Guarda-costas

109 Capítulo cento e nove


Notas iniciais
18+

Kushina estava feliz com aquele pequeno desvio na sua rotina, se não fosse pelo seu indubitável pé no chão, ela poderia até mesmo se considerar uma madame. Mas, ela sabia melhor e assim que se sentou na cama da mais luxuosa suíte do hotel que eles estavam, ela já esperava pelo pior.

Aquela sensação não era fácil de afogar, ela tentava relaxar o seu corpo, mas os anos na profissão, haviam feito com que ela não esquecesse mais os perigos que homens poderiam trazer para as mulheres da sua classe.

Minato, por outro lado, não foi em seu encontro na cama para começar os trabalhos, como ela estava esperando, ele foi até o bar e colocou um copo para si e outro para ela, antes de se aproximar. Ele colocou uma bebida de aparência escura em sua mão e Kushina bebericou o conteúdo com extrema cautela.

Aceitar bebida de um cliente desconhecido era na maioria das vezes uma faca de dois gomes, poderia levar ela a esquecer o que estava acontecendo, da mesma forma que poderia fazer ela ter um pesadelo em vida.

Mas, por alguma razão, a bebida que Naruto havia entregado não parecia nenhuma coisa, nem outra.

— Tudo bem com você? Você está confortável? – ele perguntou assim que sentou ao seu lado na cama e ela sorriu.

— Sim, senhor. – ela disse sentindo confortável naquela cama macia e com a presença dele ao seu lado, ainda assim, ela não ousou tirar os seus olhos da bebida que ele havia lhe entregado.

— Você não precisa de preocupar. – ele disse inexpressivamente. – Eu não farei nada com você.

Logo, ele deixou a parte superior do seu corpo cair no colchão. Kushina sentiu a vibração e quase se desequilibrou, mas conseguiu se manter no lugar. Toda aquela situação era um pouco confusa, afinal, por qual outro motivo ele tiraria ela dos braços de outro homem se não fosse para ele próprio usar?

Será que ele havia encontrado alguma falha nela?

“Você está velha, deveria me agradecer.”

Ela se lembrou do que o seu supervisor disse e sentiu-se imediatamente descontente. Para Kushina, não se sentir o suficiente nem para ser a puta de alguém era pior do que sofrer nas mãos de um troglodita na cama.

— Não se preocupe. – Minato supirou e pela primeira vez naquele quarto ela olhou para ele. Os cabelos loiros estavam um pouco mais bagunçados, a gravata estava desafrouxada e a bebida apoiada ao seu lado. – Não tem nada a ver com você, eu apenas estou cansado demais para sequer pensar em algo remotamente sexual... Além disso... Eu sou casado.

Kushina sorriu, mas logo tapou a boca com a mão. Isso ganhou a atenção de Minato.

— O que? – ele perguntou.

— Nada. — ela disse, mas sorriu de novo.

— Fale! – ele levantou-se, mais uma vez sentando-se ao seu lado.

— Desculpe, meu senhor, mas ser casado, não é usualmente um motivo para impedir que eu seja tocada. Todos os homens que alguma vez já me usaram, eram em sua maioria casados. – ela disse sinceramente.

Minato sorriu também e tocou o seu cabelo. – Você é linda Não são muitos os homens capazes de resistir.

— Mas, o senhor é. O senhor me rejeitou. – ela disse, dessa vez com um leve tom de flerte em sua voz.

— Não seja assim, boneca. Eu adoraria devorá-la inteira, mas poder é uma coisa muito diferente.

— Você a ama? – ela perguntou quando ele retirou as mãos do seu cabelo. Ela sentiu falta imediata do toque e perguntou uma coisa que era provavelmente muito inapropriado.

— Amar. – ele sorriu sem humor. – Essa é uma palavra muito forte para a minha impecável esposa.

— Você a deseja? – ela perguntou novamente.

— ... – ele quase não respondeu, mas depois disse levemente. – Como eu poderia desejar alguém que me considera um animal? Para ela eu não passo de um grande ogro que ela atura. E o pensamento dela não está muito longe da verdade.

