Notas iniciais
Espero que gostem e vim avisar, que vou estar atualizando essa fic na semana também :)

BOA LEITURA!!!

Os alunos das quatro casas de Hogwarts foram dormir no Salão Principal, onde Dumbledore afastou as mesas com um simples aceno de varinha e conjurou sacos de dormir para todos os alunos.

Houve zumbidos por todo o salão quando os professores e Dumbledore saíram do local. Percy, porém, foi colocando a ordem no lugar e logo, Selena deitara em um saco de dormir e as luzes se apagaram, quando os outros fizeram o mesmo.

De hora em hora, um professor aparecia no salão para verificar se estava tudo calmo. Por volta das três horas da manhã, quando muitos alunos tinham finalmente adormecido, o Profº. Dumbledore entrou no salão. Harry observou-o procurar por Percy, que estivera fazendo a ronda entre os sacos de dormir, ralhando com as pessoas que continuavam a conversar. O monitor-chefe estava a uma pequena distância de Harry, Rony, Hermione, Selena e os outros, depressa fingiram estar dormindo ao ouvirem os passos de Dumbledore se aproximarem.

— Algum sinal dele, professor? — perguntou Percy num cochicho.

— Não. Está tudo bem aqui?

— Tudo sob controle, diretor.

— Ótimo. Não tem sentido transferir os alunos agora. Arranjei um guardião temporário para o buraco do retrato na Grifinória. Você poderá levá-los de volta amanhã.

— E a Mulher Gorda, diretor?

— Escondida em um mapa de Argyllshire no segundo andar. Aparentemente se recusou a deixar Black entrar sem a senha, então o bandido a atacou. Ela ainda está muito perturbada, mas assim que se acalmar, vou mandar Filch restaurá-la.

Selena ouviu a porta do salão se abrir mais uma vez, rangendo, e novos passos.

— Diretor? — Era Snape. Harry ficou muito quieto, prestando a maior atenção. — Todo o terceiro andar foi revistado. Ele não está lá. E Filch verificou as masmorras; não há ninguém, tampouco.

— E a torre da Astronomia? A sala da Profª. Trelawney? O corujal?

— Tudo revistado...

— Muito bem, Severo. Eu não esperava realmente que Black se demorasse.

— O senhor tem alguma teoria sobre o modo com que ele entrou, professor? — perguntou Snape.

Selena levantou a cabeça um pouquinho para destampar a outra orelha.

— Muitas, Severo, cada uma mais improvável do que a outra.

Harry abriu os olhos minimamente e espiou para o lado onde os três se encontravam; Dumbledore estava de costas para ele, mas dava para ver o rosto de Percy inteiramente absorto e o perfil de Snape, que parecia zangado.

— O senhor se lembra da conversa que tivemos, diretor, antes... Ah... Do começo do ano letivo? — perguntou Snape, que mal abria os lábios para falar, como se quisesse impedir Percy de ouvir.

— Lembro, Severo — disse Dumbledore, e sua voz tinha um tom de aviso.

— Parece... Quase impossível... Que Black possa ter entrado na escola sem ajuda de alguém aqui dentro. Expressei minhas preocupações quando o senhor nomeou...

— Não acredito que uma única pessoa no castelo tenha ajudado Black a entrar — disse Dumbledore, e seu tom deixou tão claro que o assunto estava encerrado que Snape se calou. — Preciso descer para falar com os dementadores — disse Dumbledore. — Prometi que avisaria quando a nossa busca estivesse terminada.

— Eles não quiseram ajudar, diretor? — perguntou Percy.

— Ah, claro — disse Dumbledore com frieza. — Mas receio que nenhum dementador irá cruzar a soleira deste castelo enquanto eu for diretor.

Percy pareceu ligeiramente desconcertado. Dumbledore saiu do salão rápida e silenciosamente. Snape continuou parado um instante observando o diretor com uma expressão de profundo rancor no rosto; em seguida também saiu.

Selena olhou de esguelha para os amigos. Estes também tinham os olhos abertos nos quais se refletia o teto estrelado.

— De que é que eles estavam falando? — perguntou Rony, apenas com o movimento dos lábios e nenhum deles, foi capaz de responder.

