Half Body — Interativa

7 Ele não é um bom professor e pai.


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei brother! E ai pessoal do meu core, como vocês estão? Enfim, today, eu não vou ficar com muita enrolação como sempre costumo ficar, porque, eu tenho que falar muita coisa importante, ok? Ok. Gente, obrigada a todas que mandaram vídeos, e que falaram de séries e/ou filmes, enfim, muito obrigada meninas, vocês são demais! O trailer já está começando a dar seus indícios de que ele pode acabar, talvez, no domingo. Mas, não é nada certo. O próximo capítulo vai demorar um tiquinho, porque eu ainda nem comecei ele direito. Mas enfim, oh, e se vocês estiverem curiosas sobre quando vai ser a interação, eu acredito que seja no décimo, ou nono capítulo. Mas, enfim, não é nada certo. Ok, agora leiam o capítulo, e aproveitem!

Seven.

Fire Meet Gasoline

7. Ele não é um bom professor e pai.

— Então, chegar numa menina é a coisa mais fácil do mundo — Thomas comentou, andando de um lado para o outro. — Quando eu era jovem — riu, gabando-se — era só colocar meu melhor sorriso e milhares de mulheres caiam aos meus pés — prosseguiu, ainda sorrindo. — É até hoje — sorriu, e então virou-se para o filho, que estava sentado sobre a cama, que outrora fora de Arthur. — E você está com cara de quem não está prestando atenção em nada — comentou.

Afonso não o encarou.

Seus olhos castanhos fitavam o chão aos seus pés. Ele estava ouvindo, estava prestando atenção, mas não queria simplesmente aprender a chegar numa garota, e estava se perguntando como aquele homem — que Afonso se recusava a chamar de pai — poderia ter feito sua mãe engravidar com apenas um sorriso — porque ali, ouvindo suas ‘dicas’, Afonso realmente não conseguia acreditar que sua mãe poderia ter se apaixonado por ele.

— Eu não preciso aprender a chegar numa menina — Afonso comentou num sussurro, ainda fitando seus pés. Agora, usava um tênis que era de Arthur. Vestir as roupas de Arthur incomodava Afonso. Dormir no quarto de Arthur incomodava Afonso. Fingir ser Arthur incomodava Afonso. Parecia que Arthur era um zero a esquerda, e sua morte foi apenas um vento que já se dissipou. — Elas irão chegar em mim, de qualquer forma.

Afonso ouviu Thomas soltar um longo suspiro, mas não o encarou.

— Afonso, olha, a questão não é se a menina vai chegar em você, sim ou não. A questão é: você precisa ser como o Arthur, e o Arthur chegava nas meninas — Thomas concluiu. Estava desde as nove da manhã ensinando, ou pelo menos tentando, a Afonso ser como Arthur.

Por mais que na primeira meia hora, Afonso pareceu ignorá-lo completamente, foi só ele relembrá-lo sobre a mãe, que o menino começou a prestar mais atenção. Não parecia um aluno dedicado, mas pelo menos já era alguma coisa. Nos quatro dias em que Afonso estivera ali, o menino pareceu entender mesmo o que aconteceria com sua mãe caso não se comportasse. Ele havia lutado mais uma vez, e negado ter feito o sorteio das Selecionadas, mas Joanna sabia como domar a fera, e foi realmente só citar o nome da mãe, que o garoto amoleceu rapidamente.

No segundo dia, Afonso tentou fugir — mesmo Thomas não sabendo como, se ele estava sendo basicamente vigiado 24 horas por dia —, mas guardas o encontraram no jardim real, tentando atravessá-lo, e com uma espada em mãos. Claro, ninguém fez nada, era o Príncipe. Mas, o guarda pessoal do menino rapidamente alertou outros guardas que o Príncipe não deveria sair do quarto, e foi ai que conseguiram pegá-lo perto do portão — onde ele tentava convencer o segurança a abrir o portão.

Foi neste dia, que Joanna vendou o menino e o levou até onde Lucy — a mãe do garoto — estava. Afonso foi deixado para abraçar a mãe, que parecia cada vez mais acabada, e então eles saíram daquela cela, e foram levado a outra sala. Afonso lutando para abraçar a mãe, enquanto a mulher era carregada, de tão fraca que estava.

Thomas não sabia, mas eles estrearam a sala de tortura na mãe do rapaz, e Joanna o fez assistir a tudo. O garoto, por outro lado, ficou traumatizado e jurou a mãe que faria de tudo para tirá-la daquele lugar — e isso só fez Joanna rir mais.

