Hard To Explain

6 Who need a help?


Notas iniciais
Olá! Vou pedir um favor pra vocês.
Por favor, comecem a anunciar a fic a todos que vocês conhecem, família, amigos, nas redes sociais e etc...
Obrigada e boa leitura!

Saímos com as armas em prontidão e esbarramos em um monstro enorme, do tamanho que um ciclope, mas com dois olhos. Desejei saber sua “espécie”.

Corri até um cômodo vazio e observei pela porta o espaço que tínhamos e o tamanho do monstro. Seja inteligente, seja inteligente, murmurei para mim mesma. E então a situação das meninas que tinham segurado as pontas até agora piorou. Corri até o monstro e o chutei a perna. Ele abriu a boca e deixou seus sujos dentes em evidência. Desviei de seus golpes e me tentei me concentrar nas dicas que Nick me dava toda vez que treinávamos.

- Machuque as pernas até fazer ele se sentir tonto.

Tirei a adaga da bainha e comecei a ferir suas pernas. Ás vezes desviando de golpes e ás vezes rolando feito um coelhinho no chão. Então suas pernas cederam, fazendo-o ficar de joelhos. Sangue dourado corria pelo chão como se tivessem aberto uma torneira.

- Ataque qualquer parte do corpo que você alcançar.

E então ataquei sua barriga de modo com que a adaga cravou nela e não saía mais. Mais um ponto de vantagem para o arco e flechas, pensei. Ele uivou e se transformou em pó.

Olhei a minha volta. Havia certa de três outros monstros. Corri até dois que iam em direção a Juliette e Helena que estavam ocupadas com o outro. Senti algo tocando meu ombro. Pensei que fosse um monstro, mas era apenas um pouco mais alto que eu. Olhei rapidamente pro lado e me deparei com a mesma cena de antes, Jullie e Helena lutando.

- O quê... -tentei falar mas tive que me defender de um golpe de um dos monstros com a espada deixando um corte profundo em seu pulso.

- Não surte e, por favor, não me mate. –falou uma voz familiar- Sou uma pessoa curiosa, Serena.

O jeito que a pessoa pronunciou Serena, meio adocicado e irônico me lembrou alguém, Nick. Meu sangue ferveu. Atingi o pescoço do monstro dessa vez com o arco e flechas. Ele desfaleceu em meio a pó. Nick fez o outro ter o mesmo fim. Virei-me e coloquei o braço em seu pescoço e o levei até a parede. Ele arfou quando seu corpo colidiu contra a parede.

- Você. Não. Deveria. Ter. Saído. De. Lá. –falei pausadamente.

- É quase tão perigoso pra mim quanto para você. –ele gemeu.

Apertei mais o braço.

- Ah sim claro, porque tem uma mãe-deusa-louca atrás de mim também. E, aliás, como conseguiu me achar? Por acaso você me embebedou com uma poção e toda vez que dou dois passos um controle apita e você consegue me localizar?

- Talvez não uma deusa-mãe-louca, mas metade dos titãs e deuses menores, pouca coisa. Isso é uma boa idéia, mas não. Alguns filhos de Hefesto tinham uma cópia e me deram.

- Não importa. O que você veio fazer aqui?

- Buscar meu moletom, sabe como é... ele é o meu preferido.

- Então vai ter que dar meia volta, ele ficou no Acampamento.

- Nesse caso –ele disse, com desdém- eu vim buscar você.

Quando eu estava prestes a forçar mais meu braço Juliette e Helena apareceram me segurando pelos braços e cintura.

- Explique-se agora. –Helena falou.

Sentamos em volta de uma mesa de madeira, inclusive Nick e contei-as toda a história, tiramos algumas partes não muito importantes, como o beijo e etc. Quando terminei elas soltaram um suspiro e com certa dificuldade Juliette anunciou.

- Então ele vai conosco.

- COMO ASSIM? NÃO! É PERIGOSO E EU ESTOU BRAVA COM ELE. –gritei.

- Nós precisaremos de mais pessoas. –Helena completou.

- Ótimo... Maravilhoso. Temos um fugitivo correndo sérios riscos de morte conosco. –ironizei e saí batendo os pés até o bar mais próximo dali, onde pedi uma coca-cola e fiquei sentada colocando os pensamentos em ordem.

Uma parte de mim gritava e comemorava o fato de que ele veio aqui só para me buscar. E outra, a mais responsável, o mandava ir embora aos berros, pois tudo o que eu menos quero ter é a perda de uma pessoa importante como ele, principalmente em uma missão não-aprovada por Quíron.

Fui interrompida no último gole daquela maravilhosa coca-cola quando eles apareceram. Os três trazendo mochilas e sentando na minha mesa.

- Qual o próximo local? – Helena perguntou.

Joguei o mapa pra ela que me olhou com uma cara de quem dizia “seja educada”e depois soltou um risinho.

- Brooklyn. Como chegaremos até lá? –Juliette observou.

- Sua mãe mora aqui perto não mora, Serena? –Nick perguntou e eu ignorei. Não irei falar com ele até minha raiva passar.

