Guarda-costas

28 Capítulo vinte e oito


Notas iniciais
Boa leitura!

Naruto parou de olhar a janela e foi para a mesa do seu escritório, escutando os baixos murmúrios de Hinata sentada no sofá. Ela estava entretida com alguma coisa no celular e ele podia adivinhar que ela estava jogando algum dos seus jogos estúpidos.

Ela não o incomodou por todo o tempo que ele passou olhando pela janela, mesmo ela não gostando quando ele entrava em “estado vegetativo”, como ela gostava de se referir a sua mania de meditar, enquanto estava tentando resolver um problema.

E ele estava com supostos grandes problema em mãos.

O porto era uma parte importante dos seus negócios, mas não tão grande quanto os seus inimigos acreditavam. O seu tio no passado havia lhe ensinado que tudo que uma família possuia era igualmente importante, mas as pessoas que olhavam pelo lado de fora tinha a mania de sempre colocarem muita importância em uma única base de seu poder. E chamar aquilo de ponto fraco.

Assim toda vez que um inimigo planejava destruir o poder de uma família, eles atacavam aquilo que acreditavam ser o seu ponto fraco.

Então, Minato, entendendo a forma como funciona o jogo, decidiu escolher que o próprios ponto fraco. O porto.

Ele investiu muito em cada centímetro daquele negócio, vendeu várias das suas influências, utilizou o seu poder sobre importações e exportações de mercadorias que estava apenas iniciando àquela época e decidiu aquela atividade como sua principal fonte de exploração.

Tudo isso, enquanto legalizava o seu negócio de pedras preciosas e venda de arte.

O porto, então, já não era um ponto fraco, mas apenas um chamariz para as pessoas que não podiam enxergar além da superfície do que Minato queria lhes mostrar.

E Naruto como o mais novo chefe conseguiu aprender toda a essência daquelas ações.

Naruto olhou para Hinata, quando ela deixou o jogo de lado e se aproximou de sua mesa, sentando-se na cadeira a sua frente. Os olhos perolados dela o observaram curiosamente, como se estivessem esperando alguma coisa acontecer.

Ele quase sorriu, assistindo como a sua expressão permanecia calma, mesmo que ela não tivesse qualquer ideia do que estava acontecendo. O quanto disso era confiança? O quanto disso era pura ingenuidade?

Naruto não tinha resposta para isso, mas, ainda assim, sentia como se Hinata, instintivamente, soubesse o que ele estava planejando, mesmo que ele nunca tenha compartilhado qualquer um dos seus planos com ela.

Os dois ficaram se olhando por um tempo, esperando uma ação da outra pessoa, mas o telefone tocou antes que qualquer um dos dois tomasse iniciativa.

Naruto sorriu para Hinata e ela lhe lançou um olhar aborrecido, antes que ele atendesse o telefone. A voz do outro lado era de a alguém que ele queria conversar a muito tempo, mas que continuava fugindo do seu encontro por meses.

Naruto reclinou na cadeira, enquanto Hinata se levantava até a máquina de café.

— Uzumaki?

— Hidan Jashin?

Hidan Jashin costumava ser um dos grandes amigos do seu tio antes que ele mudasse sua aliança para o lado dos Nagato quando percebeu que não receberia qualquer tratamento especial nos negócios do porto apenas por ser próximo da família Uzumaki.

No entanto, mesmo tivesse havido um corte entre as relações familiares e pessoais dos Jashins e Uzumakis, os dois ainda mantinham fortes laços comerciais que caíram apenas quando Minato morreu e Naruto assumiu o seu lugar.

Hashin era uma das pessoas em sua enorme lista de suspeitos quando ao assassino de seu tio. Isso claro, antes dele começar a desconfiar da sua própria mãe.

Hidan era odioso, perigoso e um completo idiota.

Hinata colocou um copo de café na sua frente, enquanto voltava a se sentar na cadeira a sua frente.

— Hidan? — ele perguntou divertido do outro lado da linha. — Quando você era pirralho costumava me chamar de tio, Naruto.

Naruto bebeu um pouco do café, sentindo o gosto do café forte na sua boca, exatamente da forma como ele gostava.

— Isso foi a mais de dez anos atrás, não?

O homem soltou uma risada e seu tom de voz continuou ameno. — Soube que Nagato destruiu um de seus portos. Pensei em ligar para perguntar se precisava de ajuda, afinal eu e seu pai fomos velhos amigos.

Outra risada e Naruto tomou outro gole do seu café. — Gostaria de uma reunião com as famílias. — Naruto foi direto ao ponto.

— Sim, pois bem, também gostaria de falar sobre isso. Uma reunião já foi marcada para daqui a um mês. Estamos querendo debater a demarcação dos territórios sobre os quais serão tracejadas as rotas de areia. Além disso, podemos colocar em pauta a sua briga aberta com Nagato… Aliás, pensei que vocês fossem família.

Dessa vez, Naruto sorriu. — Ele é meu cunhado, obviamente, somos família.