A partir daquele dia, Afonso passou a agir como Arthur, e as aulas começaram.

Thomas suspirou novamente ao ver o filho ainda fitar o chão.

O homem foi até o guarda roupa de Arthur, e abriu uma gaveta, vendo os conteúdos que ele mesmo havia dado a Arthur há muitos anos atrás. Quando o menino teve seu primeiro beijo e contou a Thomas, ele fez questão de criar a gaveta das meninas, onde Arthur guardou todos os itens necessários para conquistar e ser atraente para uma menina.

Thomas pegou alguns itens e deixou ao lado de Afonso.

— Esses são os itens necessários para se conquistar uma menina — informou ao menino, que fitou os itens sem o menor interesse. — As balinhas são essenciais antes de qualquer beijo — informou ao menino, que engoliu em seco. — Elas são obrigatórias, porque além de dar um hálito de menta, deixa uma sensação fria na boca, e isso, oh, é a melhor coisa do mundo — comentou sorrindo, mas Afonso não mostrou reação. — Você já beijou antes?

Assim como esperado, Afonso não esboçou reação.

Thomas levantou-se.

— Ok, vou levar esse silêncio como um ‘não’. Então, você vai dar seu primeiro beijo numa Selecionada — comentou, voltando a andar de um lado para outro. — Que coisa, hein?! — e voltou para ao lado das coisas. — Isto daqui — pegou um saquinho prata, e começou a abrir. — É uma camisinha. Você a usa no seu pê-

— Eu sei o que uma camisinha é — Afonso interrompeu o pai, que fitou o garoto ao seu lado.

— Sua mãe lhe ensinou o que é uma camisinha? — indagou, descrente, e Afonso cerrou os punhos, controlando-se. — Achei que ela fosse decente.

— Não foi ela — Afonso falou, os dentes trincando, e vê-lo daquela forma deu vontade de rir em Thomas. — Foi uma amiga — admitiu. Afonso lembrava-se tão bem de Odette, que esquecê-la não seria uma tarefa fácil. A mulher, totalmente o oposto de Lucy, ensinou-lhe tudo o que Thomas estava tentando lhe ensinar naquele momento. — Ela está morta — admitiu ao ver o olhar de Thomas em si.

— Okay — admitiu, levantando-se e colocando a camisinha de volta do plástico prata. — Ahn, eu sinto muito... Acho — sussurrou, e Afonso quis rir do homem. Não, ele não sentia. — Olha, eu sei como você está se sentindo, e como quer logo acabar com isso. Mas eu prometo a você, vai melhorar — sua voz tinha uma ternura que Afonso ainda não havia experimentado, mas o menino ignorou isso.

Por outro lado, permitiu-lhe dar um sorriso sarcástico, que fez Thomas sorrir. Pelo menos ele estava demonstrando reação.

— Devia dar uma volta — Thomas opinou, indo em direção a porta. — Espairecer os pensamentos, conhecer mais um pouco o castelo, você sabe — deu de ombros e abriu a porta, vendo o filho ainda imóvel.

— Você já foi trancafiado, sendo obrigado a se passar por alguém, enquanto sua mãe sofre ameaças constantes de tortura? — Afonso indagou num sussurro baixo. Ele sabia que após o episódio de tentar fugir, Joanna colocou seguranças em sua porta, e nos andares abaixo a sua janela. Como ela havia explicado o porquê daquilo sem contar a verdade, Afonso não sabia.

Thomas estava quieto. Encarava o olhar do filho, e seus olhos estavam brigando por algo em seu interior. Thomas tinha de admitir, ele havia o pegado. Mas aquilo não o fez ficar triste ou algo do gênero, apenas fez seu orgulho inchar. Ele realmente havia puxado para o pai.

— Você não sabe como eu me sinto — Afonso concluiu, após os segundos de silêncio de Thomas. O homem apenas assentiu e saiu do quarto, deixando para trás um garoto atordoado.

Não demorou um minuto para Elliot entrar no quarto de Afonso, com o semblante sério, e fitando o garoto com entusiasmo. Afonso apenas deixou um suspiro sair de seus lábios, enquanto deixava seu corpo tombar para trás.

— Então... Como foi? — a voz de Elliot se fez presente após alguns segundos. Afonso sabia que Elliot estava tentando ser legal com ele. Afinal, Elliot conhecia a história de Afonso (não a história completa, mas conhecia), e sabia que não estava sendo difícil para ele.

E em compensação, Afonso estava ignorando-o.

