Great Power, Great Responsibility.
8 Capítulo 8 - Goodbye, Friend.
Notas iniciais
O Lagarto escalavas as janelas da torre atualmente interditada da Oscorp sendo seguindo de perto por um helicóptero do jornal local que fazia a cobertura do que acontecia, mas realmente aquilo pouco o importava, seu objetivo final estava realmente no topo do prédio, o mais alto da cidade, ninguém escaparia da nuvem.
De longe Santana seguia Marley, que sempre lançava alguma piadinha de humor negro que fazia a latina ter vontade de estrangulá-la, mas então lembrou-se que infelizmente aquela coisa era imortal.
Ao outro lado da cidade e indo em direção oposta aos cidadãos comandados por policias em uma evacuação geral, a Spider Girl ia o mais rápido que podia em direção ao prédio da Oscorp, a silhueta do lagarto gigante sendo iluminada pelo holofote do helicóptero.
Ele cravava suas garras sobre o vidro e impulsionava-se para cima, até que finalmente alcançou o terraço, tão alto que os tumultos nas ruas semelhavam-se a um formigueiro.
– Sabe, quando eu era criança eu dissequei um sapo na escola. Vamos ver se com você é a mesma coisa? – Marley indagou, sentada no parapeito nas bordas do prédio. –
Quando o Lagarto foi soltar um rugido estridente, ele foi surpreendido com um soco forte na maçã do rosto que o atordoou por alguns segundos. Santana gemeu de dor, sua mão latejava.
Antes que aquela coisa pudesse se recompor, Marley sacou suas pistolas e repetindo ‘Bang!’ várias vezes, começou a atirar nas escamas do monstro, que apenas rugia enquanto ia se encolhendo no chão, aos poucos perdendo a consciência. Fácil de mais para ser verdade.
Suas feridas por conta dos tiros se curaram em segundos e então ele levantou-se subitamente, apertando a cabeça de Santana com apenas uma mão e jogou a latina contra a outra mascarada, as duas foram arremessadas contra uma das vigas de aço que sustentavam a antena no topo da torre, que acabou entortando com tal brutalidade.
– ‘Véi, ninguém segura essa coisa ... – Lady DeadPool gemeu um pouco tonta e sonolenta, Daredevil estava desacordada sobre suas pernas. –
Quando ele foi avançar em direção as duas, sua perna esquerda prendeu-se no chão; Teias seguravam-no ali.
– Vocês estão bem? – Spider Girl indagou, e Marley apenas lhe lançou um sinal de joinha. –
Subitamente o lagarto gigante virou-se, segurando Quinn pelo pescoço com apenas uma mão, força suficiente para deixa-la sem ar. Ele segurou a máscara com a ponta das garras gigantes e então puxou-a, revelando o rosto de Quinn que ganhava uma coloração avermelhada.
– Pequena Quinn Fabray, filha de Russel Fabray, mãe de Charlotte Fabray ... Por que você insiste em atrapalhar a vida dos outros? Sua infantilidade matou seu pai, sua irresponsabilidade quase custou a vida da sua filha e provavelmente seu casamento, seu heroísmo idiota está atrasando meus planos ... Por que você simplesmente não some? – Ele falava pausadamente com sua voz assustadora, sempre aumentando a pressão que fazia no pescoço da loira. –
E então ela finalmente perdeu a consciência. Doutor Curt apenas riu debochadamente e jogou-a em um canto por ali, logo desprendo sua perna e passando pelas duas mulheres desmaiadas, começou a escalar as vigas de aço até finalmente chegar ao topo da antena, onde havia implantado o aparelho Ganali, uma bomba relógio que lançaria sua vacina em forma de gás por toda a New York, transformando seus cidadãos em monstros. Evoluindo-os.
Quando ele retirou o recipiente da bolsa carteiro que residia em seu ombro, sentiu algo perfurando-o, e apressadamente instalou a vacina no aparelho antes de cair de costas sobre o terraço.
– Eu não atingi seus pontos vitais, mas saiba que eu posso te matar agora. – Marley jogou-se da antena, caindo de pé sobre o abdômen do cientista, sua espada firmemente em mãos. –
Porém, assim como acontecia com ela, o corte se fechou segundos depois e ele agarrou a cabeça da mulher, forçando a articulação do osso até que então, com um ‘clack’, ele quebrou-se, sua cabeça rodando no pescoço e ela caiu de lado.