O.O

Nos dias que se seguiram, todos criavam suas próprias histórias sobre como Sirius Black havia fugido.

Sebastian, ao invés de pálido e tristonho como tinha ficado no dia do ataque a Mulher Gorda, pareceu cheio de si com as versões dos alunos sobre as habilidades de Sirius Black. Selena estranhou aquilo e por vezes, chegava a rir como os amigos.

A tela rasgada da Mulher Gorda fora retirada da parede e substituída pela pintura de Sir Cadogan e seu gordo pônei cinzento. Ninguém ficou muito feliz com a troca. O cavaleiro passava metade do tempo desafiando os garotos a duelar e no tempo restante inventava senhas ridiculamente complicadas, que ele trocava no mínimo duas vezes por dia.

— Ele é completamente doido — protestou Simas, aborrecido, com Percy. — Será que não podiam nos dar outro?

— Nenhum dos outros quadros quis o lugar — disse Percy. — Se assustaram com o que aconteceu com a Mulher Gorda. Sir Cadogan foi o único que teve coragem suficiente para se voluntariar.
Selena, porém, se preocupava com outra coisa.

Rebeca Black parecera perturbada com o acontecido. Raramente se juntava aos amigos para conversar e passava grande parte do tempo, observando a entrada para a Sala Comunal da Grifinória, como se esperasse por algo, ou melhor, por alguém.

Ela agora estava sendo vigiada de perto, como Harry. Os professores procuravam desculpas para acompanhá-los quando eles andavam pelos corredores, e Percy Weasley (agindo, suspeitavam Harry e Selena, por ordem da mãe) seguia-os por toda parte como um cão de guarda extremamente pomposo.

Para completar, a Profª. Minerva chamou Harry e Selena à sua sala, com uma expressão tão sombria no rosto que o garoto achou que alguém devia ter morrido.

— Não adianta lhes esconder isso por mais tempo. — começou ela em tom muito sério. — Sei que vai ser um choque para vocês, mas Sirius Black...

— Nós sabemos, está querendo nos pegar — disseram Harry e Selena, ao mesmo tempo, em tom cansado.

— Ouvimos o pai de Rony contar à Sra. Weasley. O Sr. Weasley trabalha para o Ministério da Magia.

A professora pareceu muito espantada. Encarou os dois por um instante e em seguida falou.

— Entendo! Bem, neste caso, Potter, você vai compreender por que não acho uma boa idéia você treinar Quadribol à noite. Lá fora no campo só com os outros jogadores, é muito exposto, Potter...

— O nosso primeiro jogo é agora no sábado! — exclamou Harry, indignado. — Preciso treinar, professora.

— Hum... — a Profª. Minerva se levantou e contemplou pela janela o campo de Quadribol, quase invisível na chuva. — Bem, Deus sabe que eu gostaria de nos ver ganhando finalmente a Taça... Mas mesmo assim, Potter... Eu ficaria mais satisfeita se um professor estivesse presente. Vou pedir à Madame Hooch para supervisionar os seus treinos.

Harry não se conteve por sua animação. Selena sorriu para o amigo, também feliz.

O.O

O tempo foi piorando dia a dia, à medida que a primeira partida de Quadribol se aproximava. Sem desanimar, a equipe da Grifinória treinava com mais vigor que nunca sob o olhar vigilante de Madame Hooch. Então, no último treino antes do jogo de sábado, Olívio Wood deu ao time uma notícia indesejável: o time da Grifinória não jogaria contra a Sonserina, como o esperado e sim, contra a Lufa-Lufa.

Como muitas garotas diziam, o apanhador da Lufa-Lufa era Cedrico Diggory. Alto, bonito e com porte-atlético, chamava a atenção de todas as estudantes, exceto de uma. Selena Jayne.

A morena não se impressionava com o garoto. Não como as colegas grifinórias – exceto suas melhores amigas – que pareciam considerá-lo um deus. Com as experiências que Selena tinha, sabia que Cedrico estava muito longe de ser um deus.

Um dia antes da partida, o vento começou a uivar e a chuva a cair com mais força que nunca. Estava tão escuro nos corredores e salas de aula que foi preciso acender mais archotes e lanternas. Os jogadores do time da Sonserina estavam de fato com um ar muito presunçoso e Malfoy mais que todos.

