Guarda-costas

21 Capítulo vinte e um


Notas iniciais
Desculpa a demora! Boa leitura!

Nenhum dos dois conversou muito, enquanto eles estavam no carro e Hinata resolveu não comentar quando percebeu que os dois já estavam saindo da cidade.

Ela tinha ideia para onde Naruto estava a levando e não conseguiu mais identificar o caminho que ele tomava, no momento que ele passou a dirigir por uma estrada de terra em uma zona florestal desconhecida.

— Onde estamos?

Naruto sorriu para Hinata e continuou sem falar nada.

Os dois seguiram por mais dez minutos antes de pararem na frente de um alto portão de ferro preto. Havia uma guarita em cima do muro e ela conseguia enxergar dois guardas lá dentro.

Assim que Naruto abriu uma das janelas, o portão se abriu imediatamente.

Eles passaram pelo portão e começaram a andar em uma segunda estrada de terra, ao redor, a vegetação era diferente da mata pesada do lado de fora. Alí dentro haviam árvores e flores, com todos os tipos de cores exuberantes. Hinata não podia identificar todas as espécies, mas ela, pelo menos, sabia quais eram as rosas e as margaridas.

Era uma das coisas mais lindas que ela já tinha visto.

Ainda no bonito jardim, Hinata conseguiu ver ao longe a parte de cima de uma casa, exatamente na direção para onde eles estavam indo.

— Onde estamos? — ela perguntou novamente.

— Na mansão da família Uzumaki.

Hinata olhou para ele com olhos esbugalhados. — Você tem outra casa?

— A mansão é da família, não minha. E o apartamento é apenas onde eu vivo.

Hinata revirou os olhos. — Só gente muito rica fala essas coisas, sabia? Se a casa é da sua família, ela é sua também!

Naruto sorriu e Hinata conseguiu visualizar inteiramente a fachada da casa em que eles estavam se aproximando. Seus olhos se esbugalharam com o tamanho da casa que mais parecia um palácio de tão grande. Ela contou pelo três andares. Quem precisa de tanto espaço?

— Eu já achava que aquele apartamento era um desperdício de espaço…

Naruto estacionou o carro atrás de uma fila de outros carros, todos Mercedes Benz pretas. Se ela tivesse em uma concessionária própria de Mercedes ela entenderia o porquê de tanto carro, mas naquele lugar era simplesmente um desperdício de dinheiro também.

Hinata saiu do carro e olhou ao redor, mas Naruto não lhe deu muito tempo para ela se abobalhar com a vista, puxando-a pelo braço para dentro da casa.

— Depois você pode passear ao redor e infernizar a vida dos guardas. Temos outra coisa para fazer agora.

Eles entraram na casa e encontraram uma mulher na porta esperando. Ela parecia muito mais nova que o mordomo que cuidava do apartamento de Naruto, não sendo muito mais velha que o próprio. Ela os recebeu com um sorriso brilhante no rosto.

— Não sabíamos que o senhor voltaria ainda essa semana, senhor Uzumaki. Tão tarde da noite...

— Onde está o Konohamaru? — Naruto perguntou interrompendo a mulher.

— Ele está descansando, mas vou chamá-lo imediatamente.

— Vou esperá-lo no meu quarto. Vamos!

Naruto continuou a puxar Hinata e ela só teve tempo de cumprimentar a mulher levemente com a cabeça. A mulher sorriu para ela, mal reconhecendo a sua presença, ela estava focada demais em Naruto para perceber que tinha outra pessoa alí.

Hinata seguiu os passos rápido de Naruto pelas escadas e os dois tiveram que subir dois lances de escadas antes de entrarem em outra zona da casa. Uma que era mais isolada.

Haviam vários quadros nas paredes e móveis brilhantes nos corredores. Todos pareciam extremamente caros, exatamente como uma das peças que Sakura costumava vender na sua galeria.

Mas, nada disso a impressionou tanto quando as várias janelas abertas na casa. Aquilo deveria dar um trabalho para fechar quando estava chovendo…

Naruto a levou por um estreito corredor, antes de chegar a uma parte mais aberta que dava diretamente em uma piscina enorme. Passando da piscina, ele finalmente largou a sua mão e abriu uma das portas de vidro, entrando em uma sala de estar.

Era como uma minicasa, que não era exatamente ‘mini’ apenas naquele andar.

— Qual é essa mania de você ter uma casa dentro de outra? — Hinata perguntou olhando ao redor.

Havia uma sala de estar com um equipamento completo de áudio e imagem, um vídeo game e um sofá confortável com diversas almofadas. Do outro lado, havia uma cozinha equipada e abastecida com comidas rápidas.