– Ai, fiquei tonta. – Ela tateava pelo chão, a cabeça virada para suas costas. Realmente, não morre mais. – Isso tá estranho, isso tá muito estranho. – De joelhos, outro ‘clack’ foi escutado quando ela colocou o pescoço de volta no lugar. –
O Lagarto ficou tão distraído com a aberração que até esqueceu-se brevemente do que estava fazendo. Uma brecha, Quinn pulou em suas costas e lançou teias em seus olhos, ele rugiu irritado enquanto tentava rasgar os fios pegajosos que privavam sua visão.
“Dez minutos para o lançamento” – Uma voz no aparelho Ganali avisou. Elas também aviam esquecido que o maldito conseguiu ativar o lançamento.
Quinn pulou sobre os ombros do cientista e lançou uma teia em direção a antena, porém, quando foi lançar-se em direção ao aparelho, o Lagarto enxergando com apenas um olho agarrou-a pela perna e por sorte, errou o golpe que poderia ter sido fatal, e por azar para a loira, os músculos do seu ombro foram perfurados pelas garras. Acho que alguém vai ter eu gastar muito com cirurgias e fisioterapias depois dessa.
Marley deu um gemidinho de dor e puxou o pino de sua última granada, jogando-a em direção ao lagarto gigante, que apenas se desesperou e rebateu a ‘bombinha’ para fora do prédio, porém Quinn prendeu uma teia nela com seu braço bom e puxou-a de volta para o cientista no mesmo segundo que houve a explosão, ele foi lançado para longe, esmagando o resto das vigas de aço, a antena caiu, junto do aparelho Ganali.
Um mísero probleminha que fosse e aquela bomba relógio em suas mãos poderia explodir, levando consigo a cidade inteira, e isso foi a única coisa que passou pela cabeça de Quinn. Mesmo com um braço completamente imóvel pela dor dilacerante, ela correu em direção a antena que caía e segurou-a segundos antes de chocar-se ao chão, um grito de dor ecoou de sua garganta ao utilizar o braço machucado.
“Cinco minutos para o lançamento”
– Fodeu! – Marley gritou enquanto estapeava Santana até que a latina acordou em súbito e acabou socando-a pelo susto. Nunca houve um pedido de desculpas. –
– De-desativem! Desativem isso logo! – Quinn gritou, não conseguiria aguentar por muito mais tempo. –
– Então, amiga, eu não sei mexer nessa coisa e bem, na boa, ela é cega – Apontou para a latina. – O que vamos fazer!? –
O Lagarto levantou irado, gritava irritado enquanto arrastava-se em quatro patas como um verdadeiro réptil, rasgando tudo que via pela frente com suas garras que pareciam de titânio. Porém, Marley teve uma ideia considerada brilhante, principalmente vinda dela.
Com uma bala de seu último pente, ela esperou o Lagarto se aproximar e então, atirou num cano de nitrogênio que residia não muito longe do que costumava ser a torre da antena até algumas horas atrás, o líquido voou em direção ao cientista que teve toda a parte esquerda do corpo congelada. Um sorriso maníaco surgiu no rosto de Lady DeadPool por baixo da máscara.
Sacando as duas espadas, numa velocidade incrível toda a parte congelada estava picada em pedaços pelo chão, o cientista rugiu em um misto de dor e raiva e perfurou com o braço bom o coração da mascarada, que apenas revirou os olhos e apontou uma pistola em sua testa.
– Pra um gênio ‘cê é tão burro ... Imortal, lembra? Simplificando, ‘imorrível’. – Segundos antes dela apertar o gatilho, ele mordeu o cano da arma e então estilhaçou-a, a morena suspirou tristemente; Era sua favorita, já haviam matado tantos juntas ... –
“Um minuto para o lançamento”
– Santana! – Quinn gritou. – Faça alguma coisa! – Seu braço parecia em chamas, aquela dor era simplesmente insuportável. –
A latina respirou fundo e assentiu. Num movimento rápido, ela empurrou Quinn e segurou a antena antes de cair no chão; Isso em questão de segundos.