— Horrível — Afonso respondeu, ainda deitado sobre a cama. Por mais que Elliot fosse um babaca ajudando-os, Afonso sabia que ele não era tão babaca tentando ajudá-lo. — Como está o braço? — o moreno perguntou, sentando-se na cama novamente.

Elliot se surpreendeu. Era sempre o guarda que puxava assunto com Afonso, e o garoto era sempre monossilábico, diminuindo ao máximo as palavras. Ver Afonso iniciar uma conversa não era algo que Elliot esperaria do rapaz.

— Ahn... Bem — respondeu, e involuntariamente levou a mão ao braço, onde o corte havia sido feito. Joanna e Thomas puniram Elliot por dormir em horário de serviço, e pela fuga não planejada de Afonso. Este, inclusive teve de assistir também aos guardas passarem a faca pelo braço do segurança.

Afonso se sentia um idiota. Sua tentativa de fuga resultou na tortura da mãe, e do garoto a sua frente. Afonso se sentia responsável pelo sofrimento dos dois, e por isso havia prometido a si mesmo não tentar fugir mais. Não que ele se importasse com o rapaz, mas, Afonso não queria ter que machucar mais gente.

Já bastava.

— Desculpe — pediu, após alguns minutos de silêncio. Elliot negou com a cabeça, abrindo um sorriso logo em seguida.

— Bem, graças a isso, eu consegui duas horas de folga — comentou, ainda sorrindo. Afonso se permitiu erguer o canto dos lábios. — Então, você não terá de me aturar entre o café da manhã e o almoço — concluiu, ainda sorrindo, e segurando o cabo da espada, num sinal de conforto. Afonso assentiu. — Você sabe... Não foi sua culpa.

— Não tente parecer um cara legal, Elliot — Afonso retrucou, fitando o guarda, que riu.

— Não, mas é sério. Se os papéis fossem invertidos, e eu estivesse trancafiado, com minha mãe em perigo, eu tentaria fugir — o loiro admitiu, gesticulando com as mãos. — Você é um cara legal, Afonso — o menino comentou, e Afonso ergueu os olhos para o rapaz. Joanna havia o proibido de chamá-lo de Afonso. Afonso não existe mais. — Deveria aproveitar. Eu sei que a situação não é das melhores, e também sei que você deve estar odiando qualquer um neste castelo, mas... Veja pelo lado bom... Você é um Príncipe agora! Tem mordomia, e empregados para fazerem o que você quiser... Ou pelo menos quase tudo o que você quiser. Além de que tem trinta garotas querendo ganhar seu coração — o loiro parou, inspirando o ar para prosseguir. — Tente aproveitar um pouco, tente relaxar. Contando que você seja um bom Arthur, nada de mal vai acontecer a sua mãe.

Afonso fitou Elliot.

Ele não estava errado.

— Isso não será fácil.

