Notas iniciais
Essa história, foi uma ideia que surgiu do nada, como eu estava disponível no momento, resolvi escrever e guardar todos os capítulos para serem postado no hiatus de Arrow ou no período da season 6, após também encerrar algumas das minhas outras fics Olicity, resolvi então postar o prólogo, para obter algum retorno. Positivo espero haha. É sempre com um grande carinho que começo a escrever para vocês.

Essa história terá segredos, romances, drama e um pouco de suspense.
Espero que gostem de coração para coração!

Musica: Angel ??“ The Weeknd

Anjo!
Sabia que você era especial a partir do momento que eu vi você... sim!
Eu disse anjo.
Eu sinto que você está mais perto a cada vez que eu chamo...

Hoje era um daqueles dias para se admirar o céu azul, a cidade estava ensolarada, pleno verão com uma brisa suave, calor reconfortante, nada como um passeio divertido, tudo estava fluindo para ser um dia realmente perfeito. Abri a janela deixando os raios de sol adentrar pelo o vasto cômodo do meu quarto, ocasionando uma luminosidade harmoniosa.

— Acorda dorminhoco. – Bocejo, passando a mão sobre os pelos macios do meu gato Bene, o ganhei do meu irmão no meu último aniversário. Harry sabe que não me importo com joias ou algo que seja muito vaidoso, então esse presente não poderia ter sido melhor dado por ele. Sempre desejei um gato, isso não era nenhuma mentira. – Bene, vamos. – Chamei mostrando a saída para o preguiçoso bichano. Bene com toda sua preguiça e elegância se esticou, bocejou e enfim saiu na frente com um rebolado exagerado, balançando a calda branca e peluda para lá e para cá, revirei os olhos e segui o felino, fechando a porta atrás de mim.

— Sandra, eu já disse que não... Acabou. Adeus. – Praguejou Harry meu irmão mais velho, aquele que cuida de mim desde que a mamãe resolveu sair em lua de mel, a mais ou menos cinco anos atrás. As vezes recebemos um cartão postal dela ou uma ligação no natal para comprovar que ainda está viva. – Que mulher mais chata. – Bate o telefone com força contornando o balcão da cozinha com um pouco de pressa.

— O que houve? Trocou de namorada de novo? – Debochei com uma risada sarcástica terminando de descer a escada caracol.

— Diz ela que eu dormi com a irmã dela. – Deu de ombros vestindo uma camiseta preta. – Eu nem sabia que ela tinha uma irmã gêmea. – Bufa com sua desculpa esfarrapada. – Preciso ir para a oficina agora, resolver algumas coisas pendencias, talvez eu não volte para o jantar, nada de ficar com a Cait até tarde pelas as ruas. – Ordenou colocando seu boné virado para trás, pegando as chaves para sair de casa.

Harry Jamie Smoak é um homem alto de trinta e quatro anos de puro sarcasmo e sensualidade juvenil, sou a única na cidade que nunca teria um crush por ele, além de ser meu irmão, não é o tipo de homem com quem eu me envolveria realmente, nunca vi um ser humano para trocar tanto de namorada como Harry, por outro lado, pelo menos comigo sangue do seu sangue ele me trata bem e com bastante carinho. Diferente de mim, seus cabelos são de um loiro natural, seu par de olhos âmbar parece conter um sol próprio, às vezes creio que ele seja filho de algum vampiro, pois em toda essa cidade só ele possui esses olhos, alguns pensam que são lentes de contato, mas não são. Uma vez a vizinha da frente quase arrancou os olhos de Harry com os dedos pensando que fossem realmente lentes. Infelizmente eu tive a sorte de puxar ao meu querido pai, cabelos negros de olhos azuis, nunca gostei do tom negro dos meus cabelos, então optei pelo o tom loiro alguns anos atrás ficando um pouco mais parecida com Harry. Somos de pais diferentes, o que o torna meu meio irmão. Harry é formado em economia, mas nunca exerceu sua profissão, preferiu ficar com a oficina de carros do vovô Logan Smoak, que deixou assim que morreu há muito tempo atrás quando Harry só tinha vinte e poucos anos.

