Hardest of Hearts

11 The kindest of kisses breaks the hardests of hearts


Notas iniciais
E ae galerinhaaaaaaaaaaa tô de volta!!! E trago putaria na idade média pra vocês skpsdpskpdksp sem brincadeira, foi mó trampo escrever essa cena usando palavras mais "recatadas" por ser pov da Aethelflaed, quem lê To Surrender sabe que as cenas de sexo de lá são só baixaria skpkspdkspd mas gostei bastante do resultado, e espero que vocês também gostem ;) Um beijão para a Cloto, Miss Dixon, Valerie Lockwood e Ariannaincomplete que comentaram no último capítulo!!!

Isso faz uma catedral,

ele pressionado contra mim,

os lábios no meu pescoço,

e sim, eu acredito que a boca dele é o paraíso,

os beijos dele caindo em mim como estrelas.

saying your names, Richard Siken



Aethelflaed manteve sua respiração devagar, engolindo seu nervosismo quando Ubbe se virou para ela, os olhos curiosos. Seu estômago estava em nós com ansiedade. Ela colocou uma mão sobre o peito dele, sentindo o bater estável do coração. Prova de que Ubbe fizera isso tantas vezes antes, que estava calmo e relaxado mesmo que o coração dela disparasse.

Ela tentou manter a expressão calorosa, parecer desejosa e confiante, mas Aethelflaed nunca estivera sozinha e tão próxima a um homem antes, e nunca fora encorajada a expressar desejos carnais assim.

Ubbe tocou a mão no peito dele, traçando seus dedos finos, o osso proeminente de seu pulso, e então os pequenos machucados deixados por Dustan. Os olhos dele ficaram um pouco mais sombrios.

— O que está fazendo? — Ubbe perguntou calmamente, e Aethelflaed se sentiu gelar. Suas bochechas queimaram com constrangimento.

— Você não me quer? — Ela disse, a voz baixa e tensa. Aethelflaed sempre acreditara que era bonita, desejável além de seu título e riqueza, mas talvez, como saxã, ela não poderia competir com as mulheres que Ubbe tivera antes dela. Torvi era linda, mesmo que fosse mais velha do que ambos, com o cabelo tão loiro que era quase impossível de encontrar entre saxões. E além disso, ela era destemida. Torvi era uma guerreira, e Aethelflaed duvidava que ela segurasse a língua ou temesse tanto quanto a garota fazia. Talvez Ubbe realmente não estivesse interessado em tê-la na cama.

Aethelflaed se afastou, envergonhada e um pouco magoada.

Os olhos de Ubbe passaram seu rosto, estudando os traços atentamente, e depois baixaram para o resto dela. Algo sombrio e faminto brilhou nos olhos dele, algo que fez arrepios subirem na nuca dela.

Aethelflaed levantou o queixo e se forçou a permanecer parada. Ela sabia como o desejo aparecia no rosto de homens, mesmo que a maioria deles fosse cuidadoso o suficiente para escondê-lo na presença da filha de um duque. Ubbe a queria, mesmo que um pouco. Por que, então, ele hesitava? Aethelflaed escutara as histórias dos vikings e seus apetites.

— Eu quero você, — Ubbe disse, lentamente, a voz mais grossa do que antes. A quietude dele era diferente da dela, possuía a calma de um predador estudando sua presa. — Mas não acho que você me queria. Quase derrubou a mesa de susto quando cheguei perto de você.

Aethelflaed franziu as sobrancelhas. — Mas eu te dei permissão agora.

— O que não é a mesma coisa que me querer, — Ubbe argumentou. Ele a olhava quase com pena. Aethelflaed sentiu irritação começar a surgir, ofendida que Ubbe a rejeitaria, apesar de seu próprio medo de intimidade.

— Talvez eu queria você, — ela concedeu, infantilmente, olhando em desafio para seu marido.

Ubbe riu amargamente. — Você quer alguma coisa, tenho certeza. Cumprir seu dever, ou ter filhos. Nenhuma dessas coisas vai fazer isso mais agradável para você se eu te tomar enquanto está tensa desse jeito. Eu não sou o meu irmão, Aethelflaed. Sua dor não me traria prazer algum.

Aethelflaed não precisava que ele esclarecesse de que irmão estava falando. As histórias que ouvira sobre Ivar, o Sem Ossos lhe traziam pesadelos.

A boca dela se torceu para baixo em desgosto rapidamente, um hábito difícil de quebrar, apesar dos sermões constantes de Edwina. As palavras de Ubbe pareciam uma acusação, como se Aethelflaed estivesse fazendo algo horrível em querer cumprir seu dever para com seu pai e seu rei e proteger a si mesma com herdeiros. Era o que ela fora ensinada a fazer, ela e inúmeras outras mulheres antes dela. Aethelflaed não era menos por não ser tão luxuriosa e ousada quanto as outras mulheres de Ubbe.

