Great Power, Great Responsibility.
7 Capítulo 7 - Discovering the plan.
Notas iniciais
As duas entraram no primeiro bueiro que viram. Assim que Quinn colocou os pés no chão, a água espalhou-se para os lados e suas botas umedeceram. Com um gemido frustrado ela apenas ignorou e seguiu em frente.
Não dava para ver nem um palmo de distância, estava realmente escuro, não que isso incomodasse Santana, mas Quinn realmente estava com medo. Não do que aquilo que o doutor Curtis se tornou pudesse atacá-la, ela poderia se defender, mas estava com medo por Charlie, ela não sabia como Rachel seguiria em frente se perdesse sua única filha, ela não sabia como ela mesma seguiria em frente, e o pior, é que também não sabia nem se sairia dali com a criança, viva ou morta.
Com passos lentos, porém decididos, as duas andavam pelo sistema de esgoto, tentando ignorar o mau cheiro que emanava de todo lugar que parecia possível.
Não muito longe delas, o doutor Curtis em forma de lagarto trabalhava com o que conseguiu recuperar de seu antigo laboratório na Oscorp e as coisas que pegara em sua casa; Seu plano estava quase completo.
A pequena filha de Quinn Fabray dormia calmamente num bolo de cobertores sobre a mesa onde ele terminava seu experimento; Ele não queria fazer mal algum a criança, ela apenas era sua isca para o verdadeiro peixe, sua mãe, ou melhor, Spider Girl e sua ‘ajudante’. Com as duas heroínas fora do caminho, ele conseguiria alcançar seu objetivo.
Um sino tocou no pequeno laboratório improvisado; Alguém estava lá. Ele havia feito um sistema de cordas que ligavam todo o esgoto ao seu laboratório, se alguém pisasse em um dos vários fios espalhados por lá, ele tocaria o sino preso na parede, alertando-o no mesmo segundo.
As pressas terminou de misturar os líquidos e então escondeu o recipiente com o mesmo soro que Quinn havia o ajudado a criar numa bolsa e jogou-a sobre o ombro, e puxando uma alavanca encontrada em algum canto da sala, desligou os computadores e as luzes, a sala se tornou um breu.
– Vê algo? – A loira indagou para Santana, que apenas franziu o cenho em descrença. –
– Humor negro. Você vai pro inferno. –
– D-desculpe ... Costume. – Ela deu de ombros, um tanto embaraçada. –
Quando o ‘sensor aranha’ de Quinn formigou, foi um tanto atrasado e ela acabou levando um golpe no abdômen, três marcas de garras se abriram no uniforme e ela foi jogada para trás, o barulho de algo se espatifando na água alertou Santana.
A latina logo deu uma cambalhota para trás, segundos antes do Lagarto tentar acertá-la com sua cauda.
– Quinn Fabray e sua fiel escudeira, que bom que chegaram. – Curt riu, sua voz de trovão ecoando pelo local. –
– Fiel escudeira!? – Daredevil indagou em descrença. Elas nem eram um time! –
– Você entendeu. – Outro golpe com a cauda, dessa vez ela foi atingida e jogada para trás. –
O Lagarto parou por cima da latina, ele armou as garras e então desceu com tudo sobre o tórax de Santana. Ela gemeu por uma dor que nunca chegou.
Quando gotas de sangue cairam sobre seu rosto, ela notou que por sorte ainda estava viva e inteira, Marley estava por cima dela e entre seu corpo caido no chão e o Lagarto, as garras dele perfuravam suas costas, e consequentemente, seus pulmões e o coração.
Lady DeadPool apenas riu e retirou o pino de uma granada, jogando em direção ao peito do Lagarto. Se não o parasse, iria atordoá-lo.
Quando a granada explodiu ele foi arremessado para longe, enquanto Marley usou seu corpo para proteger Santana.
– DeadPool!? – Quinn gritou enquanto correu em direção a mulher jogada no chão. Ou pelo menos até a silhueta dela, que era a única coisa visível. –
– Eu ajudei ... – Ela riu sem graça, e quando Quinn puxou sua máscara, pôde perceber o sangue saindo de sua boca, mesmo no escuro. – Ai, morri. – E então fechou os olhos, relaxando o corpo. –
Quando a Spider Girl foi falar algo, Lady DeadPool logo riu, dessa vez parecendo viva e intocada, mesmo com os buracos em seu tronco.