— Ah, se ao menos meu braço estivesse um pouquinho melhor! — suspirava ele enquanto a tempestade lá fora açoitava as janelas.

Selena notava a apreensão de Harry e não estava gostando nada disso. Zeus parecia não querer colaborar, pois o tempo ficava pior a cada dia.

Na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, Harry chegou atrasado e Selena se preocupou. Não fora Lupin quem dera a aula e sim, Severo Snape, que descontou dez pontos da Grifinória pelo atraso de Harry.

Depois, o professor começou a falar sobre lobisomens, o que deixou Selena e Hermione muito desconfiadas. Ambas tinham ficado ainda mais pensativas, quando notaram que Renato, Sebastian e Tomas, não apareceram para a aula.

Lilian I estava odiando a falta de atenção de Harry e o nervosismo do garoto.

Sentia algo ruim, sentia que algo muito ruim aconteceria em breve e com os atrasos de seu futuro “filho”, isso estava se confirmando. O tempo ruim, a tensão de todos os alunos e a falta de atenção nas aulas, proporcionava que Lilian parasse seu arque inimigo no corredor, para tratar de assuntos realmente sérios.

- Sei que você me ama, lírio, mas não precisa me parar no corredor para dizer isso. – Tiago Potter I, era incrivelmente cínico e galanteador. Lilian revirou os olhos e olhou para os lados quando foi falar com ele.

- Sinto que nesse jogo não vão acontecer coisas boas. – disse Lilian. – Harry...Sinto que é alguma coisa com ele!

Tiago ficou sério também. Ele tinha suas preocupações com seu futuro filho, mas a sua paixão por quadribol, falava mais alto do que seu medo.

- Olha Lily, eu sei que está sendo complicado para todos nós. Essa história de termos um filho. – o corredor ficava vazio, à medida que os alunos se dirigiam para as suas próximas aulas. – Mas, temos que esperar. Harry sabe se virar e...

- E você não está nem ai. – Lilian estava irritada e indignada ao mesmo tempo. – A idéia de Dumbledore foi péssima. Ele não deveria ter mandado você para o futuro. Céus, você só se preocupa com você mesmo!

- Isso não é verdade! – Tiago se sentia horrível. Ele era idiota por não estar se preocupando com Harry e com os amigos do ”filho”. Mas aquilo era assustador. Tiago só tinha treze anos, a mesma idade do filho por sinal.

- Me diga então, quantas vezes desde que entramos nessa, você se preocupou com Harry? – perguntou Lilian, e ao ver que Tiago continuava calado, balançou a cabeça, decepcionada. – Eu sabia.

- Lilian – Tiago começava a se desesperar, mas a ruiva não lhe deu ouvidos. Marlene e Dorcas surgiam no corredor e Lilian seguiu até elas, sem antes lançar um olhar de decepção a Tiago. Aquilo doeu no moreno, como se ele tivesse levado uma facada no coração.

O.O

Ao anoitecer, Selena não conseguia dormir. Fez a redação sobre lobisomens que Snape havia pedido e concluiu alguns outros trabalhos extras, mas mesmo assim, o sono não surgiu. Era madrugada. Dali algumas horas, seria o jogo de quadribol.

Não sabia o que era. Frustrada, resolveu caminhar pelo castelo.

“Quero ficar invisível”, pensou.

Minutos depois, Selena saiu pelo buraco do retrato. Chegou até o Salão Principal e pretendia ir para os jardins, quando viu que a porta estava trancada.

Aquele realmente não era seu dia de sorte. Enquanto se virava para voltar para a Sala Comunal da Grifinória, Selena ouviu um uivo distante. Virou-se, assustada, mas não viu nada.

Correu para o salão comunal e depois de passar por Sir Cadogan (“Enfrente-me fantasma”), se largou em uma das poltronas diante da lareira e olhou no relógio de pulso. Quatro da manhã.

Esperou que o sono surgisse, mas isso não aconteceu. Decidiu então, ler um livro de Mitologia Grega, que tinha guardado no seu malão.

Subiu para o dormitório das garotas e o apanhou. Desceu novamente e viu, que não estava mais sozinha.