As sobrancelhas de Ubbe subiram, entretido. — Qual é o problema, milady? Nenhum outro homem te negou antes?

— Nenhum outro homem teve a oportunidade de me ter, — Aethelflaed disparou de volta, irritada. Apesar de que, se ela realmente fosse honesta, isso não era verdade. Ela pressionou os lábios em uma linha fina e se afastou até o pé da cama, sentando-se no colchão com as costas retas e tensas, correndo os dedos pelos ossos das mãos. Geralmente, Aethelflaed usava anéis, e era estranho ter seus dedos nus.

Ubbe ficou onde estava, bebendo o vinho pelo qual ele fora a mesa, observando-a com atenção. — Aethelflaed, — ele começou, suavemente. — Não quis te ofender, ou magoar seus sentimentos. Você é uma garota linda, mas é uma garota que foi me dada contra a vontade. Eu desejo você, acredite em mim, qualquer homem o faria. Mas quando fecharam a porta e você parecia prestes a chorar, sabia que não poderia tê-la. Não assim. Disse que me queria; o que mudou em tão pouco tempo que fez você deixar de me temer?

— Você sangrou por mim, — Aethelflaed respondeu, mansamente. Ela olhou para a mancha de cor vívida na cama, prova de que seu marido a respeitava. Ela encontrou os olhos de Ubbe novamente. — Você está certo, eu estava aterrorizada quando Sua Majestade disse que estaríamos sozinhos. Pensei que significasse que queria ser bruto comigo. Me perdoe por minha desconfiança, meu senhor. Você me deu sua palavra, e a manteve. Obrigada.

Ubbe revirou os olhos. — Não tem que me agradecer por não ser um animal com você.

Aethelflaed sorriu tristemente. — Não tenho? Me parece que meu marido pagão me mostrou mais gentileza do que meu próprio pai, nesses últimos dias. Não conheço nenhum outro homem que não reclamaria seus direitos na noite de núpcias, especialmente depois que a noiva disse sim.

— Você não disse sim, não realmente. Aceitou fazer seu dever. Não é a mesma coisa. As mulheres que eu tive, elas me queriam. Não tomei nenhuma das escravas da minha casa porque era mestre delas e poderia fazê-lo, e não vou fazer isso com a minha esposa.

— Então é um homem melhor do que qualquer um que eu conheça, Ubbe, — Aethelflaed murmurou. Ela suspirou e segurou a coroa de flores, tentando desembaraçá-la de seu cabelo.

— Deixe-me fazer isso, — Ubbe ofereceu, e a ajudou a retirar as flores e folhas de seu cabelo cuidadosamente. Ele correu os dedos pelas mechas quando terminou, e Aethelflaed tensionou um pouco. Era diferente, tê-lo a tocando, mesmo que dessa forma, mesmo que tantas outras pessoas houvessem tocado em seu cabelo antes.

Ubbe não se afastou quando terminou. De todas as coisas que Aethelflaed esperava, a recusa de seu marido em tomá-la não era uma delas. Talvez devesse se sentir agradecida, mas isso apenas a fez querer quebrar a determinação dele, mesmo que apenas para dizer que tinha esse poder sobre ele. E as palavras de Judith a assombravam. Ela deveria dar filhos a ele antes que Torvi o fizesse, ou então colocar o nome de sua família em perigo.

Aethelflaed engoliu em seco. — Sabe o que acontece se morrer em batalha antes que eu gere um herdeiro?

Ubbe a observou, sério. — Se casaria de novo, eu suponho. — Ele sorriu morbidamente. — Está pensando em me matar tão no início do nosso casamento, Aethelflaed? Eu nem tive a chance de te irritar ainda.

Ela riu, contra sua vontade, e balançou a cabeça. — Eu me casaria novamente, sim. Mas um segundo casamento com uma mulher que pertenceu a um viking não seria tão vantajoso, e eu não teria tanta liberdade. Foi justamente por isso que meu pai concordou com essa união, suponho que saiba. Com um viking, eu tenho mais poder sobre mim mesma e sobre as terras, mesmo que sejam usadas para colônias de nórdicos.

Ubbe assentiu gravemente. — Eu imaginei.