– Era zoas, eu não morro! Tipo, eu sou imortal tá ligada? Granadas, bombas, facas, balas ... Eu me regenero. Coração, cérebro, qualquer órgão! – Ela riu do desespero da outra mascarada e logo pegou sua própria máscara, vestindo-a em seguida. –
– Idiota ... – Quinn praguejou, revirando os olhos. Marley apenas lhe lançou uma piscadela e jogou uma laterna em sua direção. – De onde você tirou isso? –
– Eu vim preparada, ué. – Ela deu de ombros, e assim que acendeu sua própria lanterna, foi surpreendida com um soco direto na mandíbula. –
Caíndo à metrôs de distância, ela levantou-se logo em seguida, um sorriso irônico coberto pela máscara.
– Ui, ficou irritadinha. Heh, pode vir, praga! – Levando as mãos até as espadas em suas costas, ela retirou-as e fez uma posição que deveria ter aprendido em algum filme japonês. – Eu vou te derrotar, com o poder de uma das personagens principais da fanfic! Eu seguro a bola de gude do capeta aqui, vá atrás do seu filhote de aranha, Spidey! –
Quinn ficou incrédula com a coragem da outra mascarada, mas apenas deu de ombros e acendeu a lanterna, logo correndo em direção contraria de onde a luta acontecia. Enquanto mais se distânciava, mais podia escutar os ecos dos gritos irados do réptil e as risadas divertidas de Marley, assim como Santana mandando-a se concentrar na luta.
Enquanto andava, logo acabou tropessando em algo e um sino tocou ao longe, junto com o choro de uma criança. Por um lado era bem assustador, mas ela conhecia aquele choro, era Charlie.
Sendo guiada pela luz da lanterna, Quinn mal prestou atenção a onde estava, seu sentido materno falou mais alto e logo começou a caçar sua filha pelo local.
– Char! – Ela gritou desesperada assim que achou-a, sentada em um tipo de mesa. –
A loira correu em direção a criança e pegou-a com a mão livre, apertando-a contra seu corpo enquanto beijava repetidas vezes o topo de sua cabeça e todo o seu rostinho, a garotinha ria da mãe, alheia a real gravidade da situação.
– Que bom que você está bem! Oh meu Deus ... Que bom ... Eu te amo tanto. -
Ela caminhou lentamente para trás, sentindo todo o vazio dentro de si ser preenchido por uma felicidade incrível ao encontrar sua filha bem e viva, porém logo sentiu uma dor desgraçada na cintura assim que bateu em algo. Tateando pela parede até encontrar no que havia trombado, ela achou um tipo de alavanca e então resolveu puxá-la para cima.
O laboratório inteiro se acendeu.
– Mas o quê ... ? – Foi a única coisa que conseguiu falar enquanto olhava em volta, surpresa. –
Os papeis presos nas paredes, as pesquisas nos computadores e principalmente, todo o equipamento de química sobre uma mesa enorme no centro. O que diabos significava tudo aquilo?
Ela retirou sua máscara e deu para Charlie segurar, a garotinha alheia a tudo começou a brincar com o pano vermelho. Olhando em volta e tentando decifrar os códigos quebrados deixados ali pelo doutor Curt, ela logo lembrou-se do que havia conseguido recuperar na Oscorp tempos antes. Retirando os papeis dobrados de dentro de sua calça, a loira começou a juntar os pontos e comparar as coisas.
Andando de um lado para o outro no laboratório improvisado enquanto lia as pesquisas e os cálculos, ela entendeu o plano. Quando foi retirar-se da sala, porém, um vídeo em um notbook chamou sua atenção; Era o doutor Curt, ainda em forma humana. Ela deu início ao vídeo.
– O-olá, eu ... Eu sou o doutor Curtis Connors e eu não sei quem verá esse vídeo, mas é bom que entenda tudo que eu direi aqui. – Ele passou nervosamente as mãos pelos cabelos, em seu braço havia escamas. – Já imaginou uma sociedade perfeita? Sem doenças incuravéis, sem qualquer tipo de deficiencia, um mundo onde não existe qualquer problema com seus habitantes, nem mesmo um simples resfriado.
