Notas iniciais
POR FAVOR NÃO ME MATEM!!! Tive bilhões de problemas e não pude postar. E prestem atenção: EU NÃO VOU DESISTIR DE NENHUMA FANFIC! PODE DEMORAR, MAS EU VOU TERMINAR TODAS ELAS! certo? E pra compensar a demora esse é o maior capítulo até agora! E gostaria de agradecer a lucy weasley pela recomendação! Muito obrigada!!

–Um assunto sobre o qual não quero falar e... você...

–E-eu? — Perguntou Irena surpresa:

–S-sim, é-é que... v-você me mostrou que os dragões não são o que eu imaginava e você é a primeira amiga que eu já tive... — Gaguejou ele sem olhar pra ela:

–Obrigada? — Disse, mais que perguntou Irena. Então eles caíram num silencio desconfortável. Irena se aproximou de Chama e viu um grande arranhão embaixo da asa esquerda do dragão. — Não foi nada grave. Só precisamos limpar para não infeccionar.

Assim, os dois jovens passaram a tarde cuidando do Pesadelo Monstruoso que logo se acostumou com a presença deles e de Raio.

No final da tarde, os quatro estavam na caverna. Raio e Chama num canto tendo uma "conversa" de dragões e Ricardo e Irena sentados no chão do outro lado conversando normalmente. Mas uma questão não saia da cabeça de Irena

–Ricardo. — Chamo ela:

–Sim?

–Qual... qual era o outro assunto que é o motivo de você não querer ser igual ao seu pai? — Ricardo encarou o chão que de repente ficou interessante.

–Eu não quero falar sobre isso. — Disse ele sem encara-la.

–Por que não? Você sabe que pode confiar em mim, não é? — Insistiu Irena com um olhar amigável. Ricardo suspirou e olhou para ela.

–Eu só... só não gosto de falar sobre isso. — Irena abriu a boca. — Por favor. — Ela fechou a boca e assentiu.

–Tá legal... Mas quando estiver pronto, quero que me conte. — Ricardo sorriu:

–Claro.

–Eu tenho que ir... — Anunciou Irena se levantando e indo em direção aos dragões. Ricardo repetiu suas ações. — Se o seu pai aparecer, não deixe que ele veja o Chama.

–Nem pretendia. — Disse ele. — Obrigado pelo Chama.

–Que nada. — Sorriu Irena socando o braço direito dele.

–Ai! Por que isso?! — Exclamou Ricardo esfregando o braço.

–Por não me contar o outro motivo. — Então ela beijou a bochecha dele rapidamente.

–E isso? — Perguntou meio envergonhado, vendo Irena montar Raio.

–Para o resto... — Respondeu ela e partiu para o céu. Deixando Ricardo confuso no chão. Chama o cutucou fazendo-o olha-lo.

–Garota bipolar... — Brincou ele com o dragão que assentiu.

–-----------------------------–-----------------------------–-----------------------

–Tomara que ela não fique brava. Ninguém gosta de ver a mãe brava. — Disse Irena para Raio que assentiu.

A dupla se aproximava de Berk rapidamente e o Sol já começara a se pôr. Irena havia combinado com seus pais que não chagaria depois de anoitecer e já era quase isso.

Chagando mais perto de Berk, a dupla notou um movimento de pessoas e dragões estranhos na ilha fazendo Irena arregalar os olhos.

–Meu Thor... Raio depressa! Estamos sendo atacados! — Raio acelerou o voo como seu piloto quis. Irena sobrevoou a ilha com cuidado para não ser vista, observando dragões com armaduras atacarem a vila. Então ela avistou Soluço e Banguela e pediu para Raio pousar onde ele estava.

–Pai! — Gritou Irena correndo em sua direção.

–Graças a Odin, Irena! Você está bem? — Perguntou Soluço a abraçando.

–Estou. Mas o que está acontecendo? — Perguntou olhando para o ataque.

–São dragões de um antigo inimigo meu. — Disse Soluço. — Eu pensei que ele estivesse morto...

–Quem? — Perguntou Irena impaciente.

–Drago. — Irena arregalou os olhos. — Depois te falo mais, mas agora temos que achar a sua mãe.

–Isso não será preciso. — Disse uma voz grossa atrás deles. Os dois se viraram e viram Drago segurando Astrid, que estava com as mãos amarradas, e atrás deles haviam vários dragões com armaduras.

–Drago, solte ela! — Exclamou Soluço se pondo a frente de sua filha como Raio e Banguela rosnaram para Drago.

–Por enquanto não. — Respondeu sombriamente.

–O que você quer? Pensei que estivesse morto! — Exclamou Soluço pegando sua espada de fogo.

–Não pense que uma aguinha assim iria me matar. E o que eu quero é uma vingança. Á propósito, essa é sua filha? Que bonitinha! Pequena igual ao pai! — Irena queria dizer umas poucas e boas a ele, mas sua mãe falou antes dela.

–Raio, tire Irena daqui! — Ordenou Astrid. Antes que Irena pudesse dizer algo, Raio agarrou a parte de trás de sua túnica com a boca e a ergueu do chão voando para junto ao grupo de aldeões que observavam a cena.

–Mulher esperta essa que você se casou Soluço. — Comentou Drago. Soluço rosnou mais e deu um passo a frente. — Eu não faria isso Soluço. Mais um passo e você vira viúvo. — Ameaçou Drago encostando sua lança para Astrid que se encolheu.

