Guarda-costas

72 Capítulo setenta e dois


Notas iniciais
O capítulo está sendo até rápido kkkkk Bom gente, estamos chegando na etapa final da história, espero que continuem leai até o fim. Desculpa a edição, eu tive um dia cheio, então talvez vocês encontrem erros de portugês, então desculpen1!

Naruto mal estava conseguindo respirar, tudo girava ao seu redor e o maldito carro em que estava não parecia que estava indo em slow motion. Ele respirou fundo tentando se acalmar, mas a entrada de ar nos seus pulmões estava comprometida pelo tiro que havia levado.

Ele estava sangrando, fraco e em dor, mas nada superava o fato de que o desespero que sentia era o sentimento que predominava no seu coração.

“- Houve uma explosão chefe! Hinata está no hospital!

— Como assim? Hinata...

— Depois da reunião, tudo veio abaixo... Ninguém percebeu que tinha uma bomba no local. Várias pessoas sofreram diversos tipos de ferimentos. Ainda não temos notícias sobre Hinata, os médicos insistem em se manter calados, mas quando eu a olhei pela última vez, ela parecia bastante machucada.

— Onde está Shikamaru? Ele devia estar com ela!

— Ele se machucou também senhor. Todos que estavam no local foram levados para o hospital. Quando nós percebemos que algo tinha acontecido na reunião, nos movemos rapidamente para lá mas quando chegamos tudo estava nos escombros, logo depois tivemos que sair rapidamente, porque o corpo de bombeiros já tinha sido chamado, bem como a polícia e os paramédicos, nós não pudemos visualizar o estado em que ela se encontrava e, como eu disse, o médico não diz nada. Ele falou que informações apenas para a família! Senhor nos perdoe...”

Naruto desligou o celular, não queria mais escutar o choramingo dos seus homens. Ele pegou o aparelho e jogou no chão do seu carro, explodindo a tela com a força.

O motorista percebendo a sua explosão acelerou ainda mais o carro em direção ao hospital onde ela havia sido levada.

Naruto estava raciocinando com a raiva tentando descobrir como tudo havia saído tão ruim. E o que demônios todos aqueles homens que ele havia mandado para proteger Hinata estavam enquanto ela acaba sendo explodida pelos ares.

Uma bomba! Uma maldita bomba!

Ele jamais teria previsto que algum de seus inimigos tentaria explodir o local, porque não fazia qualquer sentido. Era muito risco, risco que poderia recair diretamente sobre si, bastando um único ponto para dar errado.

O que significava apenas uma coisa, a sombra que ele estava procurando havia lhe usado como isca novamente.

Não era de hoje que ele sentia que todas as suas ações estavam sendo utilizadas para encobrir um segundo jogador. Não como se todo mundo fosse manipulado, mas sim como se aquela pessoa tivesse certeza do que estaria acontecendo em todas as situações e quais seriam os passos.

Alguém nas sombras que estava sempre um passo a frente de todo mundo!

Ninguém mais ousou lhe ligar depois da explosão que ele teve pelo telefone e agora ele estava sem qualquer informação, inclusive sobre os outros.

Na verdade, ele não estava se importando tanto com as outras pessoas, ele estava chateado demais com as pessoas que deveriam ter protegido Hinata.

Mas, a culpa real não tinha sido de nenhuma daquela pessoas, porque elas estavam tão machucadas quanto ela. A culpa de tudo aquilo havia sido sua e dos seus cálculos onde nada podia dar errado.

Quão arrogante ele era para pensar que nada poderia ocorrer? Que ele nunca seria pego de surpresa?

Várias imagens vinham a sua cabeça, e tudo que ele podia visualizar em sua memória eram imagens de Hinata possivelmente sangrando em um chão sujo em qualquer lugar próximo reunião.

Ele sentiu que alguma coisa estava errada, os seus instintos praticamente gritaram com ele na última semana, mas ele preferiu ignorar as suas sensações, com medo que estivesse preocupado demais por que ela era a sua...

A sua o que? Os dois nem tiveram tempo de definir que merda que eles tinham.

