Guarda-costas

37 Capítulo trinta e sete


Notas iniciais
A parte inicial tem uma cena sensível. Vai mostrar como desencadeio o estupro de Sakura... Quem não quiser ler, é só passar a parte em itálico. Estejam avisados.

Ino, eu acho melhor eu ir embora, eu não estou me sentindo muito bem.

Sakura disse, assim que entrou na cozinha. Ela não esperava que o jantar com o namorado de Sakura fosse agradável, o cara era muito legal e havia sido educado e gentil com ela durante todo o jantar. Ela até mesmo tinha curtido conversar com ele, uma vez que ele parecia entender bastante sobre esculturas modernistas.

Até que chegou o vinho… E a sua cabeça começou a pregar peças sobre ela. Ela estava se sentindo estranhamente eufórica e com calor. Como se fosse explodir e mesmo após parar de tomar a bebida a sensação não ia embora.

Ela pediu licença e tentou se refrescar na pia da cozinha, mas mesmo isso havia sido inútil.

Ino a seguia preocupada e Sakura não queria que nenhum dos dois se preocupassem com ela e perderem o clima de comemoração. Eles ficavam bem juntos e mesmo que Sakura estivesse meio apaixonada pela Ino, ela conseguiu ver porque eles estavam namorando.

Ela não tinha chance e a única razão dela ter ido naquele jantar era jogar um balde de água fria na sua própria paixonite errada.

— Por que você não fica mais um pouco? Ele gostou de você.

Ino sorria para ela docemente e Sakura não pode deixar de sorrir de volta. — Ele é bem legal, eu já sei porque você gosta dele, mas eu tenho que ir.

Ino se aproximou do corpo de Sakura e segurando pela cintura, sussurrou no seu ouvido. — Não seja assim, Saku. Você sabe muito bem o que eu te propûs hoje. — o ar quente bateu no seu pescoço e os lábios de Ino tocaram suavemente o lóbulo da sua orelha. — Eu vi como você olhou para ele, Saku… Eu sei que você gostou dele também.

Sakura não podia negar, mesmo que estivesse apaixonada por Ino, o homem na sala havia atraído ela também. Mas, isso não era uma boa idéia e mesmo que ela estivesse excitada com a ideia de uma noite selvagem entre os três, por algum motivo, sua cabeça estava martelando em advertência.

Isso não era ela... Sakura não era o tipo de garota que simplesmente dormia com um cara para foder uma mulher que sequer estava apaixonada por ela.

— Não! — ela disse de forma decisiva.

Outros braços desceram nas suas costas, prendendo-a com mais força entre o seu corpo e o de Ino. Sakura se assustou com tal aproximação, mas logo a voz conhecida do homem nas suas costas lhe acalmou.

— Ela não quer ficar com a gente, bebê. — Ino disse por cima do ombro de Sakura para o homem, mas ele não respondeu, preferindo dar um beijo de boca aberta entre as omoplatas de Sakura. O seu vestido tinha a costa nua, então o beijo foi realmente sensacional sobre a sua pele.

Ela também sentiu a ereção do homem pressionar a sua bunda e ela se esfregou contra ele de volta, em um gesto involuntário. Ela estava fora de si.

— Não me parece que ela quer ir.

Os lábios dele subiram pelos seus ombros e foram de encontro aos lábios de Ino que estavam beijando o seu pescoço. Eles trocaram um beijo casto, apenas lábios e, quando eles se separaram, a boca de Ino desceu sobre a de Sakura.

Nada casto.

A boca de Ino invadiu a dela com uma ânsia de possessividade que assaltou cada estímulo do seu corpo. E as mãos do homem de Ino, desceram pelas suas coxas e subiram o seu vestido. As mãos dele eram grandes e firmes. E ela sentia a sua calcinha molhar ainda mais.

