Guerra Dos Cogumelos
5 Capítulo 5 - O mar seco
996 anos atrás, data indeterminada
Eu e Marceline havíamos nos encontrado pela primeira vez já faz dois dias e parecemos ser conhecidos de longa data. Toda vez que ela estava com frio, eu procurava um local bem quentinho para ela dormir, quando ela estava com fome, eu procurava comida para ela, quando ela via que eu estava acordado a muito tempo, ela chegava perto de mim e pedia para eu ir dormir. Eu me sentia até o pai dela e ao cuidar dela, eu até me esquecia da coroa.
Um dia eu resolvi que devíamos continuar nossa jornada por um mar conhecido como Mar do Mal, mas ele só é chamado assim porque havia muitos tubarões, piranhas e criaturas marinhas perigosíssimas, que se você caísse em suas águas te devoravam antes de se afogar. Mas era só tomarmos cuidado que não entravamos em perigo.
Então nós seguimos para lá, mas ao chegarmos ficamos surpresos, porque não havia mar nenhum, mas sim um deserto e Marcy disse:
– Mas Simon, by Text-Enhance\">aqui não tem mar nenhum, só um deserto. Como vamos atravessar um deserto?
– Bem, pelo jeito com a explosão da bomba, o mar tenha secado e ele ficou assim. E agora o Mar do Mal é o Deserto do Mal.
– É, pelo jeito vamos ter que achar que achar outro lugar para irmos.
Então, eu olhei para a coroa, pensei um pouco e falei para a Marceline:
– Talvez não tenhamos.
– Como assim?
– Marcy, você já quis saber o porquê de eu sempre levar uma coroa ao meu cinto?
– Para falar a verdade, sim.
– Bem, então talvez esteja na hora de eu te contar. Bem, há cerca de um mês, eu comprei um baú de um pescador escandinavro que havia comprado de uns arqueólogos. Quando eu abri o baú, havia este livro chamado Enchiridion e a coroa. Ao colocar a coroa, eu tinha visões estranhas e depois, eu notei que tinha a habilidade de congelar coisas.
– Então essa coroa é tipo... Mágica?
– Tipo isso. E eu estava pensando em usar meus poderes para atravessar o deserto.
– Então o que estamos esperando? Vamos.
– Mas tem só um problema, toda vez que eu uso meus poderes, eu me sinto estranho e começo e me sentir mal, tanto é que da primeira vez que eu a usei, eu comecei a gritar e desmaiei, e a minha ex-noiva, Betty, se assustou e foi embora e eu nunca mais a vi.
– Então, você decide, se você quiser ir mesmo por esse caminho e achar que consegue controlar o poder da coroa, nós vamos, do contrário, nós não vamos.
Parei um pouco para pensar e disse:
– Eu acho que posso aguentar um pouco.
– Então vamos!
Tirei a coroa de meu cinto e coloquei-a na cabeça. Aí eu notei que o poder estava chegando, eu me senti mais gelado, mais frio, comecei a ter mais visões, mas não me importei. Pedi para Marcy segurar minha mão, e comecei a criar uma ponte de gelo até o outro lado do deserto, por onde nós o atravessamos.
Nós ficamos andando muito, até que pela noite nos cansamos. Eu olhei para baixo e vi um tipo de barraca inabitada com uma fogueira acesa. Achei que seria um bom lugar para passar a noite, mas antes perguntei a Marceline:
– Marcinha, que tal passarmos a noite ali em baixo?
– Pode ser.
Então, eu fiz uma escada de gelo até lá embaixo. Ao chegar lá, resolvi by Text-Enhance\">ver se havia algum morador, mas não havia ninguém, provavelmente eles se mudaram e saíram em um tipo de jornada, assim como nós.
Eu e Marceline nos sentamos abaixo de uma tapagem e acima de um banco feito de madeira. Eu peguei um pouco de feijão que tinha na minha mochila e os esquentei. Após comermos o feijão, eu notei que ela estava ficando com sono, então arrumei um lugar para ela dormir, dei um beijo em sua testa e disse:
– Boa noite, Marceline.
– Boa noite, Simon.
Eu também estava quase dormindo quando ouvi um barulho. Perguntei se havia alguém ali, mas ninguém respondeu, então cheguei mais próximo, até que uma figura pulou em cima de mim e apontando uma arma disse:
– Não se mova ou eu atiro!
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