Great Power, Great Responsibility.

16 Capítulo 16 - Rest in peace, baby.


Notas iniciais
Hm, tá ... Hey! :3 Tudo bem? Valeu pela recomendação, TTW, firme e forte ♥ ... Segura o coração aí, esse é pesado.

Cuidadosamente colocou a garota na cama, e após cobri-la com o cobertor de estrelas escolhido por Rachel, uma vez que ela não conseguiria coloca-la para dormir todas as noites, beijou a testa de Charlie.

Antes de fechar a porta, olhou mais uma vez por cima do ombro, fitando a criança loira que dormia em uma paz invejável. Ela não poderia mais envolver, arriscar sua família. Não. Nunca mais.

Rapidamente correu até a sala, e colocou o pequeno comunicador na orelha, logo em seguida a máscara. Deu alguns passos para trás, pegando impulso, e então correu, e pisando no parapeito, se jogou do prédio.

– Marley? Santana? – Chamou, prendendo uma teia em um prédio próximo segundos antes de cair no meio da rua movimentada. –

– Já estamos indo. – Disseram em uníssono. –

Ela parou no terraço de um prédio, agachando-se no parapeito.

– Onde ele está? – Indagou apressadamente. –

– Perto de Hell’s Kitchen, parou em uma construção ao lado de um prédio abandonado. – Santana informou. –

– Como você sabe? Cê viu? –

– Cala a boca, Marley! –

Rapidamente então se jogou do prédio, com acrobacias improvisadas e prendendo teias com tiros certeiros, ia aproximando-se numa velocidade incrível, a preocupação e o ódio lhe corrompiam por dentro. Se da última vez, ele quase matou Rachel se não fosse Marley, ela tinha medo de pensar no que aconteceria agora.

...

Lá estava o prédio abandonado, ao lado dele a tal construção, as vigas de aço que formariam outro prédio tão altas que chegava a ser intimidador. Logo em cima dele, estava o tal Carnificina, segurando Rachel pela cintura, a diva se debatia e chorava.

– Rach! – A loira gritou assim que colocou os pés em uma viga sustentada por um guindaste. – Rach, vai ficar tudo bem! – Ela assegurou, logo prendendo-se em uma das vigas que sustentava a lateral do prédio, escalando-a com agilidade. –

– Quinn, estamos no prédio abandonado, vamos até o terraço e então pularemos até onde o Carnificina tá com a sua anã, se der merda eu salvo a Sant! – Um estalo, provavelmente um tapa, foi escutado, e a Lady DeadPool praguejou de dor. –

A loira mal prestou atenção, continuava concentrada em escalar o exoesqueleto do prédio, pulando de uma viga para outra e vez ou outra, tão concentrada em Rachel que acabava escorregando ou caindo.

Lá de cima, Carnificina segurava Rachel pela cintura e ria do desespero da diva, mas logo pôde escutar o sangue correndo nas veias de Quinn, seu coração pulsando deliciosamente o líquido avermelhado em uma velocidade incrível para todo o corpo da mulher mascarada.

– Seu cavaleiro de armadura brilhante chegou. – Ele murmurou com sua voz demoníaca que pingava sarcasmo, seguido de um riso ligeiramente alto. –

– Fabray, Fabray, finalmente podemos começar a festa, nossa convidada de honra chegou! – As palavras ecoaram por toda a construção, causando um certo desconforto no simbionte. –

– Solte-a! – Quinn ordenou, segurando-se apenas com as mãos. –

Ele riu alto, escutando perfeitamente o coração da mulher loira começar a bater mais rápido, quase em sincronia com o de Rachel, que chorava de medo, o coração acelerado. Mas seu riso cessou. Havia outro batimento cardíaco. Mais fraco e até frágil, com intervalos consideráveis. E ele vinha de dentro dela.

– O-o que é isso? – Ele sussurrou para a diva, sua cara monstruosa torcida em um semblante confuso. –

– E-ela ... Ela está grávida!? – Ele gritou, enquanto segurava a diva pela cintura, Rachel encarou-o com ódio. –

Lá debaixo, escalando o prédio com uma velocidade incrível, Quinn se sentiu estremecer ao escutar aquelas palavras. Rachel estava grávida de novo. De mais um filho seu. Elas teriam mais um bebê.

Após voltar de seu pequeno estado de topor, a loira sentiu seu sangue ferver tantas vezes mais que podia borbulhar em suas veias. Não era apenas Rachel que estava em jogo, e sim também uma pequena forma de vida que estava em seu ventre, e que futuramente vira a ser seu outro filho ou filha.

– Quinn! – Marley gritou, o comunicador na orelha da loira preso por dentro da máscara vibrou. – Estamos ... Chegando ... – Disse, meio ofegante. Barulhos de passos eram escutados. – Mais alguns lances ... – Suspirou. – E estamos no terraço ... –

Ela não respondeu, não sabia o que responder.

