Guerra Dos Cogumelos
4 Capítulo 4 - Uma Menininha Misteriosa
996 anos atrás, data indeterminada
Eu, Simon Petrikov, saí ontem do então batizado por mim "Reino Doce", ainda estou meio assustado com a situação das mutações, mas já estou me acostumando, pois já passei em vários lugares em que as pessoas sofreram consequências com a radiação, como, por exemplo, um reino em que todos lá eram compostos por um tipo de gosma, uma cidade em que todos eram pequenos e verdes (como gnomos) e uma floresta cujos animais sabiam pensar, falar e andar sobre duas pernas.
Depois de algumas semanas de caminhada, eu encontrei uma cidadezinha toda destruída com algumas, lojas, lanchonetes, restaurantes e casas, todos abandonados (provavelmente por causa da Bomba Nuclear), resolvi entrar na cidade by Text-Enhance\">para ver se encontrava algo para comer.
Eu entrei em um restaurante, peguei algumas comidas e saí, ao sair, eu escutei um choro que parecia de criança. Fui atrás do som até que cheguei a uma menininha pequena, de by Text-Enhance\">pele pálida, cabelos negros e curtos, dentes caninos grandes e orelhas pontudas. De princípio achei que sua aparência era diferente da aparência de meninas normais de sua idade, mas lembrei que a bomba havia mutado todos os humanos da Terra e não me preocupei. Ela estava gritando à procura de sua mãe. Cheguei perto dela e enxuguei suas lágrimas, corri até uma loja de brinquedos, peguei um bichinho de pelúcia e dei a ela.
Então ela disse:
– O-Obrigada...
– Não foi nada, afinal, você estava chorando e eu tinha que fazer alguma coisa para não te deixar triste.
– Bem, é que a algumas semanas, eu estava em by Text-Enhance\">minha casa com a minha mãe, quando eu vi uma fumaça verde em formato de cogumelo bem ao fundo. E então, todos desapareceram, inclusive minha mãe.
- "Então além de mutarem humanos e animais, a bomba também os elimina."- pensei.
– E eu não tinha ninguém para ficar junto. — completou a menina.
Eu parei, pensei e depois, voltando-me a menina, disse-lhe:
– Bem, se quiser, eu posso ficar com você.
– Mas eu nem te conheço. — Disse a menina com um olhar de preocupada.
– Meu nome é Simon, Simon Petrikov. E o seu?
– Marceline, Marceline Abadeer.
–Viu?... Marceline. Agora que já nos conhecemos, você pode se decidir.
Então, Marceline ficou parada e pensando, até que ela respondeu:
– Tá, tudo bem, eu vou com você. Mas só se você prometer que não vai me deixar.
– Eu nunca irei te abandonar, Marcy. E eu acredito que, com certeza, a sua mãe está bem.
Então, ela me abraçou carinhosamente, e eu notei que o meu coração gelado, enfim estava se aquecendo.
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