Guarda-costas

31 Capítulo trinta e um


Notas iniciais
Capítulo um pouco curto hoje, porque eu precisava complementar algumas informações. Boa leitura!

Hinata correu até o seu quarto sem se importar com o mordomo idiota que a olhou de cima a baixo quando ela molhou o tapete da sala com os seus pés molhados. Ela estava tremendo e muito do que ela sentia não tinha nada a ver com o frio.

Hinata não gostava de se sentir confusa, mas nesse momento era assim que ela se sentia. Obviamente, ela não tinha que qualquer ilusão que o que aconteceu naquela piscina tinha alguma a coisa haver com sentimentos.

Era simplesmente Naruto brincando com ela, como na semana passada, quando os dois estavam juntos na cama.

Mas, diferente da semana passada, agora, ela não tinha uma explosão para tomar de contar, o que a deixava sozinha, no silêncio, com a própria mente viajando sozinha para onde quisesse.

E os rumos por rumos por onde ela estavam indo não era muito promissores.

Nos últimos três meses, ela tinha aprendido muito bem quem ele era, enquanto andava atrás das suas costas todo maldito tempo. Afinal, ela era a sombra de uma pessoa que estava sempre olhando para frente. Pensando a frente. Enganando todo mundo que achava que sabiam mais que eles.

Ninguém que o visse em seu estado de “homem de negócios”, o imaginaria como o idiota que ele era quando estava ao seu redor. E, por mais que ela odiasse ser o seu alvo de bullying favorito, ela havia se acostumado e criado uma estúpida ilusão de que ela era a única que tinha aquela parte.

O que fazia com que o seu cérebro confundisse as coisas as vezes.

Ele mudava constantemente entre malvado, estúpido, irônico, malicioso e sujo em qualquer coisa que ele dizia ou tentava provocá-la. Mas, tinha esses momentos, alguns bem raros, em que ele era diferente.

Ele se preocupava, quando ela não estava por perto.

Ele lhe mandava mensagem, sempre que ela não estava no trabalho.

Eles sempre comiam juntos, quando ele não estava ocupado com alguma tarefa urgente.

Obviamente, Hinata nunca via aquelas atitudes como uma boa coisa e tentava enterrar, a todo custo, aqueles momentos em que ele parecia gentil com todas as memórias que ela havia criado dos constantes e sangrentos treinos que ele a fazia passar, bem como todas as suas subsequentes punições.

Ela também usava as implicações quando o Sasuke está por perto. Os insultos de quando ele a chamava de macho man ou sapatão. Ou todas as vezes que ele simplesmente não explicava a situação em que eles estavam se metendo e a deixava entrar no escuro em todos os tipos de situações malucas.

Mas, mesmo depois das memórias gentis serem talentosamente distorcidas, ainda assim, bastava que ela se lembrasse de uma única vez que ele a havia salvado a vida que tudo voltava com força total.

E agora tinha isso.

Ela se jogou no chão do seu quarto. Sua dispensa. O tremor do seu corpo já havia diminuído, mas o calor das suas bochechas estava aumentando. Isso porque a sua ESTÚPIDA MENTE continuava voltando o momento em que os lábios dela tocaram nos deles.

Ela ainda conseguia sentir o impacto.

E para piorar, o idiota ainda havia lambido os seus lábios.

Hinata pegou um travesseiro da sua cama e começou a gritar nele.

O gosto do doce do bolinho de arroz ainda rolava na sua boca e como ele tinha comido a mesma coisa, dava a impressão de que agora eles compartilhavam o mesmo gosto.

Ela tinha o mesmo gosto da boca de Naruto.

E aquele foi o seu primeiro beijo.

Lágrimas começaram a marejar os seus olhos. Ela não tinha querido aquilo, mas ela havia começado. Porque, demónios ela simplesmente não podia ter deixado que ele pegasse o estúpido bolinho.

No final, o presente de Sasuke foi o grande culpado dela perder o beijo que ela queria dar para ele.

Sasuke também era um idiota!

Ela voltou a gritar no travesseiro até cansar. O seu corpo já estava bastante machucado e agora ela sentia que a sua cabeça ia explodir, tudo que ela queria era dormir.

Ela deixou o corpo dela relaxar e os olhos dela fecharem. E em poucos segundo ela apagou.

— Gostou?

Ele aproximou os lábios dos dela, provocando-a como sempre fazia, enquanto as suas mãos desciam e subiam pelo seu braço.

— Você quer mais?

Ela não queria isso ela tinha certeza, mas aquela aproximação estava a deixando confusa. Era possível ela querer uma coisa e não querer ao mesmo tempo.

Naruto a puxou pela cintura e sua mão começou a subir e descer pelas suas costelas, mandando ondas de calor por todo o seu corpo. Ela ainda lutava com o seu consciente.

Ela não queria... Ela não queria...

— Eu não gosto de fazer as coisas pela metade. — ele disse sussurrando no seu ouvido.

Ela levantou os braços para o pescoço dele e o puxou com força em direção a sua boca.

Hinata abriu os olhos assustada e voltou ao seu quarto. Não havia mais braços ao seu redor, nem calor subindo pela sua espinha. Era apenas ela deitada no chão do seu quarto com frio. Ela escutou o celular tocando na sua cama e se moveu para atendê-lo. Agradecendo fortemente pela interrupção no seu sonho.

Se ela continuasse com aquilo, o próximo passo para a sua recuperação mental teria que ser se jogar pela janela.

Ela atendeu sem visualizar o número e a primeira coisa que escutou foi uma rápida respiração do outro lado.

— Hinata?

— Saku?

