Guerra Inacabada
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Ricardo caminhava assoviando de volta para a caverna. Ele havia saído para pescar seu café da manhã, que foi apenas dois peixes. Por sorte não havia se deparado com um dragão.
Ele apenas pensava, que era a única coisa que ele poderia fazer além de treinar, caçar ou dormir. Seus castigos sempre foram chatos, pois ficar sozinho em uma ilha sem ter alguém para conversar é entediante para qualquer um.
Pensou sobre seu pai, como ele dizia que ele tinha quer ser forte e astuto para ser habilidoso o suficiente para poder herdar tudo o que ele havia conquistado em anos. Mas não era isso o que ele queria.
Pensou sobre a visita inesperada que ele teve. Quem imaginaria que no meio de seu castigo, durante uma tempestade ele encontraria com uma garota que tinha amizade com um dragão?
De repente, ele ouviu um som de um par de asas interrompendo seus pensamentos. Ele olhou a sua frente e viu um dragão amarelo pousando. E sorriu ao ver uma certa garota descendo dele:
–Você voltou! – Exclamou ele enquanto se aproximava dela. – Sentiu minha falta? – Riu ele, mas seu riso logo parou quando Irena pegou seu machado e se aproximou dele. Ela apontou sua arma na cara dele fazendo-o derrubar os peixes que havia pescado:
–Por que você não me contou? – Perguntou ela com um olhar intimidador. Ricardo tropeçou para trás como ela se aproximava:
–C-contar sobre o que? – Gaguejou ele. Que ótimo dia para deixar sua espada na caverna:
–Você sabe muito bem do estou falando! – Rosnou Irena:
–N-na verdade... e-eu não sei. – Respondeu ele como suas costas bateram em uma árvore. – Do que você está falando? – Perguntou mas foi ignorado. “Esse é meu fim...” pensou ele quando Irena colocou o machado em seu pescoço:
–Que o seu pai matou o meu avô e tentou escravizar a minha aldeia! – Disse ela entre os dentes. Ricardo ficou surpreso e mais confuso ainda. Seu pai fez tudo isso?
–E-eu não sei do que você está falando. – Disse ele nervoso:
–Você está mentindo! – Disse Irena apertando um pouco a lâmina no pescoço do garoto, Raio observava aquela cena com curiosidade:
–N-não! – Exclamou ele apertando os olhos fechados. – Eu juro por Odin que eu não sabia! – Irena olhou para o rosto do garoto e seus olhos se suavizaram. Então ela finalmente tirou a lamina de perto do garoto, e se afastou:
–E-eu morri, não morri? – Perguntou Ricardo ainda com os olhos fechados. Irena suspirou:
–Não idiota. – Murmurou ela de costas para ele. Ricardo abriu os olhos lentamente e olhou para Irena a sua frente. Ela tinha o aperto firme em seu machado. Hesitante, ele se aproximou dela e parou a dois passos de distância:
–Sinto muito... pelo seu avô... – Disse ele em voz baixa. Lentamente o aperto de Irena se suavizou e ela se virou para encara-lo:
–Obrigada... – Disse com um sorriso tímido que foi devolvido:
–Você pode me dizer o que aconteceu? – Perguntou ele. – Entre as nossas famílias? – Irena assentiu. Assim, os dois passaram a tarde discutindo o passado de suas famílias.
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Astrid se encaminhava para sua casa depois de mais um dia de trabalho. Como ela é a segunda no comando da aldeia, todos seus dias eram cansativos. Mas hoje ela estava exausta, o que era esquisito pois ela já teve dias mais agitados e não tinha ficado tão cansada assim.
Chegando a sua casa, entrou e fechou a porta. Antes dela poder se virar, um par de braços magros, porém fortes a abraçou pelas costas assustando-a:
–Teve um bom dia m’lady? – Perguntou Soluço em seu ouvido. Astrid sorriu e se virou:
–Tive. – Respondeu feliz. – Não é que eu não esteja feliz mas, o que você está fazendo aqui tão cedo?
–Eu poderia lhe perguntar a mesma coisa. – Disse Soluço sorrindo. Astrid estreitou os olhos. – Eu terminei meus deveres mais cedo hoje, e bem... eu pensei que como Irena está por aí explorando, e ninguém precisa de mim na aldeia, nós poderíamos ter um tempo só pra nós dois.
–Mas e o Banguela e a Tempestade? – Perguntou Astrid:
–Devem estar jogando pela aldeia. – Respondeu ele:
–Já nesse caso. – Disse Astrid lentamente colocando os braços em volta do pescoço de seu marido que colocou seus braços em volta de sua cintura. Soluço sorriu e capturou os lábios dela e Astrid de bom grado devolveu ao beijo.
Se você olhasse bem para eles, ainda podia ver aqueles dois adolescentes de quinze anos com medo de dizer o que sentiam pelo outro.
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