— Eu não gosto de pessoas no mesmo andar que o meu. Desde criança, este andar foi criado apenas para mim. Por isso, só tem um quarto… — ele lhe lançou um olhar um malicioso, enquanto começava a desabotoar a manga da camisa. — Uma cama... Eu divido ela com você.

Hinata revirou os olhos e se jogou no sofá. — Eu fico com o sofá.

Naruto sorriu de novo e entrou no quarto, deixando-a sozinha. Hinata ligou a tv e se surpreendeu quando a enorme tv que acendeu. Ela tinha o tamanho de uma tela de cinema e no momento que ela ligou as paredes de vidros foram fechadas por um isolamento.

Ela desligou a tv, esperando que as paredes de isolamento fossem embora, mas elas permaneceram onde estavam. Hinata resolveu não mexer em mais nada antes de Naruto voltar. Ela continuo a andar ao redor e verificou os vários livros que estavam nas estantes ao lado. Haviam vários tipos de literatura, mas assim que ela levantou o braço para pegar um dos livros, ela sentiu uma pontada aguda de dor assaltar o seu direito.

Ela não tinha descansado nenhum pouco o dia inteiro e, além disso, tinha esquecido de comprar os remédios de sua receita. Ela deveria ter tomado o remédio antes do jantar e agora era tarde demais.

Hinata se sentou no sofá e retirou o casaco de naruto, puxando a blusa e verificando a ferida por baixo do curativo no seu ombro. Havia uma cicatriz circular e pontuda na sua pele.

Sakura havia ficado abismada quando viu a cicatriz, mas o médico rapidamente a acalmou afirmando que ela poderia ser retirado com cirurgia plástica. Sakura suspirou em alívio, até que Hinata avisou para o médico que ela não faria tal coisa.

Porque ela passaria por uma cirurgia para tirar uma cicatriz? Ela era por acaso masoquista?

Sakura obviamente não havia entendido a sua escolha e permaneceu emburrada até o momento que ela disse que pensaria no assunto.

Hinata testou a movimentação do seu braço e assim que ela a dor não passava, ela se perguntou se conseguiria achar gelo para colocar por cima. Será que dá certo?

— O que foi? Está doendo?

Hinata olhou para trás e viu que Naruto estava parado, enxugando o cabelo em uma toalha. Ele havia trocado o reinado terno de trabalho por um confortável moletom e ele também estava sem camisa.

Os olhos dela quase a traíram descendo pelo peito de Naruto, mas o braço dela deu outra pontada de dor a tempo de fazer seu cérebro voltar a si.

— Eu esqueci de comprar os meus remédios.

Naruto se aproximou, sentando no sofá ao seu lado. Ele puxou ainda mais a sua blusa para que pudesse ver a cicatriz no seu ombro. — Está vermelho.

Naruto levantou e foi para a cozinha e Hinata ajeitou a blusa, antes de seguir atrás dele. Ele colocou uma chaleira com água no fogo e pegou um kit de primeiros socorros na dispensa.

— O que você está fazendo? — Hinata perguntou curiosa.

— Vamos colocar água quente na sua ferida, você vai se sentir melhor.

— Água quente? — ela perguntou se aproximando do fogão. — Não seria gelo?

— Não. Água quente é melhor.

Hinata não discutiu e sentou na mesa da cozinha. Não era uma mesa grande e estava circulada por apenas quatro cadeiras. Hinata se perguntou qual seria a utilidades delas se, provavelmente, ninguém subia naquele andar.

Assim a água terminou de aquecer, Naruto pegou um pano e umedeceu-o. Hinata desceu a blusa, expondo o seu ombro direito de novo e pegou o pano que Naruto lhe estendia, enquanto ele começava a mexer na caixa de primeiros socorros.

O alívio da água quente foi quase imediato e Hinata se sentiu surpresa ao não perceber a tensão no seu ombro antes.

— O que nós viemos fazer aqui? — Hinata perguntou. — Quero dizer, na sua casa.

Naruto deixou que ela umedecesse mais um pouco a ferida com a água quente, antes de utilizar um segundo pano para secar a água.

— Você disse que quer se tornar meu irmão juramentado, mesmo sendo uma mulher. Então, nós temos que marcar nosso corpo com tinta.

— Tatuagem? — Naruto assentiu com a cabeça. — Uau que legal! Eu sempre quis fazer uma. Vamos ter tatuagens iguais?

Naruto pegou uma pomada do seu kit e começou a passar levemente no seu machucado. Os dedos dele eram mais gentis do que ela imaginava e a pomada dava uma sensação que esquentava a pele em todos os lugares onde ele passava.