Tudo no seu cérebro eram sensações eróticas de dois corpos muito distintos. Ino largou seus lábios e os lábios do homem a substituíram, virando a de frente para ele. Sakura se segurou no seu ombro quando sentiu que a tontura da sua cabeça se intensificava e Ino puxou o ziper do seu vestido para lhe despir.

O homem não parou de beijá-lá e Sakura sentiu quando ele a puxou para cima a apoiando em cima da pia. O beijo continuava mais e mais sedento e a cabeça de Sakura mais e mais longe da sanidade. Ela estava completamente nua, sendo esfregada no corpo ainda vestido do homem.

Ela já não podia mais sentir o toque de Ino e o homem desceu o zip puxando o seu pênis.

— Você quer o meu pau na sua boceta, não quer?

Sakura sentiu a sua excitação tomar de conta do seu cérebro, mas ela sentia falta de Ino. Ela não queria transar com o namorado dela, ela queria transar com ela. Mas, porque o seu corpo não agia como o seu cérebro pensava?

O homem desceu sobre os seus seios e Sakura pode finalmente observar Ino, sentada em um dos bancos da sua cozinha. Ela estava com um câmera na mão, filmando tudo que se passava entre ela e o homem.

O que?

Sakura tentou afastar o homem, mas os seus braços eram como geleias e ele começou a sorrir abrindo a boca sobre o monte do seu seio. Outra onda de sensação a assaltou e ela gemeu alto. Ino sorriu de onde estava e continuou a filmar.

— Você está tão linda, Sakura. Diga para ele o quando você o quer.

Ela não conseguia mover a boca para esboçar qualquer palavras, tudo que ela conseguia fazer era gemer e tentar puxar o homem para fora do seu corpo. Ele voltou a subir os seus lábios para ela e a beijou novamente.

Sakura já estava em estado de pânico, mas era como se ela estivesse presa no próprio corpo. Porque ela não conseguia sair dos braços daquele homem? Porque Ino não lhe ajudava? Será que ela não podia ver nos seus olhos o quão confusa ela estava?

— Se você disser não, eu paro. — O homem disse e Sakura tentou puxar novamente ele para fora, mas novamente todas as suas tentativas eram inúteis. Ela tentou dizer alguma coisa, mas da sua boca só saiam palavras desordenadas.

Ela olhou para Ino em socorro novamente, mas ela encontrou apenas o olhar apático da sua amiga, como se ela não estivesse alí, naquele mesmo lugar. O que estava acontecendo?

O homem desceu pelo seu clitoris e tocou apenas sutilmente, antes de Sakura se desmontar. Ela fechou os olhos se afogando na onda de prazer que a atravessou.

Mas, como ela poderia estar sentindo qualquer coisa, quando ela não queria nada daquilo?

— Ino… — ela conseguiu formar, mas, o homem apenas sorriu.

Ele desceu a boca na sua orelha e sussurrou: — ela não pode te ajudar, Sakura. Apenas aproveite o passeio.

Aquelas palavras lhe aterrorizaram e o seu cérebro se tornou muito claro, muito rápido. E, enquanto, o homem continuava a mexer no seu corpo da forma como ele queria e Ino permanecia filmando toda a cena, os sentido de Sakura foram se perdendo.

Até que tudo que ela pode ver era o dourado do cabelo de Ino.

Até que ela não podia ver mais nada.



Sakura acordou na sua cama sentindo o suor frio deslizar pelas suas costas e a onda de náusea dominar o seu estômago. Ela saiu da cama correndo e conseguiu chegar no vaso, apenas a tempo de levantar a tampa antes de vomitar todo o seu jantar.

Ela sentiu os joelhos baterem no chão e continuou nessa posição até que conseguiu algum equilíbrio. O seu estômago continuava a resmungar, mas não havia mais nada para jogar fora. Ela fechou a tampa e deu descarga, voltando para a sua cama.