— Mas não é isso que aparenta. E ainda tem Tomoyo... O que você vai fazer com ele? — Hidan perguntou e mesmo que as suas palavras parecessem preocupadas, Naruto conseguia escutar cada um dos seus significados subliminares. — Se você for pedir a exclusão de proteção da tríade tanto a família Nagato, quanto a Tomoyo, você terá que apresentar provas, garoto.

— Eu já disse eu quero apenas conversar. É muito bom que tenhamos conseguido marcar essa reunião. Eu estou tentando fazer isso a algum tempo, mas por algum motivo não conseguia falar com ninguém…

— Bom, como homens de negócios somos todos ocupados! — ele deu uma gargalhou e Naruto terminou todo o restante do seu café. O líquido conseguiu espantar todo o frio do seu corpo e ele demorou alguns segundos olhando na direção em que Hinata esperando impacientemente a sua conversa terminar. — Bom, que seja! Vamos nos encontrar na reunião e quem sabe se você se comportar, eu posso te apresentar uma das minhas meninas.

A ligação acabou com os dois lados sentindo-se verdadeiramente satisfeitos, mas apenas um deles estaria sorrindo no final.

Naruto largou o telefone no gancho e encostou na sua confortável poltrona, fechando os olhos. Ele se deixou balançar por alguns instantes, depois abriu os olhos novamente, voltando a encarar os mesmos olhos.

Por alguma razão ele tinha criado uma propensão a observá-los. E eles sempre tinha algum tipo de efeito diferente a depender do seu humor. Quando ele estava cansado, ele se sentia energizado. Quando ele estava irritado, ele se sentia mais calmo. Quando ele estava em dúvida, mesmo as questões que permeavam constantemente seu cérebro eram afastadas.

Nesse momento, ele se sentia bastante feliz. Mas, ela estava fazendo-o se sentir quase convencido.

— O que foi?

— Apenas curiosa… — ela disse com um olhar entediado no rosto. — O rabo de quem você está prendendo dessa vez?

Naruto fechou os olhos e deixou um pequeno sorriso desenhar em seus lábios.



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Sakura sentiu como o seu corpo estava esfriando. Ela não conseguia pensar em mais nada que não fosse a cena na sua frente. E ela não podia culpar ninguém além de si mesma por ser uma pessoa tão estúpida.

Ela merecia aquilo.

Sakura se concentrou em lavar a louça do café da manhã que havia preparado, enquanto escutava Ino andando de um lado para o outro com o telefone na mão, sussurrando besteiras para a pessoa do outro lado.

As duas criaram uma amizade incrível nos últimos meses, desde quando ela tinha entrado na sua galeria para buscar um quadro. Sakura percebeu imediatamente como o seu coração flutuava quando Ino estava por perto. O seu sorriso, os seus toque contínuos.

E, quando, ela lhe disse que ela havia passado muito tempo fora do país e que quase não reconhecia o lugar. Sakura aproveitou a oportunidade para se voluntariar a apresentar toda a Tokyo para ela.

Ino aceitou imediatamente e o relacionamento das duas evoluiu de forma imediata… Como amigas.

— Entendi, querido. Vou estar pronta quando você vier esta noite.

A voz de Ino era sedutora e Sakura sentiu o seu peito doer, assim que escutou a loira falando que amava o homem no telefone. Ela sentiu os seus olhos umedecerem, pensando em como poderia conseguir se livrar daquela paixonite boba que havia enfiado na cabeça por conta própria.

Mas, assim que estava tentando endurecer o seu coração o máximo possível para mandar Ino embora como quisera fazer inúmeras vezes, a própria se aproximou pelas suas costas e a abraçou pela cintura.

Sakura sentiu sua respiração falhar e Ino deu uma leve mordida no seu ombro que ela sentiu todo o caminho até a sua vagina.

— Você está tentando me seduzir, Saku? Andando apenas de calcinha e camiseta pela casa?

Sakura fechou os olhos sentindo um calor subindo pelo seu rosto. As duas haviam saído para beber na noite passada e quando estavam muito bêbadas, elas caíram enroladas uma na outra no sofá e dormiram.

Ela nunca tinha se sentido tão excitada na vida e a forma como Ino estava lhe olhando fez uma pequena esperança se implantar no seu coração. Então, quando ela acordou, a única coisa que ela pensou era qual a melhor forma de acordá-la.

Por isso, tinha feito um café da manhã, tomado um banho e se vestido daquela forma, apenas para ver se Ino a olharia da mesma forma sóbria.

Mas, ela sequer lhe notou, acordando com o telefone tocando e conversando com o namorado do outro lado da linha.

Ela escondeu o seu descontentamento o melhor que pode e se desvencilhou dos braços de Ino. — Eu tenho que ir. Tenho alguma coisas para fazer hoje.

Mas, Ino não lhe deixou ir, prendendo-a com os braços. — Você está zangada.

— Não estou, não.

Mas, nem ela acreditou nas próprias palavras.

— Eu fiz algo errado ontem?

— Não.

— Então, porque você esta fugindo de mim?

— Eu não estou.

