Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
14 Na Cama Com Sirius Black
Notas iniciais
POVs Lori
Depois que lanchamos na lanchonete dos trouxas, e o Sirius pagou a conta, obviamente se engraçando pra cima das atendentes, aquele cachorro, enquanto eu esperava do lado de fora pra não pular de unhas e dentes no pescoço daquelas vadias uniformizadas, finalmente fomos para o hotel encontrar o Harry. Mais uma vez, obviamente, fui eu muito “bem” recebida pelo menos pela senhorita Gina Weasley. Harry foi simpático e amável como sempre, mas ela... Pss... Sirius foi invadindo o cômodo do casal como se estivesse em casa, como um bom nariz de folha faria. Sentou no sofá, botou os pés pra cima da mesinha, e ficou lá, me olhando com aquela cara deslavada que me dava nos nervos, mas ao mesmo tempo me fazia querer pular em cima dele e... “Ah, eu ando precisando mesmo de um banho frio”.
– Então o que trouxe vocês dois até San Francisco? –disse Harry sentando no sofá a frente de Sirius.
– Ah nada demais! –disse Black. – Só um desejo forte de ver meu afilhado! –ele sorriu com aquele arzinho sínico.
– Conta outra almofadinhas! –disse Harry rindo enquanto sua namorada sentava no braço do sofá e tocava seu ombro.
– Tá bom! Não vou insultar a sua inteligência com minhas desculpas esfarrapadas. –Sirius retirou as botas da mesa e se inclinou com os cotovelos sobre as coxas. – Eu vou direto ao assunto, eu preciso da capa Harry.
– Tá, mas foi um presente você sabe!
– Eu pretendo devolver! Só a quero por uns dias, semanas talvez.
– Não vai roubar nenhum banco né? –disse Potter sorrindo.
– Ah você sabe como eu sou... –Sirius riu. – Uma moedinha aqui, outra ali. Nada que vá desfalcar demais os cofres públicos!
– Sei! –Harry riu, Gina sorriu, mas me olhou com aquela cara de “velhas amigas”. – Vem comigo, eu vou ver se encontro. Da ultima vez que a vi Gina estava dobrando com o resto das roupas e acho que acabei perdendo-a de vista. –ele sorriu se levantando.
– Mulheres e sua mania de organização! –disse Black se levantando e sorrindo pra ruiva.
– Alguém precisa limpar a bagunça que vocês fazem! –diz ela.
– Concordo! –eu digo, mas apenas Harry e Sirius sorriem pra mim Gina, não.
– Agente já volta. – disse Harry. – Gina, por que não serve aqueles biscoitos pra Lori?
– Claro. –disse ela com uma empolgação contagiante.
Quando eles saíram do cômodo principal e entraram no quarto, Gina e eu ficamos ali, uma encarando a outra como se uma tentasse adivinhar o pensamento da seguinte. Foi um momento mágico. Depois ela me convidou pra ir até a cozinha e me serviu os tais biscoitos que ela mesma devia ter feito. Estranho alguém levar sua própria comida para um hotel, mas levando em consideração que eles eram bruxos, imaginei que iriam preferir comer algo mais familiar, já que a comida dos trouxas era bem diferente da nossa. Mas eu adorava afinal minha mãe era uma ótima cozinheira, eu por outro lado não sabia fritar um ovo. Entre um minuto de silencio e outro, Gina decidiu quebrar o gelo.
– Então, você e o Sirius...
– O que?
– Estão juntos?
– Não. –deixei um biscoito no pote.
– Ah.
– Só...
– Só?
– Nada.
...
POVs Sirius
– Então! –disse Potter enquanto revirava uma mala. – Você e a Lori...
– O que?
– Você sabe! –ele sorriu.
– Não, não sei meu caro afilhado! –eu ri e andei até a janela.
– Qual é! Estamos sozinhos! Pode falar... Eu vi o jeito que você tava olhando pra ela...