Pois bem, eu imaginei isso, eu criei isso, e aqueles idiotas roubaram isso de mim! Mas eu não parei, não ... Eu não parei. Isso – Ele levantou um recipiente onde podia se ver um líquido verde. – Isso é a salvação para o mundo. – Com uma seringa, o cientista retirou apenas uma dose de dentro do frasco e logo injetou direto em seu pescoço. – Não dá pra escapar de uma nuvem. – Seu rosto foi se franzindo e logo ele desapareceu do vídeo, caindo no chão com um baque surdo. –
O barulho de tecidos sendo rasgados seguido com gemidos que foram se tornando algo monstruoso encheram a sala, e uma coisa enorme apareceu na tela, e então o vídeo acabou.
– Spidey! M-mandamos ver, aquela coisa fugiu! – Os passos se aproximaram, a voz de Marley estava ofegante e seu uniforme, assim como o de Santana, estavam destruídos. –
A Lady DeadPool logo soltou um gemidinho animado e tomou Charlie dos braços de Quinn, começando a brincar com a criança que apenas ria de suas imitações bem ruins.
– E-ele fugiu!? – Ela praticamente gritou, em descrença. –
– Algum problema? – Santana indagou. –
– Ele vai jogar uma nuvem de gás por toda a cidade! Vai transformar as pessoas em lagartos gigantes! –
Marley parou de brincar com Charlie e encarou Quinn incrédula, Santana se amaldiçoou mentalmente por deixá-lo escapar. A loira pegou sua filha nos braços e logo elaborou um plano de última hora.
– Ok, vocês duas vão pará-lo, eu vou levar a Char em casa e logo em seguida me junto a vocês. Boa sorte! – As três então se separaram, porém Marley logo retornou e plantou algumas granadas sobre os computadores, e com uma distância segura atirou em uma delas, as explosões destruiram o local. –
– Allahu Akbar. -
Além de ser divertido explodir as coisas, as pesquisas eram importantes porém perigosas, por isso era melhor que não existissem mais.
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Eram três da manhã quando Quinn pousou na sacada, Charlie havia dormido no caminho até em casa. Lentamente ela andou até seu quarto, onde a silhueta de Rachel parecia dormir calmamente. Parecia.
Assim que ela acendeu a luz, a morena fitou seus olhos castanhos na criança em seus braços, e com um pulo ela levantou-se da cama e pegou a filha nos braços, abraçando-a e apertando-a contra seu corpo, como se quisesse impedir que qualquer mal acontecesse com Charlie enquanto estava ali.
– E-ela ... Ela está bem. Ela está bem! Oh meu Deus, Quinn, eu ... Eu não sei o que dizer ... – Em meio a risos e lágrimas a diva caiu de joelhos no chão, apertando uma Charlie sonolenta contra si. –
A Spider Girl ajoelhou-se ao lado de Rachel e apertou sua esposa e filha em um abraço demorado, e após retirar a máscara, beijou demoradamente os lábios da judia enquanto alisava os poucos fios loiros de Charlie.
– Eu amo vocês. – Ela sussurrou contra os lábios de Rachel. –
– Eu amo vocês. – A morena sussurrou de volta, escondendo seu rosto na curva do pescoço de Quinn. – Me desculpe pelo que eu disse, amor ... Eu só ... Estava tão estressada, esse foi o dia mais horrível da minha vida, eu nunca mais quero passar por isso de novo. Nem com ela e nem com você. – A loira selou seus lábios novamente, segurando levemente a nuca de Rachel para aumentar o contato. –
– Eu entendo, sério. Mas agora eu preciso ir. – Ela levantou-se, vestindo a máscara em seguida. –
– O que você vai fazer? –
– Acabar com essa merda toda. – As pontas de seus dedos passaram-se pelos três rasgos no abdômen do uniforme, e olhando novamente para Rachel e Charlie, uma raiva interior instalou-se por ela; Curt fez Rachel sofrer como nunca na vida, e por isso eles ainda tinham contas a resolver. – Eu volto antes ... Do almoço. Eu te amo. –
E então saiu pela janela do quarto, prendendo uma teia em um prédio vizinho.
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