Notas iniciais
Hi! Espero que gostem, boa leitura.

Caminhei observando o galpão onde os semideuses estavam alojados. De acordo com o nosso plano, eu salvaria os doze semideuses que estavam em uma sala que chamamos de A-4 enquanto eles matavam os monstros que se aproximavam.

O galpão era um hotel abandonado perfeito, paredes mofadas, cheiro desagradável e até uma cozinha suja onde se encontravam duas empousai.

Passei agachada pela porta e as ouvi sussurrar:

- Acho que vi uma sombra. Talvez um semideus tentando fugir novamente, ah... Sempre tão tolos! – disse a primeira com um tom estranho que me fez perguntar a mim mesma se ela havia passado alguns dias com a Rainha da Inglaterra.

- Podemos arrancar-lhes os olhos como da última vez? –perguntou a segunda, totalmente eufórica.

- Ah cale-se, Matilde – Me encolhi atrás de um móvel qualquer quando ela enfiou a cabeça na porta e olhou para os dois lados atenta – Você por acaso, não se lembra de como o mestre Cronos e a digníssima Réia ficaram ofendidos da outra vez?

A empousai líder deu de ombros e voltou para dentro da cozinha. Perguntei-me sobre o “Mestre Cronos e digníssima Réia”, será que apenas os dois estavam planejando acabar com o mundo e para nos distrair inventaram essa história de “uma nova Titanomaquia”? De qualquer modo dei de ombros e senti algo tocando meus ombros que depois me levou até uma sala separada.

- Me solte! – gritei entre os dentes.

Por um instante achei que eu tinha desmaiado e o resto do meu grupo resolveu me levar á um hotel cinco estrelas e que eles estavam ali me salvando de tão bonito que era o local. Cheio de jardins de inverno, flores, perfume adocicado, cadeiras dignas de reis e rainhas e uma cozinha extremamente limpa, onde se encontrava uma mulher de costas para mim –provavelmente estava mexendo na pia- ela vestia um vestido longo de seda tão preto quando os cabelos.

- Ah, finalmente você chegou! – disse uma mulher alta, magra e de cabelos escuros, que se sentava majestosamente em uma das cadeiras — a mais alta.

- Serena! Finalmente você apareceu! – disse a moça que antes mexia na pia. Seus olhos demonstravam carinho quando ela largou um pano de prato e me abraçou. – Aceita um chá? É Mate fresquinho!

- Não, não e não! –respondi confusa- Quem são vocês e por que estão no alojamento dos Titãs e como você sabe o meu nome?!

A mulher de nariz arrebitado levantou da cadeira com um suspiro teatral e começou a andar de um lado para o outro rolando os olhos.

- Blablabla... –ela respondeu como se estivesse recitando uma fala em um trabalho escolar- ah não vou falar aquelas baboseiras, o que importa é que eu sou Febe, a maravilhosa e mais desejada Titã da Lua. –ao pronunciar Titã, eu tirei minha adaga da bainha e me preparei para algum tipo de ataque. – Ui, bravinha! Pelo menos me deixe terminar. E essa é Selene, a deusa da Lua. – reparei que ela disse “deusa” revirando os pequenos olhos.

- Você esqueceu da parte do “apesar de ser Titã...” – Selene avisou.

- Ah sim! Apesar de ser uma dos Titãs, eu, Selene e todos os outros Titãs não queremos derrubar os deuses, a vida no Tártaro era mais aconchegante que ficar trocando de quarto a cada duas horas.

Dei um berro em comemoração e conclui:

- Então vocês estão todos a serviço de Cronos e Réia, e se eu entendi bem, irão nos ajudar a acabar com seu exército.

- É importante você saber que se dependesse só de mim todos esses semideuses mixurucas iriam ter um final trágico e sangrento, mas Selene tem um bom coração e me convenceu a ajudá-los, ah, sem esquecer que meus pontos positivos com o maravilhoso do seu pai. – ela concluiu, rindo de otimismo.

- Você é repugnante. –falei.

- Temos bastantes coisas em comum querida, caso você não saiba eu também já me apaixonei por um filho de Hécate e nossa teimosia é completamente igual.

- Mas você é uma Titã e o garoto um semideus, cadê o sentido disso? – observei.

- Por isso essa paixão entrou para a lista das “não correspondidas”. – Debochou Selene e eu soltei uma gargalhada.

Febe rolou os olhos e deitou preguiçosamente em uma cama.

- E qual é o plano? –perguntei.

- Primeiro de tudo é não falar nada a ninguém e nos seguir escondida até a sala dos semideuses, e enquanto falamos com os monstros você os liberta e fim. Todos vivendo felizes para sempre. – Selene falou.

- Sempre não, só por hoje. – Febe observou.

***

Os semideuses agora libertados faziam fila para serem curados por mim. Juliette e Helena os guiavam e Nick invocava os Sátiros. De madrugada antes de dormimos, eles me perguntaram sobre a missão e uma dúvida plantou na minha cabeça, contar ou não sobre a ajuda esplêndida que havíamos recebido?

Notas finais
Deixem reviews! Obrigada por ler!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.