Guerra Dos Cogumelos

6 Capítulo 6 - Coisas Estranhas


996 anos atrás, data indeterminada

Ele era alto, musculoso e verde, e estava apontando sua arma para mim, quando disse:

– Passe tudo que você tem de valor!

– Mas eu não tenho nada!

– Pare de mentir! Todos têm algo de valor! by Text-Enhance\">Como Dinheiro, joias, ouro...

Enquanto ele falava, eu olhava para o lugar onde dormia Marceline por três motivos: 1º — Se ele a descobrisse, a usaria como refém; 2º — Se ela acordasse e visse aquela situação, gritaria de susto, o que alertaria o bandido que ia, sem querer, atirar em alguém; 3º — A coroa estava próximo a Marcy, e se ele a pegasse e a usasse, ficaria louco de poder. Então, tentei distraí-lo:

– Agora me lembrei! Eu acho que tenho algo de valor na... na minha... na minha mochila!

– Humpf, querendo me passar a perna, né?

Então, ele amarrou minhas mãos e minhas pernas e disse antes de mexer em minha mochila:

– Não se mova!

Enquanto ele xeretava os mil bolsos que eu tinha, resolvi acordar Marcy com cuidado, para ela não gritar.

– Marcy, Marcy.

Ela acordou:

– Simon, o que foi? E por que você está amarrado?

– Não se assuste, Marcy! Mas tem um homem tentando nos assaltar!

– O quê?!

– Fale mais baixo! Não se preocupe que eu tenho um plano.

– E qual é?

– É só você jogar a coroa para mim.

– Ah, entendi seu plano.

Então ela jogou a coroa para mim. Tentei me arrastar para perto dela, quando o homem terminou de olhar, disse:

– Não tem nada aqui!

Marceline se escondeu.

– Tente olhar nos bolsos de trás.

E ele voltou a xeretar.

Então, me arrastei mais um pouco e, consegui encaixar minha cabeça na coroa. Depois, senti o poder fluir, e quando estava me transformando, o ladrão se virou e não entendeu ao me ver em pé, desamarrado e com uma coroa.

– Você vai by Text-Enhance\">pagar — disse eu.

O bandido ficou assustado e eu usei meus poderes para congelar sua arma e o chão embaixo de si. Até que Marcy apareceu.

– Muito bem, você o deteu! — disse Marceline.

– Não, eu ainda posso fazer muito mais! — disse eu com uma risada maquiavélica e louca.

– C-Como assim? — disse Marcy com um pouco de medo.

Para by Text-Enhance\">mostrar a Marceline, comecei a congelar o criminoso, que não conseguia nem respirar.

– Simon, para! Ele já entendeu!

Mas eu só ficava dando aquela risada, até que caí na real e disse:

– Ãhn, Marcy?

Então, eu tirei minha coroa.

– Simon, você estava muito estranho! — disse Marceline para mim, com medo.

– Como assim?

– Olhe você mesmo!

Então, eu vi o ser congelado e me espantei, usando meus poderes para descongelá-lo.

– Desculpe — Eu disse para o vilão.

– Saia de perto de mim — ele respondeu, enquanto corria.

– Viu o que eu disse? — disse Marcy — eu acho que isso pode ter a ver com a coroa!

– Mas sem a coroa, como vamos atravessar o deserto? Porque já estamos muito longe para voltar.

– Eu não sei.

Até que eu vi um carro velho e usado de antes da guerra, levei Marceline até ele e tentei fazer ligação direta, porém falhei.

– Deixa eu tentar — disse Marceline

Enquanto ela tentava, eu olhei para os cantos e vi olhos nos seguindo e disse:

– Marcy, é melhor irmos logo.

Mas quando me dei conta, de algum modo misterioso, ela conseguiu " dar energia" ao carro. Nem perguntei a ela, só liguei o veículo e corri a toda velocidade.

Quando tinha passado meio quilômetro, um tipo de lobisomem com mãos grandes e peludas, de um formato estranho pulou na nossa frente e disse:

– Abraço!

Nós não sabíamos se ele queria um abraço ou queria nos estrangular, então saímos dali.

Mas a frente, apareceram mais dois lobisomens, e mais e mais, até que nos víamos cercados por lobisomens. Então, o carro atingiu a velocidade máxima e a 1 hora e meia dali, já estávamos em um lugar seguro e sem nenhum monstro esquisito.