Mas agora era tarde demais para ele se preocupar com aquilo. Tudo o que ele podia fazer era rezar para que ela se estivesse com um mínimo machucado possível... A única coisa que ele queria era ir logo para casa com ela, ele já estava de saco cheio da China.

O caro parou abruptamente, a coisa boa de seus pensamentos macabros era que pelo menos aquilo impedia a sua ansiedade. Ele pulou para fora do carro e seguiu em frente até encontrar a recepção.

O local estava cheio de pessoas a serem atendidas, pessoas em vários graus de ferimento, todos eles vestidos de ternos e parecendo bem apessoados. Todos os feridos haviam sido dirigidos àquele hospital.

Naruto olhou um homem jovem digitando furiosamente em seu computador e se aproximou dele.

— Hinata Hyuga, ela foi mandada com ferimentos por causa de uma explosão...

O homem levantou o dedo pedindo que ele esperasse um momento e continuou a digitar. Naruto respirou duas vezes antes de perder ainda mais a paciência.

— Eu quero informação...

— Senhor, estamos muito ocupados para passar informações, se o senhor puder...

Naruto cerrou os dentes e segurou o dedo que o homem segurava na frente do seu rosto. Ele girou o dedo quase a ponto de quebrar. O homem chiou em dor e o olhou pela primeira vez nos olhos, a sua expressão era de completa dor e medo.

— Eu vou perguntar mais uma vez. Onde está Hyuga Hinata?

O homem gaguejou um pouco, antes de conseguiu recuperar o ar.

— Eu vou pesquisar...

Naruto largou a sua mão e esperou enquanto o homem digitava mais lentamente no computador.

— Não temos nenhuma Hinata cadastrada, senhor...

— Ela era provavelmente a única mulher registrada com danos da explosão, tenta de novo!

A paciência de Naruto estava deslizando da sua mão muito mais rapidamente do que gostaria. Jiraya se aproximou do seu lado, ele provavelmente tinha corrido para o hospital depois de receber a notícia.

— Cadê ela?

— Quarto quatrocentos e cinco, senhor...

Naruto estava se movendo antes mesmo dele terminar de falar o número do quarto completo, Jiraya em seus tornozelos. Mesmo que houvesse muitas pessoas na recepção, os corredores estavam vazios, exceto na frente do quarto em que ele se dirigia.

Haviam vários homens em diversos estados diferentes de ferimentos na porta de Hinata. Todos eles se colocaram de pé quando ele apareceu.

— Peguem todos, sairemos em alguns minutos.

Os homens se moveram rapidamente e Naruto entrou no quarto fechando a porta atrás de si.

Um homem estava verificando as máquinas que apitavam ao redor de Hinata. Naruto ignorou o homem e observou a jovem deitada na cama do hospital.

Ele sentiu a sua respiração se acelerar rapidamente antes de voltar ao normal. O seu coração finalmente se acalmou um pouco acompanhando os batimentos da própria Hinata que estavam sendo monitorados em uma tela.

Ela estava viva... Respirando, o coração batendo...

Que porra! Naruto passou a mão em seu rosto, controlando a sua expressão. O homem o olhou assustado com a sua entrada e se colocou na frente de Naruto, mas Naruto não tinha tempo para nada daquilo.

Ele queria ir embora e levá-la com ele para bem longe daquele pesadelo.

— Senhor..

O homem tentou impedir que ele se aproximasse da cama, mas Naruto apenas o empurrou para longe do seu caminho, alcançando a mão de Hinata. Ele contou cinco dedos de um lado e cinco dedos do outro. Ela estava inteira, da mesma forma como ele havia a deixado mais cedo.

Apenas o braço esquerdo e a cabeça estavam enfaixados. Ele também não podia observar o rosto dela que estava com uma máquina de oxigênio.

Ele tocou a ponta dos seus dedos suavemente e a bochecha que ostentava pequenos cortes.

Naruto sentou-se na cama dela e trouxe a mão dela para a sua boca. Ele beijou a palma da mão dela cuidadosamente e sentiu o cheio do antisséptico da sua pele.