A loira agradeceu mentalmente e então partiu para o aparelho. Analisando toda a situação, finalmente descobriu como desativar antes que acontecesse uma catástrofe, mas, ao apertar o botão de reiniciação da máquina, percebeu que a sorte não estava ao seu lado; Não funcionou.
“Vinte segundos para o lançamento” – A contagem regressiva começou. Um plano de emergência também, e isso envolvia o lançamento funcionando.
Marley ainda estava em uma luta com o cientista que havia conseguido se soltar e então regenerado o maldito corpo, Santana segurava a antena na borda do prédio antes que caísse e então acabasse de vez, e Quinn prendia várias teias nas bordas do terraço enquanto segurava-as pelos braços, e esperava no local onde a vacina iria sair; Era um estilingue humano. Um segundo a mais e um errinho no plano e estava tudo perdido, mas era isso ou nada.
“ ... Três, dois, um, zero. Iniciando o lançamento” – Uma espécie de míssil soltou-se do aparelho Ganali em diagonal com Santana como suporte, e então bateu em seu estomago, por sorte não levando-a para trás. Filetes de sangue escaparam pelas bordas de sua boca por conta do impacto. –
E então, ela uniu as teias em menos de um segundo completo e a bomba fora jogada para trás. Um segundo a menos e estava tudo perdido, porém a Oscorp não era muito longe do rio Hudson, por sorte.
Voando por cima de vários prédios menores, a bomba carregada da vacina então caiu no rio pouco antes de soltar o gás, como um fogo de artificio que tem que alcançar certa altura até explodir. A água se tornou verde rapidamente e borbulhou, logo sumindo na mesma velocidade em que surgiu.
– NÃO! – Curt gritou, vendo todo seu projeto se esvair. –
Ninguém, porém, teve tempo de comemorar (Ou não) o aparelho Ganali explodiu, o terraço inteiro voou pela cidade, as janelas do prédio foram quebrando e logo a torre iria cair. Marley agarrou-se a Santana no meio a queda e caiu de costas na calçada, logo rolando por cima da latina para impedir que os cacos de vidros a ferissem.
Os lançadores de Quinn estavam destruídos e ela não tinha mais forças nem para ficar de pé. Quando tudo parecia perdido, algo segurou seu braço na borda do prédio, era o doutor Curt, o verdadeiro, sem o Lagarto. Bem, mais ou menos, afinal ele ainda tinha escamas, mas havia voltado ao tamanho original e parecia mais humano.
– Doutor ... – Ela sussurrou, sua voz incrivelmente fraca e falha. –
– É isso que o excesso de poder faz com as pessoas, Quinn. Hah, olhe no que eu me tornei por ganancia ... Eu só ... Queria um mundo perfeito aos meus olhos. – Ele riu sem graça, ainda segurando a loira apenas pelo braço. –
– Esse mundo não é perfeito. – Quinn rebateu, um fantasma de um sorriso em seu rosto. –
– E por isso ele é tão lindo. Como eu só pude ver agora? – Novamente outro riso sem graça. Com uma certa dificuldade, ele puxou-a para cima, deitando-a no que sobrou do terraço da torre que iria cair logo. –
A loira inclinou a cabeça que pesava para ver o homem de costas para ela, de pé sobre a borda do terraço. Ele virou-se e sorriu, um sorriso amigável e sincero.
– Até, Quinn. – E então, jogou-se de costas. –
– Doutor! – A mulher loira tentou segurá-lo, mas apenas acompanhou o corpo diminuindo enquanto caia, até espatifar-se na calçada. Ela poderia ter salvado o coitado se quisesse, mas ele não queria ser salvo. Não em suas atuais condições. –
Quando sentiu um tremo abaixou de si, logo arranjou forças de sabe-se lá de onde e então pulou para um prédio próximo, acompanhando lentamente a queda da torre da Oscorp. Aquela região inteira já havia sido evacuada, então não havia problemas relacionados aos cidadãos. A loira apenas meneou negativamente a cabeça e logo partiu para onde Marley e Santana estavam, querendo ter certeza de que estavam bem.
Mas, a Oscorp tinha coisas que ninguém deveria saber que existia. Aquele prédio em especial, tinha uma pesquisa que nem Quinn ou o doutor Curtis sabiam que residia lá. Algo vivo que poderia escapar na primeira chance.
O material orgânico de espessura, autodenominado Venom.
Fale com o autor