– Nada passa despercebido por essas lentes né? –decido ajudá-lo a revirar outra mala.
– Tá rolando alguma coisa?
– Não.
– Sério? –ele riu. – Por que parece.
– Eu não gosto de coleiras você sabe...
– Não perguntei se estão casados! –disse puxando um tecido grosso que lembrava um casaco de Hagrid. – Hum, tecido errado.
– Eu tenho uma vida difícil Harry, eu não posso ficar pensando em romances.
– Mas você gosta dela. –ele puxou outro tecido. – Achei! –ele sorriu.
– Gosto! –disse parando diante dele. – Mas não conta pra ela. –sorri.
– Tá! Vamos... –ele bateu no meu ombro e andamos até a porta. – Estão hospedados em algum hotel?
– Na verdade não.
– Passem a noite aqui. Tem dois quartos, e eu e a Gina... Bem, nós estamos juntos.
– Lori e eu não! –dei um riso descontraído.
– Agente dá um jeito! –saímos do quarto e vimos as duas moças vindo da cozinha.
POVs Lori
– Encontraram a capa? –disse Gina.
– Sim! –respondeu Harry. – Estava socada em uma das malas.
– Bom então já podemos ir? –eu perguntei encarando Sirius.
– Na verdade Sirius concordou que seria bom passar a noite aqui! –disse Harry.
– Como assim passar a noite aqui? Isso é um quarto de hotel, onde vamos dormir? –perguntei.
– Temos dois quartos. –vi Gina andando na direção de Harry.
– Não estão hospedados em um dos quartos? –disse ela.
– Não, eles aparataram aqui. –explicou Potter.
– Já tá tarde, e confesso que estou um pouco cansado para aparatar de novo. É uma longa distancia. –disse Black.
– Está decido... –sorriu Harry puxando Sirius pelos ombros. – Vocês ficam! E vão embora pela manhã...
– Por mim tudo bem. –disse Gina.
– Tudo bem pra você Lori? –disse Sirius.
– Tá.
...
Gina nos levou até o tal quarto, onde ficaríamos, enquanto Harry tomava um banho depois que jantamos. Ela nos deixou a vontade, e se retirou fechando a porta, mas nos olhando com uma cara de desconfiada. Sirius se atirou na cama com sapatos e tudo e colocou os braços abaixo da cabeça sobre os travesseiros.
– Vai ficar com a cama? –perguntei.
– Só verificando a maciez! –ele sorriu. – Ela é bem espaçosa! –ele esfregou a mão no colchão. – Cabem dois aqui sem problemas!
– Até parece que eu vou dormir na mesma cama que Sirius Black. –revirei os olhos e andei até a janela aberta.
– E por que não? –ele se sentou.
– Quer mesmo que eu responda? –o encarei e ele riu.
– Tá com medo? –ele levantou e andou na minha direção.
– Nossa você é muito chato com esse papo de medo!
– Tenho dores na coluna! Muito tempo andando por aí como animago. Não posso dormir no chão...
– Então eu durmo... –me virei e olhei para a lua que estava linda e cheia.
– Eu não vou deixar você dormir no chão... –disse parando ao meu lado. – Isso não seria nada cavalheiro da minha parte.
– Então durma no chão.
– Minha coluna. –ele riu.
– Não vou dormir com você... –o encarei arregalando os olhos.
– Então fique acordada! –ele me olhou com aquela cara de tarado.
– Para. –me afastei e andei até a cama me sentando e tirando minhas botas.
– Eu prometo! –disse cruzando os dedos. – Que me comporto. –disse andando até o outro lado da cama.
– Se você fizer alguma gracinha, eu te bato. –disse apontando o dedo pra ele.
– Tá bom! –disse rindo e erguendo as mãos.
Coloquei as botas na beirada da cama, e ergui as cobertas e me deitei embaixo delas.
– Vai dormir de roupa? –ele riu.