Talvez nem tivesse escutado Lady DeadPool, estava muito concentrada, mantendo o olhar firme com os olhos marejados de Rachel. Ela tinha que salvar sua família.

– Ela não pode estar grávida, não da Fabray, não de novo! Ela é minha! Minha! – Finn gritava irado, como se estivesse falando com a coisa que o controlava, sua voz distorcida pelo simbionte. –

Ele encarou Rachel, a diva chorava, talvez de medo, ou talvez da dor do apertão. Com um riso alto, o simbionte sussurrou apenas para que ela escutasse.

– Você não contou para ela ainda, não é? – Indagou com um certo sarcasmo. – Mas não vai precisar, sabe por quê? Você não vai ter essa criança. –

– Por favor, nos deixe em paz. – Ela sussurrou, derramando algumas lágrimas pelas bochechas. –

Os dentes pontudos que constituíam um sorriso maníaco no rosto da criatura escarlate então morderam o ombro exposto da diva, rasgando a pele como se fosse fio e os dentes navalhas, a saliva estranha banhou a ferida sangrenta. Rachel soltou um grito de dor.

Foi tudo em câmera lenta.

Em questão de segundos, o sangue de Carnificina adentrou o organismo de Rachel, como um vírus zumbi, contagioso pela saliva. A diva abriu a boca em um grito mudo, deslizando lágrimas pelas bochechas quando sentiu uma umidade incomum entre suas pernas, o shorts branco ganhou uma coloração avermelhada. E então, tudo parecia distante, até que ela se rendeu, perdendo a consciência para a dor dilacerante.

– NÃO! – A SpiderGirl gritou assim que colocou os pés na última viga e pôs-se de pé a metros de distância dos dois, sentindo os joelhos fraquejarem, quase perdeu o equilíbrio enquanto sentiu os ombros pesarem e seus olhos esquentarem. –

Lágrimas caíram molhando a máscara por dentro, mas ela nem percebeu.

Havia estudado o suficiente sobre a criatura Venom e seu derivado, Carnificina, depois da primeira luta com a criatura, e sabia que ele, assim como Venom, era um parasita, que porém agia no sangue. Comandado por um Finn raivoso, ele invadiu o organismo de Rachel e então ... Acabou com a vida de seu filho, assim como, talvez, a possibilidade de Rachel gerar outra criança.

Algo fincou-se no ombro de Carnificina. Uma flecha, com granadas penduradas no cabo. Granadas vermelhas e pretas, com o desenho da máscara de Marley.

Segundos antes delas estourarem, Quinn puxou Rachel para si com uma teia, e logo em seguida pulou do prédio, caindo em cima de uma viga pendurada por um guindaste. A explosão foi forte, e as vigas desabaram com um ruído irritante, mas Quinn não se importou.

– Rach! Rach! Rachel, por favor, acorde! – Ela gritava em desespero, sacudindo o corpo da diva desacordada. – Rachel, acorde, sou eu! – Rapidamente puxou a máscara, e as lágrimas caíram na testa da morena. – RACHEL! –

– Quinn! – Uma voz chamou-a. Santana, de dentro da cabine do guindaste. – Eu vou leva-la ao hospital, você se acalme! –

Em um pulo, a loira grudou-se no teto e logo adentrou na cabine com uma Rachel desacordada nos braços.

– Santana, eu tenho que leva-la, e se ela- A loira se atropelava nas próprias palavras, até que um estalo fora escutado, e sua face ardeu. –

– Cala a boca! Eu vou leva-la, você é a única que sabe acabar com aquela coisa que eu sei! Ela está com hemorragia, eu tenho que ir logo! E se você entrar em pânico de novo eu te dou outro tapa, entendido? –

A loira assentiu rapidamente, porém logo lembrou-se e murmurou um ‘sim’, e então entregou o corpo pequeno de Rachel para Santana, e a latina logo saiu da cabine.

Ela respirou fundo e então vestiu a máscara. Aquilo teria que parar, e ia ser agora.

Rapidamente prendeu uma teia na viga presa no guindaste e então jogou-se até os escombros, de onde subitamente Carnificina se levantou e encarou Quinn, até que de repente, algo vermelho caiu em cima dele em uma velocidade incrível.

– É, vocês acertaram a mira, parabéns! – Marley gritou animada após cair com os dois pés no peito da criatura e encher o rosto dele com balas. Havia um arco ao redor de seu corpo, e flechas em sua cintura, no coldre onde originalmente deveria existir uma arma. –

– .. V-vocês? – Quinn murmurou, franzindo o cenho. –

– ... As vozes na minha cabeça. – Lady DeadPool respondeu, colocando o cano da arma em sua própria têmpora. –

Aquilo foi rápido. As duas mãos de Carnificina se fecharam contra a cabeça de Marley, esmagando-a no mesmo segundo. Ele se levantou e encarou Quinn.

– Sua vez. -

Notas finais
Só não me batam, ok? Era pra isso acontecer u.u A Marley tá bem, relaxem e.e Ela não morre, lembram?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.