Habits of My Heart.
2 Capitulo 01.
Notas iniciais
Eu tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Faces pintadas, preenchendo lugares que não alcanço.
Felicity Smoak
Abri meus olhos com a respiração falha, meu corpo estava totalmente dolorido, mais se mantinha leve sobre a possível cama. Com alguns minutos foquei no ambiente a minha volta com a vista ainda embaçada, era um quarto branco sem decoração, em uma poltrona ao meu lado, estava Harry dormindo todo desajeitado com a boca aberta. Senti minha garganta seca onde as palavras demorariam a saírem, olhei de lado, seguindo o soro que iria direto para minha veia sanguínea.
— Felicity! – Chamou Harry sobressaltado me dando um pequeno susto. – Enfim acordou bela adormecida. – Debochou sem graça com os olhos cor de mel inflamados pelo o sono anterior se erguendo do sofá com bocejo de leão bagunçando os cabelos loiros com as duas mãos. Aproximando-se para me verificar melhor. – Você está horrível mulher, mas parece um boneco destroçado pelo o BeneCat. – Fez uma careta.
Harry nunca quis chamar Bene de Bene, mas de BeneCat para ver se fere os sentimentos do meu felino, mas ele nunca teve sucesso com isso. Bene era encrenqueiro, e Harry era uma pobre alma em suas mãos ou patas.
— Harry, reconfortante seu lado de dizer que se preocupou comigo. – Foi tudo que consegui dizer secamente passando a mão na testa com um curativo posto na mesma.
— O que aconteceu realmente com você? – Sondou suavemente.
— O que aconteceu realmente comigo? – Franzi o cenho confusa para ele.
— Não. Não! Eu perguntei primeiro, me diz você o que aconteceu. Como seu irmão mais velho eu exijo saber toda verdade. – Ordenou irritado cruzando os braços sobre o peito com a postura ofensiva seus cabelos caindo sobre a testa em fios dourados com brilho terno, ele parecia um anjo quando sorria, mas agora não passava de irmão rabugento. – Saio de casa e quando estou quase voltando para a mesma, recebo uma ligação da Cait aos berros, dizendo que minha irmã caçula estava no hospital, parecendo um boneco destroçado do BeneCat. — Repetiu a se referir ao meu gato com uma carranca.
Mordi o lábio inferior lembrando de tudo, como flashes significativos; corri até a mansão, inventei de xeretar nas coisas alheias e dei de cara com o então herdeiro serial killer, por fim caindo pela a escada de maneira mais filha da mãe dolorosa.
— Desculpa, como cheguei até aqui? – Desviei das suas perguntas voltando a fazer as minhas com nervosismo. Antes que eu pudesse falar algo sobre o corrido, eu precisava saber como cheguei até o hospital primeiro.
— Você foi trazida por um cara desconhecido até o momento, ele não deixou dados referentes a si, e ninguém o conhecia ou tinha o visto antes por aqui, a única coisa que ele falou para o enfermeiro foi que encontrou você na estrada machucada, depois foi embora sem mais informações. – Explicou Cait entrando na sala com as mãos nos bolsos do seu jaleco branco com olhar preocupado. – Como se sente, querida?
— Bem. – Respondi desconfortável. Então ele não se identificou e mentiu sobre eu ter invadido sua mansão, depois ter caído pela a escada. Porquê? – Só o tornozelo e a cabeça doem. – Confesso com latejar irritante em minhas partes danificadas pelo o tombo.
— Você sofreu uma pancada muito forte na cabeça, ficará aqui mais um dia para observação. – Avisou Cait sentando na beirada da cama enquanto meu irmão olhava para ela como se fosse a imagem do paraíso. – Harry pode ir tomar um café? – Pediu para o mesmo que saiu da bolha atônito.
— Por que? Não gosto de café e você sabe muito bem disso – retrucou irritado fazendo-nos revirar os olhos com seu comentário exagerado. – Felicity ainda não me explicou essa história direito. – Lançou-me um olhar frio.
— Harry.... Preciso reorganizar logo minhas ideias sobre tudo o que aconteceu, prometo dizer tudo para você quando me sentir menos confusa. – Suspirei cansada.
— Vou voltar a fazer uns exames em Felicity agora, preciso de espaço Harry, agora saia e deixe de ser chato. – Ordena Cait irritada acenando para a saída com as duas mãos.
