Great Power, Great Responsibility.
15 Capítulo 15 - Chimichangas, bitch!
Notas iniciais
– Chimichangas! Chimi-chimi-changas! Eu adoro, chimi-fucking-changas! – A morena cantarolava dentro do pequeno espaço do elevador, equilibrando duas sacolinhas em cada braço. –
O elevador apitou, demonstrando que havia chego em seu andar. As duas portas metálicas se abriram, e o corredor espaçoso coberto com um carpete vermelho entrou em seu campo de visão. Com um pequeno salto para fora do elevador, ela caminhou até o final do corredor, onde dois homens trajando ternos que mais lembravam dois guarda-roupas estavam guardando uma porta dupla que curiosamente era a prova de bombas.
– E aí Joe. Desmond. – Suas expressões faciais não mudaram, e um deles, o tal Joe, empurrou as portas. –
Ela apenas deu de ombros e adentrou o cômodo.
– Chimichangas! – Ela gritou animada, colocando as sacolas em cima de um sofá branquíssimo. –
– Marley, pode manchar o sofá. – Kitty disse em meio a um riso. –
A morena apenas retirou sua máscara, demonstrando um rosto belíssimo de traços finos, porém no lado esquerdo havia algumas cicatrizes profundas, e caçou um dos burritos dentro das sacolas.
A loira separou os papeis e colocou-os de lado, e beijou profundamente a mercenária assim que ela sentou-se na mesa de madeira rustica.
– Pra que tantos? Eu só pedi um. – Referiu-se aos burritos (Aka chimichangas) em cima do sofá, Marley bufou como se fosse óbvio. –
– Um pra você, três pra mim, todo mundo fica feliz. – E então deu uma mordida na tortilha. –
Enquanto a morena mastigava, Kitty passou a ponta dos dedos pelas cicatrizes profundas no rosto da mulher de uniforme, imaginando a dor gritante que a mais alta deveria ter sentido ao ser machucada a tal ponto de deixar cicatrizes tão assustadoras como aquelas.
– Doeu. – Marley disse após alguns segundos. – Muito. –
– ... Não queria te fazer lembrar disso. Desculpe. – Ela murmurou, abaixando lentamente a cabeça. –
Marley coçou a cabeça e pegou a garota loira pelo queixo fino, forçando-a a encará-la.
– Hey, tá tudo bem. Já passou, e eu já até convivo com isso. – A mais alta riu de lado, e após segundos de silêncio ao morder o lábio inferior, beijou a testa da garota loira. – Eu te amo, Kitty Kat. –
– Eu também te amo. – E então juntaram seus lábios, demonstrando unicamente o amor que uma nutria pela outra. –
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A porta estalou quando os dois corpos foram prensados contra a madeira, rangendo ao ser destrancada com pressa, até que Santana, em passos lentos e desengonçados, caiu em cima da mulher em seus braços no sofá mais próximo.
Lentamente, as duas desfizeram-se de seus trajes e qualquer outra coisa que pudesse interferir naquele momento.
...
A latina sentou-se no braço do sofá, apenas de roupas intimas, e logo estendeu uma das xícaras de café em suas mãos para a mulher sentada no sofá.
– Brittany. – Ela murmurou após bebericar o liquido escuro e quente. –
–Santana. – Respondeu segundos depois. –
As duas passaram os próximos minutos em silêncio, apenas tomando goles curtos de suas bebidas, seus pensamentos alheios.
– Está tensa – A morena murmurou, e a mais alta encarou-a, surpresa. – O que foi? –
Ficou em silêncio por segundos, até que a latina tomou mais um gole do café e então suspirou.
– Ficar em silêncio não vai me fazer pensar que você foi embora, eu consigo ouvir sua respiração. O que foi? – Indagou, quase gentilmente. –
– ... Você gosta de mim? – A ladra murmurou, fitando timidamente o liquido escuro dentro da xícara de porcelana. –
– ... Gosto. – Disse simplesmente, bebendo mais um pouco do café. –
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A loira deu uma leve bocejada enquanto caminhava pelo corredor, até parar na porta à esquerda no final do corredor, abriu-a e foi até a janela, que assim que fora aberta, a luz do sol iluminou o quarto mergulhado em escuridão.
– Char ... – Sussurrou gentilmente enquanto cutucava um pequeno monte de cobertores na cama. – Char ... Char ... – Bufou ao insistir e não ganhar nenhuma resposta. –
Ao puxar as cobertas felpudas, se deparou ... Com o nada. Antes de um possível ataque de pânico, ela olhou para cima e lá estava Charlie, dormindo profundamente em uma rede feita com teias. A loira franziu o cenho, um tanto confusa, e com um pulo prendeu a mão no teto, aproximando-se cuidadosamente de Charlie.