- Sem sono? – perguntou, chamando a atenção do moreno de olhos verdes e cicatriz de raio.

- É. – respondeu Harry. – Pirraça.

- Imagino. – Selena se sentou ao lado de Harry e abriu o livro.

O silêncio predominou entre os dois e Selena apenas folheava as páginas do livro, de minutos em minutos.

- Ah...Eu não te contei sobre Sirius Black, contei? – Harry decidiu quebrar o silêncio, mas não achou que a forma como fez isso, foi muito legal.

Selena o encarou e fechou o livro. Harry ficou feliz de que a expressão séria da amiga tivesse suavizado.

- Não temos conversado muito ultimamente. – disse Selena, fitando Harry interessada. – Lembro que você queria me contar algo, mas aconteceram tantas coisas...

Harry concordou com um aceno de cabeça, pensativo.

- Malfoy me disse na aula de Poções, na primeira semana de aulas quando ele tinha se machucado, que se fosse ele, ia atrás do Black.

- Típico dele. – disse Selena, revirando os olhos. – Com certeza começou a fazer insinuações de que sabe de alguma coisa que você não sabe e blá-blá-blá.

- Você conhece o primo que tem. – disse Harry, em tom indignado.

Selena sorriu.

- Infelizmente. Entretanto, é bom conhecer o inimigo. – disse ela, abrindo o livro novamente.

Harry a encarou por mais alguns minutos, até balançar a cabeça e sorrir. Selena sempre teve o costume de dizer aquilo. “É bom conhecer o inimigo”. Harry gostou de ouvir aquilo novamente, pois lembrava os velhos tempos.

O.O

O dia amanheceu chuvoso. Os amigos de Harry, estavam preocupados com o mesmo, mas ele garantia, que tudo daria certo.

- Boa-sorte. – disse Tiago, animado.

- É. Massacre o Diggory. – disse Scórpius.

- Podem deixar. – Harry riu com o comentário do amigo. – Onde estão Tomas, Renato e Sebastian?

- Isso que eu gostaria de saber. – disse Milena. – Provavelmente arrumando confusões ou algo assim.

- Espero que não estejam fazendo isso. – disse Livia, muito séria. – Arrumariam grandes problemas.

Mas Harry já não ouvia, pois Selena tinha surgido ofegante com Rebeca e Laays em seus calcanhares. Tinha um belo sorriso no rosto e sua pele morena, cintilava de alguma forma. Seus cabelos estavam encaracolados, cobertos pelo gorro vermelho. Além disso, a garota usava roupas quentes e tinha uma bandeira da Grifinória, em uma das mãos.

- Bom, boa-sorte. – disse Selena, com um grande sorriso.

Harry a fitava. Pela primeira vez, notava que era alguns centímetros mais alto que a garota, o que o deixou um pouco nervoso, já que ambos estavam próximos.

- Ah – Harry esquecera por um momento do jogo que o aguardava. Levou a mão à nuca enquanto sorria nervoso. – Obrigado.

Selena ficou na ponta dos pés e deu um beijo na bochecha de Harry. Ela não era tão baixinha, mas pretendeu fazer isso.

Harry corou bastante. Selena sorriu para o amigo e o garoto pareceu mais confiante.

De repente, Harry sentia que poderia ganhar o jogo e chegar até a lua com sua Nimbus 2001.

O time de quadribol esperava por Harry e Fred e Jorge, não perderam a oportunidade de fazer uma piada, com o fato que acabaram de presenciar.

- Não queremos interromper o casal, mas está na hora Harry. – disse Fred, com um sorriso malicioso.

Selena pareceu encabulada por um momento e Harry soltou uma risada nervosa.

- É. Vocês terão muito tempo para namorarem depois. – disse Jorge rindo, e os alunos da Grifinória o acompanharam.

Draco, que não estava muito longe, considerava aquela cena patética. Sentiu raiva por ter visto Selena e Harry daquele jeito.

Scórpius encarou seu futuro “pai” por um instante. Notou o ódio nos olhos cinzentos do Malfoy e não gostou daquilo. Será que seu pai gostara de sua prima, quando era mais jovem?

