Guerra Elemental
8 A Guerra começa
Notas iniciais

Regra n°8: Nenhum oponente tem privilégio pelo sexo. As lutas são feitas aleatoriamente. Obs: O uso de armas não letais são permitidas.
Último capítulo
–Caros alunos, espero que tenham aproveitado essa semana que se passou para poderem descansar ou treinarem. A partir de agora, eu inicio... A Batalha Elemental.
–Ehhhhh. – Os alunos gritaram juntos.
É agora. O dia para o qual todos treinamos. O dia que a equipe mais forte seria decidida, e o dia em que eu teria uma revanche com o meu irmão!
Na manhã do mesmo dia – Matheus on
–Acordou cedo. – Davi falou. – Ansioso? – Ele observou.
–Quem não estaria? – Rebati a pergunta.
–Que horas são?
–O relógio está logo ali! – Apontei enquanto me vestia.
–Preguiça. – Ele se levantou da cama e caminhou em direção ao banheiro.
–São sete horas, preguiçoso. – Ele saiu disparado para dentro do banheiro.
–Por que não me acordou antes? – Ele gritou lá de dentro ao mesmo tempo que a água do chuveiro caia.
–Você tava dormindo tão bem. – Não pude conter um riso.
Davi não demorou muito no banho e saímos rumo ao refeitório.
–Davi, você está sentindo algo estranho?
–Estranho?
–Sei lá, tipo, como se algo ruim fosse acontecer!
–Não. – Ele falou – Você só deve estar nervoso.
–Deve ser. – Sorri um pouco bobo. – Vamos comer, porque eu preciso de bastante energia para hoje! – Mudei de assunto.
–É melhor comer bastante. – Ouvi uma voz no corredor e vi Lucio vindo na direção oposta.
–O que quer? – Perguntei.
–Só lembrar para você não perder até eu te vencer! – Ele parou na minha frente e nos encaramos. Era perceptível o clima pesado.
–Cof cof. – Davi tossiu nos tirando do nosso momento ódio mortal. Lucio saiu da minha frente e continuou andando. – Vamos?
–Vamos, rumo a vitória. – Joguei o braço pelo ombro dele e continuamos andando. Chegamos ao refeitório e ele estava cheio, como sempre. Procuramos a Yuri e quando encontramos fomos sentar perto dela.
–Oi. – Ela falou.
–Oi. – Eu e Davi dissemos em uni som. Sentei do lado dela e a beijei.
–Não está muito cedo para isso? – Alguns alunos que estavam na mesa riram. Me afastei dela e vi que Davi estava com uma mão tampando o rosto, só com um olho amostra. Quando voltamos das nossas “férias” não anunciamos o nosso namoro, mas também estava óbvio.
–Não se esqueçam dá reuniam antes da Batalha começar. – Yuri nos alertou.
–Tudo bem.
A reunião foi tranquila. Nosso conselheiro nos orientou para nos divertirmos e fazermos disso uma boa experiência, no caso os alunos do primeiro ano.
Lucas on
Cara que conselheiro exigente.
–Não podemos mostrar fraqueza! – Ele gritou. Nós estamos no dormitório, antes da ala das meninas e alguns na escada, porque não daria todo mundo nesse espaço, mesmo que tenha magia. – Eu quero que vocês vão lá e vençam essa Batalha. Entenderam?
–Sim, senhor. – Dissemos em uni som.
–Lembrem-se de uma frase: Isso é GUERRA!!! – Todos gritamos juntos.
Hunf, por que eu não peguei o conselheiro de gelo? Dizem que ele é bonzinho e compreendedor.
Matheus on
Quando o sinal tocou as nove horas todos já estavam na quadra. O placar amostrava um dragão de fogo de um lado e de gelo do outro. Entre os dragões o placar. Eram dois de cada lado, um maior com o número zero, provavelmente seria preenchido com as nossas vitórias de hoje, e o menor marcando vinte e cinco pontos de cada lado. Bom, um empate já é o começo.
–Boa sorte. – Dei um beijo na Yuri. Os representantes lutavam primeiro, depois disso os oponentes eram escolhidos pela aleatoriedade entres o ano, assim ninguém do primeiro enfrentava alguém do quarto.