Aethelflaed puxou uma mecha de cabelo, nervosa de novo. — É por isso que eu me deitaria com você, mesmo que tivesse medo. Teria muito mais a que temer como uma viúva sem filhos. Não tenho parentes homens próximos, mas se meu pai também morrer, parentes distantes podem tentar reivindicar as terras. Eu prefiro tê-lo, Ubbe. Você tem sido bom para mim. — Ela o observou sob os cílios, tentando parecer pacífica e honesta. Não diria a ele sobre seu desejo de ganhar as afeições dele para que pudesse influenciar as decisões que seu marido tomasse, ou de seu medo que ele a sabotasse para favorecer um filho de Torvi. Ubbe sabia que havia alguma razão lógica por trás de suas tentativas vergonhosas de seduzi-lo, e essa resposta o satisfaria. Mas não mudaria sua decisão. Aethelflaed encarou as próprias mãos, recatada, e ficou feliz quando corou. — Mas essa não é toda a razão.

As sobrancelhas de Ubbe se ergueram, surpreso e curioso. Um sorriso divertido puxou o canto da boca dele. — É mesmo, minha senhora?

Aethelflaed assentiu, timidamente. — Já fui beijada antes, — ela disse, simplesmente, corando mais forte com a memória. — Aldrich, o filho de outro lorde, há algum tempo. Pensei que me casaria com ele, — admitiu.

— O amava? — Ubbe perguntou, sem julgamento ou ciúmes na voz.

— Não, mas gostava de como me sentia perto dele. Ele é um jovem bondoso, e uma união entre nós seria fácil e respeitada. A família dele passou um verão no nosso castelo, e nós cortejamos pela maior parte da temporada. Era bom estar nos braços dele, beijá-lo. Eu conheço desejo, Ubbe, mesmo que não me tenha sido permitido experimentá-lo completamente. Eu temi me entregar a você. Mas então você foi gentil comigo, e me lembrei desses tempos.

Quando olhou para Ubbe, a expressão dele era calorosa, menos resguardada. Aethelflaed sufocou seu triunfo.

— Eu gostaria de saber como é ter um homem, mesmo que não vá ser bom esta primeira vez, da mesma forma que quis antes, mas não era permitido. E sei que você será gentil. Já me provou isso.

O rosto e pescoço de Aethelflaed estavam pegando fogo. Era uma aposta perigosa, dizer essas coisas a seu marido. Mas Ubbe a via apenas como uma criatura de inocência e dever, algo a ser protegido. Aethelflaed era mais do que isso, assim como Ubbe mostrara a ela que não era apenas uma criatura com sede de sangue. E ela não permitiria que nada, nem mesmo a honra dele, a impedisse de ficar segura.

E não era uma mentira, não completamente. Algo quente se desenrolara em seu peito com a bondade e proteção dele, mesmo que ela não confiasse nisso completamente.

Aethelflaed sabia que havia vencido quando os dedos de Ubbe tocaram seu queixo, levantando seu rosto para ele. Ubbe a olhou, procurando seus olhos, e ela se forçou a ficar calma. Seu marido envolveu sua nuca, e lentamente juntou os lábios deles, dando a ela a chance de pará-lo. Aethelflaed fechou os olhos e cedeu de bom grado. Os lábios de Ubbe era mais ásperos do que os de Aldrich foram, mas também eram mais quentes. Ela se aproximou mais e segurou os ombros dele, sentindo o músculo tensionar e se mover sob as roupas. Ubbe abriu os lábios contra os dela e Aethelflaed estremeceu com o primeiro contato da língua dele. Um som baixo a deixou, arrepios subindo por sua pele. Ela podia provar o vinho na língua dele, e por algum motivo isso fez calor se espalhar por seu corpo.

Ubbe a beijou lentamente, e ela seguiu a liderança dele, movendo as mãos no pescoço e braços dele, o explorando. Ubbe espalmou uma mão em suas costas e a trouxe mais para perto, a puxando para ele. O ângulo foi desconfortável por um segundo antes que Aethelflaed entendesse o que ele queria. Eles se afastaram, respirando pesadamente, e Aethelflaed subiu o vestido até as coxas com mãos trêmulas antes de montá-lo. Ubbe a observou, os olhos brilhando e semicerrados. Ele traçou as marcas na mandíbula dela, depois a linha de seu pescoço, e então o colar que se escondia entre seus seios. Aethelflaed arfou, os dedos dele roçando em seus seios.

As mãos de Ubbe foram mais para baixo, passando por suas costelas, sua cintura, seus quadris. — Vai ser bom desta vez também, Aethelflaed. Prometo que vou fazer isso bom para você.

Ela assentiu, sem confiar em sua voz para falar sem quebrar, e voltou a beijá-lo. Aethelflaed sentiu as coxas musculosas se mexerem sob ela, as mãos de Ubbe viajando por suas costas, lentamente descendo até seu traseiro. Ela engasgou em um som quando seu marido apertou, e ele sorriu contra os lábios dela. Ubbe deu um selinho em sua boca, depois em seu queixo, e então nas marcas em seu rosto antes de segurar gentilmente no cabelo em sua nuca e angular a cabeça dela para expor o pescoço.