Quando foi tocá-la, a garotinha loira acordou e de supetão, chutou-a no rosto com uma força anormal para uma criança de quase três anos de idade.
– Ai ... Hm, o que é isso, Char? – A mais velha indagou, a mão pressionando a bochecha que aos poucos, ganhava uma coloração avermelhada. –
– Hm ..? – A garotinha murmurou, coçando os olhinhos, até que sentou-se na rede de teias, de repente parecendo bem animada. – Ah! Eu consigo fazer as mesas coisas que você, mamãe! Não é legal? – Ela indagou, sorridente. –
– Sim! Super legal. – Sorriu para a garotinha. – Explique mais sobre isso, Char. –
– Hm .. – Ela coçou a cabeça, com um semblante pensativo. – Eu posso escalar as paredes e atiro teias, também. –
Quinn franziu o cenho por um momento, arqueando as sobrancelhas.
– Mas ... Minhas teias não são orgânicas. – Ela disse mais para si mesma do que para a garotinha loira. –
Talvez devesse estudar a amostra sanguínea de Charlie. Ela sempre se questionou se seu DNA radioativo afetaria em sua filha, e de fato, os poderes da garota eram praticamente uma versão melhorada dos de Quinn, mesmo sendo recentemente descobertos.
A loira deu de ombros e pegou a pequena nos braços, foi até o banheiro e ajudou-a a fazer sua higiene matinal. Assim que foram até a cozinha, uma Rachel apressada passou por elas com as mãos na boca, e assim que entrou no banheiro, um som sufocante tomou conta da casa.
– A mamãe tá bem? – A garotinha encarou-a, preocupada. –
– Unh ... S-sim. Hey, acho que tá passando seu desenho, vai lá ver. – Ela sorriu para a mais nova, que assentiu freneticamente, e então soltou-se dos braços de sua mãe, correndo até a sala. –
Quinn respirou fundo e caminhou até a porta do banheiro, e escorando-se no batente, teve a visão de Rachel ajoelhada em frente ao vaso sanitário, com um semblante doente enquanto limpava a boca com papel higiênico. Ela aproximou-se da diva, segurando-a pelos ombros gentilmente.
– Rach, tá tudo bem? – Indagou, sua voz calma e terna. –
– Sim, eu só ... Comi algo que não me caiu bem. – Disse com a voz rouca, levantando-se com ajuda da mais alta. –
A loira encarou-a arqueando uma sobrancelha, e a diva apenas sorriu de lado. Quinn assentiu demoradamente e logo colocou o cabelo castanho para trás da orelha da menor, e com um sorriso bobo, beijou-a na testa. As duas se abraçaram por alguns segundos, até que um estrondo vindo da sala acabou assustando-as.
Em passos rápidos correram até a sala, onde uma criatura monstruosa de cor escarlate segurava Charlie pelo pescoço, levantando-a do chão. A porta de vidro da sacada estava estilhaçada no chão.
– Ah, eu acertei o lugar. Ótimo. – Ele murmurou com sua voz monstruosa. –
– Solte-a! – Quinn gritou, usando a si mesma como um escudo para Rachel. –
– Não vai pedir por favor? – Indagou com um certo sarcasmo. –
O sangue de Quinn ferveu. Cega pela raiva, ela pulou direto no pescoço do simbionte, que apenas com um soco, jogou-a na parede, de costas para um quadro em cima do sofá, que acabou se quebrando, e seus cacos caíram pelo corpo de Quinn.
Dessa vez pegando Rachel pelo pescoço com a mão disponível, ele correu para a sacada e jogou Charlie em cima de Quinn com um certo ódio, logo em seguida prendendo a gosma vermelha em algum prédio, até se afastar tanto que acabou sumindo entre os arranha-céus da cidade que nunca dorme.
Segundos depois a loira levantou subitamente, e logo tratou de pegar uma Charlie desacordada no colo, a garota loira e com traços belíssimos no rosto tinha um pequeno corte na bochecha.
Caiu de joelhos no chão, apertando a garota inconsciente em um abraço quase sufocante. Ele feriu sua filha e levou sua esposa. Sua Rachel, sua Charlie.
Ela quis gritar até que suas cordas vocais se partissem, quis chorar até que não tivesse mais lágrimas para derramar, quis esmurrar até que suas mãos chegassem aos ossos.
Mas ela não fez isso.
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