–Você não ousaria... — Rosnou Soluço em voz baixa.

–Claro que eu ousaria. Lembra do seu pai, Stoico? — Soluço olhou para Astrid que acenou para baixo com os olhos, ele seguiu o olhar e viu que ele havia se libertado das cordas em seus pulsos. Agora ele só tinha que fazer Drago solta-la.

–Agora Banguela! — Gritou Soluço. Banguela atirou uma explosão de plasma em Drago que se protegeu com seu braço de aço. A explosão apenas fez ele se mover um pouco para trás.

–Tão previsível! Depois não diga que não avisei! — Então Drago fincou sua lança na barriga de Astrid. Todos ali engasgaram.

–Não... — Murmurou Soluço com os olhos arregalados. Drago sorriu soltando Astrid que caiu no chão instantaneamente.

–Isso foi só um aviso, Mestre de Dragões. — Disse ele montando em um de seus dragões e decolando rapidamente.

–ASTRID! — Gritou Soluço correndo ate ela.

–S-soluço... — Sussurrou ela entre respirações pesadas. — O b-bebê... — Soluço a olhou confuso por um segundo até que se tocou.

–Meus deuses...

–MÃE! — Gritou Irena se juntando a eles junto com Bocão, Valka e o resto da gangue.

–Mãe, Bocão, vão até Gothi na frente e avisem ela que estamos chegando.

Os dois assentiram e foram em seus dragões. Soluço pegou Astrid no colo, no estilo noiva e montou no Banguela.

–Irena, eu quero que você fique aqui com os seus tios. — Disse Soluço se referindo a gangue.

–Mas pai...

–Por favor Irena. — Interrompeu Soluço quase que implorando.

–Tudo bem... — Soluço lhe deu um sorriso triste e voo o mais rápido em todo a sua vida quando percebeu que Astrid havia perdido a consciência.

–-----------------------------–-----------------------------–----------------------

Naquela noite, Irena estava sentada em sua cama abraçando os joelhos. Seus tios estavam no andar de baixo conversando, esperando alguma notícia.

De repente Irena ouviu a porta principal sendo aberta. Ela pulou para fora da cama e desceu alguns degraus da escada, apenas o suficiente para ela ver o andar de baixo. Ela viu sua avó se juntar a seus tios em volta do fogo.

–Alguma notícia? — Perguntou Perna-de-Peixe. Valka assentiu triste.

–O que é? — Perguntou Melequento.

–Aparentemente, Astrid estava grávida. — Disse Valka. Irena engasgou em silencio.

–Mas o bebê está bem? — Perguntou Cabeça-Quente fazendo Valka suspirar.

–Ela perdeu o bebê...

–-----------------------------–-----------------------------–-----------------------

Ricardo estava acordado, sentado apoiando as costas em Chama. Ele estava maravilhado de como o dragão confiava nele em tão pouco tempo. Imaginou que seu pai o mataria por ter um dragão como amigo e não como um servo.

Mas ele foi tirando de seus pensamentos com um som de bater de asas. Olhou para fora da caverna e viu um Nader amarelo pousar na frente da entrada e uma figura feminina descer do dragão em silencio e se aproximar dele.

–Irena? — Perguntou Ricardo se levantando. — O que faz aqui tão tarde? Sentiu minha falta? — Brincou ele, mas se assustou quando o rosto dela foi iluminado pela luz da fogueira. Seu rosto estava sombrio e seus olhos levemente vermelhos. Imediatamente se sorriso desapareceu. — Aconteceu alguma coisa? — Perguntou preocupado e foi surpreendido por um tapa.

Ele olhou incrédulo para ela segurando seu rosto que latejava um pouco. Então Irena começou a dar uma série de socos no peito dele.

–Ei! Calma! Espera! O que... Por que está fazendo isso? — Ricardo segurou seus braços impedindo ela de bater mais nele e olhou para o rosto sério dela — O que aconteceu? — Perguntou novamente. O rosto de Irena se suavizou, de repente ela o abraçou enterrando o rosto no ombro dele.

Ricardo congelou no lugar surpreendido, e se surpreendeu mais ainda quando sentiu sua túnica umedecer e quando ela soluçou.

–S-seu pa-pai... E-ele tentou ma-tar a minha mã-mãe... E e-ela tava grá-grávida... — Disse Irena entre soluços.

–Meu pai tentou matar a sua mãe?! — Perguntou Ricardo.

–S-sim... e-e ela pe-perdeu o b-bebê... — Ricardo olhou horrorizado para o chão.

–Desculpe... E-eu não... — Desculpou-se.

–N-não é-é culpa s-sua... — Soluçou Irena.

–Como você vem me procurar depois que meu pai tentou matar sua mãe? — Perguntou envergonhado.

–E-eu se-sei que vo-você n-não é a-assim...

Ricardo olhou para Irena enterrada em seu ombro por um tempo até que sorriu agradecido e a abraçou mais forte.

– Obrigado... — Irena levantou um pouco a cabeça para ve-lo.

–P-por que? — Perguntou confusa.

–Por acreditar em mim...

Notas finais
Não me matem gente!! Eu era obrigada escrever assim? Bem... não. Mas pra deixar mais dramático e mais realista tive que fazer assim. Por favor comentem! Bjs, Helo