Hankei no Gifuto - 半径のギフト

12 Sadko, a floresta submersa


Notas iniciais

Yoo! Mais um capítulo, abertura do arco Nav que pretende explicar o mundo da Kin, da Nezumi e do Hiroto. o/
Capítulo 11, não é? Vamos dar continuidade à leitura.
Hajime! o/

Nekomura se via em um mundo peculiar, mas com algumas características ainda parecidas com a Terra. Árvores altas, fungos, cogumelos, grama escura, o verde forte era muito presente naquele ambiente.

- Floresta submersa? –disse Nekomura em dúvida. O que havia de submerso em um lugar daquele jeito?

- Passe a mão pelo ar, você vai descobrir. –respondeu Kin, confiante de que iria tirar faces de espanto de Nekomura.

Quando a mão de Nekomura percorreu o ar, ligeiramente ficou encharcado de água. A água teria surgido de onde? A neblina que se instalava no lugar era densa, não densa de visão, mas sim densa ao toque. Mas isso não era o mais impressionante daquela neblina.

- A água por aqui é mais densa, muito mais densa. –Kin agitava a mão sobre o ar, a água se acumulava no ar criando gotas suspensas no ar, mas a água não tinha a vontade de ser atraída pela sua mão.

Gotas do tamanho de feijões ficavam suspensas no ar, como se a gravidade naquele lugar fosse reduzida a zero. – Se você respirar sem proteção por um tempo prolongado, a água do ar vai se acumular no seu pulmão, e você sabe o final.

Rapidamente Kin pega o pedaço de uma folha longa e espessa, e envolve o pescoço de Nekomura e dos outros, assim cobrindo o nariz e a boca para impedir uma pneumonia.

- Por que não um pano? –pergunta curioso.

- A água não encharca os seres vivos, se fosse um pano você iria se afogar em questão de minutos. Enquanto estivermos no solstício de verão, na época de Sobotka, a água se comporta assim. –Kin começa a esclarecê-lo sobre Sobotka, a época de tributo à deusa Kupala, deusa da água e do fogo.

Kupala é a deusa das ervas, feitiçarias, do sexo e do verão. Ela é também a Mãe d'Água, associada às árvores, ervas e flores. Sua celebração ocorre durante o solstício de verão. É uma época sagrada que honra os dois elementos mais importantes: Fogo e Água. Kupalo é a forma masculina de Kupala, e trata mais do fogo como especialidade.

- Kupala e Kupalo são um só, duas carne e uma só consciência. –fala Hiroto.

- Chega de tanta história... Quero comer um peixe maior do que eu! –dizia Nezumi aborrecida.

- Também acho. Agora que estamos aqui, acho que devemos aproveitar um pouco de casa. –Hiroto concordava com a ideia de Nezumi.

Nezumi rapidamente tirou a roupa, ficando só com as roupas íntimas. A protuberância que ela tinha era bem destacada.

Pulou em um rio próximo a eles e procurou por peixes até encontrar uma carpa quase tão grande como ela, uma grande carpa com escamas e barbatanas reluzentes ao resquício de luz que ali ainda havia naquela fase do dia. Debatia-se nos braços de Nezumi, que pressionava os seios contra a carpa.

- Nekomura! Pare de babar que nem um idiota! –gritou Kin ao ver que o nariz de Nekomura se esvaía em sangue.

Enquanto Hiroto preparava a grande carpa, Nezumi se secava na fogueira que acabara de fazer, ela tomava cuidado para assentar a água que estava envolta da fogueira para o chão, abanando as mãos.

- Nezumi, se você é um rato, por que você come peixe? –perguntava Nekomura curioso.

- Essa é uma pergunta idiota até para você, humano. –Uma voz masculina responde em meio a um arvoredo mais adiante.

- Saia já daí, espírito da floresta! –anunciava Hiroto à criatura.

Via-se ali uma raposa de pelagem laranja acobreada, olhos profundamente negros e cauda quase do tamanho do corpo, tinha o tamanho de um cão de grande porte. Suas orelhas, região da garganta e final da cauda eram brancos. Suas patas tinham o tom de carvão.

- Faz um bom tempo que não vejo vocês por aqui, Hiroto, Nezumi... –para quem deu uma piscadinha com o olho direito- ...e Dolja. –atiçava a raposa. – Seu pai sabe que você está de volta em Nav?

- Ele não precisa saber, e você não precisa contar. –Kin cortou-o com suas palavras secas.

Vejo que trouxe um humano... Seria esse seu suplício da Terra? –dizia a raposa mostrando um espanto teatralizado.

- Por favor, Kisu, poupe-nos de preocupações. –pedia Nezumi de forma carinhosa.

- Kyaaaaaa! Se Nezu pede, Nezu tem! Estou aqui às suas ordens! –sua expressão facial mudou completamente quando Nezumi falou com ele. Um carinho excessivamente estranho dominava aquela raposa, momentos antes sorrateira e peçonhenta.

- Arigatou, Kisuuu! –respondia Nezu, quer dizer, Nezumi.

A raposa retirou-se do local irradiando alegria.

- O QUE VOCÊ FEZ PRA AQUELA RAPOSA?! –dizia Nekomura perplexo com o domínio de situação de Nezumi.

- Não sei, só sei que ele é assim comigo apenas. –dizia Nezumi, sem importância no tom de voz.

- Nezumi cresceu nessa floresta, desde pequena ela conhece cada criatura que perambula por essa floresta. –Hiroto explicava.

- Quem te deu permissão pra falar da minha vida? –resmungava Nezumi.

- Mesmo assim falando... Nezumi é conhecida por todas as criaturas benignas. Uma simpatia até certo ponto estranha todos têm com ela. –iniciava um sussurro. –Deve ser por causa dos... –mimetizava fartos seios em si mesmo, sem um ar aparente de pervertido.

\"\"

Notas finais
Eu adorei a parte em que a raposa entra, eu escrevi dando risada XD
Próximo capítulo promete ação já na floresta, com uma criatura que me chamou a atenção aqui. Um ar de vingança vai ser notado MWAHAHAHAHAHAHA!

Até o próximo episódio!
Ja nee o/