Guerra Elemental

25 Fogo Vs Gelo. Mais uma Batalha!


Notas iniciais
Só avisando gente, Janeiro não terá capítulo. Como estou escrevendo em dezembro, vou tirar janeiro de férias. Porém, no primeiro domingo (04/01) terá um capítulo, pois já está pronto. Depois disso, só no primeiro domingo de fevereiro. Obs: Créditos da capa, para quem a fez.

Último capítulo

–Ainda não entendi como te trouxeram para cá. – Falou. Fechou os olhos e pensou em Terim. – Escudo de Terim. – O Escudo apareceu em sua frente e começou a brilhar. Quando o brilho cessou, podiam ver o diretor se mover aos poucos.

–Que cochilo demorado. – Se espreguiçou. – Então, o que houve na minha ausência?

Agora

–E então? – O diretor perguntou. – Vejo que alguns mudaram. – Olhou para Lucas e Lucio. – Se Marcos está aqui, quer dizer que ele virou professor como o planejamento. – E...

–Pai. – Davi o abraçou. – Eu senti tanta saudade. – Sua voz saiu chorosa.

–Desculpa filho. – Abraço-o. – Obrigado por tomar conta de tudo para mim. – Disse para o primeiro filho.

–Droga, quando for ficar preso na magia dos outros, certifique-se de deixar dinheiro ou um pouco de seus feitiços.

–Ele não muda? – Matheus sussurrou.

–Olha direito. – Marcos falou. Felipe foi até o pai e o abraçou.

–E então, vai voltar logo para o cargo?

–Por quê? Estava gostando dele?

–Mais ou menos, a cadeira é confortável e é bom poder mandar nos outros!

–Lamento te decepcionar, mas estou pensando em voltar no final desse mês. – disse.

–Então vai pedir para os alunos voltarem mais cedo? – Perguntou Davi.

–Na sexta-feira, para poder dar uma festa no sábado. – Bateu o cajado no chão. – Feito. O que foi jovem híbrido? Parece distante.

–Só pensando em como sentimos sua falta! – Foi abraçá-lo, acompanhado dos outros presentes.

–Também senti falta de vocês. – Disse. – Mas sou obrigado a reparar no pequeno que está com essa aluna nova. Qual é seu nome?

–Parris Jordan Willians.

–E o outro? – Cauã, acreditem ou não, saiu de dentro da Parris, tímido.

–Cauã.

–Então a presença diferente era sua. – Falou.

–E-eu gostaria de saber se posso ficar aqui?

–Não vejo porque não, mas vai precisar seguir algumas regras. – O rosto do mesmo esboçou um sorriso.

–Obrigado.

Outro lugar
–Irmã. Irmã.
–Acalme-se, Ice. Agora, fale com calma.
–Por que deu sua relíquia para o Matheus?
–Eu senti que se a desse para o 2°Filho, algo interessante aconteceria, futuramente!
–Mas e se isso liberar o poder dele como espírito?
–Não acho provável, uma vez que o irmão sabe controlar o dele, Matheus não terá poder o suficiente para tal. Talvez ele.
–Você se refere ao...
–Ele mesmo!
–Torçamos para que não aconteça.
–Já que está aqui, não gostaria de tomar um chá? — A mais velha ofereceu?
–Por que não? Eu adoraria.

Sexta-feira

O dia em que o diretor falara chegou. A EE já estava quase toda reunida, incluindo o antigo quarto ano. Como não tiveram uma despedida descente, e foram uns dos mais preocupados com o diretor, por conhecê-lo a mais tempo, nada mais justo do que chamá-los. Assim, é claro, como os alunos que ajudaram a tentar libertá-lo. Não contariam o que houve aos outros alunos. Seria desnecessário preocupá-los atoa.