No dia depois daquele pesadelo, ela havia ido para o médico saber como estava o seu corpo. Ela sabia que tinha passado por algum tipo de violência e a primeira coisa que pediu foi um teste de estupro.

Deu negativo. Apenas constava que ela teve relações sexuais na noite anterior.

Apenas aquele pensamento fez o seu estômago doer de novo. Como ela pode ter deixado isso acontecer? Como ela se deixou ser utilizada daquela forma tão asquerosa?

Ela também pediu um exame de sangue, porque sabia que o seu comportamento aquela noite não era normal. E mesmo que nos seus sonhos sempre parecia que ela estava excitada para ficar com aquele homem, ela sabia no fundo do seu coração que ela não tinha querido nada daquilo.

E Ino? Ela tinha filmado tudo? Por que?

Ino havia sumido!

Sakura tentou voltar ao apartamento, mesmo que a ideia de voltar naquele lugar a fizesse querer se jogar de uma ponte, mas ela não encontrou nenhum sinal da amiga e mesmo a recepcionista não tinha nenhuma informação para lhe dar, exceto que o proprietário daquele apartamento não possuía o nome de Ino Tommy.

Ela também não podia dar o nome da pessoa cujo apartamento pertencia.

Ela queria bater em alguém, gritar em raiva, frustração e o alvo de tudo isso havia sido Hinata, que durante esses dois dias tinha feito de tudo para deixá-la um pouco mais feliz. Mas, como ela poderia dizer o que tinha acontecido naquela noite para ela?

Quando tudo que tinha acontecido havia sido sua culpa.

Sakura afundou o rosto no travesseiro e chorou toda a dor que sentia no coração, até que dormiu novamente e os mesmos pesadelos voltaram para assombrá-la.



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Sakura acordou novamente com o sol bem alto. As suas cortinas estavam apenas meio fechadas e a claridade entrava no seu quarto de forma não bem vinda. Ela queria se meter debaixo do travesseiro e ficar alí para sempre.

Não queria encontrar Hinata e muito menos ter que escutar as perguntas preocupadas que ela jogava na sua direção. Tudo isso e ela ainda tinha que trabalhar hoje.

Sakura não acreditava que toda aquela situação estava fazendo com que ela perdesse a coisa que mais amava no mundo, a vontade de levantar todos os dias. Cozinhar a sua comida e a de Hinata, se ela estivesse em casa. Conversar no telefone com todos os seus artistas temperamentais ou planejar a organização de exposições de artes.

Ela havia lutado tanto para conseguir aquela vida e agora tudo que ela queria era ficar na cama. Isso não era justo. Não era justo com a Sakura mais nova que tinha milhares de sonhos e muito menos com a Sakura mais velha que conseguiu realizar todos eles.

Tudo que ela tinha que fazer era esquecer. Ela sempre fora muito boa em esquecer as coisas que lhe machucavam.

Sakura levantou da cama e foi para o banheiro. O seu rosto estava inchado por toda a choradeira da outra noite e ela se sentiu envergonhada de olhar o seu rosto no espelho. Ainda haviam algumas marcas bem feias no rosto, mas a pior ainda era a do pescoço e das barrigas e coxas.

Como pode ser que o resultado do kit de estupro tenha dado negativo?

Quando as enfermeiras lhe atenderam, elas foram tão cruéis com ela, até mesmo o médico foi completamente impessoal. Como ele sequer poderiam ter mandado um médico para atendê-la? Isso era revitimização na sua forma mais pura.

Ela saiu diretamente dalí para um laboratório pedindo um toxicológico completo. Ela tinha certeza que havia alguma droga que a fez perder os sentidos naquela noite. E se ela fosse entrar com alguma queixa, ela teria que ter em mãos os exames e o laudo médico de agressão.

Até porque, mesmo se o Kit de estupro tenha dado negativo, ela ainda tinha forma de confirmar a agressão.

Mas, ela queria mesmo prestar queixa?

