Guarda-costas
80 Capítulo oitenta
Notas iniciais
Yumi estava olhando de novo pela varanda do seu novo prédio. A sua ascensão estava acontecendo de forma regular, mesmo que muitos membros mais velhos da família Nagato estivessem tentando usurpá-la de sua posição. Sem sucesso.
Todos os anos em que ela precisou permanecer como a vítima do tirano do seu marido estava sendo pago com juros e correção.
Os homens mais próximos dele a protegiam porque ela se manteve fiel a Nagato, mesmo sendo abusada diversas vezes por ele.
Os empregados sempre tiveram muita pena da sua situação e adoravam ainda mais agora que ela resolveu não guardar rancor deles, mesmo eles sendo as testemunhas silenciosas do que ocorria com ela naquela casa.
A imprensa a assistia como a mulher que acabou de ficar viúva e que estava conseguindo manter o poderia Nagato em uma posição de destaque.
Os homens de Tomoyo, que havia tido uma morte trágica, se uniram a família Nagato, exigindo que suas posições fossem passadas para o lado de Yumi, porque uma vez Nagato havia prometido que se algo acontecesse com o seu chefe, ele tomaria de conta deles.
Yumi, como a boa moça que era, não pode evitar de concordar com tudo aquilo. Ela os acolheu em sua casa, aumentou suas tropas, territórios, dinheiro e investimentos e, mesmo as restrições que alguns líderes locais tinham contra Tomoyo e Nagato foram esquecidas, porque ela não era nenhum daqueles homens.
Ela era melhor.
Mas de todas aquelas mudanças, talvez a mais engraçada e assistir era de todos os otários da sua vida passada que agora queriam parecer tão próximos a ela, como jamais foram um dia.
Tantas mãos que se estendiam na sua direção, pessoas que antes a ignoraram com a cabeça erguida, que a olhavam com superioridade como se ela fosse um lixo. Agora todos eles estavam voltando com o rabo entre as pernas.
Inclusive o seu maravilhoso irmão.
Ela não duvidava que Naruto tinha em algum ponto dos seus planos planejado tirá-la das garras de Nagato. Obviamente, ele também era um bom irmão. O problema era que já era tarde demais para aquilo. Dez anos muito tarde para bancar o irmão protetor.
Ino apareceu no seu escritório com a sua exuberante figura e passou os braços ao redor da cintura de Yumi.
Yumi odiava a aproximação daquela mulher, ela tinha nojo daquelas mãos delicadas e bem arrumadas, no cheiro de perfume caro e dos olhos verdes que pareciam tão inocentes, mas ela não deixou que a outra percebesse a sua repulsa, colocando a sua mão sobre a dela e virando-se para encará-la.
Ino a recebeu com um beijo nos seus lábios, aprofundando sua língua na boca de Yumi. Novamente, ela deixou que a mulher fizesse aquilo com ela, saboreando o sabor de hortelã da boca dela e desfrutando do seu corpo.
Vinte segundo depois, Yumi se afastou e encontrou os olhos de Ino fechados em desejo. Aquela mulher era uma mulher apaixonada por ela e que faria qualquer coisa para estar em seu lado bom.
— Você está linda hoje, Yumi.
Yumi sorriu delicadamente e começou a andar abraçada com aquela mulher.
Ambas atravessaram todo o escritório encarando uma a outra. E Yumi percebei tudo nela, os olhos verdes marcantes, nublados em desejo. O sorriso bobo que poderia cativar, as bochechas rosadas em falsa timidez...
Tudo aquilo só fazia com que Yumi soubesse ainda melhor com que estava lidando.
Afinal, quem diria que aquela mulher super disposta, apaixonada, bonita, com um sorriso doce que sempre alcançava os seus olhos, poderia ser o ser vil que a ajudou a drogar e estuprar outra mulher, apenas para colocar a culpa em sua antiga chefe, Kushina?
Yumi jogou Ino no sofá do seu escritório e deitou em cima dela, continuando o beijo caloroso que elas tinham acabado de trocar. Os lábios carnudos eram suculentos na sua boca e a língua insistente de Ino tentando invadí-la era o suficiente para ela identificar o que aquela loira queria.
Yumi deixou que Ino experimentasse um pouco da sua boca, por alguns segundos e depois parou deslizando a sua mão pelos seios cheios da loira. Ela desabotoou alguns botões da sua camisa e deixou que os seus dedos vagassem sobre a pele branca.
— Você está indo muito bem, Ino.