— Se pedir descontos no conserto do seu carro, não dou mais. – Rosna apertando os lábios para minha melhor amiga.
— Vai logo Harry, depois nos conversa – bufei fazendo-o fechar a cara para mim. Um pouco desconfiado ele enfim sai do quarto em passos largos fechando a porta atrás de si.
— Foi atacada pelo serial killer— quase gritou Cait se jogando ao meu lado em pânico. – Eu disse para você não ir lá. Mas você é teimosa, e mesmo assim foi, por sorte ele te entregou viva, e se você tivesse sido enterrada no quintal...
— Na verdade ele não me atacou Cait – Cortei suavemente. – Eu vi ele e sai correndo pelas as escadas, no percurso rolei escada abaixo e quando eu acordei já estava aqui.
— Meu Deus! – Exclamou com a mão tampando a boca e olhos arregalados. – Felicity precisamos falar com o Capitão Lance, para expulsar o indivíduo da nossa cidade.
— Cait – reprendi incrédula. – Ele não fez nada contra nós e nem mesmo a mim. – Afirmei o que não era nenhuma mentira.
— Porque não quis, na próxima vez, um de nós podemos morrer pelas as mãos dele, assim como foi a noiva. – Gemeu tremula.
— Pare com isso mulher, você nunca foi histérica assim, essa sua convivência com Barry está deixando você mais maluca do que ele – ralhei incrédula. – Prometa que não vai dizer nada a ninguém sobre o que realmente aconteceu comigo e que não vai falar sobre ele para o capitão e muito menos para Harry. – pedi seriamente.
— Felicity....
— Apenas prometa-me, Snow – interrompi nervosa. – Ele não me pareceu ser um assassino de imediato, eu invadi a casa dele sem permissão, o mesmo poderia ter feito algo contra mim, mas não fez o que prova que ele não é nenhum assassino – esclareci observando sua expressão suavizar. – Apenas me salvou deixando-me no hospital como qualquer outra pessoa em nossa cidade faria.
— De fato – refletiu por um longo momento. – Tudo bem, mas só se prometer que não vai mais voltar lá.
— Eu prometo – sorri não muito convicta com gemido baixo pelas as dores voltando a me atormentar. – Então se todos perguntarem, diga apenas que eu me assustei com um carro que passava e acabei rolando pelo encostamento. – Ela assentiu apertando minha mão.
— Vou lhe dar alguns analgésicos, descanse um pouco – disse observando minhas caretas de dor. Concordei com sorriso torto relaxando sobre a cama.
Harry voltou para apenas me encher de perguntas e mais perguntas, menti dizendo que cai na floresta descendo em um barranco qualquer, ele pareceu não acreditar muito no momento, mas aceitou por fim. Depois dos analgésicos senti o sono me invadir novamente, estava exausta, tanto fisicamente como psicologicamente pelo o dia. Foi um sono perturbador no início, pois eu sentia que o desconhecido sexy estava no quarto de alguma forma, perto o bastante para ainda me fazer sentir seu cheiro amadeirado. Em meu sono mais profundo eu podia jurar ter ouvido mais alguma coisa daquela voz profunda no quarto escuro.
— Durma, nunca machucaria você.
Dias depois.
Eu ainda me recuperava do maldito tombo, por sorte como diz Harry não quebrei o pescoço no processo, tanto meu tornozelo como a pancada na cabeça me faziam sentir dor, mas não como antes agora era suportável para se aguentar, Cait ficou comigo fora do seu horário de plantão no hospital, assim como Barry seu então amor platônico não correspondido. Harry precisava trabalhar de dia, mas todas as noites ficava em casa comigo, como um cão de guarda ou como um bom irmão que é. Mais dentro de mim ainda sentia necessidade de enfrentar o desconhecido, por algum motivo eu não tinha medo dele, as histórias que o pessoal da cidade criava era tantas que chegava a ser tosco, e nada gentil. Mais se ele fosse mesmo uma pessoa desprezível e assassina, não teria me ajudado, eu teria morrido no local e sido enterrada no seu quintal mesmo. Comecei uma briga interna, eu precisava vê-lo novamente. Eu queria isso.