Ele pareceu pensativos com as suas próprias palavras, mas Kushina não acreditava nas coisas que saiam da boca dele. A única pessoa que já havia lhe ajudado pelo menos um pouco era considerado um monstro por outros?

— Para mim... – Ela hesitou. – Para mim, você parece muito gentil.

Minato olhou novamente para ela e sorriu. Ela apreciava aquele sorriso, naquele rosto, principalmente quando ela percebia a forma como os seus olhos azuis brilhavam de forma quente. Ela estava sendo genuína em suas palavras.

— Não são muitas as pessoas que concordariam com você, na verdade, muitas poucas.

— Não acredito. – Kushina tomou um pouco mais daquela bebida espessa, parecia que quanto mais ela bebia mais coragem ela ganhava e mais fácil ficava para ela expor seus próprios pensamentos. – Pessoas que pensam assim nunca encontraram pessoas desagradáveis na vida. Eu já conheci e já vi muitas dessas pessoas, então eu sou uma expert nesse tipo de gente. – ela sorriu e olhou para ele diretamente nos olhos azuis que ela apreciava ainda mais a cada segundo. – Você é uma pessoa gentil, Minato!

Ele não respondeu, mas seu cenho franziu. Todo o quarto parecia estar sobrecarregado por tensão e ela quase pediu desculpas, mas Minato foi mais rápido aproximando o seu rosto da boca dela.

O beijo dele era suave apenas um toque de lábios, algo que parecia mais como um agradecimento que um beijo de amor. Ainda assim, aquela breve aproximação era o suficiente para fazer todo o seu corpo aquecer de forma que nunca fez antes.

Minato se afastou e afagou o seu cabelo mais uma vez. Ele parecia em um lugar diferente do quarto luxuoso em que ambos estavam, em algum lugar mais sombrio e indigno. Kushina não queria que nada espantasse o brilho daqueles olhos azuis maravilhosos, então ela fez a única coisa que sabia.

Kushina se levantou da cama, sabendo que estava puxando um pouco a sua sorte, mas pouco se importando com isso. Ela se colocou na sua frente e começou a descer pouco a pouco a alça do seu vestido. Ela realmente queria uma noite com ele, quase tanto quanto todos os sonhos que já havia deixado para trás

— Ei... – ele tentou se afastar, mas o corpo de Kushina impedia qualquer movimento muito brusco.

— Eu sei que você não me ama. – ela sorriu levemente, achando graça de sua própria frase. – Mas, eu acho que você me deseja. Então, por que, só por essa noite, você não tem o que deseja?

Kushina observava cada uma das reações de Minato e ele não conseguia tirar os olhos do tecido que caia lentamente do seu corpo. Ela estava nua por baixo do vestido, nas mesmas roupas na qual ela havia dançado para um grupo de velhos um pouco mais cedo.

Nunca ela achou que sua noite terminaria daquela forma. Ela tentando seduzir um cliente. Cliente... Ela não podia pensar nele assim, podia? Ele não parecia um cliente para ela.

— Me beija. – ela pediu, sua voz embargada.

Minato olhou seus olhos e levantou a mão para a sua boca. Ele beijou os seus dedos delicadamente e logo a sua palma. Os lábios dele eram macios e perfeitos da forma mais ideal. Depois, ele a puxou para o seu colo e beijou o seu pescoço, demorando no contorno do seu queixo até se aproximar da sua boca.

Os olhos dele se encontraram e Kushina sentiu eletricidade até a ponta dos seus pés.

— Qual é o seu nome, meu amor?

Kushina esbugalhou seus olhos, não esperando nenhum pouco por aquela pergunta. Eram poucos aqueles que queriam saber seu nome, eles geralmente a chamavam de princesa, boneca, baby...

Vagabunda, vadia, piranha.

Alguns até mesmo utilizavam o nome de outras pessoas ao se referir a ela.

Mas, Minato queria o seu nome. Ela sorriu.

— Eu sou Kushina.

— Prazer, Kushina. – ele sorriu de volta beijando a sua bochecha. – Eu quero deleitar você essa noite, minha linda. Posso?

Ela balançou a cabeça e sentiu as mãos dele subirem pelas suas pernas. Ela fechou os olhos sentindo aquela enorme mão se aproximar cada vez mais de sua intimidade.