– Não, vou ficar nua debaixo do mesmo lençol que você... O que você acha?
– Por mim! –ele sorriu de novo com aquele arzinho de sempre.
– Boa noite Sirius... –me virei e apaguei a luz do meu abajur.
Fechei os olhos e percebi que ele demorava pra se deitar. Abri os olhos, sem olhar pra ele e pela sombra da luz do seu abajur percebi que ele tava tirando a jaqueta, e depois a camisa. Revirei os olhos, e fechei os mesmo e fingi que estava dormindo. Senti quando ele ergueu as cobertas e se deitou. Rezei pra que ele não tivesse tirado nada além da camisa senão eu ia me jogar pela janela. Então eu o senti encostar se nas minhas costas e dizer perto do meu ouvido:
– Lori?
– O que é?
– Boa noite!
– Boa noite Sirius...
Às vezes ele parecia uma criança. Era muito fofo... Queria me virar e dormir abraçadinha com ele. Quantas chances se tem na vida de deitar na mesma cama que Sirius Black? Se eu fosse uma Sonserina corajosa, fingiria ser sonâmbula e me agarraria nele no meio da noite. Não, isso seria coisa de Lufa-Lufa, uma Sonserina teria ficado de calçinha e sutiã e não dormido com a roupa que andou o dia inteiro, sabendo que ia morrer de calor. Senti quando ele se virou na cama e se cobriu. “Droga” lá se vai minha chance de me virar e dar um beijo “sem querer” naquela boca rosada.
– Sirius? –chamei e ele se virou pro meu lado de novo.
– O que? –senti o peito dele no meu cotovelo.
“Ai, meu Merlin!”
– Apaga a luz... –avisei.
– Ah... Tá...
As luzes foram apagadas, e apenas a luminosidade da lua, entrava pela janela. Fechei os olhos, então Black se virou mais uma vez, me fazendo sentir o peito dele nos meus ombros, dessa vez, e disse:
– Lori?
– O que é Sirius?
– Você ronca?
– Claro que não... –abri os olhos. – E você ronca?
– Não sei... Nunca acordei pra ver!
– Ai idiota... –bati nele com meu cotovelo.
– Tá mesmo com sono? –ele riu.
– To cansada, por quê?
– Nada.
– Vai dormir Sirius... –eu sorri tentando não o deixar perceber.
– Não quer conversar?
– Não eu quero dormir. É isso que se faz numa cama. Dormir.
– Eu costumo fazer outra coisa também...
– Sirius...
– Vai mesmo dormir com isso? –disse tocando a gola da minha blusa de lã.
– Vou. Eu to com frio.
– O ar condicionado tá ligado no máximo você vai virar uma geleia.
– Eu não vou tirar a roupa... Se você é exibido e quer dormir sem camisa problema é seu...
– Eu costumo dormir com bem menos. Ou melhor, com nada...
– Sirius... –acabei me virando e encarando ele.
– Oi! –ele me encarou com aquela cara de safado.
No fim das contas, percebi que era isso que ele tava tentando fazer, me provocando pra eu me virar pra ele. “Saco” como eu sou tonta. Já perdi a fala e metade do ar que tava respirando evaporou só de ficar cara a cara com ele. O pior era o calor infernal que eu tava sentindo. E nem era por causa da minha roupa. Olhei para aquele pescoço longo dele totalmente a mostra, e inevitavelmente olhei para o peito dele também. “Céus” ele era muito gostoso, como eu poderia resistir aquilo? “Dê-me forças Merlin” eu pensei. Senti os dedinhos leves do Sirius invadindo a minha blusa por baixo das cobertas e tocando minha pele. “Santa serpente”.
– Sirius... –minha voz saiu quase num gemido.
“Credo eu tava a perigo, bastava ele encostar-se a mim e eu ficava daquele jeito”.
– Fala Lori... –disse sussurrando perto da minha boca.
– Nada.