— O que você deseja que eu traga para você quando voltar? – Estalou os dedos Harry com seus olhos âmbar em expectativa. – Sabe depois que você bateu com a cabeça, está no mundo da lua Felicity – ralhou com uma carranca.
— Desculpe – mordi o lábio nervosa. – Traga-me sorvete de flocos que acabou – sorri deixando um beijo casto em sua face macia.
— Posso demorar um pouco – sorriu olhando em meus olhos animadamente.
— Podia ir namorar, Harry – revirei os olhos entendendo sua suposição a demora. – Agora que estou bem, prometo não ser mais empata foda. – Dei de ombros com uma larga risada.
— Felicity – grunhiu nervoso. – Desde quando você fala essas coisas?
— Harry eu tenho vinte e quatro anos, tenho uma vida intima também – soltei o ar com uma risada sarcástica. – Acha mesmo que é o único a se diverti nessa cidade – abri os braços caindo sobre o sofá.
— Desde quando? – Arregalou os olhos.
— Desde a faculdade? – Sugeri com uma careta. Na verdade, eu só tive dois homens na minha vida, meu ex Cooper e meu atual confuso relacionamento com o Ray.
— Esse assunto está ficando nojento – dispensou indo para a porta apressadamente. – Volto antes do anoitecer, tchauzinho babyrmãzinha— afirmou. A última palavra deveria ser carinhosa, mais saiu arranhada como um palavrão. Credo!
— Tudo bem – cantarolei pegando Bene para meu colo. Harry saiu sem mais palavras com estrondo na porta. – Meu amor está com fome? – Questionei olhando para Bene enquanto ele apenas ronrona fechando os olhinhos sobre meus toques. – Não está – sorri colocando-o na cadeira ao lado. Me encaminhei até a janela observando pela a mesma, sr. Wilson nosso vizinho sair com a família para algum passeio. Por um longo momento me peguei pensando no que me aconteceu comigo, não sossegaria enquanto não voltasse no mausoléu. Com uma segurança não muito tentadora sai de casa. Olhei para todos lados com receio de ver Cait, afinal fiz uma promessa para a mesma onde eu estava preste a quebrar.
Eu não podia sair correndo, pois meu pé ainda estava dolorido, então fiz uma longa caminhada, a estrada tinha sido desativada, o capitão apenas colocou uma gigante placa no percurso, onde todos deveriam seguir pela a outra rodovia, a mansão era afastada da cidade, eu me movia entre os galhos, espinhos e folhagens pela a trilha um pouco fechada mais perto que daria para a mansão. Respirei fundo e parei de frente a mesma novamente como dias atrás. Ela estava quase do mesmo jeito, mas algo tinha mudado de certa forma. As janelas agora estavam todas fechadas, assim como a porta da frente lacradas com madeira com um nome enorme; não se aproxime.
— Isso é era para mim ou para todo mundo? – Franzi o cenho em descrença.
— Todos! – Estalou a voz profunda dos meus sonhos saindo por trás de uma arvore grande o que me fez engolir em seco e quase gritar de susto.
— Desculpe, eu não quis incomodar você – acovardei com aceno de mãos nervoso. Voltei a engoli em seco novamente ao ver seu peitoral desnudo. Algumas cicatrizes chamativas assim como umas tatuagens espalhadas pelo seu peitoral e abdômen bem definido. Ele estava suado segurando um machado? Eu não poderia mentir, ele tinha um corpo de morrer e meu próprio corpo me traiu acendendo para homem misterioso. – Não precisa me matar – arregalei os olhos em pânico. Ele ergueu uma sobrancelha sugestiva para mim e deu passo para frente o que me deixou assustada pelo o tal ato, apertando o grande machado com os punhos fechados sobre o mesmo. – Não me mate! – Continuei pedindo, fechando os olhos ergui os braços em minha defesa. Escuto seus passos se aproximarem perto o bastante apenas para me matar do coração.
— Não vou matar você! – Exclamou irritado. Abri os olhos receosa observando ele apenas apoiado no machado a minha frente ainda com a mesma expressão fechada. – Não sou um assassino, quantas vezes preciso repetir isso?
— Mas todos dizem...
— Que sou um assassino, mas não sou – suspirou pegando o machado e voltando para trás da casa. – Eles não sabem nada da minha verdadeira história, julga é fácil para aqueles que não podem enxergar a verdade. Então dê o fora das minhas terras, e não volte.