Hermione e Rony desejaram um ‘boa-sorte’ a Harry, que se distanciou com o restante do time.

Hermione, Livia, Rose, Laays, Rebeca, Dominique, Milena e Drika, se aproximaram de Selena que fitava as portas do Salão Principal, por onde Harry saiu segundos antes.

- Então, vamos? – perguntou Dominique, com um sorriso.

- Vamos. – concordou Selena, ainda corada. O que ela sentia por Harry afinal?

O.O

Roendo as unhas, Selena andava de um lado para o outro no corredor da Ala Hospitalar. Não, Harry ficaria bem. Não ficaria?

Lágrimas rolaram pelos olhos da garota, ao lembrar do que acontecera.

Harry tinha caído da vassoura em pleno jogo. A chuva era forte demais. Selena lembrava de ter visto Harry seguir Cedrico com sua Nimbus 2001, pois Harry tinha visto o pomo de ouro.

Então, os dementadores apareceram. Selena os notou quando Livia soltou um grito de surpresa. Logo, Selena apenas via Harry caindo de uma altura que poderia matá-lo. Gritou desesperada e não foi a única.

Laays chorara descontroladamente e Alison e Tiago, a consolaram. Dumbledore havia parado a queda de Harry e com fúria, espantado os dementadores do campo de quadribol.

A vassoura de Harry tinha ido parar no Salgueiro Lutador por conta dos ventos, e era evidente que a Nimbus 2001, havia sido destruída.

Selena esperava por uma notícia havia horas. Olívio Wood já havia ido para lá, e parecia horrível.

Fred e Jorge, também estavam chateados, mas tentavam animar Selena, dizendo que tudo ficaria bem.

Sebastian e Tomas surgiram de repente e Livia lançou um olhar desprezível a Tomas. Era evidente que ela não gostava nem um pouco do garoto Parker.

Selena tinha os olhos vermelhos depois de tantas lágrimas. Sentia-se péssima. Sentia que poderia ter evitado aquilo. Mas como?

Rebeca estava ao seu lado, pálida.

- Hey, ele vai sair dessa. – disse a garota, encarando Selena. – Já passou por coisas piores, não foi?

Selena assentiu. Passou o restante da madrugada por ali, até que o dia amanheceu e Madame Pomprey anunciou que eles poderiam entrar.

Selena, Hermione e Rony, ficaram mais próximos do amigo. Livia e Tomas ficaram logo atrás com Sebastian, Drika e Milena. Rebeca, Fred, Jorge, Alison, Laays, Hugo, Rose, Scórpius, Alice e Dominique, conseguiram entrar depois de discutirem muito com Madame Pomprey e prometerem gritar se ficassem do lado de fora.

Então, enquanto Selena segurava a mão do amigo, este acordou. Selena não acreditou que poderia ver os olhos verde-água do amigo novamente e sorriu. Harry retribuiu o sorriso e os gêmeos, fingiram que estavam engasgados, enquanto os outros riam.

Selena corou fortemente e Harry apertou sua mão, enquanto sorria.

- Está se sentindo melhor? – perguntou Selena, ignorando as tosses de Fred e Jorge.

- Sim. – respondeu Harry que na verdade, pensava em responder “melhor agora”, mas não o fez por conta dos amigos estarem ali e Harry já estava sentindo seu rosto esquentar.

Hermione e Rony começaram a conversar com Harry e os outros fizeram o mesmo. Por fim, Alice mostrou os restos da vassoura de Harry, e o garoto não pareceu muito feliz.

- Não se preocupe com isso agora. – disse Alice rapidamente, culpada por ter mostrado aquilo.

- É. O importante é que você está bem. – disse Livia.

Harry assentiu e se sentia bem de verdade. Ele aproveitava cada instante no qual Selena estava sentada ao lado de sua cama e mantinha a mão de ambos, entrelaçadas.

Selena já entendia o que sentia, mas não sabia se seria correspondido.

Harry conseguia entender o que realmente sentia, mas não sabia se a sua melhor amiga, sentiria o mesmo por ele.

Só o tempo poderia consertar tudo e o destino, poderia colocá-los unidos afinal.

Notas finais
Agradeço a quem leu e peço que deixem suas opiniões