Growing Up

2 Turbilhão de mudanças I


Na escola a primeira pessoa que avistei foi o João vindo correndo em minha direção com os braços abertos e me dando um abraço de urso.

– Qual é cara, está querendo me quebrar toda ?- Falei, quer dizer, tentei falar, pois só saiu um fiapo de voz por causa da força que meu amigo estava fazendo.

– Foi mal Dudinha — falou ele rindo. O João é um cara de seus 1,80 jogador de basquete, cabelos cacheados loiros caindo até os ombros, olhos castanhos claros e mania de abraçar as pessoas. Enquanto eu sou apenas eu, 1,60 cabelos pretos até o ombro e ondulado, olhos castanhos claros, quase caramelo, com pele pálida. Nosso amigo Cássio era um rapaz moreno baixo com seus 1,58 e cabelo raspado.

– Tá João! Vamos, daqui a pouco toca. Sabe dizer qual é o primeiro horário?

– Hahaha Duda, você nunca vai se acostumar com os horários? Já estamos no meio do ano e nada de você aprender haha mas okay, os dois primeiros horários são de Química, Vamos morrer – começou ele com o drama, mas o que posso fazer? Até eu odeio as aulas de química, aquele professor faz a turma toda dormir, por isso nós o chamamos de Hipnos, Deus grego do sono.

Na sala damos de cara com Cássio conversando com a loira bonita do pré, eu, Cássio e João costumamos dizer que ela é filha de Afrodite. Como você deve ter percebido, temos uma certa paixão pela mitologia grega. Quando ele percebe a nossa chegada, despede-se da loirinha e vem falar conosco.

– Bom dia, povo, bom te ver novamente Duda, e você João, quais são as novas?

–Não sei, diga-me você já que estava conversando com a loira gostosa do pré – Diz ele e damos um olhar cúmplice – Não achávamos que você iria desencalhar antes da gente chaveirinho!

– Há-há-há muito engraçado senhor cachinhos dourados, não quer contar outra piada não? – diz ele fingindo estar chateado, faz parte da nossa amizade, zoar um com o outro e nunca ficamos com raiva – Mas então, como eu sou um bom amigo, vou contar o que eu estava fazendo. A Jú, estava conversando comigo pra nos convidar para sair com outras duas amigas dela, a Mari e a Clara... mas como vocês estavam tirando uma com a minha cara, acho que vou cancel...

–NÃO! – Gritamos eu e João ao mesmo tempo, ele nos olha segurando o riso – Desculpa Caca, nós estávamos só brincando, você não sabe disso? – João concorda ao meu lado com um sorriso.

– Não sei... dessa vez não vou deixar passar – diz ele querendo se fazer de durão – brincadeira pessoal! Já marquei com ela pra essa sábado, de 14h no cinema.

– Sábado? Mas hoje é segunda, vai demorar – Diz João com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança.

– Ô Jão, relaxa, já já é sábado e eu, você e a Duda vamos encontrar nossas garotas. E ai duda, ansiosa pra sair desse deserto onde você se encontra?

– Hahah muito engraçado! Vamos pra aula antes que o professor chegue e não nos deixe entrar.

Fomos pra sala, onde dormimos as duas aulas de química, não sei como minhas notas são tão altas nessa matéria. Depois teve aula de sociologia, espanhol, matemática e história. As aulas seguiram normalmente até que bateu o sinal.

– Nossa, pensei que não iria acabar hoje!

– Concordo, estava quase morrendo agora na aula de história, louco pra ir para minha casinha.

– Vocês tão reclamando demais, difícil de aguentar foram as aulas de química, nossa o que é aquilo! – Falei fazendo cara de cansada – Hipnos hoje queria acabar com a gente!

Despedi-me dos meus amigos e fui pra casa andando. Cheguei e minha mãe estava no trabalho, hoje teria plantão na clínica e só iria chegar de madrugada. Tomei um banho pra relaxar, esquentei o almoço, comi e fui ficar um pouco no computador, quando deu 14h fui estudar, afinal, não dá pra ficar na média apenas com o que se passa nas aulas. Fiz minhas atividades e leitura dos capítulos. Lanchei e decidi sair pra andar de skate. Voltei pra casa, jantei, estava passando um filme na Warner e de 21h fui dormir, acordei era 2h da madrugada com a campainha tocando, pensei que fosse a minha mãe, aquela doida deveria ter esquecido de levar a chave, ri sozinha das coisas malucas e engraçadas da minha mãe. Quando abri a porta eram dois policiais.

– Olá senhorita, desculpe o incomodo, seu nome é Maria Eduarda Cortez Schneider?

Notas finais
E ai? O que acharam?