Guerra Inacabada
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Leiam as notas do capítulo por favor!
–Meus deuses... – Disse Ricardo. Ele e Irena estavam sentados na grama. Ela acabara de lhe contar o passa entre suas famílias. Ele sabia que seu pai nunca foi alguém bom, mas isso era surpreendente para ele. Ele e Irena ficaram em silencio. – A morte do seu avô teve um lado positivo... – Irena olhou para ele:
–Qual? – Perguntou ela curiosa:
–Bem... se ele não tivesse chego a tempo, seu pai haveria morrido, ele e sua mãe nunca teriam casado e você não teria nascido. – Explicou ele delicadamente. – E ele morreu como um herói. – Irena olhou para ele:
–Também acho... – Ela sorriu timidamente, mas logo ela parou e se levantou:
–O que foi? – Perguntou Ricardo confuso:
– Você é filho do assassino do meu avô! Como eu posso confiar em você? – Perguntou Irena encarando-o:
–Você já não confiava em mim? – Perguntou ele se levantado:
–Não... Sim... Não sei! – Gaguejou Irena frustrada fazendo um sorriso surgir no rosto de Ricardo:
–Parece que te deixei confusa. – Disse ele cruzando os braços:
–Você é um idiota. – Murmurou Irena:
–Eu sei disso, você sempre diz, e nós nos conhecemos a apenas três dias! – Disse Ricardo revirando os olhos:
–Ainda bem que sabe. – Respondeu Irena. Eles ficaram em silencio por cinco segundos e depois eles soltaram uma pequena risada. – Eu tenho que ir, já está ficando tarde.
–Certo... – Concordou Ricardo. Irena montou em Raio e se preparou para decolar. – Espera! – Disse Ricardo quando estavam prestes a decolara:
–O que foi? – Perguntou Irena olhando pra ele:
–V-você vai voltar amanhã? – Perguntou timidamente:
–Claro. – Respondeu sorrindo. — Até amanhã! – Assim ela e seu dragão decolaram para o céu.
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Vários dias se passaram. Irena e Ricardo continuaram se encontrando praticamente todos os dias e viraram amigos próximos. Um dia, Irena perguntou o por que o pai de Ricardo não ter ido buscar ele ainda. Ricardo simplesmente deu de ombros e disse que ele fazia isso para “assusta-lo”.
Era uma tarde ensolarada. Ricardo e Irena conversavam quando de repente ouviram rugidos e barulhos de árvores caindo:
–O que foi isso? – Perguntou Ricardo:
–Não sei. Mas vamos descobrir. – Respondeu Irena montando em Raio. Ricardo subiu atrás dela segurando em seus ombros. Com os dias Raio havia se acostumado com a presença de Ricardo. Logo os três decolaram e seguiram o barulho até que avistaram um Suspiro da Morte atacando um Pesadelo Monstruoso que parecia estar machucado:
–Tente acalmar o Pesadelo, eu e Raio cuidamos do Suspiro da Morte. – Disse Irena quando aterrissaram:
–M-mas o que eu faço?! – Perguntou Ricardo sem saber o que fazer:
–Faça ele confiar em você. – Respondeu ela avançando com Raio no outro dragão:
–Okay... – Hesitante, Ricardo se aproximou do Pesadelo sem fazer movimentos bruscos, mas o dragão rugiu fazendo-o recuar. – Calma, calma! Eu não vou te machucar! – Disse nervoso. O dragão recuou mas parou se encolhendo de dor. – Você está ferido. – Comentou Ricardo analisando a lateral do Pesadelo e se aproximando mais. – Deixe eu te ajudar...
Ricardo estava tão concentrado no dragão, que não percebeu que Irena e Raio já haviam espantado o Suspiro da Morte e observavam a cena com um certo interesse:
–Aqui. – Disse Irena ao lado de Ricardo pegando a sua mão e a aproximando lentamente na cabeça do dragão:
–O-o que você está fazendo? – Perguntou nervoso:
–Te ensinando como treinar um dragão. – Respondeu sem tirar os olhos do Pesadelo a sua frente que encostou seu focinho na mão de Ricardo. – Viu? – Pediu dando um pequeno aperto na mão dele antes de solta-la:
–Uau! E agora? – Perguntou curioso fazendo Irena sorrir:
–De um nome a ele.
–Como você sabe que é Ele? – Perguntou olhando-a:
–Você quer mesmo saber? – Perguntou Irena de volta:
–Tá legal, essa foi uma pergunta estúpida. – Comentou ele voltando a olhar para o dragão. – Acho que vou chamar ele de Chama.
–Que nome criativo para um dragão que se incendeia. – Comentou Irena sarcasticamente cruzando os braços:
–E Raio. Que nome criativo para um dragão amarelo que voa rápido. – Rebateu Ricardo:
–Eu só tinha dez anos! – Protestou Irena:
–A questão principal aqui é o dragão ferido. – Interrompeu Ricardo coçando o queixo de Chama:
–Que ironia. O filho de Drago Sangue-Bravo faz amizade com a filha de um inimigo de seu pai e agora com um dragão! – Comentou Irena:
–Eu não sou o meu pai. E nunca vou ser igual a ele... – Rosnou Ricardo olhando pra a floresta:
–O que faz lhe dizer isso?
–Um assunto sobre o qual não quero falar e... você...
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