Great Power, Great Responsibility.

14 Capítulo 14 - Involving family.


Notas iniciais
Hey! :3 Como vão? 'u'

– É, assim, cê tem alguma ideia do que essa coisa seja? – A morena indagou, enquanto corria apressadamente pelas ruas, ofegando algumas vezes. –

– Não é amigo. – A loira respondeu como se fosse óbvio. –

Marley revirou os olhos por baixo da máscara e então virou-se, segundos depois de puxar o pino de uma granada e então jogar em direção à criatura que as perseguia. Ele passou a língua áspera pelos lábios e ao abrir a boca, demonstrando as fileiras de dentes pontudos, engoliu o explosivo. Lady DeadPool bufou, frustrada.

– Mas que merda! – Ela parou de correr e logo sacou as espadas, voltando a correr em direção ao ser. –

Quinn revirou os olhos, e antes que a coisa pudesse atacar Marley, grudou uma teia nas costas da mercenária, puxando-a de volta. Atirou outra teia na mão da criatura, mas ele apenas puxou-a para si, socando-a diretamente na mandíbula, tão forte que a atordoou.

Quando a SpiderGirl caiu no chão, ele sentou-se na cintura da mascarada, socando-a e arranhando-a diversas vezes.

– Ele quer você. SpiderGirl. – Sua voz rouca e demoníaca sussurrava a cada golpe. –

Antes que pudesse soca-la novamente, em uma velocidade incrível algo voou contra seu braço, cortando-o em dois. A criatura rugiu irritada, e recuou em um pulo para alguns metros de distância.

Quinn levantou-se com a ajuda de Marley, um pouco tonta, porém assentiu para a mercenária, agradecendo-a silenciosamente.

Santana pegou a espada de Marley, que caiu um tanto longe da criatura, e em silencio, correu até ele, fincando-a em suas costas. Outro rugido irritado, ele virou-se para socar a latina diretamente no rosto, mas ela apenas defendeu com os dois braços, abrindo-os rapidamente para conseguir uma brecha, e então socou a criatura escarlate no rosto.

O golpe atordoou-o o suficiente para Quinn pular em suas costas, e pisando no cabo da espada presa na ‘armadura’ avermelhada, girou por cima de sua cabeça, e prendendo teias em seus ombros largos, desceu com os dois pés no rosto da criatura. Com outro salto, foi parar ao lado de Santana, milímetros antes de alcançar o chão, uma gosma avermelhada prendeu-se em seu calcanhar, arremessando-a no teto de um carro estacionado por ali.

Rapidamente Marley tirou sua espada das costas dele, e com um mortal para trás, desviou segundos antes de um golpe certeiro em sua cabeça. Porém ele pegou Santana pelo pescoço, e com apenas uma mão, arremessou-a em direção à mercenária em pleno ar. Lady DeadPool apenas levantou-se normalmente, e correu em direção à criatura, desviando de golpes e cortando-o sempre que arrumava alguma brecha.

Com uma precisão incrível, ela arremessou a espada no abdômen da criatura, ele gritou alto de dor. A morena riu de lado e se curvou um pouco, o suficiente para Daredevil subir em suas costas, e pegando impulso fincou a lâmina bem no meio da nuca da criatura, atravessando-a. Ele apenas riu e puxou a espada, quebrando-a com uma única mão.

– Meu Deus, véi! Cê tá me devendo uma espada! – Ela gritou para Santana, a latina apenas revirou os olhos. –

– Para de reclamar. – Gritou de volta para a mercenária. –

Um barulho extremamente irritante instalou-se pelo local. Marley nem ligou, mas os ouvidos sensíveis de Santana deixaram-na desconfortável. A criatura, por outro lado, urrava de dor. Ele caiu de joelhos e apertava as mãos contra seus ouvidos, enquanto gritava o máximo que conseguia.

Quinn aproximou-se caminhando lentamente, seu celular levantado a cima de sua cabeça.