Desde libertar o diretor, e até hoje, Matheus ficara em casa. Usou a desculpa de que queria descansar da viagem, porém, a verdade era outra. Queria fugir um pouco da magia. Toda vez que Marcos tentava falar com ele, o mesmo fugia o máximo da conversa.
Já era hora da festa e Matheus ainda se encontrava deitado em sua cama.
–Tem certeza que não vai? Até o Lucio deve ter ficado com saudades.
–Tenho! — Virou para o lado.
Davi foi até a porta e a abriu. Antes de sair olhou para o amigo e, vendo que ele não levantaria, saiu.
Na festa se encontrou com Maria, seu par, Lucas e Stephani, Parris e Cristiano, Lucio de longe, Yuri, que ficara sozinha e Bia com outro menino.
–Ele não vem mesmo, não é? — Lucas perguntou.
–Não.
–O que aconteceu com ele durante as férias?
–Bia. — O irmão a repreendeu.
–Tudo bem. — Yuri disse. — Durante as férias viajamos e ele ficou internado, então não está totalmente bem, ainda!
–Entendo. Melhoras para ele.
–Obrigada.
–Amanhã vemos como ele está. — Cristiano falou.
–Talvez seja bom para ele ver os amigos. — Falou Parris. Todos ouviram uma voz pedindo para eles se dirigirem para dentro da escola.
–Meu pai deve começar o discurso agora!
–Seu pai? — Maria perguntou.
–É.
–Finalmente assumiu. — Lucas falou.
–Tava na hora.
A mensagem do diretor também havia chegado aos dormitórios, o que fez Matheus ficar mais pensativo.
–Se toda vez que sairmos para uma missão você ficar depre, eu vou ficar cansado de vir aqui!
–Me deixa.
–Daqui a pouco vão fazer outra reunião para tentar te animar! Qual o problema agora?
–Não quero!
–Sabe, você é o único nesse prédio, e desde que entrei, não sinto seu poder. Ou você ficou muito bom em esconder sua magia, ou você per...
–ME DEIXA EM PAZ! — Gritou Matheus.
–Hunf. — Suspirou. — Tá na hora de você parar de pensar que o mundo gira ao seu redor. — Fechou a porta e caminhou pelo corredor. No caminho deu de cara com Marcos. — É melhor deixá-lo. Está tão mau que nem percebeu que eu disse, que se ele pedisse o ajudaria futuramente. — Desceu as escadas, deixando Marcos sozinho para ir no irmão ou não. Acabou que ele optou pela segunda.
De volta a festa, os casais dançavam uma música lenta.
–Por que me chamou para a festa? — Bia perguntou ao acompanhante. — Depois do que disse no baile, pensei que não dançaríamos mais.
–Nunca fui bom com sentimentos, mas acho que estou gostando de você! — falou naturalmente, mas sua acompanhante corou.
Parris estava dançando com Cristiano e, só por não estar muito no clima, Yuri não reparou no clima se formando.
Dia seguinte

–Caros alunos, espero que tenham aproveitado essa semana que se passou para poderem descansar ou treinarem. A partir de agora, eu inicio a Batalha Elemental.

–Ehhhhh. – Os alunos gritaram juntos.

Parecia que era a primeira Batalha de Matheus e dos outros, pois o discurso e agitação, foram as mesmas. Não. Como haviam mais alunos a agitação havia sido o dobro do ano passado!

–Os representantes do primeiro ano, podem entrar. – O diretor anunciou e Cristiano saiu da ala de fogo e um menino, que Matheus não conhecia, da do elemento oposto. – O professor Natan será o juiz como de costume. Façam uma boa luta. – O diretor bateu com o cajado no chão e desapareceu reaparecendo em seu assento.

–Quem é?

–O de gelo? – Davi perguntou e Matheus confirmou com um som. – O amigo da Bia, Bernardo.

–Hm, por que essa mudança de voz? Será que...

–“Será que” nada. Eu gosto da Maria! – Davi exclamou e percebeu que o fez alto, fazendo com que o amigo desse um riso.

A luta ocorreu normal para a primeira Guerra de ambos. Alguns ataques desperdiçados, alguns erros bobos, mas no final Cristiano foi o vencedor.

–A vitória é do aluno Cristiano, o que resulta em um ponto para a equipe de fogo. – Natan anunciou. Chamou também os Representantes do segundo ano e os mesmos foram para suas posições. – Prontos?

