Guarda-costas

71 Capítulo setenta e um


Notas iniciais
Gente, o capítulo de hoje é bem curtinho. Estou bem ruizinha de gripe. Virose maldita.

Hinata voltou para os homens na mesa. Todos eles pareciam estar enfrentando suas emoções de forma diferente.

Tomoyo ainda estava com uma expressão arrogante, mas os olhos dele pareciam incertos depois da saída dos Uchihas.

Nagato olhava insistentemente para o bar e depois de dois segundos com o pensamento, ele finalmente levantou da cadeira e foi atrás de um bebida no bar. O cara era um alcoolatra de mão cheia e Hinata estava surpresa que o seu autocontrole houvesse durado tanto tempo.

Hidan, por outro lado, lutava com força para manter a cabeça no lugar, principalmente, depois do seu nem tão imbatível plano ter ido por água abaixo por uma simples tecnicalidade.

A ausência de Naruto.

Quem diria que Hidan sequer teria a oportunidade de ameaçar Naruto? Agora que tudo tinha acontecido e ela tinha finalmente entendido o papel de cada um alí, ela se perguntou como Hidan havia planejado uma estratégia tão estúpida e cheia de furos.

Naruto tinha saído pela tangente facilmente. Melhor ainda, havia utilizado o seu inimigo para alcançar outro dos seus desafetos.

Hinata voltou a sua cadeira e sentou-se novamente de frente a Hidan. Aquele era provavelmente o melhor lugar de toda a sala, porque ela podia olhar cada uma das micro mudanças que aconteciam na expressão de Hidan.

E agora Hinata podia dizer que ele estava puto!

— Bom, falta apenas vocês... – ela disse mantendo o seu rosto impassível. – Naruto tem o sim ou o não de vocês?

Hidan fechou os olhos rapidamente e quando ele voltou a abrir os olhos, eles estavam frios, sem qualquer intenção que pudesse ser lida.

Hinata sentiu a sua pele arrepiar, ele estava com uma intenção assassina bastante visível. Ela não sabia explica como era a sensação de ser encarada com tais olhos, mas era uma mistura de desconfiança e medo de que alguma merda vai acontecer a qualquer momento.

Hinata já havia sentido algo similar em Naruto antes e talvez por isso, a única reação que Hidan havia tido dela foi um leve estremecer.

— Eu havia me esquecido o quanto o meu sobrinho era aficionado por fazer surpresa para os outros. – ele começou. – Nem mesmo quando ele era criança as coisas costumavam acontecer da forma como os mais velhos queriam. Ele sempre tinha as próprias normas e seguia os próprios passos. – Nagato voltou ao seu lugar com uma garrafa em mãos. – Eu lembro de uma vez ter dito para Nagato que aquele menino iria ser o pesadelo dele, se algum dia ele tivesse alguma intenção de pegar o poder. Mas, quem diria que no final, Nagato simplesmente entregue o poder a ele com as próprias mãos?

Hinata franziu o cenho. – E qual é o ponto disso?

Hidan sorriu. – Eu menosprezei um inimigo que eu já conhecia. Me deixei levar pelas coisas que ele queria que eu acreditasse e agora eu estou aqui tentado não matar o mensageiro da minha própria estupidez.

As armas da parte de cima da galeria moveu-se. A diferença de forças entre as partes eram gritantes e se Hidan realmente quisesse se mover para acabar com ela, seria muito simples para ele.

Hinata teria que atirar primeiro e perguntar depois, além de torcer para o seu reforço chegar em tempo hábil. Ela estaria fodida de diversas maneiras, se ele realmente fosse para cima dela.

— Então, o que vai ser?

— Eu me pergunto se Naruto calculou até mesmo o que eu faria agora. Será que ele pensou que eu te deixaria ir ou que eu te mataria? – Hidan abriu um pequeno sorriso. – Ele não se importa com você nenhum pouco. Ele te mandou como um cordeiro de sacrifício pronto para levar um tiro no lugar dele. Você consegue enxergar isso, minha querida? A sua lealdade é descartável a ele.

A mesa ficou em silêncio por alguns instantes.

— Não me diga que uma pessoa tão inteligente como você não pensou que estava sendo utilizada de forma tão banal?

— Eu simplesmente não vejo como isso pode ser da sua conta...

— Bom não é, mas eu me solidarizo com você... Estamos na mesma penúria, ambos utilizados por aquele idiota. – Hidan se levantou da cadeira e se inclinou para Hinata. – Eu pensei que vocês dois tinham alguma coisa, mas isso foi outra coisa que ele quis fazer eu pensar, não?

Hidan deu as costas e começou a subir os degraus. Hinata não falou nada e deixou que ele simplesmente se retirasse silenciosamente. Várias outras pessoas o seguiram, deixando-a finalmente em vantagem.

Nagato parecia surpreso atrás de sua bebida. Hidan havia praticamente declarado derrota muito facilmente, até mesmo Hinata estava surpresa com o ritmo que as coisas tomaram.

Ela estava esperando um tiroteio, sangue, cabeças rolando, morte, violência... Mas, ele simplesmente se retirou?

Foi embora.

Sumiu.

Como assim?

O que ela deveria fazer agora? Naruto havia dito para ela negociar e um deles disse não e o outro não disse nada. Ela não esperava receber nenhuma resposta daquelas duas marionetes... Seu trabalho havia saído mais fácil do que ela esperava e aquilo trazia uma sensação amarga no seu estômago.

Algo não parecia certa.

Hinata levantou também da sua cadeira.