— Hina, eu…

A voz dela parecia chateada e ela conseguia escutar ao longe o som do chuveiro do banheiro. Ela olhou para o horário e já era quatro da manhã. Ela tinha dormido tudo isso? Hinata bateu um pouco no rosto para ficar mais atenta a ligação, sentido os últimos resquícios de sono irem embora.

— O que foi Sakura? — Hinata perguntou preocupada, não era sempre que Sakura lhe telefonava de madrugada.

— Nada… — O outro lado da chamada foi abafado por alguns instantes. — Eu só queria… — mudo de novo. Era como se ela estivesse abafando a chamada para que Hinata não escutasse. — Nada. Está tarde vai dormir, Hina.

Dormir? Como assim? Se fosse para eu dormir, tu não tinha me ligado a essa hora! — Você está em casa? Eu estou indo pra casa.

— Não precisa… — Dessa vez, Hinata escutou o soluço antes de a linha ficar muda novamente. — Eu só estou um pouco gripada. Eu só liguei porque queria escutar a sua voz.

— Eu estou indo pra casa Sakura.

Hinata levantou correndo para o banheiro.

— Eu chego em menos de meia hora. — Ela começou a tirar a sua roupa de ginástica que ainda estava grudada no corpo, porém seca. — Você vai me esperar?

— Tá bom.

As duas desligaram e Hinata sentiu o seu coração automaticamente mais pesado. Ela tinha a intuição que algo não estava bem e que o motivo de Sakura lhe ligar não era uma simples gripe.

Ela deixou o toque do celular no máximo e entrou no chuveiro. Em menos de dez minutos ela já estava pronta. Ela pegou a carteira, celular e chaves e apenas quando entrou no carro ela começou a cuidar para mandar mensagens.

Ela não podia deixar o Naruto sozinho amanhã.

Hinata: Naruto, eu preciso do dia livre. Amanhã, eu te ligo.

Ela também enviou uma mensagem para Yamato.

Hinata: Preciso de alguém para ficar com o Naruto amanhã, eu preciso do dia livre. Ele vai para o escritório antes das oito e ele precisa de um motorista nesse horário.

Yamato não demorou a responder e Hinata tinha mais que certeza que ele nunca dormia. Nunca mesmo.

Yamato: Certo. Tudo bem, precisa de alguma coisa?

Hinata: Não. Tudo certo. Mandei mensagem para Naruto. Cuida dele amanhã.

Yamato: Certo.

Sentido-se um pouco melhor depois de organizar a segurança de Naruto para amanhã, Hinata foi para casa esperando que Sakura estivesse sofrendo apenas uma gripe muito pesada, mas por algum motivo a sua intuição lhe contava diferente.



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— Tudo pronto?

— Sim.

Ino respondeu, enquanto andava de um lado para o outro do seu mais novo quarto. Nada parecido com o cômodo de luxo que utilizava para ser Ino Sinclair, mas era bom suficiente para uma pessoa como ela.

Mesmo se tivesse ratos e baratas por todas as partes, ainda assim seria um lugar bom o suficiente para uma pessoa como ela. Hoje ela tinha alcançado um novo tipo de baixeza que duvidava muito que poderia jamais ultrapassar.

Ela era um ser asqueroso, medonho. Mas, como tinha nascido com um rosto tão bonito?

No final, aquela mesma beleza havia sido a desgraça de muita gente que havia entrado no seu caminho, talvez por isso fosse tão valiosa para a sua senhora. Afinal, ela mesma havia utilizado o mesmo rosto bonito para subir onde estava agora.

Enganando, explorando e se divertindo em ser o caçador, em vez da presa.

Ino olhou-se brevemente no espelho a sua frente, sentido asco de si mesma, antes de voltar a andar de um lado para o outro.

— Como estão as fotos?

— Comprometedoras. — Ino disse olhando para a câmara no sofá. Era uma câmara profissional muito custosa, mas que possuía coisas que poderiam levar a vida e dignidade de uma pessoa, assim como ela havia feito aquela noite.

— Muito bom! Irei te mandar um dos meus homens amanhã a noite. — a voz do outro lado que era sempre séria, parecia bastante entusiasmada. Pelo menos Ino não era a única doente daquela situação. Pelo menos, ela tinha nojo de si mesma. — Não saia do apartamento. Não sabemos o que a Sakura fará agora. Ela pode muito bem ir a polícia.

— Ela não irá! É uma pessoa muito privada para dizer a polícia o que aconteceu essa noite. Não creio sequer que ela vai contar a amiga.

— Estamos monitorando o telefone dela. Você trabalhou o efeito da droga da forma como eu te mandei?

— Claro. Ela ainda estava lúcida o suficiente quando saquei a câmera, ela sabe que foi tirado fotos.

— Se isso aconteceu, não temos que nos preocupar em ela contar para ninguém, porque ela sabe que podemos destruir com a vida dela jogando essa fotos online.

Ino sentiu a sua garganta apertar. — Você não vai fazer isso vai? O objetivo era apenas tirar fotos para chantageá-la.

— O objetivo é eu conseguir o meu objetivo. A forma como isso vai acontecer não esta em debate contigo, Ino. Apenas concentre-se em ficar escondida e depois eu te dou umas férias para o Caribe. — Ela sorriu. — Que tal isso para melhorar o seu humor.

Ino sentiu a sua comida vir de volta na sua boca. Imunda.

— Eu vou esperar o seu homem.

— Pois bem, descanse!

Ino desligou o celular e foi correndo para o banheiro. O seu estômago doía como nunca, mas nada superava a dor que sentia no seu coração.

Que merda! Ela pensava que nada nunca mais a afetaria!

Notas finais
Iai? Tenso isso! Você perdoariam a Ino? Comentem, favoritem e acompanhem. Até sábado.