A respiração de Ino era brusca, enquanto a dela estava bastante calma. Yumi gostava daquela reação de Ino, o descontrole era excitante para ela, o poder de ter uma pessoa mais fraca debaixo dela.
Ino sorriu maliciosamente e passou a mão sobre as pernas de Yumi, rasgando a sua meia calça no processo.
— Eu faço qualquer coisa que você me pedir.
Yumi passou a mão na cabeça de Ino. Que boa menina ela tinha conseguido para ela. Tão perfeita. — Eu sei, você tem me deixado muito feliz. E merece uma recompensa.
— Por favor, diga que você quer me comer...
Ino implorou e começou a beijar o pescoço de Yumi saboreando o doce perfume que ela emanava. Ela de descontrolou por alguns segundo e mordeu a pele branca de Yumi deixando uma marca em seu ombro.
Um pico de excitação invadiu Yumi pela primeira vez naquela noite, atingindo o meio de suas pernas de forma dolorosamente calorosa. Ino sabia como deixá-la a fim de sexo, mas aquela conversa precisava continuar.
Yumi a afastou e sentou de pernas abertas em cima dela. Ela terminou de tirar o casaco e a blusa e Ino, mas antes de jogá-los de lado, ela alcançou o celular da mulher na frente dela.
— O que você está fazendo?
Yumi colocou a mão no cabelo de Ino a trazendo até ela. — Eu quero um presente.
— Qualquer coisa para você, meu amor.
Yumi depositou um beijo na bochecha de Ino e levantou-se de cima da mulher. Logo, apontou o celular para ela e ligou a câmera. Ino sorriu e ficou de joelhos no sofá.
— Você quer um show?
— Dê o seu melhor.
Ino começou a tirar o restante de sua roupa lentamente olhando diretamente para a lente. Aquela mulher gostava de uma exibição e Yumi estava pronta para dar exatamente o que ela queria.
Quando Ino ficou apenas com a lingerie no corpo, Yumi pausou a câmera e sorriu para ela. Ino se alegrou imediatamente, pensando que finalmente iria querer o que estava tão ansiosa, mas Yumi tinha outras ideias.
— Diga o nome da Sakura, enquanto tira o resto.
Ino congelou o sorriso e cada resquício de felicidade foi saindo do seu rosto pouco a pouco. Um novo pico de tesão alcançou o meio das pernas de Yumi, assistindo àquela mulher desfalecer na sua frente.
— O que? – ela perguntou como se estivesse com dificuldade de formular mais de uma frase.
Yumi reconhecia aquele olhar muito bem. Geralmente, acontecia quando a outra pessoa saia do seu mundo de fantasias diretamente no colo da realidade. Ela já viu aquela mesma expressão no seu rosto várias vezes quando era mais nova.
— O que foi? Você não quer? – Yumi provocou, sabendo muito bem que Ino não estava mais tão animada quanto antes para lhe satisfazer.
— Por quê? Eu pensei que tínhamos terminado com isso.
Yumi sorriu e voltou a apontar a câmera para o seu mais perfeito capacho, sentindo-se muito melhor que a um tempo atrás, quando Ino a beijava com luxúria.
— Você é muito inocente, Ino! Você realmente acha que o que eu tenho planejado acaba assim? – Yumi sorriu de novo, achando de fato engraçado toda aquela hesitação de Ino, principalmente depois dela ter feito coisa muito pior. Yumi puxou um dos fios loiros cuidadosamente para a sua mão. – Não, meu anjo. Isso só vai acabar depois que eu enterrar todo mundo comigo.
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Hinata mexeu um braço e depois outro. Novamente. Novamente. Ela repetiu aquele exercício como uma tartaruga, lento e preciso. Sakura que olhava aquilo a distância não sabia se ria ou se ficava preocupada.
Hinata não era daquele zen. Nenhum pouco.
E agora, ela tinha acordado antes das seis da manhã e estava fazendo exercícios de respiração e alongamento, antes se quer do café da manhã.
Sakura balançou a cabeça e sentiu um sorriso formar no seu rosto, indo diretamente preparar um café da manhã.
Ela estava finalmente mais tranquila, depois de tanta coisa na sua cabeça. Ela não queria jamais voltar ao seu estado de ontem, onde nenhum dos seus pensamentos faziam sentido e tudo que ela conseguia sentir era pânico.
Ela tinha sido ingênua ao pensar que havia alguma volta para o relacionamento de sua amiga e de Naruto. Os dois estavam mais próximos que nunca e muito disso havia sido sua culpa.
