Guerra Dos Cogumelos
7 Capítulo 7 - Felicidades e Mistérios (Parte 01)
996 anos atrás, data indeterminada
Aqui é Simon Petrikov (Enlouquecendo lentamente). Eu e Marcy achamos uma cidade deserta, sem nenhuma pessoa. Mas por precaução resolvemos dormir em um local próximo a ela.
Durante o dia todo nós pudemos aproveitar para nos divertir. Eu coloquei uma amora vermelha o nariz, como se eu me fantasiasse de palhaço e fiz algumas palhaçadas, peguei dois rolos de papel higiênico e fingi que eram microfones para eu e Marcy cantarmos um pouco, contei milhões de piadas a ela. É, agora sim éramos como pai e filha.
Depois Marceline me disse uma coisa:
– Simon, você é muito bobo, engraçado e legal, mas eu só estou um pouco assustada com a sua coroa e seria bem legal se você a usasse menos.
– Mas ela me salvou da explo... de uma grande catástrofe!
– Mas é para o seu próprio bem Simon, você me assustou da última vez e não parecia você... Não era você! Eu quero isso para o seu próprio bem!
E eu notei que ela estava chorando, então eu peguei um violão que estava ali perto e comecei a tocar e cantar uma musiquinha sem letra para ela, e ela chorava cada vez menos, até que começou a abrir um pequeno by Text-Enhance\">sorriso.
– Marceline, se isso te deixa tão preocupada, eu posso usá-la um pouco menos. Se você quiser é claro.
– Isso me deixaria muito feliz. Mas eu não sabia que você tocava violão.
– É, eu toco um pouquinho de cada instrumento.
– Legal!
– Quer que eu toque mais?
– Só um minuto que eu vou buscar o Hambo.
– Hambo?
– É, o meu ursinho que você me deu quando nos conhecemos.
– Ah, o Hambo.
Então ela foi em busca do seu brinquedo tão querido e depois voltou para ouvir outra música que eu fiz.
Depois da música, ela bateu palmas e perguntou se poderia segurar o violão e eu respondi que sim. Depois eu fui "tirar a água do joelho" e quando eu voltei cheguei até a me impressionar. Marceline estava tocando o violão, e muito bem aliás, e cantando uma música que eu me lembro até hoje.
Era mais ou menos assim:
Da da da da da
Vou te enterrar até o chão
Da da da da da
Vou te enterrar com esta canção
Eu vou tirar a maldade
Do seu coração podre
Eu vou..
– Por que você nos deixou, por quê?
Você saiu e não disse nada
Só disse que não podia mais ficar
Que tinha que cuidar de seu reino
E de todos os seus súditos por lá
Desculpe se não fomos boas
Boas o bastante para você
Eu só sei que você nos deixou
Sem ter nada para dizer
Só sei que, Você não me importa, Você não me importa
Ou será, que, é por que eu te amo
Só sei que você nos deixou
Eu não tenho nada a ver com isso
Foi você quem quis nos deixar e não nos amar
Desculpe se fiz algo errado, mas só sei que eu te amo
Mas você pelo jeito nem ligou
Só sei que, Você não me importa, Você não me importa
Ou será, que, é por que eu te amo
Só sei que você nos deixou
Então, quando ela acabou de cantar, eu cheguei perto dela e disse:
– Para quem era aquela música, Marcy?
– Ah, você estava aí?
– Sim, mas para quem era?
– Bem, era para alguém bem chegado meu.
– Quem?
– Eu não sei se devo contar...
– Marcy, nós só temos um ao outro de agora em diante, nós temos que ter mais confiança agora.
– Tá bom. Bem, eu não vou entrar em muitos detalhes porque é meio complicado para gente como você entender, então eu só vou contar o básico. Bem...
E ela começou a me contar alguns dos seus segredos.
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