Hinata parecia estar apenas dormindo, a sua expressão calma e relaxada, os olhos firmemente fechados como se não fossem abrir nunca mais por pura preguiça. Na noite anterior ele tinha a observada dormir e agora ele observava-a na mesma condição, mas em uma circunstância muito diferente.

Ele olhou novamente para o homem ao seu lado que já havia se recuperado do empurrão e agora ia para o botão de emergência ao lado da cama. Se ele apertasse aquilo, um mutirão de médicos apareceriam para atender um código azul que não existia.

Naruto foi mais rápido que o médico e retirou a arma do seu coldre e apontou na sua direção. O home imediatamente parou os seus avanços e levantou as mãos para o alto.

— Não atire, senhor...

— Cala a boca, afaste-se daí.

O home deu três passos para trás e Naruto olhou cuidadosamente os seus passos. Ele olhou mais uma vez para a sua pirralha e deixou a mão dela cair da sua. Ele foi até o armário do quarto e puxou duas cobertas de dentro.

— O que ela tem? Ela se machucou muito? Por que o aparelho para ela respirar?

O homem ainda estava perdido em medo, mas mesmo apavorado, ele respondeu as questões.

— Ela teve algumas escoriações no corpo e o braço esquerdo sofreu uma queimadura muito feia. Ela precisará de cuidados plásticos mais tarde. Agora o que estava nos preocupando era a sua cabeça. Ela bateu muito forte. Provavelmente, ela tem uma concussão séria, precisamos deixá-la em observação.

— E o negócio no nariz, ela pode respirar sem isso?

— Ela consumiu muita fumaça, o esse aparelho é para ajudá-la a respirar um pouco melhor e limpar os pulmões, mas como eu disse, ela precisa de repouso.

Naruto retirou a máscara de oxigênio no rosto dela e jogou no chão ao seu lado. Tirou também todos os fios que a conectava com as outra máquina e puxou ela para o seu braço vagarosamente.

Ela gemeu quando ele a puxou sentada na cama, mas não abriu os olhos.

— Senhor, ela não pode se mover... Suas costelas estão fraturadas.

— Ela vem comigo.

Naruto fez o seu melhor para cobrir o corpo dela com as duas mantas que havia pego. Ele tentou evitar ao máximo o braço enfaixado e a cabeça e logo guardou a sua arma de volta ao coldre.

O médico ao ver que a sua vida não corria um perigo tão imediato, rapidamente correu para fora do quarto. Naruto não se importou. Ele puxou Hinata para ele e a retirou da cama.

O corpo dela sempre foi muito leve sob o seu, mas nesse momento ela não parecia que pesada uma grama. O seu corpo parecia tão débil que Naruto sentiu a sua garganta apertar em apreensão.

Ele adoraria que ela ficasse em um hospital, sendo cuidada pelos melhores médicos possíveis. Mas, era possível simplesmente deixá-la naquela cama?

Havia muitos inimigos nesse prédio. Todos os homens naquela recepção poderiam significar um ponto diferente de perigo. Um perigo que ele não estava disposto a aceitar.

Ele precisava tirá-la dalí o mais rápido possível. Ele saiu pela porta do quarto e encarou vários homens ao redor. Muito segurando outros homens também machucados. Eles pareciam acabados e alguns até mesmo piores que Hinata.

— Vamos! – ele disse seguindo com Hinata em seus braços.

Ele passaram por todo o hospital fazendo o máximo para passar despercebida, mas como conseguir fazer isso sendo um homem com a comitiva de quase cinquenta pessoa e nenhuma mulher ao lado?

Um home o esperava do lado de fora do carro, ele abriu a ponta e eles entraram no carro. O homem se colocou atrás do volante e Naruto passou a mão no cabelo sedoso e brilhante.

— Você vai ficar bem, meu amor! – Naruto sussurrou baixinho em seu ouvido e ela pareceu escutar, porque ela se espremeu ainda mais nele.

— Para onde vamos senhor?

— Para longe dessa maldita cidade. Vamos!

Notas finais
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