Notas iniciais
Yoo o/
Estou escrevendo em um dia das Mães, então me desculpem se eu for muito breve no capítulo. O passado da Nezumi vai vir com força total nesse capítulo, vocês vão conhecer um lado que ela tenta esconder com sua personalidade moe. Estou pensando em uma nova fanfic, dessa vez mais elaborada do que Hankei no Gifuto, com um tema muito legal. Direi mais sobre isso nas notas finais.
Hajime o/

Seus olhos perderam a coragem e a petulância subitamente. Ela se deparava com um ferimento em seu psicológico, um ferimento que já estava cicatrizando. Mas de forma rápida foi rasgado e aberto.

Uma cena ou lembrança vaga se desenrolava, muito nostálgica e ao mesmo tempo trágica.

***

Uma aldeia com pequenas casas era vista. Casas de palha, currais, pequenas hortas e criações de animais como ovelhas, vacas e galinhas. Muito rústico e simples, era bem povoada e animada. Digamos que eram felizes. Tinha uma densa floresta de pinheiros bem ao lado, onde um casal simples fazia trilha.

– Amor, está ouvindo um barulho de choro? Parece ser uma criança! –dizia um camponês, acompanhado de sua esposa. Era um lenhador maltrapilho e forte.

– Sim, vamos até lá antes que os animais a encontrem! –a camponesa ia rapidamente à procura do bebê. Tinha os cabelos negros, um avental sujo e olhos azuis como anil. Era pálida, talvez por fome, talvez por frio.

Eles encontraram um pequeno bebê com orelhas de rato, logo presumiram ser um Dola. Estava enrolado em uma cortina de veludo violeta e tinha vários artefatos ao lado. Pratos, taças de ouro e uma caixa com um jogo de facas de prata bem polidas.

– Isso parece ser um roubo! Por que um ladrão deixaria um filhote de Dola como prenda aos animais selvagens? –dizia a camponesa, aflita com o olhar desamparado do bebê.

– Vamos criá-lo. Não porque irá boa sorte a nós, mas sim porque seremos a sorte dela. –o lenhador tomava cuidado em pegá-la no colo.

O lenhador e a camponesa já tinham um filho e uma filha. Grande trio era aquele. A menina de pele alva, o menino de cabelos ruivos e a Dola de olhos violeta. Já os três entre 7 e 6 anos, faziam tudo juntos, nadavam no riacho, corriam entre os campos de capim... Nezumi era a melhor em esconde-esconde, já que se transformava em rato. Mas houve um limite de tempo para aquela paz.

Em uma noite de solstício de verão, enquanto todas as mulheres sem compromisso enfeitavam o cabelo com a Flor de Fern, a árvore principal, todos se reuniam para celebrar Sobotka na orla da floresta toda iluminada com lâmpadas de papel verde. Rapazes corriam atrás das mulheres para tirar a flor do cabelo, isso simbolizava prosperidade no amor.

– Você se lembra da nossa noite de Sobotka, amor? –dizia a camponesa, envolta pelos braços do marido.

– Como não esquecer? É a melhor lembrança que eu tenho de você. –em seguida dão um tímido beijo ainda abraçados.

– BLEEEERG! –exclamavam as crianças com um rosto de nojo diante da demonstração de carinho.

– Nezu, vamos ir mais além da floresta? Tá ficando chato aqui. –o garoto sugeria, olhando discretamente ao casal apaixonado.

– É, Nezu! Vamos ver se achamos um ninho de esquilos dormindo! –dizia a menina com uma empolgação em ver algo diferente daquele festival.

– Tá bem, mas não vou virar rato pra entrar na toca dos esquilos! –Nezumi pondo uma condição. – Vamos!

Os três iam pela floresta, cada vez menos iluminada pela civilização. Todos vasculhavam buracos nas árvores, pensando em ver um animal dormindo.

Grandes passos eram ouvidos por perto. Algo pesado e letárgico andava por ali.

– Maninho, será que é o Stalo? –dizia a menina tremendo em medo se agarrando ao braço do irmão.

– Ouvi dizer que o Stalo teve seus filhos ultimamente. Ele tem comida o suficiente pra nos deixar em paz por dias, ou talvez semanas.- ele acalmava a irmã.

Um grande mostro de pele enrugada surgiu em meio aos arbustos densos e estava sedento por comida, dava pra notar vendo a boca salivando. Estava acompanhado de uma velha bruxa com a pele rente ao crânio, de tão magra.

– Nem precisamos ir até o festival, Stalo. A comida veio até nós de bom grado. –dizia a velha com crueldade na voz.

– Comida? Não seriam o lanchinho da noite? –ria sarcasticamente o monstro de um olho só.

Notas finais
Yoo o/
Deixarei a crueldade por último nessa fase da história, talvez vocês estejam presumindo o pior, ou o melhor (mais pelo pior).
Leiam o próximo capítulo! Fico lisonjeado em ver que tenho leitores tão atentos e bons, um exemplo é o Mika Okamura e A Sonhadora, que sempre comentam. O Mika é um super-fã da Nezumi, então esse e o próximo capítulo serão em agradecimento ao Mika
Ja nee o/

E o tema da nova fanfic talvez seja... Furry!