–Eu não preciso de sorte, e sim de outro beijo. – Ela me puxou para outro beijo e ficamos até a falta de ar. – Te vejo daqui a pouco.
–Uhum. – Saí do espaço da equipe e fui sentar na arquibancada do lado do Davi.
Autor on
Deixe-me explicar para vocês o sistema da Batalha. São duas equipes, quatro anos escolares, aproximadamente quarenta alunos por sala, totalizando trezentos e vinte alunos ao todo. Ficaria impossível terminar a Batalha em um dia, por isso os alunos lutam na ordem dos anos. É uma semana de batalha, sendo organizada da seguinte maneira: Nos dois primeiros dias são as pré-eliminatórias; No terceiro e quarto as eliminatórias; No quinto a semifinal e no sexto a final.
Agora
–Os representantes do primeiro ano, podem entrar. – O diretor anunciou e Yuri saiu da ala dela e Lucio da dele. – O professor Natan será o juiz como de costume. Façam uma boa luta. – O diretor bateu com o cajado no chão e desapareceu reaparecendo ao lado de Matheus.
–Que susto, diretor.
–Desculpa meu jovem. – Ele passou a mão na cabeça de Matheus.
–Eu não sou uma criança. – Matheus encheu as bochechas de ar. – De qualquer maneira, vai começar.
Eles voltaram sua atenção para a quadra e os lutadores da vez já estavam prontos em seus devidos lugares.
–Comecem. – O professor anunciou e de inicio Lucio atirou uma bola de fogo, mas Yuri desviou com facilidade.
Foi a vez da menina atacar. Ela criou uma bola de gelo e arremessou na direção dele que contra atacou com uma do elemento oposto. Ambos criaram uma bola dos seus elementos e atiraram na direção um do outro, que quando colidiram formaram uma fumaça. Lucio correu para dentro da fumaça para tentar surpreendê-la, entretanto Yuri ouvi os passos dele e pôs uma barreira, pulou para trás e quando seu oponente veio bateu de cara com a mesma. Ele pôs a mão na barreira e liberou seus poderes fazendo a barreira se desfazer. Lucas criou uma bola de fogo e atirou uma bola na direção dela que contra-atacou, porém havia outra camuflada atrás da primeira. Ela até tentou defender, mas não conseguiu a tempo e voou um pouco pelo impacto.
–A vitória é da aluna Yuri, o que resulta em um ponto para a equipe de gelo. – Depois de uns cinco minutos de luta o juiz anunciou a vitória dela. Mas não foi tão fácil assim. Yuri estava bem cansada e com alguns machucados pelo corpo.
O tempo foi passando e os representantes de cada ano terminaram de se enfrentar dando agora a vez para os alunos do primeiro ano.
Um telão começou a passar vários nomes rápidos, deixando alguns alunos tensos, e anunciou a próxima luta.
Matheus Vs Caio.
–É a minha vez agora. – Matheus levantou.
–Boa sorte. – Davi falou.
–Obrigado. – Ele foi até o centro da arena.
–Prontos? Podem começar. – O professor deu a ordem.
De imediato Caio atirou uma bola de fogo na direção de Matheus que ficou parado.
–Ele não perde a chance. – Davi falou.
–Desculpa aí, Caio, mas eu não posso perder. – Matheus disse se alongando. Ele deu uns passos e deu um toque na barreira a sua frente, explicando o motivo de ter saído ileso. – Tenho um irmão para derrotar. – Ele juntou as palmas das mãos com uma aberta para cima e outra para baixo. Uma gota de preocupação caiu pela cabeça de Caio que esperava o pior. – Quem sabe na próxima. – Matheus se concentrou e liberou seus poderes, criando diversas bolas de gelo e jogando na direção de Caio. O mesmo quando se deu conta do ataque começou a contra-atacar. Matheus inverteu as mãos de lugar, pondo a esquerda para cima. Novamente começou a liberar seus poderes e criou bolas de fogo que junto com a de gelo atacaram Caio.
–Quando ele aprendeu a fazer isso? – Yuri perguntou se sentado do lado de Davi.
–Não sei! E aliás, boa luta.
–Obrigada.
–Ahhhh. – Um grito chamou a atenção dos dois e viram Caio caído no chão.