Ino lhe olhou aborrecida e tocou o seu rosto puxando para cima. — Se eu fiz alguma coisa, me perdoa.

Os olhos delas pareciam tão tristes e a única coisa que Sakura queria era tirar aquela expressão do seu rosto. Sakura já havia visto aquela mesma expressão no seu rosto mais de uma vez e ela não queria ser mais uma razão para aquela tristeza.

— Não é nada que você fez… — ela disse antes que pudesse se arrepender. — Eu sou uma idiota que pensa demais, só isso.

— E no que é que você está pensando, Saku?

Sakura sentiu a respiração de Ino bater no seu rosto e fazendo a sua boca formigar e ela não resistiu o impulso de se aproximar. Ela puxou a cintura de Ino para si e roçou os lábios levemente na outra mulher.

As duas estavam com os corpos grudados, os seios de Ino tocando os dela e o rosto muito perto. Sakura esperava que Ino lhe empurrava e ela até mesmo se preparando para o ataque. No entanto, Ino a observou com os olhos brilhando em surpresa e de repente começou a gargalhar.

Sakura sentiu os seus olhos encherem de lágrimas de novo. Ino estava rindo, enquanto ela estava se sentindo tão desesperada?

Sakura empurrou Ino e saiu de perto dela. Mas Ino lhe puxou pela cintura, a empurrando para até a parede e a virando de frente. Sakura queria gritar com ela e pedir para ir embora, mas qualquer palavra na sua boca foi esquecida, quando Ino desceu para a sua boca em um beijo.

Ela não foi suave como Sakura havia sido e começou invadindo a sua boca com a língua, antes que ela tivesse a chance de qualquer reação. Ino a agarrou por trás do pescoço e a posicionou de maneira que o beijo se aprofundou ainda mais.

Sakura gemeu com a intrusão e Ino mordeu os seus lábios com os dentes.

— Era isso que você queria? — e ela voltou a sorrir.

Sakura a empurrou de novo, mas a irritação que ela sentia, não estava mas lá.

— Idiota!

— Eu posso te beijar quando você quiser, Saku! — ela lhe deu uma piscadela. — Você quer vir hoje a noite? O meu namorado adora quando eu trago uma amiga!

Sakura respirou fundo. Qualquer esperança que ela tinha sobre o que aquele beijo havia significado tinha ido para o buraco. Ela realmente estava apaixonada por aquela mulher, mas ela queria Ino só para ela. Não em um ménage.

Ino se aproximou de novo dando um chupão no seu ombro.

— Você é…? — Sakura se calou quando Ino desceu uma mão para a sua bunda.

— Lésbica? — ela perguntou com um enorme sorriso no rosto. — Não. Mas, eu já transei com outras mulheres, enquanto o meu namorado olhava. Isso o excita. Isso me excita.

Ela passou a mão por debaixo da sua blusa e alcançou um dos seus seios por debaixo da blusa. Sakura foi assaltada com a sensação das mãos macias no seu corpo.

— Você quer transar comigo, Saku?

Sakura sentiu todo o corpo amolecer com o convite.

— Você quer que eu chupe a sua boceta, enquanto ele se prepara para te foder.

Sakura passou as mão pelo pescoço de Ino, querendo outro beijo. — Eu quero só você. — ela sussurrou.

Ino sorriu de novo. E Sakura se perguntou se o que divertia a sua amiga era o fato dela estar implorando tão necessitada.

— Eu gosto de pau, Saku!

— Então, porque você está me tocando assim.

Ino apertou o bico do seu seu seio, enquanto espalhava a mão na sua bunda.

— Porque você é gostosa! — ela respondeu, descendo os lábios para a boca dela novamente, mas dessa vez lambendo apenas os lábios de baixo. — Vamos transar hoje a noite. Eu vou te lamber e ele vai te foder. O que você acha?

Sakura sentiu o seu clitoris doer, ela queria uma libertação de tudo que ela estava sentindo, mas Ino apenas lhe daria aquilo se fosse nos termos dela. Ela estava disposta a aquilo? Mesmo sendo bi, ela gostava de se envolver apenas com pessoas que ela se importava. E um homem não estava nos seus planos.

— Não. — Sakura respondeu se afastando da presença intoxicante de Ino. — É melhor eu ir.

Ino a deixou se afastar e gritou da cozinha. — Obrigada pelo café, Sakura! — ela escutou a voz risonha de Ino, enquanto ela vestia a roupa e se preparava para sair.

Mas antes de abrir a porta, Ino lhe imprensou contra a porta de novo e lhe deu um beijo rápido. — Se você mudar de ideia, você sabe o meu endereço. Hoje às oito.

Sakura não respondeu e saiu pela porta. O seu coração estava enfrentando uma maratona e mesmo que ela não estivesse completamente satisfeita com o que tinha acontecido, ela ainda sentia nas nuvens.

Notas finais
O que acharam? Vocês geralmente possuem umas teorias bem interessantes sobre as interações dos personagens! Comentem, compartilhem (nem sei se é possível) e favoritem! O próximo será apenas na quarta! Até...