— Você realmente não me parece um assassino – resolvo segui-lo pela lateral da casa e ignorar sua última ordem.
— Melhor ficar longe, Loirinha— advertiu parando de andar me fazendo congelar no lugar. Loirinha me parecia um apelido agradável. – Não quero problemas por sua culpa, já basta você ter quase morrido na minha escada, seria mais uma acusação em minhas costas. Eu malditamente não preciso disso.
— Foi um acidente – argumentei nervosa, seus olhos azuis se estreitaram em mim.
— Acidente esse que eu seria o principal suspeito novamente – fuzilou-me com olhar profundo. – Então dê meia volta, e volte para seu lar feliz e não ouse me importunar, eu não sou um desses garotos da cidade que você pode brincar. Sou um homem que gosto de ficar sozinho. – Rosnou.
— Mais não morri e nem você me matou. – Defendi minha causa recusando-me a sair facilmente, então sorri fazendo-o revirar os olhos e volta a caminhar. – Por que você voltou depois de tantos anos? – Soltei como se fossemos amigos íntimos de longa data.
— Não é da sua conta – retrucou gélido.
— Mais eu gostaria de saber – insisti com gemido baixo pisando errado no chão fazendo meu tornozelo voltar a doer. – Droga!
— Vejo que você ainda se recupera do acidente, mas não sabe ficar quieta – suspirou áspero. Ergui o olhar para ele que bebericava água em uma garrafinha pequena próximo a uma ruma de lenha que o mesmo tinha cortado. Os músculos do seu corpo ondularam me fazendo babar internamente. Ele era um homem muito bonito, só precisa de um corte de cabelo e raspar a barba.
— Obrigado por ter me levado ao hospital – forcei um sorriso torto para o mesmo.
— De nada – murmurou seguindo para dentro da mansão em passos largos. Pensei! Pensei e resolvi voltar perturba-lo, de certa forma eu gostava do jeito durão dele.
— Você não... – parei abruptamente de andar colidindo com ele enquanto eu tentava entrar. Seu corpo suado pressionou o meu de uma maneira que eu nunca senti antes, ele era sexy e quente como o inferno, seus olhos azuis estavam um pouco nublados, sua respiração por um momento acelerou mais voltou ao normal me afastando um pouco de si com aperto em minha cintura o que me estremeceu.
— Melhor ir embora – apontou para estrada vazia.
— Vai me matar?
— Não – franziu cenho.
— Então posso ficar mais um pouco com você – sorri convincente. – Acho que você é aquela pessoa que precisa de alguém para conversar, um ombro amigo.
— Meu Deus! Você é insistente e muito mais irritante do que imaginei. – bufou voltando a entrar, segui o mesmo pela a cozinha ainda vazia, mas completamente limpa. Aos poucos por dentro a casa já aderia uma nova forma. Sem voltar a me encarar ele começou a subir as escadas rapidamente me deixando para trás. Mesmo com o pé doendo demais segui pelas as escadas em busca do Queen. Eu gostaria de saber seu nome.
— Não sei seu nome – ofeguei chegando no quarto com longos minutos. Ele fitava alguma folha de papel qualquer com a expressão distante.
— Sem nomes – disse seco. – Agora pode ir embora.
— Sabe... – comecei a falar ignorando seus protestos fazendo bufar como búfalo e a revirar os olhos pela a decima vez. – Você é um chato, mas não me parece um assassino. Sinto muito se as pessoas pensam isso de você, mas eu sou diferente delas então não precisa esconder nada.
— O que te faz pensar isso? – Questiona sem me fitar.
— Não sei, apenas sinto – dei de ombros olhando envolta procurando respostas para minha cabeça em um milhão de sentimentos sobre o mesmo. Mais não possui nada diferente, apenas uma cama limpa e uma cômoda sem nada encima. – Cadê suas coisas? Fotos ou algo do tipo?
— Não preciso de muito para viver – disse voltando a sair do quarto em passos largos soltando o papel sobre a cama. Me aproximo da mesma para pegar o papel onde apenas continha informações sobre as ligações de agua e energia que ainda estavam desativadas e que era o nome da empresa Queen, ainda sem nomes.