- Sua mãe mora aqui perto não mora, Serena? –Helena repetiu com imitando a voz de Nick.

- Mora. Podemos ver se ela nos dá carona. Vocês vão gostar dela. –falei sorrindo mas logo lembrei que precisava parecer brava então fiz cara de mal-humorada de novo.

***

Pontos bons em ter uma mãe super animada e carismática: Ela faz tudo o que você precisa e nunca briga com você de primeira vista. Pontos ruins: Ela te faz pagar micos épicos na frente dos seus amigos e sempre olha desconfiada para o garoto junto.

- Meu bebê! –minha mãe repetiu me abraçando pela centésima vez desde que tínhamos chego.

- Esses sanduíches estão muito bons Senhora James. –elogiou Nick olhando sarcasticamente pra mim e eu devolvi o olhar.

- Obrigada Nick, pode me chamar de Diane. –ela observou nossos olhares e sussurrou pras meninas- Porque estão brigados?

Ela pegou as meninas pelas mãos e falou algo como “vou mostrá-las a casa” e saiu.

- Você já pode voltar, agora já sabe onde estou, sabe que estou bem e pode avisar a todos no Acampamento. – falei.

- Você não ouviu o que elas disseram? Vocês precisam de mim.

Ele se levantou e caminhou até mim.

- Não precisamos. –falei com um sorriso irônico.

- Pelo menos você precisa.

- Eu sei do que EU preciso e do que eu não preciso ao contrário de você. Que larga um lugar seguro para ir atrás de uma amiga. Nick, se eu quisesse que sua companhia eu teria pedido antes de sair. –falei praticamente vomitando as palavras.

- Ah, e foi muito fácil pra mim, não foi? –ele falou irônico- a primeira menina que eu me apaixono some depois de dormir comigo, deixando um mísero bilhete... Super normal! –ele aumentou o tom de voz- E ainda me deixou pra trás como se eu fosse um encosto ou um fraco que não sabe se cuidar sozinho.

- EU NÃO TE DEIXEI COMO SE FOSSE UM ENCOSTO OU UMA PESSOA FRACA, OK? EU SÓ ESTAVA TENTANDO TE PROTEGER AI DO NADA VOCÊ APARECE POR MINHA CAUSA. E SE ALGO ACONTECER A VOCÊ? JÁ PENSOU NISSO? POR QUE PELO MENOS EU, PENSO NISSO TODA HORA.

- EU SEI ME CUIDAR. E SE EU VIM AQUI POR SUA CAUSA FOI PORQUE EU QUIS E SE ALGO ACONTECESSE COMIGO, BELEZA, VOCÊ ARRUMAVA OUTRA PESSOA E FIM, PRONTO. — ele me encarava bravo.

- Fim, pronto? –desviei o olhar tentando controlar as lágrimas que quase rolavam pelo meu rosto- Não sei se você pensa assim, mas pelo menos eu quando amo uma pessoa tento protegê-la justamente para não acabar assim em um “ah ele morreu, ela arranjou outro cara e foi feliz” NÃO É ASSIM QUE AS COISAS FUNCIONAM!

- E você acha que estou aqui por quê? Você poderia parar de fazer todo esse escândalo e aceitar o fato de que EU posso me cuidar sozinho. Eu sei que não é fácil, só que quando você saiu eu me senti exatamente assim. E é claro que eu não esperava uma recepção dessas, talvez um beijo ou algo do tipo, mas já percebi que você não é humana o suficiente pra isso.

- Eu sou “humana” o suficiente pra errar e tentar te proteger do jeito que eu posso, já que você é o triplo do meu tamanho e eu não sou a melhora lutadora do mundo, esse foi o jeito que eu achei para te proteger.

- E esse jeito foi o meu, totalmente ao contrário do seu. Mesmo tendo que por a minha vida em risco. –ele suspirou. Minha garganta e olhos ardiam de tanto segurar o choro. Meu coração batia acelerado. De alguma forma eu sabia que ele estava certo, esse era o jeito dele. Mas eu sou teimosa demais para largar a minha opinião errada. — Você sabe que eu estou certo. E mesmo se você não soubesse, eu não conseguiria ficar no Acampamento sozinho pensando nas possibilidades de você estar morta.

Parecia que eu tinha levado um soco no estômago e tudo rodava. A dor nos meus olhos passou quando as lágrimas caíram e eu pude ver seu rosto não mais como um borrão. Seus olhos estavam marejados e a boca levemente curvada pra baixo. Sequei as lágrimas antes que ele percebesse e o encarei.

Senti algo se derretendo dentro de mim quando minha cabeça se encaixou em seu tórax e seus braços me esconderam. Senti suas mãos em minha nuca empurrando-a levemente para trás. E em uma fração de segundo sua boca estava colada na minha e a sensação de angustia passou, dando lugar aos ratos-mutantes no estômago — acho que borboletas eram mais adequadas- Suas mãos escorregaram para meu quadril e minhas mãos ficaram paradas em seu tórax.

Notas finais
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Obrigada por ler.