Sakura torcia pelos dois e não era justo que um ato estúpido seu fosse a causa da separação deles. Não quando Hinata parecia tão feliz.
Mas, ela ainda queria conseguir um pouco de justiça para si mesma e proteger Hinata daquela pessoa que poderia supostamente ser a sua sogra. Então, ela tomou uma decisão a noite. Ela contaria tudo para Naruto. A sós.
Ela confiaria nele. Confiaria no namorado da sua melhor amiga. Ela até mesmo já havia enviado um pedido de encontro com Naruto, antes que mudasse de ideia. Eles se encontrariam daqui a duas horas em um café próximo ao parque central.
Ela escolheu um local público, porque apesar da sua decisão, ela ainda tinha muito medo do que as suas revelações poderiam causar. Ela também já havia tomado todas as precauções que podia, deixando uma carta contando tudo em caso dela não voltar para casa.
Hinata veio até a cozinha e a abraçou pela cintura, descansando o seu rosto entre as suas costas.
— Você tem que ir ao trabalho hoje mesmo?
— Uma de nós tem que trabalhar preguiçosa. Além disso, o aluguel não se paga sozinho.
— Ei, ei... Eu não paguei a minha parte porque você não me lembrou.
Sakura a olhou por cima do ombro com reprovação no olhar.
— Se você é crescida o suficiente para transar por aí, então é crescida o suficiente para se lembrar de pagar as suas contas.
— Ugh!
Hinata rosnou e foi se sentar ao balcão da cozinha. – Naruto também me dispensou hoje. Disse que tinha coisa mais importante para fazer do que me mimar em plena manhã. – Hinata bufou chateada. – Eu não sou mimada!
Sakura preparou os ovos, bacon e salsichas junto com panquecas enormes ao lado de Hinata, pegou uma xícara, o mel, a garrafa de café e uma jarra de suco, depois de tudo pronto a olhou de canto do olho.
Eh... Nenhum pouco mimada.
— Isso não é ser mimada.
— Apenas coma!
As duas comeram conversando sobre a viajem e Hinata contou tudo o que havia acontecido. Sakura se assustou com a quantidade de cenas de ação que Hinata estava descrevendo, tentando dividir aquilo que era crível, daquilo que não fazia nenhum sentido.
Sakura gargalhou quando Hinata contou das calcinhas comestíveis e ela pouco a pouco sentiu o seu coração voltando ao lugar.
— Você e o Naruto são bons um para o outro. – ela comentou. – Quando você vai pedir ele em namoro?
Hinata engasgou no próprio ovo e Sakura deu umas batidinhas em sua costa.
— Eu não vou pedir ele em namoro!
— Ué, por que não?
— Isso seria um mico! – Hinata a olhou assustada. – Ele vai achar que eu gosto dele...
— Uau, isso não pode acontecer nunca! – Sakura zombou com ironia.
— Ahhhh! Cala a boca!
Sakura sorriu. Hinata ainda era apenas um bebê, Naruto ainda teria um grande problema com ela.
— Se você não pedir, alguém mais vai. E você vai perder o pênis enorme que você acabou de me descrever com detalhes desnecessários.
Hinata apenas deu a língua para ela e voltou a enfiar comida na boca. Sakura olhou para a hora e deu um beijo na sua amiga. – Eu venho para o almoço, então não fique perambulando pela rua. Descansa um pouco.
— Thau, Saku.
— Te amo!
Hinata fez cara de nojo quando escutou essas palavras e Sakura saiu sorrindo.
Quando ela chegou na rua, ela entrou no primeiro taxi que viu. E antes sequer dela dizer o seu destino um email chegou em sua caixa de mensagens com um vídeo anexo.
Ela reconhecia aquele número da mesma forma como reconhecia o próprio nome. E aquele remetente fez o seu sangue gelar. O sorriso dos seus olhos foi embora rapidamente e ela abriu o vídeo.
Ino aparecia apenas de lingerie dançando para ela e dizendo o seu nome. Sakura já não tinha mais lágrimas para compartilhar, então ela apenas fechou o celular e jogou o aparelho pela janela do carro.
— Vamos! Rápido, por favor!
O motorista do taxi não respondeu e apenas arrancou o carro. Sakura estava tão sobrecarregada que ela não percebeu que não havia dito o endereço e nem que o motorista não havia perguntado o seu destino.
Duas horas depois, os jornais anunciava que o corpo de uma famosa galerista e caça talentos havia sido encontrado boiando em um rio próximo ao santuário Meiji.
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