–Sim! – Disseram juntos.

–Então, comecem.

Nenhum dos dois atacou ou se moveu. Suas auras começaram a crescer e a tomar forma ao seu redor. Em pouco tempo suas armaduras já estavam prontas, sendo que a de Lucio foi a primeira, o que lhe deu chance de atacar. Quando a armadura de Yuri já estava completa, se defendeu do ataque. Foi sua vez de atacar. Ela criou uma bola de gelo e lançou na direção dele, que contra atacou. Criaram uma bola dos seus elementos e deram forma para ela, sendo a de Lucio um pássaro, e de Yuri, uma bola com espinhos. Atiraram na direção um do outro, que quando colidiram criaram uma fumaça. Uma bola de gelo foi na direção de Lucio, indicado que o ataque dela vencera.

–É o fim. A vitória é de Lucio, o que resulta em mais um ponto para a equipe de gelo. – Os Gigantes de Fogo foram a loucura, de novo. A equipe de gelo havia começado mal esse ano, o que pesava para os próximos dois representantes.

Yuri foi para sua ala se trocar e conseguiu terminar a tempo de ouvir o anúncio da segunda vitória dos Valentes de Gelo.

–Foi uma boa luta. – Davi falou, porém a loira mantinha uma expressão irritada.

–Não fica assim. As vezes ganhamos e outras vezes perdemos! – Matheus disse.

–Calado. – Ela virou o rosto para o outro lado. No Matheus ela podia dar um fora. Eram namorados e ele entenderia, mesmo que um pouco.

As lutas dos primeiros anistas foram passando, até que se chegou na dos segundos. Infelizmente, Parris não pôde participar, mas ficou admirada com tudo que vira até agora.

O telão trocou os nomes novamente parando em dois conhecidos que abririam as lutas do segundo ano.

Matheus Vs Lucas

Ambos se dirigiram para seus lugares, onde Natan o esperava. Matheus estava avoado a um tempo. Depois da luta de Yuri, parou de prestar atenção.

–Espero que não pegue leve comigo. – Falou Lucas. O inicio da batalha foi anunciado e Lucas criou sua armadura enquanto Matheus não se movia. Ele não fazia o estilo arrogante, por isso Lucas não pensou que seu amigo, atual oponente, achava que podia o vencer sem a armadura. Quando já estava pronta, atacou. A bola de fogo foi na direção de Matheus.

–Ei, ele não vai fazer nada mesmo? – Yuri perguntou.

–Ei, Matheus. – Davi o chamou e, só então, percebeu que o ataque ia em sua direção. Contudo, muito tarde. O ataque o atingiu e jogou-o para longe.

–Matheus? – Estranhou Lucas.

Algo estava errado. Mesmo com o poder do diretor sobre o uniforme, algo havia dado errado. A magia não o protegeu. Matheus agora não mais era, um mago!

–MATHEUS. – Yuri saiu desesperada na direção do mesmo, acompanhada de Davi. Lucas desfez a armadura e também foi até ele.

–Idiota. – Pensou Lucio.

Dias depois –Yuri on

–Não fomos muito bons nesses últimos dias, porém ainda temos chance de vencer. – A Representante do quarto ano falou. – Mesmo que elas sejam um pouco desfavoráveis.

Depois que teve aquele acidente com o Matheus, ele foi para a enfermaria e ficou bom rapidinho. Como a queimadura causada por Lucas, não era muito profunda, ele estava fora de perigo.

–Representante Yuri. – A Representante chamou minha atenção. Era a única mulher fora eu. Ao que parece, ela foi a primeira mulher Representante, escola machista. – Tente ficar com a cabeça na reunião.

–Desculpa.

–Não gosto de tratar as pessoas como objetos, mas agora que perdemos o nosso trunfo, acha que o segundo ano se garante? – Se referiu ao Matheus.

–Eu vou falar com eles! – Afirmei.

–Obrigada.

–Matheus, o que está acontecendo com você que eu não consigo entender?

Notas finais
Próximo capítulo só explicações. Acho que já está na hora de entender o mundo do Matheus. Bom ano novo para vocês :)!