Aethelflaed arfava enquanto ele beijava seu pescoço, beijos molhados que faziam fogo descer por sua coluna e se ajuntar entre suas pernas. Ela se mexia ansiosamente no colo dele, e sentiu Ubbe duro sob ela. Fazia sua cabeça girar, sentir a prova do desejo dele, igualmente constrangida e triunfante. Não fora desse jeito, com Aldrich, os momentos roubados em corredores escuros depois de banquetes e quando estavam longe o suficiente de companhia em passeios. Fora gentil, tentativo e hesitante e sempre sob o peso das consequências se fossem descobertos.

Era diferente agora, isso era ser jogada em um inferno e queimar sem pensar no amanhã. Toda sua vida, Aethelflaed escutara sobre as necessidades dos homens. Parecia errado dizer que luxúria pertencia apenas a homens, agora. Ela tinha certeza de que necessitaria disso também, pelo resto de seus dias.

Aethelflaed se empurrou contra o colo dele, e Ubbe grunhiu e estocou involuntariamente, as mãos em seu quadril a puxando com força contra necessidade dele, provendo fricção. Aethelflaed mordeu o lábio para sufocar um som necessitado de escapar e se agarrou às costas de seu marido.

Ubbe se atrapalhou com as ataduras de seu vestido, tentando desamarrá-las. Aethelflaed riu, ofegante. Ele não conseguiria, não sem olhar. As amarrações eram intrincadas e complicadas, segurando ambas as partes de seu vestido juntas.

Ela empurrou os ombros dele levemente. — Deixe-me levantar, vai ser mais fácil. — Sua voz soava rouca e estranha a seus próprios ouvidos. Aethelflaed nunca estivera tão descomposta antes.

Ubbe estalou a língua em desaprovação, parecendo contra a ideia de tê-la em qualquer lugar que não fosse em cima dele no momento, mas a ajudou a se levantar de qualquer jeito. Aethelflaed se virou de costas para ele, animada e nervosa e excitada. Suas mãos tremiam, seu coração batendo como o de um beija-flor. Ela olhou pelo quarto, sua atenção pulando de objeto para objeto, as mãos coçando para tocar Ubbe novamente. Aethelflaed mordeu o lábio quando o sentiu se levantar atrás dela. Mesmo sem olhar, Ubbe parecia enorme e se assomava sobre ela.

Aethelflaed sentiu a respiração dele bater no topo de sua cabeça, e então seu marido gentilmente afastou seu cabelo para um lado. Ele beijou sua nuca e o topo de sua coluna. Ubbe traçou os dedos lentamente pelos nós de sua coluna até atingir seu cóxis e retornar. Aethelflaed estremeceu com o toque.

Ubbe desfez os laços de seu vestido lentamente, a pressa anterior esquecida. Aethelflaed mordeu o lábio inferior, tentando ficar parada. Ela pressionou as coxas, tentando amenizar a tensão entre elas, e Ubbe riu atrás dela, baixo e malicioso e perigoso. Ele retirou a camada superior de renda de seu vestido e começou a beijar seu pescoço novamente, sugando levemente a pele. — Logo, — Ubbe prometeu, a voz dele tão perto de seu ouvido enviando arrepios por ela.

Ubbe terminou de desfazer os laços da camada inferior de seda de seu vestido e ele acariciou suas costas antes de deslizar as mangas do vestido por seus ombros e braços, suas mãos seguindo o tecido. O vestido se ajuntava a seus pés, parecendo prata líquida na luz das velas, e então Aethelflaed estava nua diante dele. Ela se desvencilhou do vestido e tirou os sapatos.

Ubbe exalou audivelmente; Aethelflaed conseguia sentir os olhos nela, observando cada centímetro de pele nua. Ela apertou as mãos em punhos, resistindo ao impulso de se cobrir, tentando esconder seu nervosismo por estar nua na frente de um homem pela primeira vez. Ela engoliu em seco.

Aethelflaed sentiu Ubbe se mover atrás dela, o farfalhar de tecido tocando suas costas nuas enquanto ele se despia. Ela manteve os olhos a sua frente, tímida demais para olhá-lo, constrangida demais para encontrar o olhar dele. Quando Ubbe terminou, as mãos dele passaram suavemente por suas coxas, seus lados, antes de puxá-la contra o corpo dele pela cintura. Aethelflaed engasgou com sua respiração quando sentiu a ereção dele rígida e quente contra seu traseiro. Ela observou o rosto dele, os olhos arregalados. Os olhos de Ubbe estavam sombrios e famintos, aterrorizantemente intensos.