Sakura tirou o resto da roupa e entrou no banho. Ela tomou o banho mais demorado da sua vida e após terminar, começou a tomar cuidado de cada uma das suas feridas físicas.

Ela não tinha feito nada disso nos últimos dias, porque estava distraída demais sentindo pena de si mesma. Mas, agora ela percebia quão negligente havia sido consigo mesma.

Depois de cuidar das roxuras, ela começou a aplicar seus cremes matinais, a máscara facial e cuidar do cabelo, como ela sempre fazia e depois de terminar com a sua rotina, ela se sentiu bem melhor.

Esquecer. Esse era o ponto forte da sua personalidade. Ignorar as coisas ruins.

Você só se atinge com aquilo que você deixa lhe atingir.

Ela gostava de livros de autoajuda porque ela os achava engraçado, nunca pensou que precisaria deles. Agora tudo que ela precisava fazer era escolher uma roupa bonita e ir para o trabalho. O trabalho era tudo que ela precisava no momento.

Ela saiu do quarto e foi para a cozinha e seu coração paralisou no momento que ela percebeu que havia um homem alí. Um homem se virou e Sakura teve que raciocinar por alguns segundos antes que percebesse quem era.

Naruto.

Sakura deu uma respiração funda e fechou os olhos tentando acalmar os nervos.

— Uau, você me assustou!

— Desculpa.

Naruto pegou algo que estava na frigideira do fogo e colocou em um prato em cima da bancada do lado oposto onde ele estava. Sakura se sentiu agradecida por ele não ter colocado mais perto dele e sentiu-se envergonhada no momento que aquele pensamento passou pela sua cabeça.

Aquele era Naruto. A pessoa favorita da sua melhor amiga.

Se acalme.

— Eu não queria invadir, mas vim olhar Hinata ontem e acabei ficando para dar uma carona hoje.

Sakura permaneceu em silêncio enquanto, ela sentava na cadeira. A Sakura de sempre brincaria com Naruto, como ela sempre fazia quando era convidada para algum jantar chique da sua empresa, ou quando ele passava por sua galeria para escolher alguma arte com sua amiga a tiracolo.

Por causa de Hinata, Naruto havia se tornado um dos maiores clientes da galeria e até hoje o seu chefe lhe tratava com luvas de pelica, apenas por ter conseguido com que o chefe Uzumaki entrasse pessoalmente na sua galeria.

— Você passou a noite aqui para dar carona para Hinata? — um sorriso brincou nos lábios de Sakura e ela olhou desconfiadamente para Naruto.

Naruto apenas sorriu e colocou alguma outra coisa na frigideira.

— E agora você está cozinhando para ela?

— Eu estou cozinhando para você, Sakura.

Sakura ampliou um sorriso, e dessa vez ele era real nos seus lábios.

A interação daqueles dois nunca deixava de lhe surpreender. Era como se eles odiassem de morte a existência um do outro, ao mesmo tempo que amavam o chão que o outro pisava. — Hinata está no quarto ainda?

— Eu dormi no quarto, ela ficou no sofá.

Naruto apontou para o sofá, mas ela poderia apenas ver o encosto. A sala estava estranhamente limpa, exceto por alguns pacotes de salgadinhos que não chegavam nem perto da confusão que geralmente ficava a sua mesa de centro quando Hinata estava em casa.

— Você dormiu onde?

— Na cama dela. — Naruto lhe deu uma piscadela. — As minhas costas são mais importantes que a dela.

Sakura sorriu mais alto. — Nada cavalheiro, Naruto.

— Comida… — eles escutaram uma voz vindo da direção onde Hinata estava dormindo. Era uma voz rouca que não lembrava em nada a voz da sua amiga. Era bem assustadora. — Comida…

Uma mão subiu pelo encosto e depois a cabeça de Hinata apareceu também. Os seus fios de cabelos estavam por toda a parte, cobrindo os seus olhos e completamente bagunçados. A sua bochecha estava com marcas que sinalizavam que ela dormiu em cima da própria mão. E haviam marcas de saliva ao lado da sua boca.