– O que é isso? – Marley perguntou, parecendo um tanto surpresa. –

– É um apito ultrassonico. São usados para treinar cães. E agora fique em silêncio, por favor. – Santana respondeu, cruzando os braços. Seus ouvidos estavam sensibilizados, qualquer barulho ecoava em sua cabeça. –

– É só o áudio de um apito ultrassonico. – Disse Quinn. – Eu estava certa. Essa coisa é como o Venom. Seu ponto fraco são barulhos agudos, doí muito neles, eu acho. – Com passos lentos, ela se aproximou e agachou-se em frente ao monstro que estava de joelhos no meio do asfalto com as mãos sobre a cabeça enquanto sussurrava palavras sem sentido. –

– Quem ou o que é você? – Ela indagou calmamente. –

– Você sabe o que eu sou, você sabe quem eu sou! – Ele gritou, sua voz rouca e assustadora vacilava. – Eu vou matar você, Fabray, vou matar todos vocês. Vou matar sua esposa, vou matar sua filha, eu vou matar todos que você ama perante aos seus olhos, e então, vou fazer você ter uma morte lenta e dolorosa. – Dizia pausadamente, terminando com um riso maníaco. –

– ... Finn. – Ela sussurrou. Não era uma pergunta, era uma afirmação. – O que você ... ? –

– O que eu fiz?! O que você fez pra mim! Otto Octavius me melhorou. Me evoluiu. Agora, eu posso acabar com você em um piscar de olhos. Mas eu não quero. Não, não. Ele precisa de você viva ou morta, heh, e por isso ... Eu posso fazer o que quiser com você antes de te entregar. –

– Finn, por favor ... Isso já acabou faz tempo. Pare com isso. –

– NÃO ME CHAME DE FINN! – Ele gritou, sua voz completamente inumana. – Meu nome é Carnificina ... Carnificina. –

Em um piscar de olhos, ele capturou o celular em mãos e então esmagou-o com apenas uma mão. Tudo que Quinn conseguiu ver fora ele avançando sobre si, e com uma cabeçada, ela perdeu a consciência.

...

Com um grito, ela acordou assustada. Sentou-se na cama e olhou em volta, não reconhecia o lugar. Era um quarto belíssimo, porém sem quadros ou fotos. O lençol de seda cinza quase lhe convidava para mais um cochilo naquele quarto mergulhado em escuridão. Ela levantou-se e notou que ainda estava de uniforme. Caminhou lentamente pelo corredor e então chegou até a sala, onde Santana e Marley conversavam sobre algo aleatório. As três máscaras se encontravam em cima da mesinha de vidro.

– Onde estamos? – Indagou, porém logo se arrependeu de falar, já que sua cabeça latejou. –

– Meu apartamento. – Santana pronunciou-se. – Aquela coisa te acertou em cheio, e assim que você caiu, ele fugiu pelos prédios. –

– Procuramos ele por todo canto, mas ficamos mais perdidas que cego em tiroteio. – Disse Marley com um sorriso de lado, Santana revirou os olhos. -

– Não vou responder essa ofensa. – E então cruzou os braços infantilmente. – O que era aquela coisa? – Indagou para Quinn, ignorando completamente Marley. –

– Se autodenomina Carnificina. Ele é, aparentemente, uma evolução do Venom, ou algo assim. Originalmente se chama Finn, o cara é caído pela Rachel desde a faculdade, e nunca aceitou os foras muito bem. Ele me odeia por ela ter me escolhido ao invés dele. – Sentou-se em um dos sofás cinzentos, escondendo o rosto entre as mãos enquanto suspirou cansativamente. – Pode ser mais um problema para minha família. Eu não quero envolve-las nos meus assuntos. –

– É, deve ser complicado. – Marley murmurou, cruzando os braços e fazendo uma cara pensativa. – Kitty quer ter filhos. Eu não. Não quero criar uma criança, pelo menos não assim. Eu mato, não sirvo para ser mãe. Sei usar uma RPG, mas não sei fazer um bebê parar de chorar. Só pelo fato de eu estar com ela já é perigoso, morro de medo de que façam alguma coisa com ela, imagina só com uma criança. –

Quinn levantou-se subitamente, suas mãos capturaram a máscara avermelha detalhada com teias.

– Já vou indo. – Colocou a máscara. – Rachel deve estar preocupada comigo. –

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A morena estava em seu banheiro, encarando fixamente seu reflexo no espelho enquanto mordia nervosamente o lábio inferior. Aqueles foram os dois minutos mais demorados de sua vida. Ela batucava os dedos na pia de mármore, de longe podia escutar Charlie assistindo seus desenhos animados na sala.

O celular apitou, tirando-a do transe. Rapidamente pegou a vareta de plástico e ... Encarou-a. Minutos devem ter se passado, mas ela não percebeu. Pôde escutar Charlie animada, e em seguida a voz de Quinn mimando a pequena garotinha de dois anos.

Enrolou o teste de gravidez em papel higiênico e jogou-o no lixo, lavou as mãos e arrumou o cabelo apressadamente, logo saindo do local.

Notas finais
Futuro baby Karley? Outro Faberry? Comentem s2