–Está terminado, a vitória é do aluno Matheus, dando mais um ponto para a sua equipe. – O placar mudou, agora marcando três a dois, para a equipe de gelo.
Enquanto as médicas da escola retiravam Caio, o telão começou a passar os nomes novamente. Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Matheus ao ler o nome que estava escrito. Ele olhou para o lado da arquibancada aonde a equipe de fogo estava e começou a procurar com os olhos, o achando quando o mesmo levantou. Seu “alvo” desceu da arquibancada e caminhou até o centro da arena e Matheus foi na mesma direção dele.
–Vou te mostrar, o quanto eu fiquei forte! – Eles bateram os punhos.
–Boa sorte, Lucas.
Matheus voltou para seu lugar na arquibancada, enquanto Lucas ia para sua posição. Seu oponente? Carlos. Os rumores da escola diziam que ele havia tirado a nota máxima na última prova, o que significava que era muito inteligente.
–Boa luta. – Davi e Yuri falaram juntos.
–Obrigado. – Matheus sorriu. – O que vocês acham? – Ele perguntou se sentando ao lado da dupla.
–Eu queria poder dizer “Não se preocupa. O Lucas é nosso amigo e com certeza vai vencer!”
–Mas por que não pode?
–Você precisa se informar mais! – Yuri falou. – Aquele garoto é o mais inteligente do primeiro ano. Mesmo eu ou o Davi tiramos uma nota menor do que a dele na prova.
–Nossa.
–Eu sempre quis enfrentar ele. – Davi falou com um sorriso no rosto. Provavelmente seu lado competitivo tenha sido, enfim, despertado.
–Prontos? – Carlos ajeitou os óculos e Lucas se preparou. – Comecem.
Lucas criou uma bola de fogo e a lançou contra seu oponente, e o mesmo nem se mexeu.
–Por que todos os usuários de fogo são apressados?
–Barreira. – Lucas falou.
–Ei, você sabia que quanto mais visível uma barreira é, mais forte fica? – Carlos perguntou criando uma bola.
–E daí?
–“E daí”, que os números estão do meu lado.
–Eu não me importo com isso! – Lucas também criou uma bola. – Seria muito vergonhoso perder nas pré eliminares. – Ambos atiraram ao mesmo tempo, porém de ângulos diferentes, o que fez com que as bolas passassem uma ao lado da outra indo em direção de seu alvo. Os meninos caíram no chão, entretanto Lucas foi o único a se levantar. – Parece que era só um nerd afinal.
–O que eu posso dizer? – Davi perguntou.
–As vezes a inteligência perde para a força física? – Yuri perguntou.
–Acho que sim. – Matheus soltou uma leve risada.
–A vitória é de Lucas e da equipe de fogo. – O professor anunciou. Lucas se virou na direção do Matheus e dos outros, e acenou.
–Sorria, seu amigo venceu. – Davi disse acenando de volta.
–Eu sei, mas a equipe perdeu. – Ele acenou. – Ainda estamos em uma batalha. Pelo menos, por mais cinco dias.
–Sábias palavras meu jovem híbrido. – Yuri não aguentou e começou a rir.
–Os próximos oponentes se dirijam a arena. – O professor chamou e os alunos voltaram a atenção para o telão.
–Acho que é a minha vez. – Davi falou se levantando e caminhou até o centro da quadra.
Davi Vs Golias
–Ironia. – Matheus comentou. – Bom, será interessante.
–Boa sorte... – O diretor sussurrou. – Davi.
–Hã? – Matheus perguntou.
–O que faz aqui? – Agora foi Yuri.
–Eu estou aqui desde a sua luta minha jovem. Hoje assistirei com vocês! – O velhinho deu um sorriso.
–Estão prontos?
–Estou. – Golias respondeu. Ele era uns dois metros maior que Davi e estava com um chicote em mãos.
–Eu também. – Davi respondeu.
–Então comecem.
Golias começou a usar o chicote em sua volta, impedindo Davi de se aproximar e fazendo um barulho, muito, mais muito alto de chicote cortando o ar. Davi tentava acompanhar, mas não era tão fácil. Em um rápido movimento, Golias lançou o chicote na direção do rosto de Davi acertando o mesmo.
–Davi. – Matheus gritou, mas se acalmou ao ver a mão de Davi segurando o chicote.