Era irritante ninguém dizer seu nome, como se fosse uma maldição ou algo assim, até mesmo Harry só dizia Queen nas únicas vezes que questionei, mas ele sempre desviava do assunto e eu não insistia.
— Não tem filhos ou esposa? – Berrei já sabendo que ele descia as escadas rapidamente. – Não quis reconstruir família com os anos? – Balbucie. Aquilo já estava me irritando por dentro. Sai do quarto mancando, me apoiando pela a parede, descendo as escadas devagar, a dor não me faria ir tão longe. Assim que cheguei na sala ele passou por mim com uma caixa grande sem me encarar. – Você podia falar algo sobre você ou sobre outra coisa, diferente de outras pessoas eu poderia ser sua amiga.
— Não somos amigos e não quero isso para mim, por que eu faria isso? – Retrucou deixando claro com a voz cortante no alto das escadas.
— Poderíamos ser – pressionei. Meu lado amigo gritava isso, mas eu sabia que Harry poderia morrer do coração se me encontrasse aqui, falando com o desconhecido. Ele xingou coisas sem nexo para si voltando a se perde de vista. Ele era um chato, malvado, desconhecido sexy, nem ao menos seu primeiro nome eu sabia, apenas que era um Queen, mas acima de tudo ele não me colocava mais medo. – Tanto faz – Estalei mordendo o lábio olhando para a saída. Meu tornozelo doía bastante o que me fez sentar no sofá velho da sala, o silencio sem espalhou pelo o local, as paredes rachadas me fazia arrepiar, já escurecia e ali não me parecia o melhor lugar do mundo.
— Não vai desistir, não é? – Perguntou apoiado no corrimão da escada vestido com uma camiseta branca sobre seus braços perfeitos, com maxilar cerrado e um olhar indescritível entre as sombras fazendo seus olhos azuis brilharem na escuridão, como um lombo malvado prestes a dar o bote.
— Não – sorri cansada, de alguma forma eu não conseguia sentir mais medo.
— Então? O que realmente você quer de mim? – Suspirou descendo as escadas rapidamente sentando a minha frente com a postura ereta.
— Conhecer você.... Ou sua história um pouco, eu cresci sabendo apenas o que as pessoas falavam. – Argumento encarando seus lindos olhos azuis com expectativa.
— Depois você promete ir embora e nunca mais voltar? – Ergueu uma sobrancelha duvidoso.
— Prometo – minto sabendo que não vou cumprir. – Meu nome é Felicity.... Felicity Smoak – apresento-me estendendo a mão para o mesmo que me fita desconfiado.
— Oliver – assentiu sem querer comprimentos. – Oliver Queen.
— Bonito nome, Oliver – sorri encolhendo a mão.
— Assim como o seu – afirmou aquecendo um pouco do meu coração. – Você tem três perguntas, depois irá embora.
— O que aconteceu com Helena? – Soltei o que eu mais precisava saber, próximo a ele. Sua respiração tocando minha pele, sua expressão se alterou por um longo momento.
— Ela se foi. – Foi tudo que disse sem emoção.
Ela se foi porque morreu? Ou por que foi embora?
— Por que voltou? – Ergui uma sobrancelha.
— Porque esse sempre foi meu verdadeiro lar e tudo que restou da minha família. – deu de ombros ainda sem emoção.
— Você quer mesmo que eu vá embora Oliver? Responda de coração – sorri fazendo-o fechar a cara, eu em tão pouco tempo me sentia atraída pelo o mesmo, não por sua beleza, mas por seu ar misterioso e enigmático, seu charme era a sua grosseria, seu olhar penetrante me fazia arfar mesmo sem toques, ele era convidativo, quase sobrenatural.
— Não – respondeu por fim mesmo inquietante. – Mas preciso que você vá – suspirou desviando o olhar com maxilar trincado e a postura ofensiva. – A solidão é minha casa agora, não precisa ser compartilhada com ninguém. – Disse por fim se erguendo e indo para a porta. – Precisa ir embora. Respondi suas três perguntas. – Acenou sem me encarar.
De alguma forma aquilo partiu meu coração, mesmo sem envolvimentos românticos ou amigáveis entre nós, mesmo que tenha o vista apenas duas vezes, era como se Oliver tivesse fechado a porta do seu coração para mim. E doeu muito como uma flechada sendo cravada em uma ferida aberta.
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