Gypsy
1 Estoy durmiendo?
Notas iniciais
vamos lá ...
Era noite, uma noite fria, tão fria que quase não podia se acreditar pelo lugar que se estava. Em Ciudad de México encontra-se uma figura de atos duvidosos e ilisitos ,Juan.
Era dele que Anita dependia no momento, Anita foi enviada por seu primo para que Juan a ajudasse a cruzar a fronteira mexicana, ela sabia de todos os ricos qual corria.
Anita havia viajado cerca de um dia e meio para está ali, ali era de onde Anita partiria para fora do Mexico. Era iria atravessa a fronteira para os Estados Unidos. Ela sabia o quão dificil seria isso, tantos perigos e que talvez nem viva chegasse lá. Juan disse que era muita coragem para uma "garotinha", mas ela é uma "garotinha " bem decidida, deu-lhe como responta : que a garotinha já havia passado mais na vida que ele, e que se tivesse que morrer, morreria tentanto. Juan disse que ela tinha uma boca nervosa, que tomasse cuidado com ela, pessoas não gostam de gente que fala demais, ela não deu importância ao tal comentário.
Anita podia parecer forte, de certo ponto ela é, mas para uma garota de dezesseis anos, que perdeu a mãe a quatro no nascimento da irmã Carmeli, ou Mely como todos a chamam., seu pai morreu um ano atrás, assassinado brutalmente, por não pagar dividas, Anita sempre soube que seu pai nunca fora o homem mais honesto, mas a sua morte a abalou profundamente, Anita sabia, que se ela continuasse no México, ou pelo menos onde morava morreria e junto a sua irmã de apenas quatro anos. Então ela foi morar com uma tia em um vilarejo distante. sua irmã Carmeli ficou com a tia, no vilarejo.
Anita odiava o vilarejo, odiava a falta de liberdade, odiava ser tão pequeno e ter limites, então está saindo do México , poderia soar como liberdade, mas para Anita era mais como oportunidade, ela trabalhava, não seria tão difícil, seu primo havia lhe arranjado documentos falsos, que mentiam sua idade e nome. Então quando conseguisse o que queria, ela voltaria ou mandaria pegar sua irmã, que em certo ponto era o motivo disso.
[...]
Quando abriu os olhos ela estava em um local mal iluminado, sua cabeça latejava e ela estava tão confusa ,tentou se mover mais não conseguiu, estava presa.
–Não se mexa muita — disse uma voz feminina forte, ela tentou encarar, mas sua visão ainda era turva -Quem bom que acordou, pensei que tinha morrido, seria um grande pena — disse a mulher não identificada
–Onde eu estou ?- perguntou Anita com seu péssimo inglês, ela sabia que deveria está fora do México
–Em algum lugar dos Estados unidos. provavelmente, Los Angeles — algo fez o corpo de todas dá um pulo, só então Anita percebeu que havia varias garotas com ela.
– Los Angeles ? eu sair do México não para Los Angeles — disse ela, se ela pudesse ouvir que seu inglês era horrível, nem abriria a boca
–Acredite, você não escolheu nada aqui, nem se quer pense em escolher.diga sim para tudo — disse a ruiva. Anita tinha o olhar assustado
P.OV ANITA
– Do que fala ? — perguntei — Porque de está amarrada ?
– Você não pode fugir, por isso está amarrada. — ela disse em espanhol. fiquei aliviada por ela esta falando minha lingua. Mas ela não dizia coisa com coisa. Porque motivo eu fugiria? Antes que eu perguntasse qualquer coisa, uma forte claridade invadiu o local, fazendo meu olhos arderem.
–Vejo que algumas acordaram -disse um homem alto. ele se aproximou e logo inseriu uma seringa em uma garota que estava do lado contrario a mim, ela logo apagou. meus olhos cresceram, quando eu ia gritar fui acertada, logo não sentia-me dona de mim, não tinha controle sobre mim mesma, meus olhos foram perdendo o foco total, até eu apagar.