— Está terrivelmente quieta, — Ubbe murmurou. A mão dele se espalmou em sua barriga, calosa e quente, e ele acariciou a pele sensível com o polegar. — Mudou de ideia?

Aethelflaed balançou a cabeça, veemente. Apesar de seu constrangimento, ela ainda o queria. — Não, só estou nervosa. Nunca estive nua na frente de um homem antes.

Ubbe sorriu, assegurando-a. — Uma terrível perda para os homens, então. Você é linda.

Aethelflaed olhou para os próprios pés, as bochechas queimando, satisfação enchendo-a com o elogio.

Ubbe a virou de frente para ele, encarando-a com fome novamente. Aethelflaed olhou para baixo rapidamente, e então levantou os olhos com pressa para o rosto dele. Ela encarou as sobrancelhas de Ubbe, envergonhada demais para olhá-lo nos olhos.

Ele riu. — Você pode me olhar, Aethelflaed. Sou seu marido. E além disso, é justo, levando em conta que não consigo tirar meus olhos de você. — A voz de Ubbe era calorosa e grave, a envolvendo como um cobertor, penetrando fundo em seus ossos.

Aethelflaed se forçou a segurar o olhar dele, e Ubbe levantou uma sobrancelha em desafio. Ela pressionou os lábios e levantou o queixo. Aethelflaed o observou, realmente, pela primeira vez. Ubbe era todo músculo rígido e cicatrizes; a pele dele, apesar de pálida, era queimada do mar, sol e frio. Ela tocou uma cicatriz no peito dele, o tecido esbranquiçado e rígido. Aethelflaed se perguntou o que causara aquilo. Talvez perguntaria a ele, depois. Sempre escutara que amor soltava a língua de um homem. Ela espalmou a mão sobre o peito dele, sentindo o batimento do coração.

Estava disparado.

Ela sorriu para ele brevemente, antes de seguir a trilha de pelo loiro escasso que cobria o peito dele, descendo pelo estômago rígido. O músculo tensionou sob o toque leve dela, contraindo e relaxando. Ela traçou a pele ao redor do umbigo dele, depois o V dos quadris. Aethelflaed reuniu sua coragem, e apenas então olhou diretamente para o membro dele. Ubbe era longo e grosso, e apesar de nunca ter visto um homem nu antes, não podia imaginar que pudessem ser maiores. Aethelflaed teve um breve momento de pânico, pensando em como Ubbe caberia dentro dela, mas ignorou o medo. Não vacilaria agora.

Com dedos trêmulos, Aethelflaed seguiu uma veia grossa do topo até a base e depois subiu novamente. Ubbe estremeceu e puxou a respiração com força. Ela traçou os dedos gentilmente ao redor da ponta, maravilhada com como a pele era macia e lisa e quente. Ela espalhou uma gota de umidade que surgiu na fenda, e Ubbe empurrou contra a mão dele involuntariamente, grunhindo profundamente.

Aethelflaed olhou para o rosto dele, nervosa e excitada em vê-lo responder ao seu toque.

— Como eu — ela parou, lambendo os lábios secos. O olhar de Ubbe queimava nela, as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo, a força fazendo as veias dos antebraços dele saltarem. — Como devo tocar em você? — Aethelflaed perguntou timidamente.

Ubbe envolveu a mão dela, mostrando como enrolar os dedos em torno dele, qual força usar, e moveu as mãos unidas deles para cima e para baixo no eixo dele, torcendo na ponta. Depois de um momento, a mão dele deixou a dela, e Ubbe a puxou contra ele novamente. Seu marido a beijou profundamente, a explorando com abandono, as mãos passando por suas costas, apertando seu traseiro e coxas, os seios dela amassados contra o peito dele. As mãos dele subiram por seus lados antes de apertarem gentilmente seus seios. A sensação das palmas calosas de Ubbe contra seus mamilos a fez arfar na boca dele.

Ubbe grunhiu. Ele alcançou a parte de trás de suas coxas e a puxou para cima. As mãos de Aethelflaed voaram para os ombros dele e apertaram com força, surpresa quando seus pés deixaram o chão. Ela enrolou as pernas em volta da cintura dele e sentiu Ubbe pressionar contra seu centro. Aethelflaed o sentiu pulsar e pular contra ela, e gemeu baixinho, umidade se espalhando no topo de suas coxas.

Ubbe os virou e subiu na cama, carregando o peso dela como se não fosse nada. Ele se deitou sobre ela, e parecia diferente desse jeito, com o peso de Ubbe a pressionando na cama, seu marido se assomando sobre ela, preenchendo sua visão. Aethelflaed queria pressionar as coxas novamente, fazer qualquer coisa para aliviar a tensão, a necessidade for fricção, mas era impossível com o corpo de Ubbe entre suas pernas.