Notas finais
Gente, agora vamos falar sério. Vamos talkar. Vocês gostaram da aparição do Elliot? Ele é o guarda sortudo citado há uns três capítulos atrás. Foi com ele, que o Afonso quase iniciou uma fight. Gente, é o seguinte: eu não quero, e não pretendo MESMO continuar a história escrevendo com um Afonso sofrido e choramingando. "Ah, mas ele está triste!" Triste, triste ele não tá não. Ele tá com raiva dos Reis, e quer logo sair dali com sua mãe, mas como ele sabe que a última parte é impossível (vocês viram no capítulo, qualquer tentativa de fuga, a mãe e o guarda são torturados), ele vai fazer de tudo o que os Reis mandarem. Claro, que, um momento ou outro, ele vai observar melhor os guardas, o castelo, numa tentativa de plano de fuga, mas ele não sabe onde a mãe dele, Lucy, está trancafiada, e ele não quer abandonar a mãe. Mas, isso dele querer fugir vai ser só no início, porque quando chegar uma parte da Seleção ele vai perceber que quer ficar (e eu não sei se isso foi um spoiler, mas tudo ok). Então, não esperem (pelo amor dos deuses) um Afonso sofrido, ok? Ele vai ficar com raiva? Vai. Ele vai querer esfaquear os Reis? Vai. Mas, ele também vai aproveitar a oportunidade, e também vai se passar como Arthur, para nada de ruim acontecer com sua mommy. Agora: o Elliot está sim tentando fazer amizade com o Afonso. Mas não é porque o Elliot acha que o Afonso é super legal, e sim porque o Elliot está com pena do Afonso (ele está basicamente sozinho contra todos dali). Por isso o Elliot vai se aproximar do Afonso, e agir mais do que um simples guarda. Enfim, isso sobre a história, agora sobre as festas! Como todas devem ter percebido, eu acrescentei mais festas na programação. Admito que quando eu fiz a ficha, eu não fazia ideia de que festas teria, e apenas sorteei algumas, mas tirando isso, eu não sabia mesmo (eu sei, i know, terrible autora). Então, agora, eu quero rever a parte das roupas com vocês. Essas são as festas: VESTIDO PARA O BAILE (Baile das Selecionadas): VESTIDO PARA O BAILE À FANTASIA (Baile do Personagem): VESTIDO E MÁSCARA PARA O BAILE DE MÁSCARAS (Noite das Outras Pessoas): ROUPA PARA ENTREVISTA: Baile de 21 anos: Baile dos Passados: Noite do Anúncio: -- Gente, quem quiser reenviar novas roupas, pode enviar, ok? Quem quiser rever as roupas que enviou, pode me pedir que eu mando os links. As roupas, eu iria colocar como links no próprio capítulo, mas decidi mudar de ideia. Tem o Jornal Oficial da Seleção Inglesa, certo? Então, toda a vez que tiver festas, o Capitão Johnny irá fazer um post com as roupas das Selecionadas, então, vocês vão poder visualizar as roupas. Entenderam? Ok, agora quanto as roupas. VESTIDO PARA O BAILE (Baile das Selecionadas): O vestido para o baile que vocês enviaram, é o Vestido do Baile das Selecionadas, que é a primeira festa, e a primeira interação entre o Príncipe e as Selecionadas. Ou seja, é a festa para marcar a primeira impressão. "Ah, mas que roupa?" Eu dei uma olhada nos links que vocês enviaram, e basicamente todas estão de longo e bufantes, só algumas que não. VESTIDO PARA O BAILE À FANTASIA (Baile do Personagem): Gente, aqui é a fantasia mesmo. Só que, vamos rever um negócio. Nós estamos no ano de 3450, certo? Tiveram várias guerras no decorrer do 2016 a 3450, então, alguns personagens podem ter sumido. Nem todos os filmes que existem hoje, existirão no futuro. Eu tenho três meninas que enviaram fichas de personagens, eu acho que seria melhor repensar. VESTIDO E MÁSCARA PARA O BAILE DE MÁSCARAS (Noite das Outras Pessoas): Aqui, a roupa é decisão sua. Não é uma primeira impressão que tem que causar, então acredito que o vestido não precise ser tão bufante. Mas enfim, decisão de vocês. Aqui, cinco garotas enviaram as máscaras iguais. A máscara da Lysanna e da Katherina são iguais. E a máscara da Gracie, da Kamille e da Chrystal também são iguais. Se vocês não tiverem problemas com isso, eu deixo as máscaras iguais, mas se tiverem, é só mandaram outras. ROUPA PARA ENTREVISTA: A entrevista vai ser a última coisa que vai acontecer na Seleção e que vai atrair tamanha atenção (além da Noite do Anúncio). Tem gente que enviou vestido chique, tem gente que enviou roupa comum. Aqui, tanto faz. Coloque-se no corpo da sua personagem e veja o que ela gostaria de usar. Baile de 21 anos: Festa para comemorar a maioridade do Príncipe. Esta daqui é a maior festa da Seleção, principalmente porque é o aniversário do Príncipe. Muitas pessoas irão ser convidadas, Reis e Rainhas de outros países. Enfim. Baile dos Passados: é para homenagear os nomes históricos do passado. A festa não é muito chique não. É mais um jantar, depois a homenagem, e ai os jovens partem para a festa. Noite do Anúncio: Noite chique. Todas as Selecionadas vão estar na Noite do Anúncio, todas, sem exceção. -- É isso, se quiserem reenviar os links, podem reenviar, se não, eu já tenho o que vocês me enviaram de início, mas não se esqueçam de enviar os links para a Noite do Anúncio, o Baile dos Passados e o Baile dos 21 anos. E, sim, criadoras da Katherina e da Peggy, os links das fantasias de vocês não abriram no meu computador, então, se vocês quiserem pegar outra, ou reenviar, e eu tento novamente, eu ficaria muito grata. E, gente, vocês estão gostando do Jornal, como ele está apresentado e tals? Enfim, é só >só< isso por today. Não sei quando o próximo capítulo sai, e se ele já vai estar com o trailer pronto, mas tentarei postar o capítulo mais rápido e sem o trailer mesmo. Beijos, beijos e até mais!