua na boca. Afinal, aquela vaca vestida de rosa era subordinada do ministro. Não havia nada que eu pudesse fazer a não ser acatar suas ordens ridículas.

Notas finais
Então? Gostaram? Espero que sim, eu tive que mostrar essa passagem contando em resumo o que acontece no 5 ano para poder seguir com a historia da Lori. Ela vai ser um pouco legal com Harry esse ano. Depois as coisas voltam a ser como eram ok? bjus