Uma verdadeira visão do inferno.

Ela puxou o ar com força e farejou o cheiro da comida, abrindo os olhos de uma única vez. — Comida!

Naruto começou a gargalhar e Sakura apenas pode bater na própria testa com a visão lamentável da própria amiga.

Hinata levantou rapidamente do sofá e foi para o lado de Naruto. Ela estava usando um moletom e Sakura sentiu seu coração acalmar, quando percebeu que pelo menos não haviam furos muito notáveis na calça. Hinata passou direto por ela e sequer lançou um olhar na sua direção, estando completamente absorvida pela visão das omeletes que Naruto preparava.

— O que é isso?

— Comida… — ele disse imitando a forma como ela havia se expressado.

— Você não cozinha!

— Quem disse?

Hinata olhou do prato que ele estava montando e para o que estava na frente de Sakura. — Você nunca fez comida para mim.

Sakura percebendo a situação, empurrou o prato para o lado de Hinata. — Porque você não come a minha. Eu estava sem fome mesmo.

Naruto revirou os olhos e empurrou o prato de novo para a frente de Sakura, dando um leve tapa nas mãos de Hinata antes que ela conseguisse alcançá-lo com suas ávidas mãos. — Não é seu!

Hinata pareceu ainda mais desgostosa e Sakura prendeu o riso quando ela rosnou em raiva para Naruto. — Faça um para mim!

— Não.

Hinata estava estupefata, mas assim que o assombro passou, ela respirou profundamente e deu um soco nas costelas de Naruto. Sakura colocou a mão na boca em choque, mas Naruto apenas fechou os olhos absorvendo a dor, antes de empurrar a teste de Hinata com os seus dedos.

Ela o olhou ainda mais irritada, mas Naruto calmamente desviou os olhos da sua guarda-costas e lançou um sorriso encantado para ela.

— Se você quiser mais algum, Saku. — ele falou carinhosamente o seu apelido. — Pode pedir...

— Eu já passei três meses com você e tu nunca cozinhou para mim. Eu mereço ser alimentada também!

Naruto olhou no relógio de pulso e se voltou para Hinata. O rosto duro como pedra, sem nenhum resquício do charmoso sorriso. E Sakura se perguntava como ele conseguia não esboçar nenhuma reação, quando Sakura estava virtualmente tentando se fazer engasgar para não rir da miséria da amiga.

— São sete e cinquenta, você tem exatamente dez minutos para tomar um banho e se trocar, se você quiser carona para o trabalho.

— Eu posso chegar mais tarde e ir de ônibus.

— Sendo assim, vou descontar cem reais por cada minuto de atraso.

Hinata o olhou com desprezo. — Crápula. — ela disse entre os dentes. — O que eu vou comer?

Naruto olhou para a cesta de comida que ele havia comprado e jogou um saco de biscoitos na sua direção. — Nove minutos.

Hinata lhe lançou um último andar de ódio antes de ela correr em direção ao seu quarto. Sakura finalmente deixou a sua risada escapar e sentiu que algumas lágrimas estavam saindo dos seus olhos.

— Ela vai para cima de você com tudo na primeira oportunidade. — Sakura avisou.

— Eu mal posso esperar. — Naruto disse com um sorriso no rosto e uma piscadela na sua direção.

Notas finais
O capítulo foi bem grandinho, até pensei em cortar, mas mudei de ideia. Eu queria que você lessem um cena mais leve depois de Sakura. Espero vocês no sábado. Muito obrigada pela recomendação isntsheweird, prometo que o próximo capítulo vai ser em homenagem a você. Achei muito pesado destinar a você esse aqui e tal... Comentem, por favor! Eu amo ler o que vocês tem a dizer sobre a história e os personagens.