[...]
Quando meus olhos se abriram novamente, eu fiz um grande esforço para que eles circularem pelo local. minha cabeça doía muito, eu me sentia fraca , estava jogada em uma cama, tinha um barulho de musica que ecoava pela minha cabeça.
–Até que fim, que bom que a bela adormecida acordou — disse uma mulher de idade mediana a minha frente
– O que aconteceu comigo ? — perguntei em voz falha
–Nada que não deveria — disse ela não me dando tanta importância
–Onde eu estou, porque estava amarrada ? — fleshs vinham a minha mente
–No seu trabalho, amorzinho — disse ela , mas...
–Mas eu não tenho trabalho — disse . o que estava acontecendo ? eu me sentia fora de mim. lembrava de seringa, homem, garota, conversa, tudo junto .
–Agora você tem — disse ela
–Não , não tenho não. preciso ir embora — disse me levantando, ela me empurrou, eu nem ao mesmo conseguir controlar o impacto da queda
–não vai a lugar nenhum , petulante. -disse grossa. — você agora é minha, trabalha para mim, faz o que eu mando. quer saber qual é o seu trabalho? diversão. esse é o seu trabalho . existe coisa mais divertida que sexo ? — perguntou ela sorrindo. meus olhos careceram no mesmo instante.
– o ... que? não... — eu não podia acreditar no que ela acabava de falar
–Vou te dizer uma coisa , vadia, acho melhor melhorar esse inglês, pois não gosto de falar espanhol — disse ela e só então notei que falávamos em espanhol — Alex! — ela gritou. — faça algo que preste e dê um jeito nela
Uma garota apareceu, a garota, a garota de mais cedo .
–Não, não posso ajudar. ninguém pode . — disse ela, mas eu nem ao menos havia abrido minha boca
–Você não entende, ela disse que eu seria uma ...
–prostituta ? — ela me cortou. eu concordei — ela não mentiu.. aceite e as coisas ficam melhores — disse ela normal
–Mas eu não posso, eu não vim pra cá para ser isso — me recusava a pronunciar aquele nome
–Muitas aqui também não, mas é um caminho sem saída . você precisa tirar isso — disse ela apontando para minha roupa
–porque ? — perguntei de forma protestante, passou pela minha cabeça se eu tinha o direito de usar aquele tom
–Porque você parece uma boa moça, não queremos boas moças. você parece a ingenuidade em pessoa. você era o que? cigana ? — perguntou ela em tom gozadeiro
–toda a família — disse a fazendo rir mais ainda — porque ri ? estou a ponto da desgraça e ri? nem sei se acredito no que está acontecendo ou se estou sonhando. parece mentira, eu só queria oportunidades, não esse tipo de coisa, como eu vim parar aqui ? — disse nervosa
–Um conselho: se quer que as pessoas não pisem em você, terá que ser mais dura que isso. olha pra você com essa carinha de anjo que não faz mal a uma mosca.. você não está no pais adas maravilhas , Alice. — disse ela e por um momento o mais lúcido do meu dia, eu acreditei que tudo era real, que eu realmente estava ao ponto de ser uma moça da vida, mas de algum modo , não sei qual eu sairia dali. -isso aqui não tem saída — disse ela — eu sei que pensa em fugir, é óbvio, mas credite, não pode, não tem saída pra você.
Não sei definir como me sentia, se era um espécie de paralisia temporária, por está imóvel ao que a garota acabara de me dizer, se eu me sentia em um realityshow onde diziam que todas as minhas chances de vencer tinham se acabado ou se eu realmente estava ficando maluca, porque não tinha nem dois minutos que uma mulher estava me dizendo que eu a pertencia e que eu seria um maça paga. Minha cabeça girou tentando processar tudo , e eu nem ao menos sabia como tinha ido para ali, o que estava acontecendo comigo ? Eu estava dormindo ?
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