— Bom... Isso saiu melhor do que eu esperava... – Ela passou a mão em seu casaco e começou a se dirigir para a saída. – Podemos finalmente voltar, eu vou contar a decisão dele como a de vocês, já que nenhum de vocês pensa por conta própria. Então... Com licença.

Hinata parou na escada e deu a volta.

— Não se esquece que ainda temos coisas a acertar Tomoyo. Desejo uma boa viajem de volta...

Nagato jogou a bebida longe e Tomoyo olhou para a sua própria arma. Ela deu as costas e voltou a subir. Ela olhou para Shikamaru que estava sorrindo para ela e ela sorriu de volta.

— Quanta merda eu consegui fazer?

— Nem tanto assim, vamos!

Mas, nenhum deles conseguiu chegar muito longe. Uma explosão alavancou todos do chão e Hinata viu tudo preto.

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— Hum...

— Hum... O que? – Kiba perguntou para Gaara.

Os dois estavam aproveitando um jantar noturno ao lado da piscina do ruivo, antes de Naruto ligar pedindo ajuda. Depois disso o jantar foi afastado, computadores foram trazidos e Kiba se viu trabalhando em seu horário de comida.

Ele deveria cobrar horas extras por isso? O bife havia esfriado a muito tempo para estar de fato bom e quando ele pensou em finalmente reclamar com Gaara como normalmente fazia. Ele havia começado a falar sozinho.

— Por que você está falando do nada sozinho?

Gaara levantou o olhar para ele do celular. Uma coisa sobre aquele homem que Kiba havia aprendido convivendo com ele por apenas algumas horas, era que a intensidade do olhar dele podia matar a qualquer momento um desavisado.

Kiba estava tentando conviver com aquele homem sério que muitas vezes simplesmente o ignorava até que de repente ele soltava alguma pérola com conteúdo tão incrivelmente sexual se fazia Kiba contestar a própria sanidade.

— Não estou falando sozinho se você está aqui.

Ele respondeu simplesmente antes de largar o celular de lado e alcançar a sua taça. Kiba jurava que ele nunca havia visto Gaara sem uma taça de vinho em mãos, o que aumentava as suas dúvidas se ele sequer estava sóbrio metade do tempo.

— O que aconteceu?

— Naruto conseguiu cumprir a parte dele do acordo, terei que buscar o meu pacote amanhã.

— Hum... – Kiba sabia que era melhor aquela conversa acabar por alí, mas a sua curiosidade sempre levava a melhor não importava qual fosse a situação. – E o que é esse pacote?

Gaara sorriu por detrás da sua taça e alcançou a mão de Kiba com a outra. Kiba tentou tirar a mão, mas o outro lado era mais rápido e forte, prendendo-o no lugar sem escapatória.

— Por que o interesse?

Kiba suspirou e parou de tentar puxar a sua mão, aquilo apenas fazia com que ele sentisse dor. — Se você não quiser contar, não conta.

— Hum...

— Hum... O que? – Kiba se irritou. – Você sempre diz hum para mim.

— Você é muito curioso e nada paciente. – Gaara repreendeu com o olhar ainda impassível e com as mãos ainda em cima da dele. – Eu nunca pensei que apreciaria um amante tão temperamental.

— Temperamental é o caralho. – Kiba se defendeu rapidamente e, dessa vez, conseguiu um sorriso de Gaara. Um sorriso que parecia de fato genuíno.

— Interessante...

— Claro que você ia dizer que é interessante... Mas, que porra que é interessante?

— Você não reclamou do fato de eu dizer que você é meu amante.

Kiba pensou na sua última frase e revirou os olhos em pura frustração, Gaara estava certo, ele havia brigado pelas razões erradas.

— E adianta eu reclamar? Você simplesmente diz o que quer.

— Isso nunca te parou antes. – ele respondeu rapidamente.

— Talvez você deveria parar de pensar tanto em mim.

— Ou talvez deveríamos ir direto para a cama. – Gaara trouxe a mãos de Kiba a sua boca a força. – Eu provavelmente vou parar de querê-lo nu na minha cama, uma vez que você já esteja nu em cima dela...

Kiba engasgou.

— Não acredito que você me disse isso.

Gaara sorriu de novo e arqueou as sobrancelhas.

— Não se preocupe você tem bastante tempo para pensar sobre isso.

— Creio que não exista tempo o suficiente para fazer com que eu mude a minha cabeça HETEROSSEXUAL e vá para a cama de alguém HOMOSSEXUAL.

— Você pensa demais nessas coisas etiquetas sociais. – Gaara finalmente deixou a sua mão ir. – Sexo é sexo, contanto que ambos gozem, realmente importa quem está na cama com você?

— E você acha que me faria gozar?

Gaara não respondeu e simplesmente arqueou as sobrancelhas em claro desafio. Kiba bufou e desviou o olhar, ele sabia que recuar apenas aumentariam as investidas sem descanso de Gaara, mas o que ele podia fazer, a confiança e o apetite sexual dele eram inigualáveis com qualquer pessoa que lhe havia conhecido antes.

Kiba não podia fazer nada quanto a isso e ele não iria perder o seu tempo tentando ensinar bons modos a um pervertido!

O telefone de Gaara tocou, mas dessa vez as poucas expressões do rosto dele foram desaparecendo pouco a pouco. Depois da chamada, ele desligou o telefone.

— O que aconteceu? – foi a pergunta de Kiba para Gaara.

— Uma bomba. Explodiram uma bomba na reunião.

— O que? – Kiba não sabia o que estava acontecendo, mas a sua próxima pergunta lhe deixou um gosto amargo na boca. – Hinata? Ela está bem?

— Quem vai saber...

Notas finais
Êta merda e agora?