Ela já sentia que o seu ombro estava melhor, mas deixou que ele continuasse a cuidar da sua ferida.

Por último, ele colocou um curativo por cima e lhe deu algumas pílulas.

— Tome.

Ela os colocou imediatamente na boca e tomou o copo de leite que ele pegou da geladeira para ela. Hinata não tentou parar para pensar na estranheza da situação, apenas aceitou que ela precisava de ajuda e que Naruto era o único alí que poderia lhe ajudar de alguma forma.

Uma campainha soou na cozinha e Naruto tomou seu tempo fechando a caixa de primeiros socorros e deixando os panos em um cesto de roupas. Hinata percebeu que ele estava estranhamente calado, desde que viu o seu ferimento.

— Você está bem? — ela perguntou quando ele se moveu de volta para sala.

— Eu deveria estar perguntando isso para você.

— Eu me sinto bem. — ela respondeu sorrindo alegremente. — Essa coisa que você colocou no meu ombro é realmente boa.

Ele sorriu levemente e saiu da cozinha indo em direção a porta, deixando um menino entrar. Ele era um adolescente, não podia ser mais velho que dezoito e a sua expressão era de completo temor, quando ele entrou no quarto. Ele definitivamente não queria estar alí.

— Senhor Uzumaki. — Ele os cumprimentou. — Olá, senhora.

— Eu preciso de um desenho, Konohamaru. Eu quero que você nos transforme em irmãos de juramento.

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Naruto sentia a dor da tatuagem nas suas costas. Ele não possuía nenhuma outra, não gostava de ter o corpo marcado, mas abriu uma exceção necessária, dessa vez.

Ele observou ao seu lado, Hinata sentada no sofá, enquanto Konohamaru trabalhava no seu ombro esquerdo o mesmo desenho que ele havia feito nas costas, um simples traçado de linhas que era um símbolo antigo de juramento entre irmãos de juramento.

Ele não perdeu a ironia se que o desenho era estranhamente parecido com a letra H do nome das suas guarda-costas.

Depois que ela terminasse, os dois estariam jurados um para o outro o que queria dizer que ela o protegeria, assim como ele a protegeria. Esse era o verdadeiro significado de ser um irmão de juramento, ultrapassando a ideia de uma simples formalidade na declaração de lealdade.

Significava que ele prometia cuidar dela, até que um ele não mais existisse.

— Terminei. — Konohamaru disse se levantando.

Naruto observou o desenho gravado nos ombros de sua guarda-costas e achou que o traçado combinava bastante no contraste da sua pele branca.

Hinata, por outro lado, parecia no mundo das nuvens sorrindo bobamente, olhando para o desenho.

O remédio que ele havia dado, havia finalmente feito efeito.

— Ficou irado, Kono… — Ela disse sorrindo.

Hinata se levantou e puxou a cadeira que Konohamaru estava sentado, dando um beijo estalado na sua bochecha. Konohamaru olhou imediatamente na sua direção, com as bochechas furiosamente vermelhas, e Naruto não sabia se achava graça da sua reação envergonhada ou do medo estampado no seu olhar.

— Eu juro que não fiz nada...

— Claro que fez. — Hinata andou aos tropeços para trás das suas costas e segurou firmemente a sua cintura, enquanto olhava a sua tatuagem. — Você fez a mesma nele também!

Naruto sorriu e colocou uma das mãos nos ombros de Konohamaru que parecia que ia cair morto a qualquer momento. Ele nunca tinha visto o seu chefe sorrir ou permitir que alguém o tocasse, principalmente pelas costas.

Mas, ele deixava aquela mulher fazer o que quisesse.

— Você já pode ir, Kono... — Naruto disse imitando a forma como Hinata havia o chamado anteriormente.

— Sim, senhor. — ele respondeu, guardando rapidamente suas coisas na bolsa e se dirigindo para a porta.

— Konohamaru? — Naruto lhe chamou.

Ele parou na porta e se virou para o seu chefe. Hinata já havia saído de perto de Naruto e estava andando pela casa de forma desgovernada. Oh Meu Deus, que menina estranha!

— Você pode comentar o que você fez aqui para os outros. Diga para todo mundo quem ela é.

Konohamaru olhou confuso para o Uzumaki e se atreveu a perguntar a dúvida que estava circulando a sua cabeça por todo o momento que ele assistia a interação entre eles. — E o que ela é, senhor?

— Família!

Notas finais
https://i.pinimg.com/originals/a7/08/4b/a7084b0b1f65a5ece6c42cff7b2f884b.jpg - tatuagem Vou tentar postar mais cedo amanhã. Comentem, favoritem e acompanhem se puderem. BJS.