Hankei no Gifuto - 半径のギフト
13 Olho por olho, vida por vida
Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês lerem, eu espero ser um bom capítulo com ação bem descritiva e fácil de entender. Hora de esclarecer alguns pontos do passado de Nezumi, levantar algumas hipóteses sobre o futuro confronto entre Kin e Svarog, o pai dela. Descobri o que quer dizer Furry, e não sabia que essa fanfic se qualificava a tal gênero, um gênero, aliás, dos meus favoritos.
Furry => Gênero em que animais possuem características humanas, o mesmo que as fábulas de esopo. Varia entre a capacidade de falar, pensar, viver e até o próprio corpo humanoide.
Hajime o/
- O lanche foi ótimo! –dizia Nekomura satisfeito com a enorme carpa que Nezumi fritara na fogueira.
- Obrigado, Nekomura! Eu aprendi a fazer essa carpa com um livro de receitas que eu achei por aqui. –ela explicava.
- Por aqui existe impressão gráfica ou algo do tipo? –ele perguntava curioso com a origem do livro que ela folheava lentamente.
- Hã? Impressão gráfica? Não, não, ele é normal, escrito a pena. Eu o achei quando... Bem... Quando eu era pequena ainda. –dizia ela receosa com o que iria responder.
A noite se aproximava devagar, a luz da lua ousava se esgueirar por entre as nuvens restantes do pôr do sol anterior. Uma grande e larga lua visível se levantava entre as nuvens e iluminava o que antes o sol se encarregava de iluminar. Uma alva luz a avivava.
- Linda lua, não é? –dizia Kin quando viu a fascinação de Nekomura no luar.
- É tão vívido e branco. A lua da minha cidade parece ser tão pequena comparada a esta...
- A época de Sobotka faz isso com a lua. Mais uma das belezas que Kupala realça em sua temporada.
O sono afronta os quatro, que decidem dormir para carregar as forças. Em um momento da madrugada, Kin não consegue dormir e se debate entre os galhos. Todos dormiam nos galhos das altas árvores pomposas.
- ...Não consegue dormir? –Nekomura pergunta a ela, que interrompeu seu sono.
- Meu pai... Não sei o que dizer quando chegar frente dele. –suas palavras engasgavam ao chegar na boca.
- Você vai dizer o necessário, simples. Você sabe que ele está fazendo algo injusto ao tentar subjugar nós, os humanos.
- Mas se ele me ameaçar? Como eu irei responder a tamanha imponência? –argumentava ela.
Nekomura chegava mais perto de Kin, que corava um pouco ao ver a distância entre os dois.
- Você vai conseguir. Pode ser difícil responder a altura de seu pai, mas você vai saber como persuadi-lo na hora.
- Eh... Então e-eu vou ficar acordada pensando em algo. –dizia Kin um tanto corada e envergonhada.
- Eu sei que vai. –disse Nekomura, que logo em seguida passou a mão no topo da cabeça de Kin, como um gesto amistoso.
Aquela situação parecia talvez, um pouco piegas e considerada um romance por muitos que a vissem, mas no ponto de vista de Nekomura, não. Havia algo não correspondido entre Nekomura e Kin, ao menos da parte de Nekomura. Se aquilo era uma notícia ruim? Não se sabe ainda.
O sono deles é interrompido por um forte farfalhar na vegetação, com sons de árvores se partindo e fortes batidas esporádicas na terra, iguais a passos de uma criatura incrivelmente pesada, como primeira impressão.
- O que foi isso?! –dizia Hiroto em seu sono interrompido.
- Parece ser um... –deduzia Kin.
- ...o Stalo. –Nezumi a interompeu, com um certo receio em sua voz agora atormentada e possessa por ódio.
Um forte cheiro de enxofre se alastrou pelo ar, e agora os passos se aproximavam cada vez mais.
- O que... O que é um Stalo? –tentava perguntar Nekomura, enquanto via-se suportando o forte cheiro com a mão trancando as narinas.
- O Stalo é um grande ogro carnívoro com um olho só, tem um odor insuportável e sua pele é enrugada e espessa. Mas seu prato principal costuma ser...-quando é interrompida por um monstro bestial que exclama:
- UM HUMANO!!! –sua voz grossa surpreendem eles, pondo-os em guarda.
Era uma criatura enorme, com braços e pernas roliços e uma cabeça proporcionalmente pequena. Daquela distância tão perto tinha um odor mais intragável que antes. Sua pele encouraçada tinha um tom de limo escuro.
- Ele parece um trasgo do Harry Potter, mas cadê o tacape? –debochava Nekomura.
Todos estavam em posição de ataque, Kin posicionava a espada contra o monstro, Hiroto empunhava sua lâmina warglaive nas mãos e Nezumi... Nezumi estava mais alterada do que o normal.
Seus olhos estavam vibrantes e surpresos, suas pernas tremiam e as facas que tentava tirar do cinto batiam umas com as outras, em um som metálico.
- Nezumi! Fique atenta! –Hiroto a alertava com rispidez.
- Eu... Eu não posso!... Não posso passar por isso de novo! –dizia Nezumi relutante em lutar.
- O que foi, Nezumi?! Está esperando o quê? Ponha-se em posição! –respondia Hiroto. – Você pode superar aquela cena!
Nekomura e Kin observavam a conversa deles sem entender o que se passava. Esperavam algo da parte de Nezumi.
O monstro vai ao confronto dos três que revidam com golpes que pareciam inúteis. Hiroto e Kin iam para cima do Stalo com violência, mas nada, nenhum dano era obtido com aquela pele encouraçada.
- Tentem acertar a cabeça! A cabeça não tem tanta proteção quanto o tronco! –avisava Nekomura.
Os dois avançavam contra o monstro que, em um gesto de defesa, recua e tropeça, batendo a cabeça em um grande tronco de arvore. Desnorteado, ele cai no chão e um grande baque é ouvido.
- É a sua chance, Nezumi! Acerte-o com uma de suas facas abaixo do queixo! –gritava Kin para Nezumi.
Notas finais
Yoo o/
Deixei o final para o próximo capítulo, pois eu quero tentar um ar de mistério. Me desculpem e.e
Nezumi está chocada com algo do passado, que envolve o monstro Stalo. Vocês já podem deduzir o que é, obviamente. Ela vai superar?
O bug da margem foi consertado, uhuuu o/
Até o próximo episódio!
Ja nee o/
Fale com o autor