Ele a beijou novamente, mordendo o lábio inferior dela cuidadosamente antes de distribuir beijos por sua garganta. Dessa vez, ele foi mais baixo, mordiscando as clavículas proeminentes, deixando beijos ardentes em seu colo até alcançar seus seios. Ubbe prendeu o olhar dela, segurando-o enquanto lambia lentamente um mamilo, e depois fechou os lábios em volta dele, sugando gentilmente. Aethelflaed gemeu obscenamente e arqueou contra o rosto dele. Ela sentiu a risada baixa vibrando em sua pele. A mão de Ubbe foi até seu outro seio, apalpando e rolando o mamilo entre os dedos.

Aethelflaed respirava pesadamente, tentando suprimir os sons que fazia, segurando o rosto de Ubbe contra seu peito pela nuca. Ela estava subitamente feliz que seu marido os quisesse sozinhos. Aethelflaed ficaria mortificada com sua devassidão frente a testemunhas.

Fodam-se eles, ela pensou, violentamente, surpresa com a profanidade. Aethelflaed duvidava que qualquer um deles conseguisse dar prazer assim a suas esposas. Ela deveria estar pingando nos lençóis agora.

Ubbe, — Aethelflaed chamou seu marido em um gemido longo, a voz dela vacilando. Não tinha certeza do que estava pedindo, o que queria que ele desse a ela, mas Ubbe abandonou seus seios com um último beijo em cada mamilo. Ela pensou que Ubbe subiria seu corpo e a tomaria agora, mas ele começou a deixar beijos em sua barriga. Ubbe beijou a pele sob seu umbigo e depois mordiscou o osso de seu quadril. — O que você está fazendo? — Aethelflaed perguntou, ofegante.

Ubbe levantou os olhos para ela, brilhando com malícia e diversão. Ele sorriu, e parecia um lobo. — Você vai ver.

Deus, esse homem. Ele a consumiria, arrancaria seu orgulho e compostura.

Ubbe se acomodou entre suas pernas e as puxou para cima dos ombros. Aethelflaed arquejou, constrangida. Onde é que ele estava colocando o rosto…

Ubbe soprou gentilmente nela, e Aethelflaed estremeceu, ficando rígida. Ele pressionou um braço sobre seus quadris, e ela soube porque quando Ubbe a lambeu lentamente. Seus quadris tentaram levantar da cama e Aethelflaed se engasgou com um gemido, os olhos arregalados encarando a cabeça loira que desaparecia entre suas coxas. Ele segurou no cabelo dele, pressionando as unhas, gemendo e suando, tentando se segurar em qualquer coisa enquanto a tensão crescia no corpo dela, prazer a levantando mais e mais alto. Ubbe continuou a lambendo, a língua dele provocando sua entrada e depois viajando lentamente para o feixe de nervos sensível no topo de sua intimidade. Ele a lambeu firmemente, e depois com suavidade, e então colocou os lábios nela e sugou gentilmente.

Aethelflaed enfiou os calcanhares nas costas dele, seus quadris tentando se pressionar contra o rosto de Ubbe. Deus, os barulhos que ela estava fazendo, os barulhos que ambos estavam fazendo, molhados e obscenos, melhores do que qualquer música ou coral que ela já tivesse ouvido. Aethelflaed nunca se sentira desse jeito antes, esse prazer glorioso que a consumia, arrebatava seus sentidos, se espalhava por ela em cordas apertadas que a faziam tensa.

Ela arranhou os ombros de Ubbe, mordendo o lábios inferior até provar sangue, os olhos revirando. Ubbe pressionou um dedo dentro dela, escorregando facilmente em sua umidade, e ela estava perdida. Aethelflaed enfiou a cabeça no travesseiro, gritando, pulsando e se contraindo ao redor do dedo dentro dela, e por um momento ela estava maravilhosamente ignorante de seus arredores ou das circunstâncias que os trouxeram até ali. Ubbe a estimulou gentilmente por seu ápice, seus lábios e dedo em seu centro a explorando cuidadosamente.

Aethelflaed se acalmou, ofegando, as pernas tremendo nos ombros dele. Ubbe beijou a coxa dela, e ela pensou que ele se afastaria agora, mas então outro dedo se pressionou dentro dela, e Aethelflaed arquejou com a queimação leve da invasão. Ela moveu os quadris, tentando se acostumar à sensação, franzindo o cenho com a estranheza daquilo. Ubbe mexeu os dedos dentro dela com cuidado, testando os lugares mais sensíveis que encontrava, e ele sorriu, quase maldoso, quando encontrou um ponto que fez a respiração dela parar.