— Tenha um bom dia. – murmuro mesmo ele já estando longe, saindo da garagem em sua picape preta.

Com alguns minutos tomei um café rápido, colocando um pouco de ração na tigela de Bene antes de sair de casa para fazer minha corrida matinal, mesmo hoje sendo domingo e eu tendo um encontro com os amigos em algumas horas, era um costume que eu adquirira com o tempo, correr todas as manhãs antes de qualquer outra coisa, me fazia bem. Nossa cidade é pequena localizada no sul do Arizona, denominada como Queen Creek. Sendo assim fazia com que todos se conhecessem por ser uma população muito pequena. Comecei a correr ainda lentamente por estar com um pouco de preguiça.

— Felicity. – Grita Cait ofegante tentando me acompanhar pela rua quase vazia. – Onde está indo? – Chegou ao meu lado, sorrindo com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo e roupas de ginástica.

Caitlin Snow recém-formada em medicina, clínica geral para ser especifica, que trabalha no hospital da cidade, minha melhor amiga desde os anos da faculdade. Olhos e cabelos castanhos, pele pálida e um corpo magro de dar inveja em qualquer modelo capa de revista. Harry sempre quis algo com Cait, mas a mesma só tem olhos para Barry Allen detetive da cidade que só tem olhos para Íris West filha do Capitão Joe West, formando um triângulo amoroso, ou seja lá o for entre eles... e assim seguimos nossas vidas nesse espiral de sentimentos conflituosos.

— Correr pelo lago como todos os dias. – Respondi sorrindo torto.

— Você vai passar pela mansão abandonada de novo? – Questionou tremula mordendo o lábio inferior com aflição. Cait estava em uma viagem e quando voltou quis chutar a minha bunda ao saber que ando na zona proibida.

— Cait, eu passo correndo por lá todos os dias desde que voltei para essa cidade a mais ou menos cinco anos atrás, nunca apareceu nada de errado nesse longo período. – Bufei acelerando a corrida.

— Eu não vou com você. – Parou de correr parecendo assustada, o que também me fez parar no lugar. – Os donos morreram faz muitos anos, o herdeiro foi culpado pela a morte da noiva, tenho certeza que ele é um serial killer Felicity, pode voltar a qualquer momento e matar qualquer um que ultrapasse o perímetro estipulado pelas autoridades. – Gemeu nervosa.

Eu queria bufar para ela, mas me contive, porque a única autoridade da cidade era o Capitão Lance, e ele só queria impor regras para assustar os jovens baderneiros, para não prejudicarem as mansões privadas. Todos esses anos ela usa o mesmo discurso, e todos esses anos nunca teve nada de errado.

— Quem me garante que ele não vá pular no nosso pescoço no percurso? – Soltou.

— Não tem herdeiro nenhum de volta, isso é só um mito de cidade pequena, e mesmo que tivesse, aquela mansão é dele por direito. – Sorri revirando os olhos. – Não se preocupe, ele não vai aparecer com um machado para nos matar. – Fiz um gesto assassino fazendo-a se arrepiar no lugar.

— Você não tem garantia disso. – Recusou minha oferta correndo no sentindo contrário ao meu. – Prefiro ver o Barry falando da Íris mesmo.

— Covarde! – Gargalhei observando ela se afastar como o flash atravessando a rua, balancei a cabeça em discordância voltando a correr com um sorriso suave.

A história contada pelo pessoal da cidade é fria e muito triste. Todos dizem que os donos morreram em um naufrágio, e que o herdeiro sobreviveu, mas nunca tomou posse da mansão, alguns anos depois ele voltou com uma garota chamada Helena, ela não saia de casa e muito menos falava com as pessoas, todos diziam que ele a isolava no mausoléu, tempos mais tarde a garota sumiu e nunca mais foi vista, então concluíram que ele a matou e enterrou a pobre criatura no próprio quintal, o que eu nunca acreditei nisso, minha mãe sempre dizia que era besteiras que o povo conta, e que ela mesmo conheceu o menino que por sua vez brincava com o Harry no jardim de infância, mas sempre que pergunto para Harry sobre o Queen, ele diz que não se lembra de nada... com alguns meses depois do sumiço da garota, o Queen se foi e já se passou dez anos, desde então ninguém mais teve notícias suas. Talvez tenha encontrado seu caminho bem longe daqui. Eu nunca o vi pessoalmente, afinal eu era só uma jovem adolescente, só ouvi historias a seu respeito, a única coisa certa nisso tudo é que todos esses anos a mansão ficou fechada, sendo consumida pelos os bichos e pôr o vasto mato que a cobria.