“Ah vá pra puta que pariu”, tirei meus braços encolhidos debaixo da coberta e enrolei-os no pescoço perfeito do Sirius e puxei-o pra mim tascando um beijo naquela boca boa feita por Deus. É agarrei ele. Mas quando digo que o agarrei, eu agarrei mesmo, e com vontade. Tanto que perdi o juízo e a vergonha nas fuças e me joguei em cima dele, virando ele sobre a cama, e subindo sobre ele. Senti até os dentinhos dele rindo do meu desespero. “Fato”. Mas ele aproveitou afinal era o Sirius, ele não perderia a oportunidade de agarrar uma fêmea. Meteu as mãos embaixo da minha blusa e foi logo erguendo a mesma até tirar de mim. O lindo foi que só percebi que ele tinha tirado as duas blusas juntas, quando senti o braço dele tocando direto a minha pele, e me encostando contra seu peito quente. Beijei aquela boca perfeita e mordi também, não sou boba. Ele por sua vez, me alisava de cima abaixo enquanto eu deixava meus joelhos nas laterais do corpo dele e pressionava meu quadril sobre certa protuberância abaixo das calças dele.
“Caçarola”, ele tava prontinho pra mim, eu só precisa de coragem pra ir até os finalmente. Senti que ele estava gostando do amasso quando segurou firmes meus quadris me apertando contra ele. Acho que ele queria que eu sentisse o quanto ele estava excitado com aquilo. E “Céus” eu senti. Afastei um pouco meus lábios dos dele, franzindo a testa enquanto gemi baixinho. Ele mordeu o lábio inferior me olhando, e fazendo uma cara de tara que me deixou louca.
– Ah, isso é muito bom Lori! –ele sussurrou enquanto suspirava. – Mas pode ficar melhor...
Ele me segurou firme pela cintura e me ergueu logo me deitando de novo na cama e subindo sobre mim. Eu estava de meia calça e saia preta ele só precisava erguer o tecido e se livrar das minhas meias. Então ele deslizou aqueles dedos compridos pelas minhas coxas e puxou minha meia. Aliás, sem um pingo de delicadeza. “Lá se vai uma meia calça nova”, pensei. Depois que ele rasgou metade da minha meia, antes de tirar ela por completo, seus dedinhos leves tomaram o rumo entre as minhas pernas e senti eles me tocarem e acariciarem por cima da calçinha. Grudei minhas unhas na nuca de Black e ele gemeu baixinho, depois me beijou, firmando mais seus toques e depois afastando o tecido da minha calçinha pra sentir minha zona úmida diretamente. Quando ele enfiou os dedos dentro de mim, eu afastei meus lábios e gemi, e acho que foi um pouco alto. Sirius me calou com um beijo, movendo sua língua dentro da minha boca. Ele movia os dedos dentro de mim, em movimentos circulares e aquilo tava me matando eu precisava gritar, não tava aguentando. Então o jeito foi empurrar ele pra longe.
– Não... –respirei fundo e afastei-o de mim, tirando os dedos dele de onde estava. – Não posso. Não aqui... –“fôlego cadê você?”.
– Por quê? –ele disse em um sussurro.
– Não. Não, não posso... –levantei da cama, peguei minha blusa vesti e saí correndo pra fora do quarto indo até o banheiro.
Tranquei a porta passando mil voltas na chave como se ele fosse invadir o banheiro ou como se eu pudesse me prender ali dentro e não voltar pro quarto. Olhei para o chuveiro e pensei: “banho frio seria bom agora”. Mas apenas me sentei na privada e fiquei me remoendo por dentro. Eu precisava daquilo, eu queria ficar com ele, mas sabia que se fizesse aquilo ali, naquele quarto iria acordar o hotel inteiro. Coisas aconteceram comigo nesse meio tempo. Eu não era mais a mesma Lori de antes. Não era mais só uma bruxa, e isso o Sirius não sabia.
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