A boca dele desceu sobre ela novamente, os dedos pressionando insistentemente naquele ponto, e era demais, muito cedo depois de seu outro clímax. Aethelflaed choramingou, tentando se afastar e chegar mais perto ao mesmo tempo, suas coxas se fechando ao redor da cabeça dele, tentando empurrá-lo e mantê-lo ali. As costas dela arquearam para fora da cama, e ela gemeu alto através de dentes cerrados. Aethelflaed fechou os olhos com força, a tensão crescendo dentro dela insuportavelmente rápido, quebrando dentro dela com mais força do que antes.

Ubbe finalmente a deixou quando seus gemidos ficaram altos e desesperados demais. Aethelflaed caiu de volta na cama, mole e sem ar, sua cabeça girando, sangue pulsando em seus ouvidos, seus lábios, seu centro sensível. Ela olhou para seu marido, sentindo-se bebada. Ubbe se sentou entre as pernas dela, uma mão acariciando sua coxa. Ele limpou a boca e o queixo nas costas da mãos sorrindo para ela com arrogância.

Qualquer outra hora, e ela poderia detestar a expressão satisfeita no rosto dele. Mas agora, tudo que ela conseguia fazer era puxá-lo para cima dela. Ubbe veio de bom grado. Aethelflaed o beijou, provando a si mesma na boca dele.

— O que acha do seu dever como esposa agora? — Ubbe perguntou, provocando-a.

Aethelflaed sorriu. — Ou alguém mentiu para mim, ou os homens saxões têm muito o que aprender.

Ubbe riu. Ele a olhou calorosamente e empurrou seus joelhos contra o peito dela. Ubbe deslizou um dedo pela umidade entre suas coxas, o rosto dele escuro com desejo. Aethelflaed teve um momento para se sentir envergonhada por tê-lo encarando-a assim, mas seu marido tivera o rosto entre suas pernas há pouco, então ela supunha que era inútil se importar com isso agora.

— Não vou te machucar, — Ubbe disse, suavemente.

Aethelflaed acreditava nele. Se seu marido poderia fazê-la se sentir daquela maneira, então ele certamente conseguiria tomá-la sem causar dor.

Ubbe se aproximou até estar pressionado contra ela. Ele esfregou o membro contra seu centro molhado, e Aethelflaed sentiu as bochechas queimarem com a ação. Ubbe se apoiou com uma mão ao lado da cabeça dela, observando seu rosto atentamente enquanto pressionava dentro dela. A respiração de Aethelflaed engatou. — Relaxe, — Ubbe pediu, baixinho.

Ela o fez, seus músculos já moles dos atos anteriores dele. Aethelflaed franziu o cenho e mordeu o lábio inferior quando ele a invadiu, empurrando lenta e cuidadosamente. Ela respirou devagar e profundamente através do esticar desconfortável, forçando seu corpo a permanecer tão relaxado quanto podia enquanto seu marido a conquistava lentamente. Doía, o suficiente para que ela não pudesse esconder, mas era muito menos do que o sofrimento que esperava.

Aethelflaed escolheu focar sua atenção no rosto de Ubbe, em como as sobrancelhas dele se franziram e depois levantaram, a boca entreaberta com prazer. Ele parecia lindo, um guerreiro forte estremecendo com o prazer que seu corpo podia dar a ele. Isso a fazia se sentir poderosa.

O quadril de Ubbe pressionou suas coxas finalmente, e ele se deitou sobre ela, pressionando, a beijando profundamente, respirando com dificuldade. Aethelflaed passou as mãos pelas costas suadas dele, sentindo os músculos tensionarem e se mexerem. Ela sabia que Ubbe estava se segurando, se mantendo parado para deixá-la se ajustar, mantendo a promessa de bondade mesmo agora. Ela abraçou o quadril dele com as pernas.

— Me diga quando eu puder me mexer, — Ubbe disse, a voz tensa, e começou a beijar o pescoço dela.

Aethelflaed esperou por um momento até que o desconforto diminuísse, e então se apertou ao redor dele, impressionada em como poderia se sentir tão cheia, como era bom se sentir esticada daquela forma. Ubbe grunhiu profundamente e empurrou contra ela involuntariamente. Aethelflaed puxou uma respiração forte, a sensação como chamas se espalhando por seu corpo. Ela se mexeu contra ele, fazendo ambos gemerem.

— Pode se mexer, — ela implorou, a voz aguda e arfante.