Respirei fundo desviando de alguns galhos no caminho estreito, seguindo por uma trilha fechada, encontrando uma placa que dizia: manter distância. Não por ser perigoso, mas por ser uma propriedade privada, mesmo que não tenha sido reivindicada pelo o herdeiro. Parei de correr em frente à mansão encarando as janelas entre as folhas e galhos que saía e entrava dando a impressão de abandonada, assim como a enorme entrada em madeira desgastada, que se feita uma boa limpeza ou reforma ela ficaria perfeita. Era a mansão mais bela da região disso eu não tinha dúvidas.

— Pena que não tem ninguém para cuidar. – Mordi o lábio inferior um pouco ofegante pela corrida, refletindo por longos minutos. Se o Harry me pegasse na propriedade eu que seria morta, não pelo o dono, mas sim pelo meu irmão mais velho que de certa forma é muito cuidadoso. Relaxei os ombros e antes que eu começasse a correr novamente pela a estrada até o lago, notei uma silhueta se mover pela a janela o que me deixou bastante arrepiada. Forcei a vista tentando encontrar o indivíduo novamente, mas nada aconteceu. Talvez a Cait estivesse me deixando paranoica. Olhei envolta mais uma vez, tudo não passava de uma floresta, canto de pássaros e uma grande estrada completamente vazia. Escutei um barulho vindo da casa o que me deixou nervosa. – Tem alguém aí? – Chamei trêmula, mas não escutei nem um tipo de retorno, aquilo já estava me deixando apavorada. – Eu sou filha do Capitão, se me fizer algo a cidade lincha você, e meu pai te mata com a espingarda dele. – Soltei uma ameaça. O que diabos eu estava dizendo? Meu pai era um hacker falecido.

Dei um passo para a entrada ainda com bastante receio, com um pedaço de madeira em mãos onde encontrei caída próxima a escada, subi os pequenos degraus vagarosamente, afastei a porta com cuidado que fez um barulho estridente quebrando o silencio, assim que cruzei a sala tomei um susto com todos os pombos voando pelas as janelas a fora.

— Malditos pombos! – Praguejei irritada com a mão no peito notando meu coração disparado quase saindo pela a boca. Se fosse uma brincadeirinha do Ray eu matava ele com esse pedaço de madeira. – Ray se estiver com algum tipo de joguinho para me assustar, eu acabo com você, aliás essa sua viagem a negócios foi muito curta. – Rosnei franzido o cenho.

Raymond Palmer, não podia denomina-se meu namorado, pois nosso relacionamento era sempre conturbado, nossos pensamentos sempre foram sincronizados em torno de tecnologia, trabalho em sua loja de informática desde que me formei no MIT alguns anos. Ele é um cara legal, filho do antigo xerife Bill Palmer, falecido a dez anos, Ray não seguiu a função do pai, seu coração sempre foi ligado a modernidade tecnológica, mas no fundo do coração sinto que somos só amigos ou amantes, o sexo é muito bom, mas isso não me deixa presa a ele completamente. Nosso envolvimento pessoal nunca foi nada demais.

Voltei a encarar a casa um pouco frustrada, nunca tinha entrado aqui, sempre passei apenas pela frente da mansão e mais nada. Agora que estou dentro, nada como não fazer um pequeno tour. Movi-me para os fundos passando por um enorme corredor, adentrando em uma cozinha enorme coberta por plantas, muco e outras coisas densas da floresta que insistia em tomar espaço na mansão. Mesmo sendo um mausoléu fantasmagórico, de certa forma ainda tinha seu charme acolhedor, não sei muito sobre a família Queen, apenas que eram uma família muito carismática, de posses, os mais poderosos da cidade no ramo tecnológico. Quase nunca estavam em casa, sempre em viagens de negócios assim como uma dessa onde perderam as vidas. Menos o herdeiro.