— Eu quero me deitar com você como um homem que encontrou uma mulher muito linda e irresistível. Posso?

Ela sabia o que ele queria, ele queria que aquele não fosse mais um de seus programas, algo que ela tomasse como obrigação e ela se sentiu profundamente agradecida com aquela liberdade de escolha.

Ele tocou o tecido da sua calcinha e passou para dentro, tocando a sua pele sensível, ela já se sentia completamente molhada, pronta para ele. E Minato abriu a sua boca, dando o beijo molhado em seu pescoço. Ela se segurou com ainda mais força nele, sentindo muito mais prazer do que considerava possível.

— Eu quero provar cada ponto desse corpo delicioso, principalmente aqui...

Ele encostou no seu sensível clitóris e Kushina sentiu que iria gozar a qualquer momento.

— Posso?

Kushina não respondeu, ela sentiu que a sua voz havia perdido a pontência no momento que ele beijou a sua mão. Então, ela deu uma resposta ainda mais prazerosa para ambos, ela puxou a cabeça de Minato para si e beijou a sua boca violentamente.

As línguas deles se debatiam no mesmo ritmo, acelerado, feroz. Nenhum dos dois tinha sentido um desejo tão arrebatador. E aproveitar cada segundo daquele fogo estava em detrimento a necessidade de afogar o tesão entre os dois.

Minato acelerou as suas mãos em Kushina e enfiou um de seus dedos nela. Ela abriu ainda mais as suas pernas para ele e começou a abrir o conjunto da sua camisa.

O seu prazer começou a ser intensificado cada vez mais com os movimentos acelerados de Minato, mas ela não queria gozar na sua mão. Ela tinha planos muito melhores.

Ela afastou a mão dele e saiu do seu colo. Em menos de um minuto, todas as roupas estavam fora e ambos se jogaram na cama abraçados e nus. Os corpos deles interagiam de forma veemente e o calor que ambos compartilhavam era quase insuportável.

Era impossível esperar mais. Tudo o que eles queriam era um ao outro.

Kushina empurrou Minato na cama e montou em cima dele, ele se sentou buscando a boca dela e Kushina guiou o pau dele ereto para a sua boceta. Não esperando por qualquer pedido, ela sentou-se de uma única vez nele, sentindo as suas paredes internas aceitarem todo aquele tamanho sem qualquer hesitação.

Ela estava tão molhada que não precisou de qualquer preparação para aquele ato. Ela só queria ter ele completamente dentro dela, fodendo-a sem sentido, sem qualquer lembrança ruim de coisas que preferia esquecer.

Os dois gemeram em uníssono e Kushina aumentou a velocidade dos seus quadris para aumentar a intensidade das suas estocadas. Ambos moviam os seus corpos como dois selvagens, querendo mais e mais um do outro.

Tudo isso, enquanto ela mandava no ritmo que os corpos dele seguiam, para Kushina aquela liberdade de escolha era algo novo e ela gostou daquela posição de poder, principalmente, enquanto assistia Minato tendo problemas em se controlar.

E não demorou muito para que ele a tomasse. Minato a abraçou e a jogou de costas na cama para aumentar o ritmo da penetração, enfiando cada vez mais fundo dentro dela, aumentando de forma rápida a intensidade do prazer que eles se sentiam.

Ele tomou a sua boca e apressou os seus quadris, encontrando-se com o dela em uma batalha sem fim, não demorou muito para que ambos sentissem o seu prazer caminhar para um ponto final e o orgasmo eclipsou em seus corpos de forma nunca antes sentida por qualquer um deles.

Kushina gritou o nome dele com todos os seus pulmões e logo ele a beijou mais uma vez em uma intensidade escaldante. Ambos tremiam levemente sentido aquela sensação deliciosa passar e quando ambos finalmente abriram os olhos despertos... Começaram mais uma vez.

Notas finais
Feliz natal! E feliz ano novo! Que vocês tenham tido uma ceia maravilhosa. Eu prometo que quando passar essa época de festas eu vou responder os comentários de vocês e começar a postar os capítulos antigos novamente. Eu ainda não sei como disponibilizar, mas aceito dicas.