Ubbe o fez, estocando cuidadosamente, segurando o peso sobre ela com os braços. Aethelflaed passou as mãos por eles, sentindo os músculos se moverem sob a pele a cada impulso. Ela não conseguia se satisfazer dele, da expressão no rosto de Ubbe enquanto a tomava, os músculos movendo como um animal poderoso. Ela pertencia a este homem agora, e poderia ser tão pior do que isso, do que suspirar e gemer em prazer ao senti-lo deslizar para dentro dela.

Aethelflaed arrastou as unhas levemente pelas costas dele, assistindo satisfeita quando arrepios surgiram na pele dele, apertando seus músculos internos em torno de eixo dele apenas para fazê-lo perder o ritmo. Ubbe grunhiu e ela riu ofegante. Ele levantou as sobrancelhas em desafio e acelerou, batendo contra ela com mais força, e sua risada se tornou em um gemido agudo.

Ubbe escondeu o rosto no pescoço dela, mordendo e beijando a pele, praguejando na língua materna, mandando ondas de arrepios prazerosos por ela com a voz grossa em seu ouvido. O peso dele a pressionava na cama, e Aethelflaed sabia que ele estava próximo, podia sentir na forma dos movimentos, nos barulhos frequentes que seu marido soltava, na tensão no corpo dele. Ubbe escorregou uma mão entre os corpos deles, pressionando o feixe de nervos entre suas pernas e movimentando rapidamente os dedos sobre sua carne aquecida. Ela arquejou, escalando aquele precipício maravilhoso rapidamente, e quando ela caiu, mordendo o ombro de Ubbe, o puxou com ela.

Ubbe gemeu baixo, o som arrancando da garganta dele, pulsando dentro dela, e Aethelflaed sentiu a semente quente dele se espalhar em seu corpo. Seu marido cedeu sobre ela, pesado e dificultando sua respiração, mas ela apenas acariciou o cabelo de Ubbe gentilmente. Ela cutucou curiosamente a trança, correndo os dedos em volta da onde se conectava com o couro cabeludo dele, e Ubbe soltou um som baixo e satisfeito.

Ele saiu de dentro dela devagar, e Aethelflaed grunhiu em desconforto, sentindo-se sensível demais. Ubbe tirou o cabelo suado dela de seu rosto. — Você está bem?

Aethelflaed sorriu cansada para ele. — Estou melhor do que bem.

Ubbe riu. Ele beijou sua testa. — Estou feliz que te agradei, senhora.

Aethelflaed franziu o nariz. — Não me chame de senhora quando posso sentir sua semente escorrendo de mim.

Ubbe gargalhou, surpreso. Aethelflaed estava surpresa com sua ousadia também. Nunca se imaginara capaz de esquecer seus deveres e obrigações com ninguém além de Amice, mas considerando tudo que haviam feito e quem se marido era, ela supunha que pudesse ser perdoada. Não tinha ideia de como se sentiria sobre sua honestidade pela manhã, mas agora pouco importava a ela.

— Vou me lembrar disso então, esposa.

Ubbe se levantou, e Aethelflaed sentiu uma pontada de decepção, pensando que agora que ele havia cumprido a obrigação de marido para com ela, se vestiria e voltaria para Torvi. Ela forçou suas feições em uma máscara de desinteresse satisfeito, mas Ubbe apenas apagou várias velas do quarto e molhou um pano. Ele retornou para ela, nu e displicente, e pressionou gentilmente o pano entre as pernas dela. Depois de limpar a ambos, Ubbe puxou as cobertas sobre os dois. Aethelflaed virou de costas para ele e fechou os olhos, mas seu marido a puxou contra o corpo firme, suas costas pressionadas ao peito dele, as pernas trançadas, um braço sob o travesseiro dela, o outro jogado sobre seu peito.

Ubbe beijou a nuca dela. — Durma agora, Aethelflaed. Você ainda tem que encarar essa corte amanhã.

Aethelflaed encarou a penumbra, sentindo o peito de Ubbe subir e descer contra suas costas, a respiração dele em seu pescoço. Ela queria perguntar por que ele a abraçava depois de se deitarem como se isso importasse, por que ele não retornava à amante, mas aquelas perguntas não tinham lugar ali, e ela não arruinaria a bondade de seu marido sendo enxerida. Sua educação se certificara disso.

Ubbe era um bom homem, e ela era incrivelmente sortuda, mesmo que a incomodasse admitir que Judith tinha razão em algo. Aethelflaed encontrara prazer, ao menos, nesse casamento. E foi por isso que, quando Ubbe a acordou nas primeiras horas do amanhecer, beijando seu pescoço, a ereção dele pressionada insistentemente contra ela, Aethelflaed rolou de costas e o recebeu de bom grado.

Ela tinha seus próprios objetivos ao se deitar com Ubbe, mas isso não significava que não poderia aproveitar.