Davi liberou seus poderes pela mão direita, a qual segurou o chicote, e começou a congelá-lo.
–O-O quê? – Golias se perguntou assustado.
–Seu erro, foi lutar contra mim! – Davi fechou os olhos e terminou de congelar o chicote, que por estar na mão de Golias também o congelou.
–Acabou, a vitória vai para Davi. – Depois do professor anunciar o final da luta Davi abriu os olhos e aquele sorriso inocente.
–Eu não sabia que ele era tão forte! – Matheus falou.
–Uhum. – Yuri concordou e o diretor abriu um sorriso quase imperceptível.
12h
–Finalmente uma pausa. – Davi falou. Todas as lutas do primeiro ano haviam acabado e logo após o horário do almoço começariam as do segundo.
–Vamos logo comer. – Lucas falou.
–Não. Eu só saio daqui quando a luta do meu irmão acabar! – Disse Matheus. A barriga dele roncou e todos arquearam a sobrancelha.
–Tem certeza? – Yuri perguntou.
–Absoluta. – A barriga dele roncou novamente. – O que estão esperando? Vamos logo! – Ele saiu puxando a todos.
–Ele não toma jeito, né? – Lucas perguntou.
–Nem um pouco.
Mais tarde – bem mais tarde mesmo
Marcos Vs Anderson
–Finalmente. – Matheus falou revirando os olhos. – Por que ele teve que ser o último?
–Coisas da vida.
–Comecem. – O professor gritou.
Anderson criou uma bola de gelo e atirou na direção de Marcos, e o mesmo usou uma de fogo para se defender. Anderson continuou atacando sem dar espaço para King se defender.
–Força. – Matheus gritou.
–É mais fácil falar do que fazer. – Marcos sussurrou, enquanto tentava não ser atingido.
–Sei que ele é seu irmão, mas você tem que ver de um modo geral! – Davi falou.
–Modo geral?
–Mesmo ele sendo denominado “o aluno mais forte”, não quer dizer que não exista alguém a altura dele, ou que ele não tenha fraquezas. – Davi explicou.
–Tudo bem, mas porquê ele não ataca? – Perguntou Matheus.
–Não entendo bem, mas acho que tem a ver com a velocidade de materialização! – Yuri falou.
–“Velocidade de materialização”? – Matheus perguntou de novo.
–Uhum. – Davi fez o som com a boca. – Cada um invoca os poderes com uma velocidade diferente. Os alunos do quarto, invocam mais rápido do que o do terceiro e assim vai. Porém, é uma questão de prática. Entendeu?
–Sim. Então quer dizer que esse tal de Anderson, treina essa velocidade e não o poder de ataque.
–Provavelmente. – Yuri falou e Matheus abriu um sorriso de canto.
–Mas ele vai ganhar!
–Como pode ter tanta certeza? – Perguntou Davi.
–Porque ele é meu irmão. – Matheus sorriu mais normalmente. – E porque ele sabe o quanto eu quero a revanche.
Marcos ainda esquivava dos ataques de Anderson e com um pouco de dificuldade atacava. Anderson se concentrou um pouco e atirou uma bola de gelo diferente, uma bola com espinhos. Marcos optou por contra-atacar, entretanto não conseguiu criar o ataque a tempo. Ele voou um pouco pelo impacto do ataque e bateu no chão.
–Ei, por quanto tempo pretende ficar brincando? – Anderson perguntou.
–Hã? – Anderson criou outra ataque com o gelo, mas dessa vez transformou em uma faca e jogou na direção do King, raspando o rosto dele.
–Não sou pretensioso a ponto de achar que você é tão fraco. – Explicou. – Se você não me amostrar sua verdadeira força, eu vou amostrar a minha! – Anderson começou a liberar sua aura. O céu da arena e o ar em volta começaram a ficar agitado e escuro.
–Bem, achei que seria injusto lutar dando tudo de mim. – Marcos respondeu se levantando do chão. – Mas, já que você insisti. – Ele também começou a liberar sua aura, dando inicio a um conflito de poderes.
–Eles vão usar! – Davi falou tampando um pouco do rosto.
–Sim... As armaduras! – Matheus disse concentrado na luta.
Continua...
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