Segui por uma escada extensa cheia de folhas secas nos degraus de madeira, que dava para o andar superior, chegando ao corredor superior notei algo diferente, embaixo era tudo sujo e brusco, mas aqui em cima estava mais limpo. Era como se alguém andasse varrendo para tirar todas as sujeiras acumuladas pelo o tempo. Olhei para as portas onde continham três: uma do lado direito e duas do lado esquerdo. Franzi o cenho observando que uma estava aberta; a última no corredor apenas iluminado pela a claridade que adentrava pelo os buracos do telhado, movi os pés ainda receosa.

— Não pode entrar sem ser convidada. – Advertiu uma voz profunda e cortante saindo das sombras. Notei que era um homem alto, definitivamente não era Ray. Antes que ele falasse mais alguma coisa, corri de volta pela a escada com o pânico tomando conta de mim. Cait tinha razão o herdeiro estava aqui e podia ser um maldito serial killer. Ao descer as escadas rapidamente, pisei em um pedaço de madeira danificada, o que me fez rolar pelo os últimos degraus batendo a cabeça contra a parede. Senti minha pele rasgar na mesma hora e minhas costelas assim como meu tornozelo doerem com o impacto bruto, passei os dedos sobre o corte na minha testa sentindo-o arder ainda mais e as pontas dos meus dedos molharem com o sangue que escorria. Eu já estava zonza pela a pancada. Mesmo que eu desejasse correr dali, não poderia ir muito longe, nem ao menos conseguiria sair daquele lugar. – Você é louca garota? – Grunhiu secamente do alto da escada descendo rapidamente até mim em passos de pantera. Ele sabia se mover como um maldito ninja. Meu Deus, eu ia morrer e nem me despedir de Harry.

— Não me machuque, por favor. – Pedi com medo. Tentei focar no mesmo com a vista turva.

— Eu ouvi você me chamar de serial killer.— Afirma baixo puxando meu corpo para seus braços que eram incrivelmente musculosos. – Não sou nenhum assassino. – Retruca secamente. Ainda consegui ver seu rosto antes que a escuridão me engolisse por inteira.

Ele definitivamente não era um assassino, ele mais parecia um anjo sem as asas, com cabelos um pouco grande que cobria brevemente suas orelhas e testa em um tom impressionante de caramelo quase loiros, maxilar quadrado com uma barba que precisava ser feita urgentemente e uma pele clara que moldava para aquele desconhecido sexy, mas nem de longe se comparava aos perfeitos olhos azuis que me fitavam intensamente. Um azul tão brilhante e cristalino quanto o oceano. Aqueles olhos eram meu abismo, era a perdição.

Minha mãe sempre dizia que meu coração tinha hábitos, que meu coração gostava de testar os limites, e que um dia eu me machucaria, mas olhando-o assim, eu notei que um dos meus hábitos veio para me assombrar, porque eu queria conhecer o desconhecido a minha frente.

— Parece um anjo. – Sussurrei fascinada pela a beleza do indivíduo que me segurava com firmeza, mas não suportei permanecer olhando em seus olhos, desmaiei nos braços do desconhecido que todos chamavam de assassino, mas no meu subconsciente eu ainda poderia ter jurado ouvir...

— Um anjo quebrado.

Notas finais
Bom espero profundamente que tenham gostado do prólogo.
As postagens serão de acordo com meu tempo disponível, mas prometo não demorar muito.

Não deixem de COMENTAR, é de grande importância para mim!
Favoritos e recomendações faz parte de cada um, onde não são obrigados a nada, mesmo assim sempre serão bem-vindos para a criatividade e animação da autora. Tô com a carinha do gato de botas nesse momento rsrs.

Para minhas e meus leitores de Segredo Sombrio, não eu não abandonei a fic, apenas não tive mais inspiração e tempo para escreve-la, mas como Deus é poderoso eu consegui voltar a escreve-la, então logo, logo ela será atualizada.

Aquele beijão e uma ótima semana meus amores.